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A farmacêutica Ana Carolina explica que o LTF está envolvido em todo ciclo de vida do medicamento (Foto: Alexandre Matos)

O Laboratório de Tecnologia Farmacêutica (LTF) é uma das áreas mais antigas de Farmanguinhos. Criado em 11 de maio de 1983, o setor traz uma característica singular: congrega desenvolvimento de novas formulações farmacêuticas e atua em praticamente todos os processos fabris antes de o medicamento entrar em linha de produção. Essa peculiaridade é tão marcante que muitos consideram o LTF uma espécie de fábrica em escala menor.

 

Estrategicamente implantado há quase 35 anos, o LTF inicialmente era denominado Setor de Farmacotécnica, passou a se chamar Farmacotecnia e, finalmente, pelo nome que o conhecemos hoje. Atualmente, está vinculado à Coordenação de Desenvolvimento Tecnológico (CDT) e continua exercendo função extremamente estratégica dentro da unidade, uma vez que, dentre outras atividades, é responsável pelo desenvolvimento de formulações e de processos produtivos para a fabricação de medicamentos.

 

“O LTF está envolvido em todo ciclo de vida do medicamento, desde o desenvolvimento até a fabricação. Estamos atuando o tempo inteiro em projetos que vão trazer o futuro para Farmanguinhos. De certa forma, somos o futuro da fábrica, porque os medicamentos que desenvolvemos hoje são os que estarão em linha amanhã”, frisa a farmacêutica Ana Carolina Felizardo Lima Almentero. Ela integra a equipe de 14 profissionais, no total, liderados pela servidora Juliana Johansson. Além de reproduzir todos os processos de fabricação de medicamentos na escala de desenvolvimento, o LTF também atua em eventuais desvios de produção e em melhorias de formulações já existentes.

 

O LTF é uma das áreas-chave para fazer acontecer a transferência de tecnologia – Ana Carolina

 

O LTF conta com um time altamente qualificado, considerado fundamental para que Farmanguinhos internalize tecnologia de medicamentos estratégicos para o país (Foto: Alexandre Matos)

Internalização de tecnologia – Esse time altamente qualificado, formado predominantemente por farmacêuticos, é fundamental para que Farmanguinhos internalize tecnologia de medicamentos estratégicos para o país a partir de Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDP).

 

“Prestamos todo o suporte técnico necessário para o sucesso da absorção tecnológica. Vamos ao parceiro conferir como é o processo produtivo, a tecnologia farmacêutica empregada, bem como os materiais e equipamentos utilizados. Juntamente com a equipe da Vice-diretoria de Operações e Produção (VDOP), da Coordenação de Gestão da Qualidade (CGQ) e Gerência de Projetos, analisamos a viabilidade da internalização do processo”, explica Ana Carolina.

 

Com a formalização das parcerias, o LTF atua também no ciclo produtivo. Na fabricação do lote piloto, por exemplo, fornece o suporte necessário para garantir que Farmanguinhos esteja reproduzindo o processo tal qual é feito no laboratório parceiro.

 

Instalações de ponta – Com instalações e equipamentos de ponta, a área tem capacidade para realizar misturas, granulações por via úmida e seca, secagem, compressão e revestimento. O Laboratório executa ainda atividades de controle em processo e estabilidade, essenciais para o desenvolvimento galênico e acompanhamento dos lotes experimentais.

 

O colaborador Evanil Borges durante a etapa de revestimento do Artesunato+Mefloquina (ASMQ), antimalárico que cura em até três dias (Foto: Alexandre Matos)

De acordo com Ana Carolina, o setor elabora toda documentação técnica de fabricação dos produtos em linha. “Os farmacotécnicos do LTF são responsáveis pela elaboração da ficha técnica, considerada um dos documentos mais importante da fábrica, uma vez que norteia o processo e os métodos de fabricação de medicamentos”, observa.

 

Em função dessas características, o setor mantém uma interação maior com departamentos da VDOP, da CGQ e da própria CDT. Por terem grande conhecimento em tecnologia farmacêutica e farmacotécnica, os profissionais da área são frequentemente convidados a ministrar aulas em disciplinas do Mestrado Profissional e da pós-graduação de Farmanguinhos.

 

Essa interação com outras áreas deve ser ampliada, já que a proposta da atual gestão de Farmanguinhos é aproximar a Pesquisa do Desenvolvimento Tecnológico. “O ideal seria, em algum momento, a VDEPI (Vice-diretoria de Ensino, Pesquisa e Inovação) transferir seus projetos de pesquisa para nós (CDT) desenvolvermos o medicamento e, por fim, nós disponibilizá-lo na Produção. Esse é o futuro que acredito que a unidade se encaminhará, pois já é um projeto que vem sendo trabalhado e é uma proposta do diretor Jorge Mendonça”, assinala a farmacêutica Ana Carolina.

 

 

Parte da equipe do LTF: Segundo plano (a partir da esq): Larissa Rienesl, Evanil Borges, Alexandre Carnevale, Maíra da Costa
Primeiro plano (a partir da esq): Ana Carolina Almentero, Mariana do Carmo, Karen Gonçalves, Ana Lucia Cerqueira e Andrea de Souza Lucas (Foto: Alexandre Matos)