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Sandra Aurora é Gente de Far

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São 32 anos de muita dedicação às pesquisas científicas, noites em claro em laboratórios e fins de semana voltados para estudos e resultados. O termo workaholic, uma gíria em inglês para alguém viciado em trabalho, se encaixa perfeitamente para a pesquisadora de Farmanguinhos, Sandra Aurora. Com uma bonita trajetória na Fundação, desde bancada à gestão de projetos, a servidora participa de vários eventos para divulgação científica e ainda leva o conhecimento para crianças e jovens em escolas e projeto social. Sandra ainda arruma tempo para passear com o marido, a mãe e o filho e declara o seu amor à escola de samba Mangueira, em ensaios e desfiles no Carnaval.

Atualmente, Sandra atua na Assistência Técnica de Gestão de Projetos, da Vice-diretoria de Educação, Pesquisa e Inovação (VDEPI), em Manguinhos. Junto à equipe, faz o gerenciamento de projetos da Unidade, em fase de ensaios pré-clínicos.

“Conforme o projeto vai ganhando complexidade, no ponto de vista da cadeia de desenvolvimento, mais atores participam. E nós intermediamos com esses atores, com a Vice-Diretoria, Direção, Presidência. Temos um cronograma e as etapas do ciclo de vida dos projetos e fazemos o gerenciamento, junto aos coordenadores dos projetos”, explicou.

Só em Farmanguinhos, Sandra já está há 12 anos, mas a sua história na Fiocruz começou em 1987, quando ingressou como bolsista de Iniciação Científica no Instituto Oswaldo Cruz (IOC), e cursava Biologia na Universidade Gama Filho. Depois, continuou com os estudos como bolsista de aperfeiçoamento, de mestrado e doutorado, realizados também no IOC, e pós-graduação no curso de Biologia Celular e Molecular com especialização em Farmacologia.

Com estudos voltados aos eosinófilos, células que participam da imunidade protetora contra certos parasitas e processos alérgicos, a pesquisadora teve a oportunidade de fazer o pós-doutorado, em Harvard, nos Estados Unidos. Inicialmente, os planos eram aprofundar os estudos no Canadá, porém, após a ida a um congresso em Banff, teve a oportunidade de conhecer o pesquisador Peter Weller e após um convite especial, foi a terceira convidada brasileira a fazer parte do grupo de estudo.

“Foi uma experiência única estar lá, trabalhar com o filho de um vencedor do Prêmio Nobel, em um ambiente científico super-rico, com infraestrutura e materiais adequados. Lembro que toda quarta-feira tinha o Lab Meeting, que era um encontro para apresentação dos resultados, favoráveis ou não, questões estruturais e troca de experiências. Era muito dinâmico e enriquecedor e tive a oportunidade de interagir com chineses, indianos, africanos, com trocas culturais incríveis”, recordou Sandra.

Quando retornou ao Brasil, a pesquisadora que lidava com um único projeto na bancada, começou a trabalhar no acompanhamento de vários estudos e em áreas diversificadas, no Programa de Desenvolvimento Tecnológico em Insumos para Saúde (PDTIS). “Esta transição foi assustadora, pois antes era um projeto em andamento e mudou para 10 a 15 projetos e em um universo de várias doenças. Como a maioria dos projetos era de Farmanguinhos, a aproximação com a Unidade cresceu e o contato com novas áreas de estudo também”, contou.

Após muitos anos de estudos, de aventuras nas madrugadas para experimentos, que duravam 12 horas, e de trabalhar na Fundação como bolsista e terceirizada, em 2014, a pesquisadora ingressou como especialista no concurso da Fiocruz.

Novas vivências- Para quem sempre busca novas aventuras, Sandra ainda teve a oportunidade de dar aula de desenvolvimento tecnológico na escola do filho, Escola Oga Mitá, na Tijuca, e ainda levou colegas da Fiocruz para passar os conhecimentos para os alunos, como Helvécio Rocha, Maria Behrens, Elizabeth Sanches, Wanise Barroso. Além disso, toda sexta-feira à noite, ela encontra disposição para ministrar aulas de Biologia em um pré-vestibular social, com o projeto “Brota na Laje” e a escola Oga Mitá, para jovens dos Morros do Salgueiro, Formiga e Borel.

“É uma grande satisfação poder colaborar na formação desses alunos da comunidade. Ao mesmo tempo é revigorante e um aprendizado, porque no pré-vestibular é mais completo e eu estudo também para ampliar e planejar aulas”, ressaltou.

