Mês: março 2017 (Página 1 de 4)

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Quatro candidatos à Direção de Farmanguinhos

Os nomes foram anunciados nesta sexta (31/3), durante a Assembleia Geral Extraordinária que debateu outras questões referente ao tema

 

 

Na manhã desta sexta-feira (31/3), os trabalhadores do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) participaram da Assembleia Geral Extraordinária, que teve como pauta o processo eleitoral da unidade. No encontro, o presidente da Comissão anunciou os nomes dos quatro candidatos que concorrerão à Direção, de acordo com a ordem de inscrição: Jorge de Souza Mendonça, José Alarcon Gonçalves, Luiz Alberto Simões dos Santos, Lícia de Oliveira.

 

Durante a Assembleia, a Comissão explicou a necessidade de prorrogar o prazo de inscrição até 30/3, às 17h. O motivo, segundo o presidente Marcelo Albuquerque, foi dar ampla divulgação do processo eleitoral respeitando os princípios da publicidade e razoabilidade. Desfeito o mal-entendido, os trabalhadores presentes ao auditório do Prédio 20 do Complexo Tecnológico de Medicamentos (CTM) deliberaram pela ratificação desse prazo pelo dia mencionado. As demais datas, no entanto, serão mantidas sem alterações. Clique aqui e acesse o Calendário Eleitoral.

 

A Comissão divulgou o Colégio Eleitoral. Clique aqui e acesse a relação.

 

Para esclarecer dúvidas, fazer sugestões ou reclamações, entre em contato com a Comissão Eleitoral por e-mail eleicao2017@far.fiocruz.br ou pelos telefones (21) 3348-5280 (Marcelo Albuquerque) e (21) 3348-5257 (Jacob Portela).

 

 

 

 

Simpósio Internacional de Farmanguinhos

Abordagem sobre desafios e novas tecnologias  na descoberta de drogas e produção farmacêutica.

O 4º CNTP visa a discussão de experiências bem-sucedidas dentro de uma plateia interessada em levar sua pesquisa e desenvolvimento de produto para o próximo nível.

 

Cooperação técnico-científica internacional

Farmanguinhos, Unifesp e Centro de pesquisa da Argentina desenvolvem projeto conjunto voltado para estudo de princípio ativo de medicamento


 

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) recebeu a visita de pesquisadores do Centro de Excelencia en Productos y Procesos (Ceprocor), órgão público argentino destinado à prestação de serviços de pesquisa e desenvolvimento de produtos, tanto para o governo quanto para o setor industrial privado, e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O encontro faz parte da agenda estabelecida na cooperação técnico-científica firmada no ano passado envolvendo as três instituições.

 

Coordenador do projeto em Farmanguinhos, Helvécio Rocha, do Laboratório de Sistemas Farmacêuticos Avançados (LaSiFA), explica que a cooperação foi motivada por um questionamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quanto ao princípio ativo do antiparasitário mebendazol. Segundo o pesquisador, a Agência Reguladora brasileira recorreu a eles por estar se posicionando de forma mais contundente nos pedidos de registro e renovação por parte dos fabricantes do medicamento em questão.

 

“Eu e a Silvia Cuffini, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), recebemos nominalmente da Anvisa o questionamento quanto à qualidade do mebendazol que estava sendo utilizada na fabricação de comprimidos e suspensões distribuídos no mercado nacional”, frisa. “De qualquer forma, para uma mudança mais efetiva da legislação, algumas questões precisam ainda ser respondidas, por isso estabelecemos a parceria. Esperamos concluir o estudo em dois anos”, destaca. Rocha explica que o projeto foi aprovado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em um edital específico de cooperação Brasil-Argentina.

 

Mais projetos no radar – A visita contou com a participação dos pesquisadores Marcelo Ceballos e Ismael Bianco, sendo este último um dos diretores do Ceprocor. A instituição argentina atua em diferentes segmentos, tais como alimentos, saneantes, vacinas, fármacos e medicamentos. Desta forma, o acordo visa ao intercâmbio científico entre os pesquisadores dos três órgãos, mais especificamente para estudo e caracterização do estado sólido do princípio ativo do mebendazol. Participaram também da reunião Silvia Cuffini e Rogeria Costa, da Unifesp, e Livia Prado e Beatriz Patricio, de Farmanguinhos.

