Autor: Alexandre Matos (Página 17 de 28)

Simpósio internacional de Farmanguinhos discute inovação no setor farmacêutico

Além das palestras sobre pesquisa, desenvolvimento e Inovação tecnológica, o evento premiou os melhores trabalhos em diferentes categorias


 

Pesquisador Benjamin Gilbert e a vice-diretora Erika Martins de Carvalho (Foto: Alexandre Matos)

O público lotou a Tenda da Ciência Virgínia Schall, na sede da Fiocruz, no Rio de Janeiro, nos três dias do 4th International Symposium on Challenges and New Technologies in Drug Discovery & Pharmaceutical Production (Simpósio Internacional sobre Desafios e Novas Tecnologias na Descoberta de Fármacos e Produção Farmacêutica, em tradução livre). Em sua 4ª edição, o evento teve como objetivos a divulgação de novas tecnologias e a discussão de estratégias para o desenvolvimento e pesquisa de novos fármacos e medicamentos, bem como a produção farmacêutica.

 

Neste sentido, de 7 a 9 de novembro, pesquisadores do Brasil e do exterior debateram diferentes temas relacionados a ciência, tecnologia e inovação na indústria farmacêutica, apresentando experiências nas áreas de atuação. Arauto da Ciência e da Tecnologia, a instituição manteve sua missão de incentivar novos estudos, a partir do prêmio Benjamin Gilbert, para trabalhos de profissionais e alunos de pós-graduação apresentados em três áreas de atuação: Pesquisa, Desenvolvimento e Gestão. Além disso, houve também sessão de pôsteres e a premiação Cientista do Futuro, aos alunos de iniciação científica. Clique aqui e acesse a relação de trabalhos premiados.

Coordenador do Simpósio, André Sampaio destacou a abrangência que o evento vem tomando a cada edição (Foto: Viviane Oliveira)

A vice-diretora de Ensino, Pesquisa e Inovação, Erika Martins de Carvalho, ressaltou que o evento foi desenhado para atender a todas as etapas da cadeia produtiva. “Espero que o público presente possa interagir, dividir e compartilhar e fazer novas parcerias. Precisamos trabalhar em rede. Temos um grupo multidisciplinar e a proposta é trazer para o público desde a pesquisa básica e a aplicada, passando por produção, bem como a gestão, que é fundamental para acompanhar os projetos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico”, frisou. Erika fez questão de agradecer aos patrocinadores. “Neste momento difícil que estamos atravessando, faço um agradecimento especial a todos os patrocinadores. Sem o apoio deles não estaríamos aqui”, destacou.

Débora Patrícia Feitosa Medeiros, Nayara Araújo Cardoso e Ana Carolina Linhares Braga vieram da Universidade Federal do Ceará (Foto: Alexandre Matos)

O coordenador do Simpósio, André Sampaio, destacou a abrangência que o evento vem tomando a cada edição. “Neste momento em que a ciência brasileira passa por um momento tão difícil, ficamos muito honrados em ver pessoas fazendo um deslocamento tão grande para comparecer ao nosso evento. Muitos vieram de longe, do Piauí, por exemplo, e estou muito orgulhoso de ver o esforço que as pessoas fizeram para vir aqui”, frisou Sampaio.

Da região Nordeste vieram também as amigas Débora Patrícia Feitosa Medeiros, Ana Carolina Linhares Braga e Nayara Araújo Cardoso, mestrandas da Universidade Federal do Ceará. Elas apresentaram o trabalho que desenvolvem em conjunto. “O Simpósio representa uma oportunidade de apresentarmos o estudo com a moringa que realizamos na nossa universidade.  Estamos examinando os extratos da semente desta planta e avaliando os efeitos neurológicos e psicofarmacológicos que ela possa ter no Sistema Nervoso Central”, explicou Débora. “Além disso, o nome da Fiocruz por si só nos estimula a querer participar de um evento com pesquisadores de alto nível”, frisou a estudante.

A palestra de abertura foi proferida pelo britânico Andrew Farlow (Foto: Viviane Oliveira)

Saúde global em foco – A palestra de abertura do Simpósio foi a do britânico Andrew Farlow, professor da universidade de Oxford, que falou sobre a saúde como um desafio para a sociedade globalizada. Farlow apresentou dados sobre a evolução de determinadas enfermidades, principalmente as doenças negligenciadas, e introduziu uma importante discussão acerca da melhoria da saúde no âmbito mundial.

