Desenvolvimento de alta performance

O Laboratório de Desenvolvimento e Validação Analítica (LDVA) atua diretamente no desenvolvimento de novas formulações e em melhorias dos medicamentos existentes (Imagem: Banco de Imagens de Farmanguinhos)

O Desenvolvimento Tecnológico é um dos pilares do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz). Com laboratórios modernos e profissionais altamente qualificados, a unidade elabora novas formulações e trabalha em melhorias contínuas nos medicamentos já existentes, a fim de oferecer mais qualidade de vida aos pacientes.

Neste sentido, o Desenvolvimento Tecnológico da unidade permanece trabalhando ininterruptamente durante esses meses de pandemia. Como resultado desses esforços, a instituição obteve o registro do Oseltamivir na concentração 30 mg e alcançou outras importantes conquistas.

A chefe da Divisão de Gestão de Desenvolvimento Tecnológico, Juliana Johansson, explica a importância da nova formulação. “Trata-se de um antiviral indicado para tratamento da Influenza A (H1N1) em pacientes pediátricos com faixa de peso inferior a 15 kg. Desta forma, além de atender prontamente a uma solicitação urgente do Ministério da Saúde, reafirmamos o nosso compromisso de atendimento às populações negligenciadas”, explica.

Ainda durante a pandemia, o Desenvolvimento Tecnológico atuou em ações visando à redução de custo do Oseltamivir em aproximadamente 60%, mais especificamente das concentrações 75mg e 45mg, em função da inclusão de um fabricante mais viável economicamente. “Outro ganho importante foi assegurar a quebra da dependência de um único fabricante do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) do Oseltamivir, usado nestes medicamentos estratégicos para o sistema de saúde pública. Esta mesma ação está em implementação para a dose de 30 mg recém deferida”, conclui a farmacêutica. 

Outras conquistas – Graças ao potencial técnico de Farmanguinhos, o tuberculostático Isoniazida 100 mg desenvolvido pela unidade foi incluído na lista de referência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Significa que qualquer outro laboratório que tenha interesse em produzir este medicamento no Brasil terá de seguir os parâmetros estabelecidos pelo Instituto. “Neste difícil período recebemos ainda o reconhecimento do nosso produto de desenvolvimento tecnológico Isoniazida 100 mg como medicamento de referência”, frisa Juliana Johansson.

A especialista ressalta ainda outras importantes ações no campo das doenças negligenciadas. “Seguimos trabalhando intensamente para concluir a etapa regulatória relacionada à Primaquina 15 mg e a etapa clínica para este antimalárico na concentração 5 mg”, assinala.

Além dessas atividades, os laboratórios participaram diretamente no processo de conclusão de absorção tecnológica de medicamentos estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS), provenientes de Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDP), dentre os quais Duplivir (Lamivudina e tenofovir), Atazanavir e Pramipexol, conquistas essas que reiteram o potencial técnico de Farmanguinhos.