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Na última quarta-feira (12/4), o Núcleo de Gestão Social de Farmanguinhos/Fiocruz fez a alegria de 175 crianças da comunidade


Nesta Páscoa, Farmanguinhos fez a alegria de 175 crianças da Cidade de Deus (Foto: Edson Silva)

Na última quarta-feira (12/4), o Núcleo de Gestão Social (NGS) do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz), ligado à Vice-Diretoria de Gestão do Trabalho (VDGT), levou um pouco de alegria a 175 crianças da Cidade de Deus, com a entrega dos ovinhos de chocolate. A iniciativa faz parte da tradicional campanha Páscoa Solidária, que, há 12 anos, envolve a colaboração dos trabalhadores da unidade, que doam os ovos de Páscoa.

 

Colaboradora lotada na Gestão Social, Fátima Loroza explica que, neste ano, foi apresentada uma peça teatral para as crianças da creche Nise da Silveira. De acordo com ela, no final, as crianças tinham que ajudar a coelha a procurar os ovinhos que haviam desaparecido. “Elas adoraram. Foi emocionante ver as carinhas delas”, ressalta Fátima.

 

Responsável pelo NGS, Magali Portela destacou a importância de atuar numa área tão vulnerável. “Há, hoje, um clima de desesperança na Cidade de Deus. A violência está cada vez maior e o cenário é desafiador. Portanto, levar descontração para aquelas crianças é uma obrigação”, salientou. “Promover uma atividade como esta é mais do que pedir a paz, é viver em paz”, frisou a assistente social, referindo-se ao simples ato de se divertir no quintal da creche.

 

Magali lembrou que, por questão de segurança, neste ano não teve a participação do Coral do Instituto (Sons de Far). “Não teve coral, mas teve Páscoa. Apesar do cenário, nós conseguimos vencer a barreira do medo e levar os ovinhos para as crianças. Não podemos recuar. É preciso resistir”, incentivou.

A participação dos colaboradores da unidade foi fundamental para alcançar a meta e colaborar para a Páscoa das crianças da creche Nise da Silveira (Foto: Edson Silva)

Diante desse espírito de solidariedade, a colaboradora fez questão de agradecer à força de trabalho de Farmanguinhos, mas observou: “nos últimos anos, tem sido cada vez mais difícil porque as pessoas têm doado menos. Entendo que a dinâmica de trabalho, muitas vezes, tira o tempo de cada um. Mas a mágica do voluntariado é a doação do próprio tempo, é se dedicar, ir à loja comprar e pensar na criança que vai receber aquele ovinho”, disse Magali. “Ser voluntário é doar-se”, concluiu.

 

No fundo, no fundo, ao refletir sobre uma área em que é doutora, estava saudando quem doou os ovos. Também se referia àquela voluntária que, ao saber, ontem, começo da tarde, que a meta estava longe de ser atingida, armou-se com caneta, folha de papel e sorrisos, e fez a chamada busca ativa dentre os colaboradores. Caiu dentro, e, em menos de uma hora, estavam garantidos os 175 sorrisos abertos, 24 horas depois, dentro de uma creche localizada na Cidade de Deus.

 

Clique aqui e confira o vídeo sobre a entrega dos ovos, gravado pela diretora da creche, Georgia Paiva.

 

A partir da esquerda: Magali Portela, Sarah Lucas, Fátima Loroza e Walderez Silva (Foto: Edson Silva)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na expectativa por um ovinho de Páscoa (Foto: Edson Silva)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

As crianças ajudaram a mamãe coelha a procurar os ovinhos de chocolate (Foto: Edson Silva)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Farmanguinhos fez a alegria a criançada da creche Nise da Silveira, na Cidade de Deus (Foto: Edson Silva)