Uma das pesquisas que ele coordena levou em consideração aspectos sociais, econômicos e geográficos. O objetivo, segundo o pesquisador, foi contribuir para a melhoria da saúde global, de modo que os resultados possam sugerir as definições das prioridades para a construção de melhores e mais equitativos sistemas de saúde. De acordo com o especialista, a saúde global tem melhorado ao longo dos anos, mas há muitos desafios em todo o planeta. Um dos principais, aponta ele, é o elevado índice de desperdício de investimentos.

 

Eduardo Faveret falou sobre o uso medicinal da maconha (Foto: Viviane Oliveira)

Da cannabis às plataformas digitais – Ao longo dos três dias, o público, que lotou a Tenda da Ciência, foi agraciado com debates esclarecedores sobre diversos temas relacionados a ciência em saúde. Alguns ainda são considerados tabus para a sociedade, como o uso de Cannabis sativa para fins medicinais. O médico e pesquisador Eduardo Faveret explicou os benefícios clínicos que as substâncias encontradas na planta, popularmente chamada de maconha, têm proporcionado aos pacientes. Além do valor terapêutico, ele abordou aspectos legais, cultivo e a rede de parceiros que buscam a regulamentação da erva para uso medicinal no país.

 

Benjamin Gilbert é reverenciado pela plateia (Foto: Alexandre Matos)

Se falar sobre maconha ainda é considerado um tabu, por outro lado, a humanidade tem presenciado e participado de uma revolução tecnológica. Nesta era da informação, em que a tecnologia se tornou indispensável, é fundamental investir em conhecimento, sobretudo no setor farmacêutico, cujo mercado cresce vertiginosamente. Essa é a opinião do palestrante Marcos Cavalcanti, que proferiu palestra sobre como o gerenciamento estratégico de dados digitais tem mudado a inovação na indústria farmacêutica. Ele defendeu a conexão entre diferentes atores para alcançar a inovação.

Homenagem a Benjamin Gilbert – O pesquisador da Universidade de Genéve, da Suíça, Emerson Queiroz, fez questão de reverenciar o cientista Benjamin Gilbert. Um dos pioneiros em estudos de fitoterápicos no país, Gilbert é autor de vasta produção científica, material que serve de referência para estudos com vegetais. Não por acaso, o público aplaudiu de pé o britânico especialista em plantas medicinais, que vive no Brasil há mais de 50 anos investigando ações terapêuticas de elementos da biodiversidade brasileira. Atualmente, ele integra a equipe do Núcleo de Gestão em Biodiversidade e Saúde de Farmanguinhos (NGBS).

Outros temas – Outras palestras apontaram ainda para os desafios e as oportunidades na descoberta de novos tratamentos para doenças como o câncer.

 

 

 

Pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Vivian Rumjanek abordou os desafios e oportunidades na descoberta de drogas para câncer (Foto: Viviane Oliveira)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Davy Rapozo, médico e pesquisador do Instituto Nacional do Câncer (INCA), discorreu sobre o uso de biobancos como uma poderosa ferramenta para acelerar a descoberta de fármacos (Foto: Alexandre Matos)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Especialista em espectroscopia e estrutura molecular, Luiz Fernando Cappa, professor na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), abordou o método Raman como ferramenta para determinação de estrutura para desenvolvimento de fármacos (Foto: Alexandre Matos)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aplicação de técnicas espectroscópicas em estudos de interações químicas biológicas foi o tema abordado pela sérvia Ljubica Tasic, pesquisadora da Unicamp (Foto: Alexandre Matos)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pesquisador da Universidade de São Paulo (USP), Rafael Guido falou sobre biologia estrutural e estratégias de química medicinal na descoberta de candidatos a medicamentos contra malária e zika (Foto: Alexandre Matos)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O vírus da Zika também foi tema discutido pelo médico e pesquisador da UFRJ, Rodrigo Brindeiro. Ele falou sobre o tratamento da doença a partir do uso de cloroquina, medicamento que já é utilizado na terapia antimalária (Foto: Alexandre Matos)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O pesquisador Mateus Cardoso veio do Rio Grande do Sul para debater uma tecnologia fronteira no país: a nanotecnologia. Em sua palestra, o cientista explicou seu estudo com nanopartículas modificadas na superfície para futuras aplicações na medicina (Foto: Alexandre Matos)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pesquisador da Universidade de Genéve, na Suíça, Emerson Queiroz discorreu sobre as estratégias inovadoras para o isolamento eficiente de produtos naturais e descoberta de potenciais alvos terapêuticos a partir de plantas medicinais (Foto: Alexandre Matos)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A partir da esquerda: o palestrante Emerson Queiroz, Maria Behrens (chefe do Departamento de Química de Produtos Naturais de Farmanguinhos), Leide Lene Coelho Ferreira (gerente de Fitoterápicos do Instituto Vital Brazil), Octavio Pontes (vice-presidente do Instituto Vital Brazil) e Luis Eduardo Ribeiro da Cunha (diretor industrial do Instituto Vital Brazil) / Foto: Alexandre Matos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ensino de qualidade