A pesquisadora participa de diversos encontros científicos, workshops e eventos nacionais, como GreenRio, Abrascão, a 71ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que acontecerá de 21 a 27 de julho, no Mato Grosso do Sul, entre outros. Além de apresentar o portfólio do Instituto, Sandra fala dos projetos científicos, inclusive do biolarvicida Denguetech, desenvolvido por Farmanguinhos.

E em meio aos projetos profissionais, sobra tempo para um relacionamento de 25 anos de casada e o filho Ian, de 15 anos. Para a servidora, o filho foi a realização de outro sonho, após algumas frustações de inseminações, optou pela adoção e foram escolhidos pais do menino Ian, quando tinha cinco anos.

Os passeios em família, também prestigiados pela mãe de 86 anos, na Quinta da Boa Vista, no cinema ou nas viagens para Lumiar e Saquarema, são alguns momentos de lazer, alegria e muitas fotos.

A música é uma grande paixão para Sandra, que ama o Carnaval e acompanha todos os ensaios da sua escola de coração, que é a Mangueira, e do Paraíso do Tuiuti. Desde pequena, frequentava os ensaios com o pai e o irmão.

Como os pais são chilenos, Sandra cresceu ouvindo músicas chilenas e todo ano visitavam os parentes no Chile. A Festa Pátria, comemorada no dia 18 de setembro é outro momento da família. Na gastronomia, Sandra também cresceu saboreando as empanadas, pastel de choclos, entre outras guloseimas, nas visitas com os primos.

Ainda em relação à música, ela lembra de um momento especial que viveu na Instituição, quando participou do Coral da Fiocruz e se apresentou nos 100 anos da Fundação e em eventos externos, na Candelária e até em Belo Horizonte.

Falar da Sandra é isso, misturar pesquisa, mundo científico e tantas histórias vividas na Fiocruz, com família, origens chilenas e o samba mangueirense. É uma combinação de paixões vividas intensamente.

Conheça a Assessoria de Gestão Social

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Desenvolver ações de caráter social para as comunidades no entorno do CTM, contribuindo para o processo de desenvolvimento local e para a redução das iniquidades ocasionadas pela pobreza, violência e exclusão social das populações. Este é um dos principais objetivos da Assessoria de Gestão Social, departamento subordinado à Diretoria, que segue as diretrizes da Cooperação Social da Presidência da Fiocruz.

A área está lotada no CTM, tendo como prioridade atender a população do território ao redor. Para realizar as ações, além de buscar parcerias externas, a AGS conta com o apoio dos colaboradores da Unidade, inclusive de outros Campi. É através de sua atuação que o departamento aproxima o Instituto da comunidade, construindo uma relação amistosa e cooperativa.

Dentre os programas desenvolvidos pela AGS, encontram-se: Se Essa Rua Fosse Minha, Fortalecimento do Fórum de Desenvolvimento Local da Baixada de Jacarepaguá, Páscoa e Natal Solidário.

Organograma do Departamento

Responsável pela área desde a sua implementação, em 2005, Magali Portela é assistente social e especialista em promoção da saúde e desenvolvimento social e em gestão de projetos para o terceiro setor. Com 25 de experiência em projetos e movimentos sociais, ela já atuou pela Prefeitura do Rio de Janeiro (Programa Favela Bairro), pelo Estado (Coordenação de Trabalho e Renda do Centro de Acolhimento de Benfica) e pela Secretaria de Assistência Social do Município de Duque de Caxias (Coordenação de projetos do município).

A AGS conta ainda com mais dois colaboradores na equipe: o servidor Jacob Portela, sociólogo e cientista político, e Fátima Aparecida Loroza, física e especialista em gestão pública e em promoção da saúde e desenvolvimento local. Todos com experiência em trabalhos sociais e culturais, bem como vocacionados para atuarem em territórios vulnerabilizados.

Magali, Jacob e Fátima durante o Natal Solidário 2018

Princípios

A Assessoria de Gestão Social segue alguns fundamentos, dentre eles estão:

  • Travar uma relação construtiva com a comunidade na promoção do bem comum;
  • Atuar na defesa do Estado de Direito e na recusa do Estado de Exceção e do autoritarismo;
  • Potencializar e capacitar instituições locais que atuem na defesa da democracia, que militem pela construção de uma nova ordem societária, sem dominação, exploração de classes, etnia e gênero;
  • Contribuir com a ampliação e consolidação da cidadania, considerada tarefa primordial de toda a sociedade, com vistas à garantia dos direitos civis, sociais e políticos das classes trabalhadoras;
  • Posicionar-se em favor da equidade e justiça social, que assegure universalidade de acesso aos bens e serviços relativos aos programas e políticas sociais, bem como a gestão democrática;
  • Atuar em parceria com as demais esferas de governo e com os movimentos sociais representativos da sociedade civil que partilhem dos mesmos princípios que defendemos.

