Autor: Arielle Oliveira Curti (Página 16 de 21)

Novo acordo promete reforçar tratamento da Doença de Chagas 

A Fiocruz, por meio do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), assinou nesta segunda-feira (4/12), acordo de cooperação técnica e científica para registro, na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de medicamento clone genérico para o tratamento da doença de Chagas. A parceria foi firmada com a multinacional alemã Bayer AG, detentora do Nifurtimox®, indicado para o tratamento da enfermidade, com registro aprovado nos Estados Unidos, Bolívia, Chile e El Salvador, como uma alternativa ao Benzonidazol. O objetivo da parceria é ampliar o acesso de medicamento ao paciente, através do Sistema Único de Saúde (SUS). 

Estima-se que exista um milhão de pessoas afetadas pela doença de Chagas no Brasil, segundo o Boletim Epidemiológico de Chagas, do Ministério da Saúde (MS), de 2021. O acordo, então, vai ao encontro da missão de Farmanguinhos/Fiocruz, laboratório oficial do MS, de ofertar soluções integradas e sustentáveis para o SUS.  

O medicamento, produzido pela Bayer, é recomendado, conforme o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas doença de Chagas nº 397, de 2018, para o tratamento etiológico, em crianças e adolescentes na fase crônica indeterminada, e nos casos agudos, para qualquer faixa etária, nas situações em que Benznidazol não seja adequadamente tolerado.  

Serão, portanto, disponibilizadas equipe técnica qualificada, recursos e materiais para avaliar a possibilidade futura da transferência de tecnologia de produção e fornecimento do Nifurtimox®. Enquanto isso, Farmanguinhos será responsável pelo processo de registro na Anvisa, para as certificações pertinentes à autorização de comercialização do medicamento em seu nome.

Farmanguinhos/Fiocruz lança editais para ampliar o conhecimento científico  

 Os cursos são para mestrado e pós-doutorado, além de vagas para residência 

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), unidade técnico-científica da Fiocruz, abriu inscrições para seus cursos de mestrado e pós-doutorado, além de residência, todos com início em 2024.   

Para o mestrado profissional em Gestão, Pesquisa e Desenvolvimento na Indústria Farmacêutica são oferecidas 12 vagas, sendo quatro para cada linha de pesquisa:  Gestão tecnológica na indústria farmoquímica e farmacêutica; Desenvolvimento tecnológico na indústria farmoquímica e farmacêutica e Produção na indústria farmoquímica e farmacêutica.  O objetivo é formar mestres qualificados em ciência e tecnologia nas áreas envolvidas no processo industrial farmacêutico e farmoquímico, desde a concepção até a produção de medicamentos, passando pelas diferentes áreas técnicas e de gestão relacionadas à produção. 

As inscrições irão até o dia 6 de outubro e devem ser realizadas pela plataforma www.sigass.fiocruz.br.  Com duração máxima de 24 meses, o curso de mestrado é gratuito e as aulas serão ministradas às quintas-feiras, de forma presencial, em Farmanguinhos, Campus Manguinhos (Rua Sizenando Nabuco, 100 – Manguinhos, Rio de Janeiro) e/ou por meio de aulas remotas. e farmacêutica.  

Mais conhecimento científico – Em outubro, Farmanguinhos/Fiocruz dará início aos processos de seleção de candidatos à bolsa de pós-doutorado do programa de pós-graduação stricto sensu em Pesquisa Translacional em Fármacos e Medicamentos e ao programa de residência multiprofissional em Tecnologias Aplicadas à Indústria Farmacêutica.  

Para o pós-doutorado, será oferecida uma vaga para estudos de alto nível no campo da pesquisa translacional nas áreas de química medicinal, produtos naturais, farmacologia ou tecnologia farmacêutica, principalmente, voltados à saúde pública. Poderão concorrer apenas candidatos doutores titulados há no máximo cinco anos e a bolsa de pós-doutorado da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) terá duração de 24 meses, improrrogáveis. As inscrições começarão em 16/10. Mais informações clique aqui 

Já o programa de residência visa capacitar profissionais nos cursos de bacharel em Farmácia, Ciências Biológicas (exceto modalidade médica) ou Medicina Veterinária para planejarem e executarem ações na indústria farmacêutica relacionados à qualidade de vida da população.  Serão ofertadas cinco vagas, por categoria profissional.  Com dois anos de duração, em tempo integral e dedicação exclusiva, o programa tem carga horária de 5.760 horas, distribuídas em atividades teóricas e práticas, sob a forma de treinamento em serviço. As inscrições começarão em 23/10. Mais informações clique aqui 

E encerram nesta segunda (2/10) as inscrições para a especialização em Tecnologias Industriais Farmacêutica. São 20 vagas destinadas a profissionais com graduação nas áreas de Farmácia, Química, Engenharia Química, Engenharia de Alimentos, Engenharia de Materiais, Biologia, Biomedicina, Medicina Veterinária, Biotecnologia, Tecnologia em Produção de Fármacos e Tecnologia em Processos Químicos, cujos diplomas sejam reconhecidos pelo Ministério da Educação.  Mais informações aqui. 

Laboratório farmacêutico oficial, o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/ Fiocruz) é responsável pela produção e distribuição de medicamentos de uso humano ao Ministério da Saúde, sendo a distribuição desses medicamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 

Boa notícia para a erradicação da hepatite C

O ravidasvir, que trata a hepatite C, foi incluído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na Lista Modelo de Medicamentos Essenciais (Essential Medicines List – EML, em inglês), conforme recomendação do Comitê de Especialistas feita com base em evidências de eficácia e segurança, semelhantes às observadas com outros esquemas antivirais pangenotípicos de ação direta.