Numa escala que vai até 5, Mestrado Profissional de Farmanguinhos/Fiocruz mantém conceito 4 na avaliação da Capes


O Mestrado Profissional em Gestão, Pesquisa e Desenvolvimento na Indústria Farmacêutica, oferecido pelo Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz), mantém conceito 4, numa escala que vai até 5, na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O anúncio foi feito na semana passada, e refere-se ao quadriênio 2013-2016.

Jorge Magalhães (dir) com a vice-diretora de Ensino, Pesquisa e Inovação, Érika Martins de Carvalho, e o professor da UFRJ, Marcos Cavalcanti, na aula inaugural do ano letivo de 2017 (Foto: Edson Silva)

A nota foi comemorada pela Coordenação do curso na unidade. “Isso é uma vitória, haja vista que a faixa para a modalidade profissional é de 1 a 5. A nossa Comissão de Pós-Graduação vem envidando esforços a fim de consolidar nosso curso com a nota máxima e já havia identificado uma série de fatores que nesta última avaliação da Capes foram destacados”, ressalta o coordenador do Mestrado, Jorge Magalhães.

De acordo com o relatório, a boa nota de Farmanguinhos se deve a vários fatores. Dentre eles está a abordagem de novos tópicos inseridos na grade, como, por exemplo, o BigDATA em saúde, controle microbiológico e registro de medicamentos. A infraestrutura e a aplicabilidade das dissertações no setor farmacêutico foram outros pontos destacados na avaliação.

Segundo Jorge Magalhães, já estão sendo tomadas as providências necessárias para alcançar a nota máxima. As ações perpassam por fortalecer a publicação científica de docentes com seus discentes e, dentre outros, elencar as produções tecnológicas do orientador com o aluno e criar mecanismos de rastreamento para elas. Fato é que a nota de Farmanguinhos foi mantida e, segundo Magalhães, isto valida a unidade a solicitar o Doutorado Profissional, pois somente cursos com nota 4 podem pleiteá-lo.

Foco no Doutorado Profissional – Em relação a esta iniciativa inédita no país, Jorge Magalhães destaca que essa nova formação que Farmanguinhos pretende oferecer aos seus próprios funcionários, estende-se a profissionais de outras instituições. “Proporcionando competências com relevância social, científica e tecnológica dos processos de formação profissional avançada para nosso país, conforme preconiza a Portaria do MEC”, frisa.

De acordo com o relatório da Capes, um dos pontos altos do Mestrado de Far é a abordagem de novos tópicos inseridos na grade, como, por exemplo, o BigDATA em saúde, controle microbiológico e registro de medicamentos. Na foto, uma das alunas faz uma apresentação para a turma (Foto: Gabriella Macedo)

“É também uma oportunidade de ensino ampliada para tratar aspectos essenciais e complementares relativos ao ciclo tecnológico de desenvolvimento de fármacos e medicamentos. Considerando quatro anos para a formação de um doutor, nossa oferta será mais direcionada e integrada com disciplinas contemporâneas e focadas, porém multidisciplinar, diante de um mundo globalizado. Com isso, direcionamos o foco na resolução de um problema profissional, consequentemente um produto tecnológico”, explica Magalhães.