 

A partir da esquerda: Marcelo Ceballos, Rogeria Costa, Ismael Bianco, Silvia Cuffini, Beatriz Patricio, Livia Prado, Helvécio Rocha (Foto: Edson Silva)

Durante a reunião no Complexo Tecnológico de Medicamentos (CTM) foram exploradas outras possibilidades de colaborações futuras. “Foi muito positivo saber que o Ceprocor está em fase final de construção de uma planta farmacêutica para fabricação de medicamentos oncológicos com base em nanotecnologia. Considerando nossa atividade nesta área, esperamos poder estabelecer mais alguma parceria”, observa.

 

Um fato que chamou a atenção dos pesquisadores de Far é o elevado número de patentes do Ceprocor licenciadas para empresas. “É uma sinalização clara do apelo comercial de seus projetos. Eles, de fato, parecem estar trabalhando de forma muito integrada às demandas que tenham uma aplicação clara”, observa.

 

Helvécio observa que a amplitude de atividades do Ceprocor pode despertar o interesse de outras unidades da Fiocruz em estreitar laços com o órgão argentino. Neste sentido, foi realizada uma reunião com a Vice-Presidência de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz (VPPIS) a fim de analisar as conveniências para ambos os lados.

 

“Vamos agora iniciar um trabalho de divulgação do Ceprocor em busca de outras oportunidades na própria Fiocruz. Por exemplo, eles desenvolveram uma formulação de interferon peguilado, da mesma forma como hoje Bio-Manguinhos está recebendo tal tecnologia de Cuba. Além disso, estão desenvolvendo padrões de substâncias relacionadas para fornecimento pela Farmacopeia Argentina e isso poderia ser uma ótima oportunidade para uma interface com o INCQS (Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde da Fiocruz). Há inúmeras possibilidades e vamos avaliar quais delas seriam mais viáveis”, assinala Helvécio Rocha.

 

Fundo japonês investe no Consórcio Praziquantel Pediátrico

Os recursos serão destinados aos estudos clínicos de fase 3 do medicamento que deverá ser produzido por Farmanguinhos


 

O Fundo Global de Tecnologia Inovadora (GHIT, na sigla em inglês), parceria público-privada japonesa formada para combater doenças infecciosas em todo o mundo, anunciou nesta semana 11 novos investimentos para estudos em doenças negligenciadas. Ao todo, serão cerca de US$ 23 milhões para ajudar a fornecer uma gama de terapias inovadoras. Um dos beneficiados é o Consórcio Praziquantel Pediátrico, projeto do qual o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) participa e que visa ao desenvolvimento de medicamento mais amigável para as crianças infectadas pela esquistossomose.

 

De acordo com informações publicadas na página do Fundo GHIT na internet, a entidade investirá US$ 4,7 milhões no projeto Praziquantel (PZQ) pediátrico.  Esses recursos apoiarão um ensaio clínico de Fase 3, que será realizado na África, a fim de avaliar o medicamento em crianças de três meses a seis anos. Desde a década de 1970, o padrão ouro de tratamento para a doença tem sido uma única dose oral de PZQ usado para tratar adultos e crianças em idade escolar. Mas as crianças menores de cinco anos infectadas com a esquistossomose não são tratadas com PZQ sob a política atual.

 

Outro fator preocupante é que os dados sobre o tratamento dessas crianças têm sido escassos e insuficientes para definir e confirmar a melhor dosagem. Além disso, os comprimidos atuais têm um sabor amargo e seu tamanho grande torna difícil ou simplesmente impossível para as crianças pequenas engolirem-no. Além de apresentar eficácia, a formulação que vem sendo desenvolvida pelo Consórcio Praziquantel Pediátrico é menor, mais palatável, e poderá ser administrada em crianças de apenas três meses.

 

O Consórcio é uma parceria público-privada internacional sem fins lucrativos envolvendo Astellas Pharma Inc. (Japão), Lygature (Holanda), Merck KGaA (Alemanha), o Instituto Suíço Tropical e de Saúde Pública, Simcyp Limited (Reino Unido), a Schistosomiasis Control Initiative (SCI, Reino Unido), e Farmanguinhos (Brasil).

