Mês: maio 2017 (Página 1 de 2)

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Começam as obras na Produção

Reforma visa à readequação da planta fabril para produzir medicamentos de alta complexidade tecnológica, como tacrolimno, pramipexol e atazanavir, todos frutos de parcerias

 

Nesta segunda-feira (29/5), começaram as obras de adequação do Prédio 70 do Complexo Tecnológico de Medicamentos (CTM) para receber os três primeiros medicamentos provenientes das Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDP) do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz): tacrolimo, pramipexol e atazanavir. Nesta primeira etapa, a Produção será totalmente interditada por 15 dias.

 

Esta primeira etapa contempla o isolamento de um área de 360 metros quadrados (Foto: Projetos Industriais)

“Esta interdição será necessária para poder realizar o isolamento das áreas com tapumes específicos (em PVC), de acordo com os padrões de Boas Práticas de Fabricação (BPF)”, explica o chefe do Departamento de Projetos Industriais, ligado à Vice-diretoria de Operações e Produção (VDOP), Alexandre Moore. Segundo ele, após os 15 dias, a Produção voltará a funcionar normalmente. “Com a devida separação das áreas, os funcionários envolvidos na obra terão acesso por locais específicos, sem interferir na rotina produtiva da unidade”, afirma.

 

Nesta primeira fase, será realizado o isolamento de uma área correspondente a 360 m2. A reforma será executada pelo Consórcio CTM-Far, formado por empresas especializadas, que, nesta primeira fase, mobilizará cerca de 30 profissionais para a execução das atividades.

 

Prazos – A previsão é de que toda a obra de adequação da área fabril seja concluída em março do ano que vem. Entretanto, as linhas de produção serão liberadas, gradualmente, à medida que as áreas forem sendo finalizadas.

 

Desta forma, está prevista para setembro a liberação da linha de fabricação do tacrolimo, que será localizada no térreo do Prédio 70. Em janeiro de 2018, será a vez da linha de dicloridrato de pramipexol e, em março, a do antirretroviral sulfato de atazanavir, ambas distribuídas entre segundo e primeiro pavimentos.

 

Foi montado um canteiro de obras na parte externa do Prédio 70 do CTM, (Foto: Projetos Industriais)

Segundo o engenheiro que coordena o projeto, Fábio Pires Pinto, a obra viabilizará, mais à frente, a incorporação de outros quatro medicamentos também frutos de PDP: cabergolina, sevelâmer, o antirretroviral 2 em 1 (tenofovir+lamivudina) e o tuberculostático 4 em 1 (isoniazida+rifampicina+etionamida+etmbutol).

 

Preocupação ambiental – Para montar o canteiro de obras, localizado nos fundos do CTM, próximo à Estação de Tratamento de Efluentes (ETE), foi necessário fazer a transposição de três espécies vegetais: Averrhoa carambola (carambola), Sapindus saponarea (sabão de soldado) e Lecythis pisonis (sapucaia).

 

Segundo o responsável pelo projeto paisagístico do CTM, Gilberto Braga, as árvores serão replantadas no local ao término das obras. A exceção é a carambola, que já foi doada à Fundação Parques e Jardins. “A sapucaia e o sabão de soldado nós plantamos no setor 100 do CTM (área próxima à churrasqueira). Em virtude da política ambiental da unidade, vamos doar a carambola por se tratar de árvore frutífera”, salientou Braga. Ele explica que foi realizado um registro fotográfico do local no qual foi instalado o canteiro de obras, para que seja possível recuperar a área tal qual era antes da obra, incluindo o plantio de novas mudas.

 

Serão meses de trabalho intenso para concluir a reforma. A obra é encarada pela Direção como extremamente necessária às aspirações da unidade a continuar sendo um protagonista na produção pública de medicamentos, principalmente a partir das demandas geradas pela mudança do perfil epidemiológico da população brasileira.