Com a autorização da proposta de Farmanguinhos pela Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC) da Fiocruz, no momento está sendo elaborada documentação necessária para a implantação do novo curso. De acordo com a Coordenação, o próximo passo é submeter à Capes a Apresentação de Proposta de Curso Novo (APCN), finalizada neste mês.

O documento está alinhado à gama de exigências da Capes, como professores com alto nível de produção técnico-científica na área e linhas de pesquisa do Programa de Pós-Graduação; infraestrutura disponível (bibliotecas, secretaria acadêmica, salas, dentre outros); bem como inserção internacional e outros requisitos relevantes para a criação do curso.

Jorge Magalhães com uma das turmas do Mestrado em aula realizada nesta quinta-feira, 28/9 (Foto: Gabriella Macedo)

Para o coordenador, o resultado da avaliação espelha o esforço contínuo de um Colegiado. “Tenho convicção de que nada se constrói sozinho. Quando assumi a Coordenação, um ano e quatro meses atrás, destaquei a frase de Peter Drucker: ‘Os resultados são obtidos através da exploração de oportunidades e não pela solução de problemas’. Assim, me uni aos colegas que acreditaram em ‘oportunidades’ em meio as ‘adversidades’ para construir um novo caminho com a experiência já alicerçada pelas gestões anteriores. Com isso, o resultado da manutenção de nossa nota, e a conclusão do APCN profissional este mês, é resposta do trabalho de uma equipe que lutou com lisura, isonomia e transparência em cada subcomissão, na CPG e, obviamente, com o apoio da Direção. A todos, quero agradecer e dar parabéns!”

Difusão de conhecimento – Farmanguinhos é um laboratório farmacêutico diferenciado, por cobrir toda as etapas da cadeia produtiva de um medicamento – da pesquisa básica ao produto final. Desde que o ensino passou a integrar a missão da unidade, não faltam motivos para comemorar. Para se ter uma ideia, o Mestrado Profissional foi criado em 2009 e já formou 95 mestres nas três linhas de estudo que o curso trabalha: Pesquisa, Desenvolvimento e Gestão.

Além do Mestrado, o Instituto conta ainda com dois cursos de pós-graduação lato sensu: Curso de Especialização em Gestão da Inovação em Fitomedicamentos; o Curso de Especialização em Tecnologias Industriais Farmacêuticas. Ao todo, a Capes avaliou 42 cursos da Fiocruz, entre os quais Mestrados (acadêmicos e profissionais), além de Doutorados, alguns em rede ou em colaboração com outras instituições.

 

Seleção de matéria-prima medicamentosa

Farmanguinhos/Fiocruz abre chamada pública para seleção de insumos farmacêuticos (excipientes): ÁLCOOL ETÍLICO 96%, para posterior procedimento de padronização


Chamada Pública – nº 06/2017- álcool etílico 96%

Chamada Pública para seleção de matéria-prima medicamentosa – Insumos Farmacêuticos (excipientes): ÁLCOOL ETÍLICO 96%, para posterior procedimento de padronização

Clique aqui e acesse o edital.

Anexo I: Monografia

Anexo II: Critérios Técnicos Álcool Etílico

Anexo III: Roteiro de Inspeção – Fabricantes de Excipientes – RDC 34_2015

Mercado de insulina no Brasil

Premiado pelo INPI, estudo de pesquisadores de Farmanguinhos/Fiocruz sugere mais investimentos em pesquisa e produção do hormônio

 


O colaborador Carlos Pontes, que atua no Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz), foi premiado no X Encontro Acadêmico de Propriedade Intelectual, Inovação e Desenvolvimento (Enapid), promovido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Trata-se do artigo Prospecção tecnológica de patentes de medicamentos biotecnológicos: perfil dos principais depositantes de pedidos de patente de insulina, que ele elaborou sob a orientação de Wanise Barroso, a partir da dissertação defendida no Mestrado Profissional em Gestão, Pesquisa e Desenvolvimento na Indústria Farmacêutica, oferecido pela unidade.

