Autor: Alexandre Matos (Página 2 de 28)

Farmanguinhos disponibiliza banco de dados sobre plantas medicinais

A plataforma reúne informações bibliográficas disponíveis sobre as espécies a partir do conhecimento tradicional

 

Integrante do banco de dados, o camapú é uma planta medicinal com propriedades para diferentes aplicações, inclusive antibiótico (Acervo CBPM)

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) disponibiliza mais um benefício para a comunidade científica e a sociedade. Trata-se do banco de dados que reúne as informações bibliográficas disponíveis sobre plantas medicinais a partir do conhecimento tradicional. A plataforma resulta de um estudo realizado pelo herbário “Coleção Botânica de Plantas Medicinais” (CBPM), do Centro de Inovação em Biodiversidade e Saúde da unidade (CIBS), com o apoio da Vice-Presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas (VPPCB/Fiocruz).

A iniciativa tem como objetivo valorizar o conhecimento popular e a pesquisa etnobotânica a fim de estimular a repartição de benefícios com comunidades provedoras. Além disso, visa também a subsidiar pesquisas voltadas para a comprovação dos usos populares de plantas medicinais e estimular o desenvolvimento de produtos e políticas de saúde que priorizem a biodiversidade brasileira.

Exsicata do camapú (Acervo CBPM)

O projeto foi idealizado pelo biólogo Marcelo Galvão, curador adjunto da CBPM-Fiocruz. O levantamento bibliográfico foi realizado pelo técnico do CBPM-Fiocruz, Marco Antonio Filho. O site foi desenvolvido pelo analista computacional da VPPCB/Fiocruz, Carlos Henrique da Silva. Galvão explica que a nova ferramenta pode ser útil para profissionais que trabalham com produtos naturais e buscam novas espécies para estudar ou precisam comprovar tradicionalidade de uso para notificar produtos à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“Este banco pode subsidiar pesquisas na área farmacêutica de produtos naturais, auxiliar registros de produtos tradicionais fitoterápicos na Anvisa, fomentar questões de repartição de benefícios junto ao CGEN (Conselho de Gestão do Patrimônio Genético), além de outros benefícios”, destaca.

O Brasil possui aproximadamente 40 mil espécies vegetais conhecidas, inúmeras dessas plantas são consideradas medicinais por povos originários e diversas comunidades tradicionais. No entanto, as listas oficiais de plantas medicinais possuem um número muito inferior ao já registrado por estudos etnobotânicos. Desta forma, o trabalho realizado pela instituição é contínuo, ou seja, à medida que uma nova espécie entre no acervo da CBPM, o levantamento bibliográfico sobre ela será incluído no banco, além da atualização das espécies já catalogadas.

Tela do site do banco de dados sobre plantas medicinais

O banco também é voltado para indústrias, provedores do conhecimento popular, gestores públicos que busquem ampliar listas oficiais de plantas medicinais no âmbito do SUS, seguindo a Política e Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, e a população em geral.

 

Ao todo, o acervo atual conta com 300 espécies. Para consultar basta acessar a página da Coleção de Botânica de Plantas Medicinais. As buscas podem ser feitas por família botânica, nome popular ou científico.

Ações de Farmanguinhos para enfrentamento da Aids

Além de fornecer nove antirretrovirais, o Instituto desenvolve novas formulações e firma cooperações para absorção de tecnologias inovadoras para tratamento e prevenção da doença

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) reitera a cada ano seu compromisso com pessoas que vivem com HIV/aids. A unidade produz nove antirretrovirais da terapia anti-HIV, desenvolve novas formulações e firma cooperações para absorção de tecnologias inovadoras para o tratamento da doença. Neste Dia Mundial de Luta Contra a Aids, celebrado em 1º de dezembro, a instituição reafirma seu protagonismo no fornecimento dessa categoria de medicamentos ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Protagonismo – Farmanguinhos é pioneiro na produção de antirretrovirais, medicamentos que agem na inibição e multiplicação do HIV no organismo, evitando assim o enfraquecimento do sistema imunológico. Para se ter uma ideia da importância da unidade no histórico da doença, em 1999, o Instituto produziu o primeiro antirretroviral, a zidovudina (AZT). Outro grande marco para o país foi a produção e distribuição do efavirenz, fruto do primeiro caso de licenciamento compulsório realizado no Brasil. Tal feito garantiu a soberania nacional quanto a este medicamento, até então importado. Esse protagonismo permitiu ao Brasil se tornar referência mundial no acesso universal a antirretrovirais.

