Farmanguinhos/Fiocruz participou da 23ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia na Fiocruz, com a apresentação de projetos em andamento e atividades educativas no maior evento de divulgação científica e popularização da ciência da Fiocruz. Com o tema Ciência Delas, pesquisadoras do Instituto reforçaram a importância da inclusão de meninas e mulheres na ciência e apresentaram trajetórias de cientistas que fizeram história e jogos que exploram projetos em andamento, liderados e executados por elas.
A diretora de Farmanguinhos, Silvia Santos, ressaltou a importância do evento e da contribuição das mulheres nas pesquisas do Instituto. “A SNCT é fundamental para divulgação científica para crianças e jovens. Fico orgulhosa em ver nossas pesquisadoras ocupando esses espaços, compartilhando suas experiências e mostrando a importância da ciência. Em Farmanguinhos, as mulheres representam mais da metade da nossa força de trabalho e são protagonistas de uma história construída com dedicação, conhecimento e compromisso com a saúde pública. Neste ano em que celebramos os 50 anos do Instituto, reconhecer a contribuição dessas mulheres é também celebrar a história e o futuro de Farmanguinhos!”, comentou.
Entre os dias 27 e 30 de outubro, profissionais do Centro de Inovação em Biodiversidade em Saúde de Farmanguinhos/Fiocruz falaram sobre “Plantas medicinais: saber usar também é ciência”, com orientações sobre plantas medicinais e o uso seguro e consciente. A atividade foi realizada com jogo da memória, quizz, para testar o conhecimento do uso dessas plantas, e ainda foram oferecidas dicas sobre o passo a passo do plantio de algumas plantas medicinais. Este tema também foi abordado pelo Laboratório de Produtos Naturais, que conversou com crianças e jovens sobre “Mulheres, pesquisa e plantas medicinais: substantivos femininos”, detalhando sobre a contribuição dos saberes tradicionais das mulheres para a ciência e o desenvolvimento de tratamentos.
Pesquisadoras da Vice-Diretoria de Educação, Pesquisa e Inovação (VDEPI) também contribuíram com a divulgação de conhecimentos e aproximação de projetos científicos da sociedade. A Vice-diretora da área, Elaine Rosas, destacou a importância da participação e orgulho da atuação das profissionais da unidade. “Estamos muito felizes e orgulhosos das nossas pesquisadoras, porque apresentaram atividades interessantes e que contribuem com a divulgação da nossa ciência com a sociedade, reforçando que ciência tem relação para o crescimento social e econômico em nosso país”, afirmou.
O Laboratório de Síntese de Farmanguinhos abordou o tema “Mulheres em Reação: Quem são elas?”, que mostrou a lógica para desvendar descobertas da Química e demonstrou mulheres que marcaram a ciência. Outra atividade proposta pelo Laboratório de Síntese trabalhou o tema “Química em Jogo: Missão enzima”, com jogos para mostrar o caminho do medicamento no organismo, abordando temas como farmacocinética e farmacodinâmica, de forma lúdica e interativa. O departamento também falou sobre “O caso da pesquisadora invisível”, que por meio de pistas e experimentos desvendou o mistério da cientista Janet Rowley, que participou da descoberta do cromossomo Filadélfia, alteração genética associada à leucemia mieloide crônica.
O Laboratório de Farmacologia Aplicada apresentou atividades sobre a principal linha de pesquisa do laboratório, sobre doenças inflamatórias e articulares, com o tema “Ciência por elas: conhecendo a artrite reumatoide”. Os pesquisadores fizeram atividades sensoriais, para conhecer a rigidez dos pacientes com artrite, e quizz que fala sobre cientistas mulheres, artrite e inflamação.
O Departamento de Produtos Naturais participou do evento, com atividades de três laboratórios e uniu histórias de mulheres na ciência e a contribuição de plantas medicinais em tratamentos para a saúde da mulher. O laboratório Techbio contou sobre a pesquisadora de produtos naturais professora Maria Auxiliadora Kaplan e destacou sobre ciência, formação e legado da pesquisadora. As profissionais falaram sobre a relevância da Kaplan para a pesquisa em produtos naturais no Brasil e por meio de quizz, explicavam como alguns frutos, sementes e plantas atum em benefício à saúde da mulher. Também foram mostrados extratos secos e folhas, usados pelo laboratório, e jogo da memória com pesquisadoras que são referência nos estudos com plantas medicinais. Com a atividade “Mulheres que transformam, saberes que florescem: da tradição à ciência”, o departamento também realizou jogos, caça palavras e cruzadinhas para destacar a diversidade das pessoas na percepção de cores e diferentes tons de plantas e sementes, propondo uma conexão entre o conhecimento tradicional das plantas utilizadas pelas mulheres xamãs, benzedeiras e rezadeiras e a pesquisa científica. Também foram realizadas atividades de extração dos princípios ativos coloridos.
O Laboratório de Bioensaio Antitumorais apresentou a atividade “Vivenciando a botânica como Margaret Mee e Graziela Barroso”. Os pesquisadores falaram sobre a artista que pintava plantas da Amazônia e sobre a pesquisadora, que registrou mais de 130 espécies de plantas. Foram realizadas atividades para criarem suas próprias plantas, de forma lúdica e criativa, com combinação de carimbos, flores e frutos, nome científico e uso medicinal.