Conquistas

Entre 2014 e 2019, o departamento executou 9 projetos, baseados nos eixos: comunicação e saúde, educação e cultura, esporte e cidadania e garantia de direitos. No total, 13.562 pessoas já foram beneficiadas.

Magali destaca que Farmanguinhos foi a primeira Unidade a instituir uma área de gestão social, com equipe especializada e com orçamento: “Antes, só a Presidência da Fiocruz tinha um setor semelhante. Implementar essa em Far foi uma vitória. Além disso, também publicamos o nosso Balanço Social e tivemos 4 projetos aprovados no 1º edital da Fiocruz para Projetos de Cooperação Social”.

Reconhecimento

O Projeto “Se Essa Rua Fosse Minha” foi apresentado e avaliado na 1ª Conferência de Promoção da Saúde da Fiocruz, realizada nos dias 02 e 03 de julho desse ano. O objetivo do projeto é transformar a área degradada pelo lixo na Av. Comandante Guaranys, em espaço de cultura, arte e lazer. Dentre os 160 projetos apresentados, o de Farmanguinhos foi um dos oito premiados com Menção Honrosa, na modalidade pôster, por sua relevância na Promoção da Saúde.

Desafios

Segundo Magali, neste momento, os principais desafios da Assessoria de Gestão Social estão relacionados a atuação do departamento mediante às mudanças do entorno: “Atuar no território da Cidade de Deus é um desafio, pois é um território conflagrado pela violência, por disputas políticas e Instituições frágeis”, ressalta.

Jacob Portela é Gente de Far

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“Quem não gosta do samba bom sujeito não é. É ruim da cabeça ou doente do pé”, já cantava Dorival Caymmi, em “Samba da minha terra”.

E não tem como falarmos do nosso entrevistado gente boa, sem falar do samba. Logo ele que é muito fã desse gênero musical, que desfila no carnaval, toca instrumentos de percussão, e, ainda, leva nome de escola no sobrenome. Rufam os tambores porque Jacob Portela, da Assessoria de Gestão Social, pede passagem na sua telinha.

Filho de português com pernambucana, Jacob foi criado no subúrbio do Rio de Janeiro, no bairro de Vista Alegre, e teve uma infância simples, mas feliz:

“Naquele tempo, éramos livres, já que podíamos brincar na rua sem essa preocupação que há hoje por conta da violência. Eu era ‘rueiro’, gostava de jogar bola, de correr atrás de doce de São Cosme e São Damião… época que não existia também todas essas tecnologias, como o celular, então pude viver uma infância interessante“, retrata.

Diferente desse período, hoje, como parte do seu trabalho, ele precisa se preocupar com a criminalidade. Atuando há 10 anos na área de Gestão Social de Farmanguinhos, desde que tomou posse como servidor, Jacob tem visto os impactos causados pela violência de perto. 

“Com o passar dos anos, a situação tem piorado. Novas ocupações têm surgido no entorno do CTM e nós, da Gestão Social, temos nos adequado para articular com a comunidade, ter uma atuação mais direta e estratégica, não somente assistencial. Além dos projetos, apoiamos e fortalecemos as políticas já existentes na comunidade, visando planejar em conjunto, em sintonia com os anseios locais e das pessoas que vivem ali”, enfatiza.

Formado em Ciências Sociais pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e mestre em Ciências Políticas pela Universidade Federal Fluminense (UFF), antes de ingressar em Farmanguinhos, foi bolsista na Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP) e também professor de Sociologia e História em escolas públicas e universidades privadas, dedicando-se 20 anos ao magistério. Foi na Unidade que ele teve o primeiro contato com a área de responsabilidade social:

“Eu nunca havia trabalhado nesta área, não tinha inserção em projetos sociais. A minha atuação, até antes de entrar na Fiocruz, como Sociólogo, como Cientista Social, era na prática docente. Essa nova fronteira se abriu quando passei no concurso e fui trabalhar na área de Gestão Social.  A partir daí, de fato, eu comecei a me inteirar nos projetos sociais do setor para o entorno da CDD, ampliei minha ideia, e passei a ser um articulador junto à comunidade”, conta.

