image_pdfimage_print

Atuar como unidade técnico-científica da Fiocruz, na promoção da saúde pública, por meio da geração e difusão de conhecimentos, do ensino, da pesquisa, do desenvolvimento tecnológico e da produção de medicamentos é a missão de Farmanguinhos.

O ensino e a propagação de conhecimentos são um dos principais pilares da instituição, que já formou quase 300 profissionais que atuam na área de saúde pública, dentro de Farmanguinhos ou em outras indústrias farmacêuticas, em diversos estados e até de outro país.

A área que era conhecida na unidade como Ensino, dentro da Vice-diretoria de Ensino, Pesquisa e Inovação (VDEPI), a partir de 2018 recebeu o nome Educação. Segundo a Coordenadora da área, Mariana Souza, o setor se adequou a nova nomenclatura utilizada também pela Fiocruz, na Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC).

“O termo ensino entende-se à disponibilização do conhecimento para o outro, já a educação é muito mais ampla, sendo a troca de experiências entre o docente e os discentes”, explicou a coordenadora.

Reunião com os coordenadores dos cursos TIF, Lívia Prado, Fito, Regina Nacif, Mestrado Profissional, Jorge Lima, e alguns membros da equipe.

Juntamente com o novo termo, a Coordenação de Educação de Farmanguinhos foi criada para integrar os cursos Lato Sensu, que são a Especialização em Gestão da Inovação em Fitomedicamentos (Fito) e Especialização em Tecnologias Industriais Farmacêuticas (TIF), o stricto sensu, que é o Mestrado Profissional em Gestão, Pesquisa e Desenvolvimento na Indústria Farmacêutica, e os cursos de atualização, que são oferecidos nas Escolas de Verão e Inverno. Segundo a coordenadora, os cursos já existiam, porém com essa nova coordenação estarão mais coesos e interligados, inclusive com uma secretaria acadêmica única para atendimento.

A unidade aposta na fusão de conhecimentos entre a pesquisa e a educação, contando com a atuação e experiência dos pesquisadores da instituição no corpo docente dos cursos. Mariana reforça a importância dessa troca da prática de pesquisa com a educação. “Como disse Carlos Chagas, ‘Aqui se ensina porque se pesquisa’. A constante atualização de conteúdo e a geração de conhecimento durante nossas atividades como pesquisadores nos dá expertise para trabalhar a troca de informação com os discentes”, detalhou. Mariana atua na Farmacologia, formada em Biomedicina, com Doutorado em Biologia Celular e Molecular. Atualmente, a Coordenadora da Educação também coordena os projetos, que estudam alvos terapêuticos para o tratamento de patologias decorrentes da malária grave.

Além disso, a área conta com a colaboração de três secretárias e os coordenadores de cada curso: Lívia Prado, do TIF, Regina Nacif, do Fitos, e Jorge Lima, do Mestrado Profissional. A maior parte da equipe está instalada no campus Manguinhos, pela proximidade dos laboratórios, para realização de aulas práticas. Os encontros acontecem nos auditórios dos containeres às quintas (mestrado) e sextas (lato sensu) e, eventualmente, em salas de aula da ENSP.

Lato Sensu Desde 2008, quando os cursos de Especialização foram iniciados, o objetivo da área é formar profissionais qualificados para o exercício de atividades de pesquisa, desenvolvimento e produção, aprofundando conhecimentos teórico-práticos para funções especializadas na área de Saúde e Ciência & Tecnologia em Saúde.

O TIF está passando por uma reformulação para se atualizar e atender a demanda que a área pede. O curso é destinado a profissionais formados em química, farmácia, biologia, engenharia química, tecnologia em produção de fármacos e tecnologia em processos químicos. Novas tecnologias farmacêuticas estão disponíveis ou sendo estudadas e serão exploradas em breve.

O Fitos visa atender gestores, que atuem em qualquer etapa da cadeia produtiva de fitomedicamentos, fazendo com que os alunos tenham uma visão dinâmica da inovação, não perdendo de vista o compromisso com o retorno social e ambiental.

Cada curso conta com aproximadamente 15 professores, a maioria com doutorado, que atuam em Farmanguinhos. “Os cursos têm liberdade para trabalhar suas propostas pedagógicas, mas, em geral, todos trazem convidados externos, inclusive internacionais, o que enriquece em muito os debates em sala de aula”, detalhou. É importante destacar que ao longo de 10 anos, os cursos tiveram 197 egressos no mercado de trabalho.

Coordenadora da Educação, Mariana Souza, também é docente do mestrado e atua na Farmacologia da unidade

Stricto Sensu Primeiro, a área consolidou os cursos de especialização e em 2010, evoluiu para o curso stricto sensu, que segue uma regulamentação imposta pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Em 2018, a Coordenadora de Desenvolvimento Tecnológico de Farmanguinhos, Alessandra Esteves, foi a mestra número 100 do curso. Destes 100 egressos, 27 são da unidade e ampliam o conhecimento adquirido na produção de medicamentos para o Sistema Único de Saúde.

Além disso, desde 2015, a unidade oferece cursos de atualização sobre determinados assuntos, que devem ser aprofundados em variados processos da indústria farmacêutica, nas Escolas de verão e inverno. Ao todo, foram cinco edições das escolas e 100 alunos já fizeram parte dos cursos.

Doutorado Profissional e Pesquisa Translacional – Em 2017, a área deu início ao processo de solicitação do doutorado profissional e do Programa Acadêmico de Mestrado e Doutorado em Pesquisa Translacional em Fármacos e Medicamentos (PTFM).

“Nossa proposta é prover ao colaborador de Farmanguinhos e demais profissionais da Indústria Farmacêutica, o mais alto nível de capacitação sem que ele tenha que sair do mercado de trabalho para tal.  Ganha o profissional o título de doutor e a empresa um profissional altamente qualificado”, explicou a coordenadora da área.

O PTFM tem como objetivo a formação multidisciplinar de mestres e doutores capazes de atuar na translação do conhecimento básico ao produto final (pesquisa translacional). O propósito é que os profissionais formados sejam capazes de reconhecer e dialogar com as diferentes áreas de atuação na cadeia de desenvolvimento de fármacos.

Como em 2017, foi ano da Avaliação Quadrienal da Capes, a avaliação das propostas de Far será feita no segundo semestre de 2018 e a previsão é de que no fim do ano, a unidade tenha o resultado das solicitações.

Com um papel de suma importância para a saúde pública, a unidade constrói carreiras, apoiando desde projetos de iniciação científica até mestres e doutores, e prepara profissionais mais qualificados para o mercado de trabalho. Farmanguinhos: há 42 anos, essencial para o país!