 

Para a construção do canteiro de obras foi necessário fazer a transposição de três espécies vegetais, que serão replantadas ao término da reforma (Foto: Projetos Industriais)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Emoção marca posse de Jorge Mendonça

Democracia e integração foram palavras de ordem na cerimônia de apresentação dos novos diretores da Fiocruz


 

Alexandre Matos e Edmilson Silva

Neste dia 29 de maio de 2017 foi escrito mais um capítulo da história do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz). Nele, em mais uma data que marca a democracia da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), houve a cerimônia de posse do 9º diretor da unidade, Jorge Souza Mendonça, realizada na manhã desta segunda-feira no campus Fiocruz, mais precisamente na Tenda da Ciência, que ficou pequena diante de tanta gente.

Jorge Mendonça foi empossado, nesta segunda-feira (29/5), diretor de Farmanguinhos para o exercício 2017-2021 (Foto: Edson Silva)

A solenidade, que apresentou também os demais diretores eleitos pelas unidades da Fiocruz para a gestão 2017-2021, foi marcada pela emoção. A abertura foi feita uma apresentação do coral Flor do Mangue, integrado por mulheres, moradoras da comunidade de Manguinhos, que sofriam de Síndrome do Pânico. Com base na música, o projeto tem conseguido que elas retomem as coisas boas da vida, como cantar e namorar. “Mulher Rendeira”, de Zé do Norte, eternizada na voz de Luiz Gonzaga, foi um clássico da MPB, cuja interpretação delas emocionou a plateia.

 

Porta-voz dos diretores eleitos, Valdiléa Gonçalves Veloso dos Santos, eleita pelo Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), ressaltou a democracia, a união e a integração em seu discurso. “Essa eleição é importante por vários motivos, um deles é o alto índice de comparecimento às urnas. Mas o principal é pela democracia, que está cada vez mais fragilizada em nosso País. Esta democracia deve ser aperfeiçoada e exercida diariamente. Cabe a nós diretores lutar pela democracia nas unidades. Porque as pessoas devem ser ouvidas”, frisou Valdilea.

 

Ainda, em nome dos demais diretores, ela defendeu maior integração entre as unidades da Fundação. “É a partir das unidades que a Fiocruz funciona. Portanto, é preciso colocar em prática um trabalho integrado entre as unidades, sem abdicar da autonomia de cada uma. Além disso, é importante fazer uma gestão mais inclusiva. Incluir não somente os trabalhadores, como também os estudantes, os bolsistas e a comunidade, esta, por sua vez, deve ser protagonista e não apenas receptora. A comunidade deve estar no nosso espaço físico, pois é com ela que vamos enfrentar os desafios nos próximos anos”, avaliou a diretora do INI.

Os funcionários de Farmanguinhos compareceram em grande número à cerimônia de posse na Tenda da Ciência (Foto: Edson Silva)

Bastante emocionado, o responsável pelo Instituto de Informação Científica e Tecnológica (Icict), Umberto Trigueiros, falou em nome dos diretores que estão sendo substituídos. Ele exaltou o papel permanente da Fiocruz na luta pelo fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), assim como destacou a importância da democracia interna da Fundação. Vigilância que, segundo Trigueiros, foi indispensável no posicionamento da instituição para que o processo eleitoral da Fiocruz, que resultou na vitória de Nísia Trindade, fosse respeitado no embate com a gestão Temer.

 

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, destacou o processo democrático na Fundação (Foto: Edson Silva)

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, também fez referência à democracia, ressaltando o processo eleitoral, parabenizou a conquista

obtida pelos novos diretores e dedicou uma mensagem aos candidatos que não conseguiram se eleger, muitos dos quais presentes à cerimônia. “Gostaria de agradecer aos demais candidatos e dizer que não houve derrota. Essa palavra deve ser retirada do nosso vocabulário. Peço a vocês que continuem colaborando com a instituição a fim de encontrar um rumo político e democrático”, propôs a presidente.

 

Nísia recitou um trecho do poema Madrugada Camponesa, de Thiago de Mello, em homenagem às integrantes do coral Flor do Mangue, que têm conseguido se reerguer apenas do cotidiano violento do local em que moram, e também aos candidatos que não venceram as eleições:

“(…) madrugada Camponesa
faz escuro (já nem tanto)
vale a pena trabalhar
faz escuro, mas eu canto
porque a manhã vai chegar”.