“Não devemos servir de exemplo para ninguém, mas podemos servir de lição“. Mario de Andrade

Sobre a sua trajetória profissional, Portela destaca alguns momentos:

“Todos os projetos são especiais, mas existem dois que me marcaram. O primeiro deles é o Turismo Pedagógico, realizado em 2011, onde levávamos um grupo de alunos de três escolas públicas da comunidade para conhecer alguns pontos turísticos do Rio e que tinham a ver com os conteúdos que eles estavam aprendendo em sala de aula, tais como o Museu Histórico Nacional, a Ilha Fiscal e a Biblioteca Nacional. A maioria dessas crianças não nunca tinham saído da comunidade e a tinham como única referência. Com o projeto, elas puderam ver que há um mundo aqui fora a ser explorado, que é muito diferente da realidade deles. Um aluno, inclusive, ficou encantado ao ver a Perimetral, algo tão normal para a gente. Outro foi o Natal Solidário do ano passado (2018), quando trouxemos a proposta do Papai Noel tropical. Eu pensei que haveria rejeição, por fugir do padrão daquela roupa vermelha, mas, pelo contrário, as crianças me receberam com tanto carinho, me abraçavam e conversavam comigo. Percebi que para elas era mais do que um personagem, aquilo simbolizava harmonia e afeto, algo diferente do contexto violento que elas vivem”, relata emocionado.

Acerca do futuro, ele revela que seu desejo é se aperfeiçoar ainda mais na área de gestão social para poder oferecer, cada vez mais, um trabalho adequado à comunidade do entorno e com qualidade:

“Procuro sempre participar dos cursos oferecidos pela Instituição para me manter atualizado, ainda mais neste mundo dinâmico que vivemos, onde as mudanças ocorrem de forma rápida. Percebo isso aqui no entorno, com o avanço das ocupações, com as mudanças das lideranças, com a crise que assola o país e que com a escassez de recursos. É preciso se manter antenado, se reinventar e se adaptar para encarar os novos desafios e os diferentes contextos”.

“Antes de me despedir, deixo ao sambista mais novo, o meu pedido final: Não deixe o samba morrer, não deixe o samba acabar. O morro foi feito de samba. De Samba, pra gente sambar”. Não deixe o samba morrer – Edson Conceição e Aloísio Silva.

Jacob durante desfile (Foto: Arquivo pessoal)

Como dito no início desta matéria, não há como falar de Jacob e não falar de samba. Portelense, ele não só gosta de ouvir músicas desse gênero, mas também de tocá-las. Há anos ele tem como hobby tocar instrumentos de percussão:

“Toco tamborim, cuíca e pandeiro. Sou apaixonado por carnaval e costumo sair em várias escolas e blocos. Também participo dos Discípulos de Oswaldo e do Sons de Far”, conta. 

Quando questionado sobre tamanha paixão, ele responde:

“Ah, o samba é alegria. É a identidade do nosso povo, representa as nossas raízes, principalmente do carioca. Vários estilos surgiram e desapareceram, mas ele permanece. O samba nunca morre”.

Genérico do Duplivir é destaque na TV Brasil

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Clique aqui e confira a matéria publicada na Agência Brasil, por Akemi Nitahara

SPAS – Far por dentro

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Julio Gaspar é analista na equipe e possui formação em Logística / Foto: Viviane Oliveira

A demanda por aquisição de suprimentos e materiais em Farmanguinhos pode ser considerada alta, burocrática e bastante variada, tendo que atender solicitações vindas de áreas administrativas, operacionais e laboratoriais e, ainda, seguir as normas gerais sobre licitações e contratos administrativos, regidas pela Lei Nº 8.666 / 1993. Com o intuito de facilitar o elo entre os requisitantes da Unidade e o Serviço de Compras, em 2017, foi criado o Serviço de Planejamento e Agrupamento de Suprimentos (SPAS), ligado ao Departamento de Administração, da Vice-diretoria de Gestão Institucional (VDGI).

Atualmente, tudo que se refere a aquisição de materiais passa pela nova área cujo objetivo principal é evitar o fracionamento nas aquisições com objetos de mesma natureza, fortalecendo o planejamento, de modo a promover a adequada e tempestiva utilização dos recursos orçamentários da Unidade.

Os requisitantes das áreas realizam suas solicitações, a partir da abertura das Janelas de Carrinhos de Compras, no Sistema integrado ERP SAP. O SPAS é quem define os prazos das janelas com a finalidade o intuito de organizar as demandas de materiais referentes ao orçamento do ano vigente.

Um cronograma é elaborado para inserção dos carrinhos de acordo com a similaridade dos materiais, exemplo, reagentes, solventes e vidrarias, primeiro grupo; materiais de embalagem, matéria-prima, produto acabado e revenda, segundo grupo; materiais de infraestrutura (pintura, alvenaria, elétrico e hidráulico), terceiro grupo; material de expediente e permanente, quarto grupo.