Com parque fabril moderno e corpo técnico altamente qualificado, Farmanguinhos é o principal provedor destes medicamentos para o Ministério da Saúde. Ao todo, o portfólio é composto por nove produtos: atazanavir, efavirenz, lamivudina, zidovudina, nevirapina, lamivudina + zidovudina, fumarato de tenofovir desoproxila + lamivudina, dolutegravir sódico, entricitabina + fumarato de tenofovir desoproxila.

Além de garantir o abastecimento do SUS, a unidade desenvolve novas formulações, e atua em projetos de cooperação a fim de absorver tecnologias inovadoras. Desta forma, é possível garantir tratamentos mais modernos e melhorar a qualidade de vida da população assistida.

O Brasil é referência internacional no tratamento de HIV/aids e Farmanguinhos é fundamental na produção e distribuição de medicamentos para o SUS – Jorge Mendonça, diretor de Farmanguinhos.

O diretor Jorge Mendonça destaca a importância da atuação da unidade na condução da produção pública de antirretrovirais. “O Brasil é referência internacional no tratamento de HIV/aids e Farmanguinhos é fundamental na produção e distribuição de medicamentos para o SUS. Ao longo dos anos, realizamos parcerias e internalizamos muitos destes produtos, ampliando o acesso, garantindo melhores expectativas de vida e o controle da doença. Desenvolvemos pesquisas buscando resposta terapêutica contra a doença e fornecemos também um dos medicamentos usados na prevenção à infecção por HIV”, explica.

Trata-se do entricitabina + fumarato de tenofovir desoproxila, usado na Profilaxia Pré-exposição ao HIV (PrEP). A instituição é responsável pelo fornecimento deste medicamento, que combina dois princípios ativos em um único comprimido. Este esquema de prevenção à infecção por HIV consiste no uso diário do comprimido, que funciona como uma espécie de barreira química contra o vírus. Vale lembrar que o antirretroviral não substitui o uso de preservativos.

Absorção de novas tecnologias – Com o objetivo de incorporar novos produtos ao portfólio institucional, Farmanguinhos firma parcerias com instituições públicas e privadas, o que garante autonomia de fabricação e consequente diminuição dos custos para o Ministério da Saúde. Atualmente, o Instituto participa de quatro parcerias.

Uma delas visa à absorção tecnológica do dolutegravir 50 mg, que beneficiou pacientes que ainda não haviam iniciado o tratamento com outros antirretrovirais ou apresentaram resistência aos medicamentos anteriores.  O produto é fruto da Aliança Estratégica com as farmacêuticas ViiV Healthcare e GSK, que prevê ainda o desenvolvimento conjunto de dolutegravir + lamivudina, antirretroviral composto em dose fixa combinada que confere mais conforto aos pacientes.

Já o entricitabina + fumarato de tenofovir desoproxila, usado na PrEP, é outro fruto de parceria que reúne dois princípios ativos em um único comprimido. A previsão é de que Farmanguinhos conclua a absorção tecnológica em 2024. Além desses, o atazanavir também resulta de uma parceria, cujo processo foi totalmente concluído e o medicamento é 100% produzido nas instalações da unidade.

Desenvolvimento interno – Com laboratórios modernos e profissionais qualificados, o Instituto usa todo seu potencial técnico-científico para o desenvolvimento de estudos internamente. Um dos projetos é a nova formulação de lamivudina na concentração 300 mg. A previsão é de que o medicamento entre na etapa industrial no primeiro semestre do ano que vem.

A responsável pelo Departamento de Desenvolvimento Tecnológico, Juliana Johansson, destaca que, além dos projetos de novas formulações, os laboratórios também trabalham no desenvolvimento de melhorias contínuas de medicamentos. “Um exemplo é a atuação junto ao produto lamivudina + fumarato de tenofovir desoproxila, que tem como objetivo triplicar a produtividade, reduzindo custos e tempo de produção. A instituição também realiza o estudo para a inclusão de fabricante de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) do antirretroviral nevirapina, garantindo assim a qualidade do produto a ser utilizado na fabricação do medicamento”, destaca a pesquisadora.