 

Autor do estudo, Carlos Pontes sugere mais investimentos em pesquisa e produção de medicamentos biotecnológicos, principalmente em relação à insulina (Foto: arquivo)

Segundo Pontes, o trabalho aborda parte dos resultados obtidos na dissertação, denominada Estudo mercadológico e patentário de medicamentos biotecnológicos: o caso da insulina. “A pesquisa teve como objetivo apresentar o cenário mercadológico da insulina dentro do contexto dos medicamentos biotecnológicos. Além disso, analisamos documentos de patente destes medicamentos, depositados no Brasil, Estados Unidos e China”, explica. Ele ressalta que a dissertação ainda gerou outros dois artigos, estes em fase de submissão. ​

 

O autor do estudo ressalta a importância do prêmio. “É o resultado de um trabalho muito interessante, realizado com muita dedicação e profissionalismo, por mim e por minha orientadora, Wanise Barroso”, salienta.  “Além disso, o reconhecimento obtido com esse prêmio me incentiva, ainda mais, a manter toda dedicação no dia-a-dia profissional, já que aplico muitas das ferramentas utilizadas no trabalho em minhas atividades permanentes no NIT”, conclui.

 

Mais incentivo à pesquisa – O estudo sugere mais investimentos em pesquisa e produção de medicamentos biotecnológicos, principalmente em relação à insulina, uma vez que há um grande consumo e os preços praticados pelos laboratórios são extremamente elevados.

 

A partir da investigação, constatou-se que os três principais laboratórios que comercializam insulina, são os maiores depositantes de pedidos de patente. “Ou seja, o depositante (empresa) que domina a tecnologia de determinada área consegue vantagem competitiva, face aos concorrentes​. Logo, devem ser incentivados Pesquisa e Desenvolvimento, bem como a proteção da propriedade industrial no país”, avalia Carlos Pontes.

 

 

Importante ferramenta para a saúde pública

Pesquisador do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz), Jorge Magalhães coordena debate sobre Big Data em Portugal


 

O Geomed recebeu representantes de 27 países dos cinco continentes (Foto: Geomed/divulgação)

O pesquisador do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz), Jorge Magalhães, que integra o Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT), foi convidado a participar do Geomed 2017. Trata-se da 10ª conferência internacional interdisciplinar sobre estatística espacial, epidemiologia geográfica e aspectos geográficos da saúde pública, em tradução livre para o Português.

 

O encontro foi realizado na cidade do Porto, em Portugal, de 7 a 9 de setembro. Coordenado pela pesquisadora Fátima Pina, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnologia em Saúde (Icict/Fiocruz), o evento reuniu estatísticos, geógrafos, epidemiologistas, cientistas da computação e profissionais de saúde pública para discutir métodos de análise espacial. Além disso, apresentou e debateu os resultados dessas análises. Ao todo, o Geomed recebeu representantes de 27 países dos cinco continentes.

 

“É a 10ª edição do evento mais importante para tratar profundas reflexões sobre a importância do BIG DATA para auxiliar na gestão da saúde púbica global”, ressalta Jorge Magalhães, que coordenou a mesa sobre Data Science applied to Health: Strategies and tools for big data, machine learning and data mining.

 

O evento reuniu estatísticos, geógrafos, epidemiologistas, cientistas da computação e profissionais de saúde pública para discutir métodos de análise espacial (Foto: Geomed/divulgação)

“A mesa objetivou identificar e mostrar, ainda que numa visão geral, quais modelagens de uso do Big Data estão sendo aplicadas à saúde e suas contribuições à saúde global, tais como epidemiologia, mapas e tendências de saúde pública, local, global, movimentos e possíveis ações estratégicas que os países estão utilizando para auxiliar nas tomadas de decisão”, explica.

 

Especialista em estudos com Big Data e suas contribuições para a Saúde, Magalhães tem contribuído em pesquisas nesta área nos últimos anos, inclusive em parceria com a Aix Marseille Université (França), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e com a Universidade Nova de Lisboa (Portugal).

 

Além de Jorge Magalhães, participaram ainda outros seis pesquisadores de outras unidades da Fiocruz e que possuem estudos na área. O Geomed ocorre bianualmente e a próxima edição será em 2019, na cidade de Glasgow, na Escócia.

 

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