Antes da abertura das janelas, a equipe do SPAS, juntamente com a área jurídica, realiza encontros com os requisitantes para avaliar as aquisições do ano anterior, realizar revisão procedimentos, assim como atualiza-los quanto as mudanças técnicas e legais em decorrência de novas legislações.

Adriano Nunes, Jonnathan Pereira e Wander Felix completam a equipe do SPAS / Foto: Viviane Oliveira

O responsável pelo SPAS, Jonnathan Pereira, destacou o ganho principal do novo sistema operacional no processo de inserção de materiais. “A implantação do ERP SAP possibilitou que os produtos sejam agrupados por itens e não fiquem espalhados em variados carrinhos das diversas áreas. Facilitou o agrupamento e melhorou muito o processo de aquisição.

Anteriormente, cada área fazia a solicitação mediante memorando e pelo Eurisko, fazendo com que produtos iguais fossem pedidos em momentos diferentes, de acordo com as demandas de cada área. Inclusive, isso já havia sido apontamento de auditorias interna e externa”, relatou.

O Serviço analisa as justificativas de cada solicitação e efetua a gestão das atas de registro de preço de materiais. Jonnathan destaca que uma ferramenta que seria primordial, mas que ainda está pendente no SAP, é a gestão do estoque via sistema. Atualmente, o estoque é controlado manual, em planilha no computador. A possibilidade de ser automatizado traria mais agilidade, confiança e facilitaria a geração de relatórios.

Além do sistema interno da Unidade, o SPAS utiliza outros dois sistemas do Governo Federal, o Comprasnet para emissão de documentação fiscal e jurídica da empresa e o Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf), que viabiliza o cadastramento de fornecedores no âmbito da Administração Pública Federal.

Recentemente, a área ainda se adequou ao novo sistema do governo, que é o Sistema de Planejamento e Gerenciamento de Contratações (PGC), que registra as demandas de suprimentos para o ano seguinte. Neste primeiro ano, foram enviados 2.388 itens para o PGC. Ainda terão dois períodos de revisão que por restrições orçamentárias, provavelmente, esta demanda poderá ser reajustada.

Confira, abaixo, todas as atividades incumbidas ao SPAS:

  • Realizar o Planejamento e Gerenciamento das Contratações de materiais, serviços, obras de toda a demanda da unidade.
  • Gestão das Atas de Registro de Preço mediante controle sobre os itens solicitados, promovendo o adequado planejamento de materiais por meio de avaliação, proposição, implementação e acompanhamento de métodos e procedimentos eficazes, objetivando reduzir os custos com a aquisição;
  • Buscar permanentemente a excelência no agrupamento de materiais e insumos e da conformidade entre o solicitado tendo como objetivo fornecer, sem margem de erros, os itens solicitados;
  • Estabelecimento de estratégias de identificação dos riscos inerentes aos processos de aquisição, buscando melhoria da gestão para tomada de decisão;
  • Participar da elaboração do orçamento em sua área de atuação, efetuando o levantamento de dados, realizando cálculos, tabelas e gráficos, examinando documentos, etc., com vistas à consolidação do orçamento previsto;
  • Instruir processo, realizar despacho e elaborar estudos, relatórios, demonstrativos, estatísticas e gráficos, a fim de manter e/ou aperfeiçoar os processos, normas e procedimentos adotados;
  • Visualizar de forma abrangente as compras planejadas, buscando oportunidade de ganho de escala, por meio do compartilhamento e centralização das contratações;

Equipe qualificada – O SPAS conta com a atuação de quatro profissionais. Um servidor e três colaboradores terceirizados, sendo dois com experiência e especialização na área de Logística e Gestão de Suprimentos e um assistente. Ao recepcionarem as demandas, eles são aptos a dar encaminhamento às etapas de cada solicitação.

É importante lembrar que o serviço não trabalha sozinho. Conta com a assessoria de um Analista de Processos do Serviço Técnico de Suporte Administrativo (SETESA), representado pelo colaborador Márcio Picanço, que auxilia a equipe do SPAS eliminando dúvidas e propondo soluções conforme manuais, jurisprudências e legislações vigentes.

A integração com outras áreas como o Serviço de Compras, o Departamento de Logística e, é claro, os requisitantes é fundamental para que as solicitações aconteçam de forma ágil e eficaz, buscando sempre a excelência no gerenciamento das aquisições da Unidade.

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