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Elaborado por Farmanguinhos, este livreto propõe o acesso rápido de conceitos importantes para conscientização sobre capacitismo, contribuindo para a disseminação de uma cultura organizacional anticapacitista, com respeito à diversidade humana, valorização de pessoas e em cumprimento da Lei Brasileira de Inclusão (LBI, Lei 13.146/2015).
É um sistema de opressão estrutural que reproduz crenças, processos e práticas que normatizam um padrão como o “ideal”, resultando na discriminação, distinção ou exclusão de pessoas por conta de sua deficiência.
Esse sistema ignora a pluralidade natural de todas as pessoas, resultando em barreiras invisíveis e na exclusão social diária.
⚠️ Aviso Importante e Jurídico: praticar, induzir ou incitar a discriminação contra pessoas em razão de sua deficiência é crime. A Lei Brasileira de Inclusão (LBI, Lei 13.146/2015, art. 88) prevê pena de reclusão de um a três anos e aplicação de multa para quem cometer essa infração.
Historicamente, a deficiência foi tratada como uma tragédia pessoal ou como uma “doença” a ser curada. O Modelo Social da Deficiência propõe outra perspectiva: a deficiência não deve ser encarada como algo individual, pois promover a inclusão e a acessibilidade é uma responsabilidade coletiva.
• A deficiência é influenciada pelas barreiras do ambiente: a deficiência resulta da interação entre as características da pessoa e as barreiras existentes ao seu redor. Combater o capacitismo também significa identificar e eliminar essas barreiras, como uma escada sem rampa, uma informação sem Libras ou um sistema que não funciona com leitor de tela são exemplos de barreiras. Quando eliminadas, amplia-se a autonomia e a participação das pessoas.
• A deficiência não define quem a pessoa é: pessoas com deficiência são diversas e têm diferentes personalidades, interesses, habilidades, defeitos e qualidades. Não devemos tratá-las como “anjos”, “heróis”, frágeis ou agressivas por causa da deficiência. Antes de tudo, são pessoas.
O capacitismo institucional pode se manifestar de diversas formas:
• Falta de acessibilidade nas informações: produzir comunicações internas ou externas em formatos que dificultam ou impedem o acesso de pessoas com deficiência visual, auditiva, intelectual, entre outras.
• Presunção de incapacidade: negar autonomia de escolha às pessoas com deficiência, tomar decisões por elas ou subestimar suas competências.
• Invisibilização de especificidades: ignorar necessidades de acessibilidade e adaptações razoáveis, além das diferentes experiências relacionadas a gênero, raça, etnia e outros marcadores sociais.
• Romantização do esforço: tratar conquistas profissionais de pessoas com deficiência como exemplos de “superação”, como se realizar atividades cotidianas ou profissionais fosse algo extraordinário por causa da deficiência.
As palavras que usamos moldam a realidade e podem causar sofrimento. Assim, é fundamental identificar expressões que possam reforçar preconceitos.
Veja algumas formas de substituir expressões capacitistas por alternativas mais adequadas:
| EVITE | PREFIRA |
| “Se fazer de surdo” | Parece que não ouviu / entendeu |
| “Parece que é cego” | Não entendeu ou percebeu algo |
| “Dar uma de João sem braço” | Fugir das obrigações |
| “Surdo-mudo” | Pessoa surda |
| “Está muito autista” | Está distraída, alheia |
| “Fingiu demência” | Se fez de desentendido |
| “Sem pernas/braços para isso” | Sem condições de executar |
| “Está mal das pernas” | Está com algum problema / em crise |
| “Igual a cego em tiroteio” | Está perdido / desorientado |
| “Retardado” | Imaturo / sem compromisso |
| “Portador de deficiência” ou “Vítima de deficiência” | Pessoa com deficiência |
| “Preso a uma cadeira de rodas” | Pessoa que usa cadeira de rodas |
| “Pessoa normal” | Pessoa sem deficiência |
Dica de ouro: A deficiência é apenas uma das características de uma pessoa. Evite defini-la pela deficiência e, na dúvida, pergunte de forma respeitosa como ela prefere ser chamada.
