Especialista Meiruze Freitas destacou integração entre o conhecimento humano, dados e tecnologia para a Indústria 5.0

Mestrado Profissional de Farmanguinhos, que integra o Programa de Pós-Graduação Profissional em Gestão, Pesquisa e Desenvolvimento na Indústria Farmacêutica, realizou aula comemorativa pelos 15 anos de implementação. O evento aconteceu no formato híbrido, em 14/8, no Auditório do Contêiner, no campus Manguinhos, e contou com palestra da Diretora do Departamento de Ciência e Tecnologia, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde do Ministério da Saúde (Decit/SECTICS/MS), Meiruze Freitas.
Iniciativa da coordenação do Programa de Pós-Graduação (PPG) Profissional, o evento marcou a primeira aula do semestre letivo e da disciplina Gestão, Desenvolvimento Tecnológico e Produção na Indústria Farmacêutica, que tem como coordenadores Jorge Costa, Priscila Rito e Ana Cláudia Amaral.
A coordenadora do PPG Profissional, Elaine Dias, conduziu o encontro e registrou a importância da trajetória do programa para o Instituto. “Este momento marca o início de mais uma etapa de aprendizado, troca de experiências e construção coletiva do conhecimento, voltado para o fortalecimento da indústria farmacêutica nacional e da saúde pública. Nosso programa stricto sensu tem a missão de formar profissionais altamente qualificados, capazes de atuar com excelência nos desafios da gestão e da inovação em saúde”, afirmou.
Ao longo dos 15 anos, o mestrado profissional capacitou 178 egressos para atuação na área farmacêutica. Elaine comentou sobre a entrega inovadora para a saúde brasileira. “Formamos mais de 170 alunos, cujos projetos se destacaram pela inovação e pelo impacto direto na saúde. Esses resultados refletem o compromisso do programa com a excelência acadêmica e com a transformação da realidade da indústria farmacêutica nacional”, comentou.
Na mesa de abertura da celebração, a representante da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), Isabella Delgado, destacou o diferencial do programa na área farmacêutica. “Farmanguinhos teve a ousadia de lançar o programa há 15 anos, que era muito mais difícil aprovar e manter um mestrado profissional, e depois avançou para o doutorado profissional. Esse avanço significa que a tarefa que receberam e a proposta que apresentaram ao Ministério da Educação estava muito robusta. E aproveito para destacar que vocês são o único doutorado profissional na área de farmácia, abrindo caminhos para outros que talvez venham no próximo ciclo. Concordo com a importância deste programa no cenário nacional, mas eu acho que este programa é muito importante para o cenário internacional”, enalteceu.
A diretora de Farmanguinhos, Silvia Santos, ressaltou a importância da educação e da inovação para o presente e o futuro do Instituto. “Quinze anos é um marco, que destaca grandes transformações e tudo que foi entregue para a sociedade, para o fortalecimento do SUS e do CEIS. Farmanguinhos tem um compromisso com o fortalecimento da educação e hoje, quando abordamos o tema inovação, pensamos de forma ampla, o quanto ela faz parte das nossas vidas, não só no campo tecnológico, na parte da gestão também. Este tema foi muito propício para o momento que vivemos, para que possamos olhar para o futuro e pensar no desenvolvimento de Farmanguinhos”, frisou Silvia.
A vice-diretora de Educação, Pesquisa e Inovação, Elaine Rosas, falou sobre a relevância do curso para a saúde pública brasileira. “Este programa é muito importante para a Fiocruz, para a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e para a formação de profissionais que atuam para o Ministério da Saúde. Agradeço aqueles que começaram, aqueles que continuaram o nosso programa e desejo sucesso a todos que estão iniciando esta nova turma”, ressaltou.
A coordenadora-adjunta do Departamento de Educação, Aline Ramos, mencionou o trabalho de todos que passaram pelo mestrado ao longo dos 15 anos. “Vivemos um momento especial, pois é uma construção coletiva. Parabenizo todos os docentes, coordenadores, egressos, alunos, todos que construíram esse programa. Eu fico muito feliz em ver como os alunos chegam e como eles saem, e o quanto nós contribuímos para a formação destes profissionais. É muito bom ouvir os relatos destes egressos e saber o quanto o curso impactou em suas vidas e que estamos conseguindo atingir os nossos objetivos”, falou.
Meiruze Freitas associou os cursos dos programas de pós-graduação da unidade à inovação brasileira. “Temos que ressaltar o quanto os cursos de mestrado e doutorado se ligam diretamente à estratégia de inovação de um país. Do ponto de vista da inovação, buscam-se que os países tenham mais patentes, de valor farmacêutico, inclusive superando questões relacionadas a importantes publicações científicas. Este passo que a Fiocruz dá, liderado por Farmanguinhos, de trazer mestrado e doutorado profissionais para a área farmacêutica já demonstra o quanto a Fiocruz tem uma posição inovadora no Brasil e o quanto é um alicerce da nossa educação”, frisou Meiruze.
Também estiveram no evento, a Coordenadora de Desenvolvimento Tecnológico, Juliana Johansson, o vice-diretor de Gestão da Qualidade, Alan Amaral, a vice-diretora de Operações e Produção, Beatriz Simões, e o vice-diretor de Gestão Institucional, Jonnathan Pereira.

Inovação e Tendências na Indústria Farmacêutica – a especialista abordou discussões sobre a Indústria 4.0 e as formas de produzir, desenvolver e entregar novos medicamentos para a população.
Meiruze é farmacêutica com ampla experiência em regulação e vigilância sanitária e ocupou posições estratégicas, como a diretoria da Segunda Diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “A minha raiz é a vigilância sanitária, é atuar para que a gente possa ter um país mais resiliente, do ponto de vista dos insumos estratégicos à saúde. Tenho isso como norte da minha atuação e pensando no contexto da educação, tudo que fazemos é focando na entrega para a nossa sociedade, de produtos com qualidade, com eficácia e com segurança”, explicou.

Para introduzir o assunto, a palestrante apresentou a evolução da Revolução Industrial, desde a Indústria 1.0, em 1784, até a Indústria 4.0, nos dias de hoje. “A máquina pode atuar, até mesmo na substituição do ser humano, mas temos que lembrar o tempo inteiro, que a máquina não substitui o conhecimento humano. O ponto central está no conhecimento das pessoas. A Indústria 4.0 vai buscar cada vez mais a integração entre as pessoas e as tecnologias. Hoje já se discute a Indústria 5.0 e com maior integração de dados e de tecnologia e com valor mais sistematizado e buscando a sustentabilidade, com tratamentos mais personalizados”, descreveu Meiruze.
A especialista apresentou as vantagens e os impactos da Indústria 4.0, em relação à produtividade e a integração da produção. Tópicos como manufatura aditiva 3D, internet das coisas, Big Data, Inteligência Artificial e Gêmeos Digitais também foram explorados para associar à aplicação na Indústria 4.0.
Acesse o link do YouTube para acompanhar o evento na íntegra.