Mas o bordado ao discurso feito por Nísia não ficou restrito ao final do discurso da presidente da Fiocruz. Ao saudar os eleitos e convocar os segundos das listas a se empenharem a favor da cidadania, ela citou o galo do poema Tecendo a Manhã, de João Cabral de Melo Neto:

“(…) Um galo sozinho não tece uma manhã:

ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito de um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos. (…)”

 

A presidente lembrou ainda que ao longo desta semana está sendo comemorado o 117º aniversário da Fundação (celebrado em 25 de maio) e o centenário da morte de Oswaldo Cruz. “Será uma semana com várias atividades. Começamos hoje com um café entre o CD (Conselho Deliberativo) e parlamentares, a fim de que os interesses da Fiocruz sejam expressos nos espaços legislativos. Ficou acertada a criação de um comitê pluripartidário para isto”, informou.

O coral Flor do Mangue emocionou o público (Foto: Edson Silva)

Aniversário saudado com adjetivos exaltadores pela diretora da Organização Panamericana da Saúde (Opas), Carissa Etienne. Em vídeo exibido à assistência, Carissa ressaltou a importância estratégica da Fiocruz para a saúde global, destacando o papel primordial e assertivo dos seus cientistas na agilidade das respostas ao enfrentamento da zika. Frisou que coube a pesquisadores da Fiocruz o pioneirismo de correlacionara, em tempo recorde, os casos de microcefalia à infecção pelo vírus da zika.

 

Na quarta-feira (31/5), a Presidência homenageará os trabalhadores com mais de 30 anos de dedicação à sociedade brasileira. “Deem uma olhadinha na programação, pois ela foi elaborada com muito carinho para todos vocês”, assinalou Nísia.

 

 

Porta-voz dos diretores eleitos, Valdiléa Veloso ressaltou a democracia, a união e a integração (Foto: Edson Silva)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A posse dos novos diretores foi realizada na Tenda da Ciência, no campus Manguinhos (Foto: Edson Silva)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fiocruz põe acesso a medicamentos em debate na OMS

Graças à perseverança de Jorge Bermudez, pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp/Fiocruz), o assunto foi incluído na pauta do encontro mundial da entidade


 

Jorge Zepeta Bermudez (Foto: arquivo)

“Na discussão sobre acesso a medicamentos, vemos o confronto entre saúde e comércio”. Esta afirmação foi dada ao Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz pelo ex-vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fundação e pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp/Fiocruz), Jorge Bermudez.

 

Clique aqui e leia a íntegra da conversa.

 

 

Atualização acontecerá na primeira semana de julho

Serão cursos de Cadeia produtiva de plantas medicinais e Gestão ambiental na indústria farmacêutica. 25 vagas por curso. Confira


Os editais dos Cursos de Atualização da II Escola de Inverno de Farmanguinhos já estão publicados. As inscrições, para os cursos de Cadeia produtiva de plantas medicinais e Gestão ambiental na indústria farmacêutica, serão de 23 de maio a 09 de junho, através do site www.sigals.fiocruz.br, seguindo o caminho inscrição > presencial > atualização > ITF – Farmanguinhos. As aulas acontecerão de 03 a 07 de julho, com carga horária de 20h, na Sala de Reuniões do Container, em Manguinhos. São 25 vagas por curso.

 

Confira abaixo os editais:

Gestão Ambiental na Indústria Farmacêutica –  professor Paulo Sérgio Lacerda

Período da manhã – das 8h às 12h

 

Cadeia produtiva de plantas medicinais – professores Raquel Elisa López e Leonardo Lucchetti Silva

Período da tarde –  das 13h às 17h

 

A homologação ocorrerá no dia 20 de junho e a matrícula entre os dias 21 e 29 de junho. Após a homologação deverá ser feito um pagamento, referente à taxa de matrícula de R$15 para alunos e R$30 para profissionais.