Evite: “Nossa, você é tão bonita! Nem parece que tem deficiência.”
Elogie a pessoa sem tratar a deficiência como algo incompatível com beleza ou competência.
Evite: “Você é um exemplo de superação!”
Reconheça a conquista sem transformar a deficiência em uma história de superação.
Evite: “Posso fazer por você?”
Não presuma que uma pessoa com deficiência precisa de ajuda. Pergunte antes de agir e respeite a resposta. Se ela aceitar, pergunte como você pode ajudar.
O combate ao capacitismo institucional exige atitudes proativas e contínuas.
• Canais de Denúncia Nacional: em caso de presenciar ou sofrer discriminação por capacitismo, ligue para o DISQUE 100 (Direitos Humanos). Se a violência for direcionada a mulheres com deficiência, utilize o canal de suporte DISQUE 180. Denunciar é dever ético e cívico de todas as pessoas.
• Cartilha Fiocruz “Combata o capacitismo: orientações para o respeito à diversidade humana”:
COSTA, L. S. et al. Combata o capacitismo: orientações para o respeito à diversidade humana. 5ª reimpressão. Rio de Janeiro: ENSP, Fiocruz, 2026.
• Cordel Fiocruz “Combata o capacitismo”:
OLIVEIRA, Edson. Cordel baseado em COSTA, L. S. et al. Combata o capacitismo. 4ª reimpressão. Rio de Janeiro: ENSP, Fiocruz, 2026.
• Link de Acesso Oficial: acesse os documentos no repositório institucional Arca da Fiocruz.
Instituto integrou programação da 61ª edição do Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, que reuniu especialistas para discutir desafios e inovações no enfrentamento das doenças tropicais
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Reforçando a parceria luso-brasileira, a Fiocruz participou do seminário internacional Sistemas de saúde no Brasil e em Portugal: o ecossistema de saúde e o acesso a medicamentos. O evento científico ocorreu em Lisboa, em parceria com a Apex Brasil e a Universidade de Coimbra.
Presente ao encontro, o presidente da Fiocruz, Mario Moreira, ressaltou a aproximação entre as instituições brasileiras e portuguesas. “A Fiocruz tem um papel de articulação com os sistemas de saúde, de ciência e tecnologia e o setor empresarial de Portugal na área farmacêutica. Acredito que o Brasil pode contribuir a partir da experiência da própria Fiocruz e do empresariado brasileiro do setor farmacêutico, dentro do Complexo Econômico-Industrial da Saúde. Os dois países têm sistemas de saúde universais e isso confere uma posição de colaboração diferenciada”, frisou Moreira.
A diretora do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz), Silvia Santos, destacou a atuação de Farmanguinhos para a reforçar o princípio de universalização do Sistema Único de Saúde (SUS). O diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Thiago Campos, comentou sobre a relevância dos sistemas de saúde pensarem a ampliação do acesso às tecnologias como forma de cuidado.
O presidente do Infarmed, Rui Ivo, ressaltou a importância da cooperação entre as instituições brasileiras e portuguesas. “Estamos todos muito alinhados no sentido de encontrar soluções e colaboração que possam servir bem aos sistemas de saúde de ambos os países. Enquanto autoridade reguladora portuguesa, queremos contribuir com todas as questões que vão ser desenvolvidas, para ampliar a disponibilidade e o acesso aos medicamentos”.
O bastonário da Ordem dos Farmacêuticos em Portugal, Hélder Mota, destacou a oportunidade da reflexão sobre os sistemas de saúde dos dois países. “Temos dois sistemas de saúde que são universais e que fornecem cuidados de saúde a toda a população. O Serviço Nacional de Saúde em Portugal e o SUS no Brasil são estruturas diferentes, mas exatamente por isso que podemos discutir essas diferenças e soluções para cada um dos sistemas. Não podemos esquecer que a inovação não cura nada se não houver acesso a essa inovação. É uma responsabilidade de todos nós garantir que se faça inovação, mas também que se dê acesso a essa inovação, de forma humanizada”, alertou.