 

O Fundo japonês já investiu anteriormente no projeto, mais precisamente na etapa de estudo clínico de Fase 2, realizado em 2015 e 2016. Se for bem-sucedido, o ensaio de Fase 3 vai pavimentar o caminho para revisão regulamentar e pré-qualificação pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que iria torná-lo disponível a um preço acessível.

 

De acordo com informações divulgadas pelo Fundo GHIT, este ensaio clínico é uma das parcerias mais avançadas que conta com apoio financeiro da entidade.

 

Inovação – O GHIT é uma organização que combina a liderança histórica do Japão em saúde global e inovação com pesquisa de ponta em todo o mundo. O Fundo GHIT também está fazendo novos investimentos em duas candidatas a vacinas contra a malária. Além disso, investe para acelerar pesquisas voltadas para novos tratamentos medicamentosos para a malária, dengue, doença de Chagas, criptosporidiose e leishmaniose.

 

“Estamos chegando a uma fase emocionante em que a abordagem do GHIT para parcerias e desenvolvimento de drogas e vacinas está começando a produzir um progresso tangível em direção à implantação do produto que poderia eventualmente levar a descobertas revolucionárias”, disse o diretor-executivo do Fundo, BT Slingsby.

 

“Sabíamos que combinar a riqueza de talentos e de pesquisa biomédica e capacidades farmacêuticas do Japão com os principais especialistas em doenças infecciosas, perto e longe, seria provavelmente uma combinação vencedora e isso foi validado pelo progresso que estamos vendo através de uma rica diversidade de projetos”, acrescentou o diretor.

 

 

Febre do caracol – A esquistossomose é também conhecida como “febre de caramujo”, porque é transmitida por caramujos de água doce, que levam à doença aguda e crônica. É causada por vermes parasitas e geralmente a contaminação ocorre a partir do contato com água infestada.

 

A doença é endêmica em 78 países em desenvolvimento e, segundo a OMS, mais de 261 milhões de pessoas, incluindo 100 milhões de crianças, foram infectadas com esquistossomose em 2015. Cerca de 90% das infecções ocorrem na África, onde a água segura é muitas vezes escassa.

 

Embora raramente fatal, se não for tratada, a doença pode causar anemia, crescimento atrofiado, capacidade de aprendizagem prejudicada e inflamação crônica de órgãos vitais.

 

As crianças mais jovens estão em maior risco, mas o medicamento existente é tão amargo e difícil de engolir que as crianças muitas vezes não são tratadas, ficando expostas a sérios problemas de saúde e aprendizagem ao longo da vida.

 

 

Visite o site do Fundo Global de Tecnologia Inovadora (GHIT) e saiba mais sobre outros investimentos, como os projetos para o desenvolvimento de vacina contra malária, por exemplo.

 

 

(Com informações do Fundo Global de Tecnologia Inovadora)

 

 

 

Prorrogado o prazo de inscrição para candidatos a diretor de Farmanguinhos

O encerramento será às 17 horas desta quinta-feira (30/3). A divulgação dos inscritos será no mesmo dia após o término das inscrições


 

Em função de recurso externo impetrado solicitando extensão do período de inscrição de candidatos à Diretoria de Farmanguinhos, o diretor e o presidente da Comissão Eleitoral decidem ampliar em 24 horas o prazo. Assim, as inscrições se encerram às 17 horas do dia 30 de março.

 

Em virtude da Assembleia Extraordinária, que será realizada amanhã (31/03) para discussão e deliberação sobre o processo eleitoral, os nomes dos candidatos inscritos para a eleição de diretor de Farmanguinhos não serão divulgados hoje (30/03), conforme Calendário Eleitoral anteriormente divulgado.

 

Em caso de dúvidas, sugestões e reclamações, entre em contato com a Comissão Eleitoral por e-mail (eleicao2017@far.fiocruz.br) ou pelo telefone 3348-5280.

 

Comissão Eleitoral e Diretoria Executiva de Farmanguinhos

 

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