 

Para mais informações:
Ramais: 5058 / 5044 / 5062 – Elizabeth Santos, Eliane Dib e Cristiane Leite)

E-mail: secensino@far.fiocruz.br

Jorge Mendonça é eleito em Farmanguinhos

Vice de Gestão Institucional recebeu mais de 67,79% dos votos válidos. Lícia de Oliveira ficou em segundo e Luiz Alberto Simões dos Santos em terceiro


Jorge Souza Mendonça foi eleito diretor do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) para o mandato de quatro anos. Ele recebeu 141 votos, o que representa 67,79%. Lícia de Oliveira ficou em segundo lugar com 62 votos (29,81%) e Luiz Alberto Simões dos Santos na terceira colocação, com cinco votos (2,4%).

 

Com 28 anos de Farmanguinhos/Fiocruz, Jorge Souza Mendonça foi eleito com 141 dos 208 votos válidos (Foto: Edson Silva)

Ao todo, 210 servidores compareceram à urna, que esteve na última terça (9/5) em Manguinhos e nesta quarta (10/5) no Complexo Tecnológico de Medicamentos (CTM). Foram computados 208 votos válidos, dois nulos e 12 abstenções.

 

De acordo com o Regulamento Eleitoral, o prazo para pedidos de impugnação é 11 de maio. O resultado final será informado nesta sexta (12/5) pela Comissão Eleitoral. Na próxima segunda-feira (15/5), o resultado será homologado pelo Conselho Deliberativo (CD-Far). Ainda na segunda-feira, o diretor da unidade, Hayne Felipe da Silva, encaminhará para a Presidência da Fiocruz a lista com o nome dos dois primeiros colocados. Luiz Alberto não integrará a relação por não ter atingido o percentual mínimo necessário (20% mais um voto). A posse está agendada para o fim deste mês.

 

Perfil – Graduado em Farmácia Industrial, com Mestrado em Química Orgânica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Jorge Souza Mendonça tem 28 anos de trajetória na Fiocruz, mais especificamente em Farmanguinhos. Já chefiou o Departamento de Síntese e, em dois momentos, assumiu a Assessoria Executiva: durante a Gestão Núbia Boechat (2003-2005) e na Gestão Hayne Felipe (2009 – 2013, 2013-2017). Atualmente, ocupa a cadeira de vice-diretor de Gestão Institucional (VDGI).

 

Dentre outros projetos, em 2003, assumiu a coordenação no Brasil do FACT, sigla em inglês de terapia combinada em dose fixa de artemisinina. Trata-se do projeto internacional de desenvolvimento de um novo medicamento para o tratamento da malária, que culminou com o desenvolvimento do Artesunato+Mefloquina (ASMQ). Medicamento registrado no Brasil e em alguns países do Sudeste Asiático, o ASMQ será submetido ao processo de pré-qualificação pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2017.

 

Primeiros 100 dias – Em sua plataforma de campanha, Jorge Mendonça propôs dez ações para os primeiros cem dias de sua gestão. Confira abaixo cada uma das medidas:

 

Apresentar, em Assembleia, proposta de novo organograma;

Qualificar o Conselho Deliberativo, através de oficinas in company, acerca do planejamento estratégico, como ferramenta para facilitar/colaborar com a tomada de decisões;

Construir, junto ao CD, Plano de Redução de Custos;

Viabilizar o acesso aos contratos vigentes de prestação de serviços através da intranet;

Convocar Assembleia para deliberar acerca da comissão de alteração do Regimento Interno da Unidade com objetivo de revisar o sistema de governança institucional;

Apresentar status das fases das Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDP) vigentes com plano de ação para os desafios encontrados e estabelecer marco interno para novas propostas de parcerias;

Inaugurar espaço de refeição no CTM para colaboradores que trazem suas próprias refeições;

Iniciar projeto-piloto de consultoria interna de gestão de pessoas na Vice-diretoria de Ensino, Pesquisa e Inovação (VDEPI) em conjunto com equipe da Vice-Diretoria de Gestão do Trabalho (VDGT);

Implementar um Grupo de Trabalho permanente para avaliação e possível aproveitamento dos projetos entregues pelos alunos no final do curso de pós-graduação, tentando aproveitá-los ao máximo dentro da instituição e instituir prêmio de reconhecimento;

Realizar a primeira audiência pública com Farmanguinhos para prestação de contas dos compromissos (accountability).

 

O público lotou o auditório para a apuração dos votos (Foto: Edson Silva)

 

 

 

 

 

 

 

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