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Reforma visa à readequação da planta fabril para produzir medicamentos de alta complexidade tecnológica, como tacrolimno, pramipexol e atazanavir, todos frutos de parcerias

 

Nesta segunda-feira (29/5), começaram as obras de adequação do Prédio 70 do Complexo Tecnológico de Medicamentos (CTM) para receber os três primeiros medicamentos provenientes das Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDP) do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz): tacrolimo, pramipexol e atazanavir. Nesta primeira etapa, a Produção será totalmente interditada por 15 dias.

 

Esta primeira etapa contempla o isolamento de um área de 360 metros quadrados (Foto: Projetos Industriais)

“Esta interdição será necessária para poder realizar o isolamento das áreas com tapumes específicos (em PVC), de acordo com os padrões de Boas Práticas de Fabricação (BPF)”, explica o chefe do Departamento de Projetos Industriais, ligado à Vice-diretoria de Operações e Produção (VDOP), Alexandre Moore. Segundo ele, após os 15 dias, a Produção voltará a funcionar normalmente. “Com a devida separação das áreas, os funcionários envolvidos na obra terão acesso por locais específicos, sem interferir na rotina produtiva da unidade”, afirma.

 

Nesta primeira fase, será realizado o isolamento de uma área correspondente a 360 m2. A reforma será executada pelo Consórcio CTM-Far, formado por empresas especializadas, que, nesta primeira fase, mobilizará cerca de 30 profissionais para a execução das atividades.

 

Prazos – A previsão é de que toda a obra de adequação da área fabril seja concluída em março do ano que vem. Entretanto, as linhas de produção serão liberadas, gradualmente, à medida que as áreas forem sendo finalizadas.

 

Desta forma, está prevista para setembro a liberação da linha de fabricação do tacrolimo, que será localizada no térreo do Prédio 70. Em janeiro de 2018, será a vez da linha de dicloridrato de pramipexol e, em março, a do antirretroviral sulfato de atazanavir, ambas distribuídas entre segundo e primeiro pavimentos.

 

Foi montado um canteiro de obras na parte externa do Prédio 70 do CTM, (Foto: Projetos Industriais)

Segundo o engenheiro que coordena o projeto, Fábio Pires Pinto, a obra viabilizará, mais à frente, a incorporação de outros quatro medicamentos também frutos de PDP: cabergolina, sevelâmer, o antirretroviral 2 em 1 (tenofovir+lamivudina) e o tuberculostático 4 em 1 (isoniazida+rifampicina+etionamida+etmbutol).

 

Preocupação ambiental – Para montar o canteiro de obras, localizado nos fundos do CTM, próximo à Estação de Tratamento de Efluentes (ETE), foi necessário fazer a transposição de três espécies vegetais: Averrhoa carambola (carambola), Sapindus saponarea (sabão de soldado) e Lecythis pisonis (sapucaia).

 

Segundo o responsável pelo projeto paisagístico do CTM, Gilberto Braga, as árvores serão replantadas no local ao término das obras. A exceção é a carambola, que já foi doada à Fundação Parques e Jardins. “A sapucaia e o sabão de soldado nós plantamos no setor 100 do CTM (área próxima à churrasqueira). Em virtude da política ambiental da unidade, vamos doar a carambola por se tratar de árvore frutífera”, salientou Braga. Ele explica que foi realizado um registro fotográfico do local no qual foi instalado o canteiro de obras, para que seja possível recuperar a área tal qual era antes da obra, incluindo o plantio de novas mudas.

 

Serão meses de trabalho intenso para concluir a reforma. A obra é encarada pela Direção como extremamente necessária às aspirações da unidade a continuar sendo um protagonista na produção pública de medicamentos, principalmente a partir das demandas geradas pela mudança do perfil epidemiológico da população brasileira.

 

Para a construção do canteiro de obras foi necessário fazer a transposição de três espécies vegetais, que serão replantadas ao término da reforma (Foto: Projetos Industriais)