Síntese de novas moléculas – Desde 2001, o Laboratório de Síntese de Fármacos da unidade possui uma linha de pesquisa exclusivamente de novos desenvolvimentos para o combate do HIV, o que resultou em dezenas de artigos e patentes na área nesses 21 anos. O laboratório realizou diversas sínteses totais de antirretrovirais para o Ministério da Saúde, e identificou inúmeros compostos com atividades biológicas promissoras. A líder do laboratório, Mônica Macedo Bastos, explica que as pesquisas incluem modificações estruturais em fármacos já utilizados na terapia antirretroviral com o objetivo de obter análogos mais ativos, com menos eventos adversos e que sejam capazes de tratar as cepas virais resistentes.

“Nos últimos anos, o laboratório de Síntese tem trabalhado no desenvolvimento de produtos que sejam capazes de atuar em coinfecções como: HIV-TB (tuberculose) e HIV-criptococose, bem como na criação de modelos celulares que possam testar as atividades anti-HIV, anti-MTb e antifúngica de compostos, simultaneamente, tendo assim maior eficácia e economia em ensaios de triagem. Neste contexto, já foram obtidas substâncias com atividade dual HIV-TB, que atualmente encontram-se em avaliação pré-clínica. Com relação aos modelos celulares de coinfecção HIV-criptococose e HIV-TB, o primeiro será desenvolvido em colaboração com pesquisadores da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), e o segundo foi finalizado no The Johns Hopkins Medical School, dos Estados Unidos, onde foram estabelecidas as condições ideais de infecção pelo MTb, bactéria causadora da tuberculose, e de coinfecção pelos dois patógenos”, explica Mônica Bastos. 

Uso de plantas medicinais – O Laboratório de Tecnologia para a Biodiversidade em Saúde (TecBio), da Vice-diretoria de Educação, Pesquisa e Inovação (VDEPI), investiga o comportamento do látex liofilizado de uma planta medicinal muito usada popularmente para tratar vários tipos de doenças, algumas graves ou crônicas, dentre as quais a aids. Coordenada pelo pesquisador Antonio Carlos Siani, com colaboração do grupo de Virologia Molecular da Universidade Federal do Rio de Janeiro, liderado pelo pesquisador Amílcar Tanuri, a pesquisa avalia os componentes ativos contidos em um látex medicinal como base conceitual para desenvolver um fitoterápico.

De acordo com Siani, essas moléculas do látex medicinal atuam nas células que estão em estado latente, mais especificamente dentro do núcleo celular. Tal mecanismo é denominado shock and kill (dar um choque e eliminar, na tradução livre do inglês). As substâncias que possuem essa propriedade são chamadas de Agentes Reversores de Latência.

Antônio Carlos Siani alerta que, uma vez desenvolvida e aprovada, a terapia a ser estabelecida terá caráter complementar. “O uso não prescindirá do tratamento com antirretrovirais utilizados. Um medicamento que livre as células do vírus latente pode significar a cura da aids ou, de maneira menos impactante, estabelecer posologias mais amenas para os pacientes atuais”, pondera.

Com a colaboração do Instituto de Ciência e Tecnologia em Biomodelos (ICTB/Fiocruz), Farmanguinhos já testou um lote quimicamente caracterizado em primatas não humanos (macaco-rhesus), o que resultou em boa tolerância para a ingestão de três doses distintas de um preparado do látex, com base nas mesmas doses preconizadas pelo uso popular. Ainda de acordo com o pesquisador, o projeto também avançou no planejamento e na contratação de laboratório credenciado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para realizar os testes de toxicologia aguda e subcrônica em roedores, conforme as exigências regulatórias. “Em paralelo, têm sido realizados testes de citotoxicidade com o Insumo Farmacêutico Ativo proposto, e a farmacocinética de uma das moléculas mais abundantes, isolada do látex. A conclusão dessas etapas de modo positivo permitirá planejar os futuros estudos clínicos”, assinala. 