O vice-reitor da Universidade de Coimbra, Nuno Mendonça, relatou a experiência técnico-científica da Fundação para a busca de inovações. “Nós, universidades e centros de investigação, podemos ganhar muito com todo este universo, a dimensão e experiência da Fiocruz. Só em conjunto poderemos trabalhar para essa partilha de experiências e, acima de tudo, usar a língua portuguesa que nos une”, frisou o vice-reitor.
Palestras
Para aprofundar o tema, Vitor Coutinho, da Universidade de Aveiro, palestrou sobre o SNS português e o renascimento do médico humanista. O professor comentou sobre a educação na saúde e a prevenção de doenças, destacando as crônicas, como hipertensão e diabetes. Para Vitor, o digital não substitui o humano, devendo a humanização fazer parte de todos os tratamentos. “Há novos desafios que nós também temos, como educação na saúde, prevenção das doenças, despesas crônicas, que gastam mais dinheiro em Portugal, e por isso que nós andamos em cima da hipertensão, diabetes e para trabalhar em prevenção. Nós, em Portugal. chamamos uma rede nacional de cuidados integrados, para funcionar como uma rede domiciliária”, disse.
A vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Marly Cruz, abordou o SUS brasileiro e os desafios e oportunidades na formação. Marly ressaltou a garantia de soberania para estabilidade nacional e o sobre o acesso a medicamentos.
A diretora de Farmanguinhos, Silvia Santos, apresentou a atuação do Instituto e a relação com o fortalecimento do SUS para a ampliação de acesso aos medicamentos. Ela refletiu sobre as Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDP) e destacou que o Instituto concluiu dez transferências de tecnologia ao longo dos últimos anos. Silvia também comentou sobre a dependência dos insumos farmacêuticos ativos ainda ser um risco para o país e que superar essa dependência é fortalecer a soberania e a segurança do SUS.
Para falar sobre o acesso aos medicamentos e o papel da agência reguladora – a experiência brasileira, o diretor da Anvisa, Thiago Campos reforçou os princípios da universalidade, com a garantia de acesso, e da integralidade, com a garantia de cuidado nas necessidades de saúde, e equidade, para atuar nas desigualdades do Brasil. O palestrante também aprofundou sobre o ciclo de vida do medicamento e sobre o processo de registro de medicamentos no país pela Anvisa.
A diretora de Informação e Planejamento Estratégico do Infarmed, Cláudia Furtado, abordou o acesso aos medicamentos e contou um pouco sobre as etapas que consistem na avaliação das tecnologias de saúde e financiamento da agência reguladora portuguesa. “O acesso aos medicamentos em Portugal é feito por diferentes fases e desde a parte de investigação e desenvolvimento até a utilização, para garantirmos acesso e equidade a quem necessita. Precisamos garantir a equidade nas diferentes fases do processo, como avaliação do reembolso da prescrição, da dispensa e da utilização”, contou.
Período eleitoral
Durante o período eleitoral (de 4 de julho até 25 de outubro), os conteúdos digitais publicados acompanham as orientações da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). O documento esclarece que é permitida a divulgação de “conteúdo meramente informativo ou de serviço ao cidadão”.



















| ? 16 de julho de 2026 |
| ? Horário: 11h30 às 13h30 ?? |
| ? Horário: 15h30 às 17h30 ?? |
| ?Local: Auditório do Escritório Fiocruz em Lisboa/APEX Brasil – Rua Mouzinho da Silveira 3B |
| ? On-line: Transmissão pelo Teams |


2024 – tema “A saúde e o acesso aos medicamentos essenciais no contexto do Complexo da
saúde”
2023 – tema “Sistemas de Saúde Pública no Brasil e em Portugal – oportunidades e desafios”
2021 – tema “Gestão do Conhecimento científico projetos de inovação – estudos de caso
sobre abordagens do ensino na saúde”
o 2021 – tema “Seminário Internacional Sindemia ou Pandemia – uma abordagem crítica para
a saúde planetária”
Publicações
o https://ojs.revistacontribuciones.com/ojs/index.php/clcs/article/view/9338
o https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/67277