Equidade já – Segundo dados da Unaids, mais de 38 milhões de pessoas em todo o mundo viviam com o vírus HIV no ano passado. De acordo com a entidade, ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), desde a descoberta da doença, em 1981, mais de 40 milhões de pacientes morreram por alguma enfermidade relacionada à aids.

A Unaids atua em parcerias com os países na busca de soluções para o combate à aids. Tem como objetivo prevenir o avanço do HIV, prestar tratamento e assistência aos afetados pela doença e reduzir o impacto socioeconômico da epidemia. Neste ano, o tema de campanha é “Equidade Já” a fim de minimizar as desigualdades decorrentes deste grave problema de saúde pública global. Clique aqui e saiba mais sobre as ações.

Neste cenário desafiador, Farmanguinhos se apresenta como um parceiro estratégico do Brasil. A ampliação do portfólio, por meio de estudos realizados internamente e por absorção de tecnologias inovadoras, reitera o compromisso institucional em defesa da vida, e contribui para que o país continue como uma referência no tratamento da doença, concedendo acesso universal dos pacientes aos antirretrovirais.

Prevenção e tratamento do HIV

Para celebrar o Dia mundial de luta contra a Aids, a médica, pesquisadora e presidente da International Aids Society, Beatriz Grinsztejn, falará sobre as perspectivas para o futuro

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Farmanguinhos recebe menção honrosa em congresso internacional de Ciências Farmacêuticas

A colaboradora Flavia Furtado foi agraciada pelo estudo de uma nova abordagem em desenvolvimento analítico

Flávia Furtado recebeu menção honrosa pelo trabalho “Application of Analytical Quality by Design (AQbD) in Stability Indicating Method Development for Pharmaceutical Products” (Arquivo pessoal)

A colaboradora Flavia Furtado, que atua no Laboratório de Desenvolvimento e Validação Analítica (LDVA) de Farmanguinhos/Fiocruz, recebeu menção honrosa no 6º Congresso Internacional de Ciências Farmacêuticas, promovido pela Associação Brasileira de Ciências Farmacêuticas (ABCF), realizado entre 04 e 06 de novembro em Brasília (DF).

O evento reuniu grandes nomes da pesquisa mundial com o objetivo de discutir ciência a fim de trocar experiências e estabelecer possíveis colaborações e parcerias. Cerca de 400 pessoas participaram do congresso, entre pesquisadores nacionais e internacionais, estudantes e profissionais, que apresentaram seus trabalhos científicos e trocaram experiências.

Flavia Furtado é mestranda do Programa de Pós-Graduação Profissional em Gestão, Pesquisa e Desenvolvimento na Indústria Farmacêutica, oferecido por Farmanguinhos. O estudo apresentado no congresso concorreu com 168 trabalhos divididos entre oito áreas relacionadas a Ciências Farmacêuticas.

Flavia Furtado (ao centro), com sua orientadora, Lívia Deris Prado, e Diogo Dibo, chefe do LDVA, e ex-orientador dela na pós-graduação em Tecnologias Industriais Farmacêuticas (Foto: Alexandre Matos)

A colaboradora explica que o estudo, “Application of Analytical Quality by Design (AQbD) in Stability Indicating Method Development for Pharmaceutical Products”, faz parte da dissertação que ela desenvolve no Mestrado Profissional da unidade.  Segundo ela, um dos objetivos do trabalho é a implementação de uma nova abordagem em desenvolvimento analítico.

“O projeto foi desenvolvido no Laboratório de Desenvolvimento e Validação Analítica (LDVA), da Coordenação de Desenvolvimento Tecnológico de Farmanguinhos (CDT), e implementado de forma pioneira na instituição, trazendo para o laboratório uma abordagem sistemática e científica de desenvolvimento analítico, baseada na avaliação dos riscos à qualidade, o que torna o processo mais ágil e eficiente. Como benefícios, conseguimos redução do tempo de resposta do setor, aumento na qualidade, redução dos desvios da qualidade analítica e de custos associados”, ressalta.

Flavia Furtado durante experimento no Laboratório de Desenvolvimento e Validação Analítica (Foto: Alexandre Matos)

O LDVA é responsável por desenvolver e validar métodos analíticos que geram resultados para apoiar as atividades de desenvolvimento farmacotécnico e controle de qualidade dos medicamentos desenvolvido e produzidos por Farmanguinhos. O AQbD (sigla em inglês para o método utilizado pela pesquisadora) é uma abordagem moderna de desenvolvimento analítico recomendada internacionalmente por guias de harmonização de práticas farmacêuticas, como, por exemplo, as Farmacopeis Americana e Europeia, além de outras entidades internacionais.

Flavia Furtado desenvolve a dissertação sob orientação das pesquisadoras Lívia Deris Prado e Karen Medeiros Gonçalves. “Além de agradecer minhas orientadoras, gostaria de fazer um agradecimento especial ao Diogo Dibo, pelo incentivo, apoio e oportunidade de cursar o mestrado. Ele que já foi meu orientador na especialização de Farmanguinhos, em Tecnologias Industriais Farmacêuticas, e é um chefe que fomenta a formação e capacitação de toda a equipe”, destaca.

Equipe do LDVA celebra mais essa conquista do Laboratório (Foto: Alexandre Matos)

Pesquisa de Farmanguinhos é destaque em livro sobre Síntese Orgânica

A história do Laboratório de Síntese de Substâncias no Combate a Doenças Tropicais (SSCDT) e suas pesquisas integram a publicação lançada em congresso internacional

Marcus Vinicius Nora de Souza (à esquerda) e Victor Facchinetti Luz durante o 18º Congresso Internacional de Síntese Orgânica no Brasil

O Laboratório de Síntese de Substâncias no Combate a Doenças Tropicais (SSCDT) de Farmanguinhos e suas pesquisas integram o livro Química Orgânica Sintética (Brasil 2022), lançado no 18º Congresso Internacional de Síntese Orgânica no Brasil, realizado de 17 a 21 de outubro na cidade de Tiradentes, Minas Gerais. A publicação recebeu apoio da Sociedade Brasileira de Química (SBQ) e da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

A história do Laboratório de Farmanguinhos é apresentada a partir da página 497, cujo capítulo é intitulado “Os 17 Anos do Grupo de Pesquisa Síntese de Substâncias no Combate a Doenças Tropicais (SSCDT) – FIOCRUZ-RJ. Nas suas 689 páginas, o livro destaca a trajetória de diferentes grupos de pesquisas brasileiros, dentre os quais, o grupo SSCDT, representado no Congresso pelos pesquisadores Marcus Vinicius Nora de Souza e Victor Facchinetti Luz.

Segundo os pesquisadores, foi uma honra e grade satisfação ter o grupo reconhecido nos âmbitos nacional e internacional. Marcus Nora e Victor Luz agradeceram a todos os integrantes do laboratório que ajudaram a construir a história do SSCDT.

“Essa é uma conquista de todo o grupo do Laboratório. Através das pesquisas realizadas no SSCDT temos conseguido reconhecimento nacional e internacional. Portanto, agradeço a todos os integrantes do SSCDT, passados e presentes, sem os quais não seria possível alcançar nossas conquistas”, frisa Marcus Nora.

O laboratório de SSCDT tem formando profissionais para atuarem em pesquisas científicas, uma área imprescindível para qualquer país

De acordo com Nora, outro importante capítulo para sua carreira, abordado no livro, é a colaboração entre Minas e França. “Essa relação foi iniciada com o saudoso professor Otto Richard Gottilieb nas décadas de 1970/80, quando se demonstrou a importância da colaboração internacional para o fortalecimento da pesquisa brasileira”, avalia.

A história de Nora é também lembrada nesse capítulo (página 473), uma vez que cursou seu doutorado na França por Minas Gerais. Após seu ingresso na Fiocruz, o pesquisador continuou esse fluxo de enviar estudantes para o exterior, inclusive, orientando o primeiro aluno a conseguir um diploma de co-tutela pelo Instituto de Química da UFRJ.

“Nessa modalidade o estudante consegue um duplo diploma de doutorado: um no Brasil e outro na França, reconhecido em ambos os países. Através de nossas pesquisas no Laboratório de SSCDT temos conseguido esse reconhecimento, nacional e internacional, bem como formando profissionais para atuarem em pesquisas científicas, uma área imprescindível para qualquer país”, assinala.

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