O ravidasvir é pangenotípico quando usado em combinação com sofosbuvir. De acordo com o Comitê, ele é um medicamento terapêutico alternativo de ação direta para o tratamento da infecção pelo vírus da hepatite C em adultos.

O Comitê também recomendou a exclusão de opções de tratamento não pangenotípicas para o vírus da hepatite C (dasabuvir, ombitasvir + paritaprevir + ritonavir e interferon peguilado alfa 2a e 2b). Assim, esses medicamentos não são mais recomendados nas diretrizes da OMS para o tratamento de Hepatite C. Acesse o documento aqui.

Em paralelo, no Brasil, Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) atua no sentido de solicitar à Anvisa o registro do ravidasvir, em parceria com a DNDi e a farmacêutica egípcia Pharco Pharmaceuticals. O Instituto já detém o registro do sofosbuvir, e, recentemente, acrescentou ao seu portfólio de desenvolvimento o antiviral daclatasvir. Com todas as diferentes opções de antivirais, o Instituto reforça seu papel de apoiador do Complexo Econômico Industrial da Saúde (CEIS) e promotor da independência nacional no tratamento da hepatite C.

Na Quinta da Boa Vista, Farmanguinhos expõe atividades de plantas medicinais e impressão 3D

A criatividade das crianças, que visitaram o local, também foi estimulada por meio do Laboratório de Cores 

Incentivando o conhecimento por meio da experiência, o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) esteve presente no “Domingo com Ciência na Quinta” no último dia 16/7. Evento foi realizado na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, e contou com atividades de exibição de experimentos científicos e de questões científicas de interesse geral, cinco delas de responsabilidade da instituição.  

Organizado pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Rede de Popularização da Ciência e da Tecnologia na América Latina e no Caribe (RedPOP), essa foi a primeira edição do evento após o começo da pandemia. Entre algumas das motivações para o retorno da feira, estiveram as celebrações de datas como o Dia Nacional da Ciência, o Dia Nacional do Pesquisador, os 75 anos da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e os 205 anos do Museu Nacional.  

Farmanguinhos foi representado pela equipe de Educação e Pesquisa. “Nossa ideia era somar experiência ao evento. Então, levamos três atividades de plantas medicinais; uma referente ao estímulo da criatividade pela mistura de cores, gerido pelo nosso Laboratório de Farmacologia; e a produção daquilo que é feito a partir das impressões 3D de medicamentos”, disse a chefe do departamento de Educação de Farmanguinhos, Mariana Conceição. 

Na sessão de plantas medicinais, aqueles que passaram pela tenda de Farmanguinhos conseguiram aprender mais sobre uso das plantas: quais são os produtos elaborados; como é feito o trabalho dentro do laboratório; e a aplicação em óleos essenciais, como a citronela.  

Mulheres e Meninas na Ciência 

Como parte da promoção da equidade de gênero na Ciência, em consonância com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos na Agenda 2030, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) também inseriu um estande específico do programa Mulheres e Meninas na ciência durante o evento.  

As pesquisadoras e cientistas de Farmanguinhos assumiram seu lugar e auxiliaram no estímulo à entrada de pequenas jovens no mundo científico. Na atividade, meninas puderam citar o que fariam assim que se tornassem cientistas.  

Fiocruz assina acordo para registro de medicamento para hepatite C na Anvisa

O anúncio é um marco na jornada brasileira para atingir a meta da Organização Mundial da Saúde de eliminar a hepatite C até 2030 e faz parte das ações do Julho Amarelo

Farmanguinhos/Fiocruz assina acordo de parceria técnico e científica com a DNDi e a empresa Pharco, para solicitar o registro do ravidasvir, que trata a hepatite C, na Anvisa (foto: Peter Ilicciev)

A Fiocruz, por meio do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz), assinou, hoje (19/07), um acordo de parceria técnico e científica com a Iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas (DNDi) e a farmacêutica egípcia Pharco Pharmaceuticals, para solicitar o registro do medicamento ravidasvir, que trata a hepatite C, na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O anúncio faz parte da mobilização nacional “Julho Amarelo” (Lei 14.613/23), conjunto de ações direcionadas ao enfrentamento das hepatites virais, com foco em conscientização, prevenção, assistência, proteção e promoção dos direitos humanos. 

O acordo foi assinado no Castelo Mourisco, na sede da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Manguinhos, no Rio de Janeiro, pelo vice-presidente Marco Aurelio Krieger, no exercício da Presidência da Fiocruz; pelo diretor de Farmanguinhos, Jorge Mendonça; e pelo diretor executivo regional da DNDi na América Latina, Sergio Sosa-Estani.

Vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde, Marco Krieger, participa da cerimônia no Castelo Mourisco (foto: Peter Ilicciev)

O caso da hepatite é exemplar do ponto de vista de como a inovação consegue impactar diretamente na melhoria de vida das pessoas. Em menos de uma década, conseguimos evoluir para tratamentos sem efeitos colaterais e com alto grau de efetividade. Hoje, demos um passo importante para podermos oferecer, no futuro, um tratamento inovador a um custo ainda mais acessível para o Sistema Único de Saúde”, explica o vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde, Marco Krieger.

A parceria visa disponibilizar esse medicamento no Brasil a um preço acessível e que possa ser fornecido no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) para os pacientes com o vírus da Hepatite C (HCV). Dessa forma o ravidasvir, utilizado em combinação com sofosbuvir, poderá fazer parte das opções terapêuticas que compõem a estratégia de tratamento simplificado dos pacientes de hepatite C no Brasil. Farmanguinhos já detém o registro do sofosbuvir, e, recentemente, acrescentou ao seu portfólio de desenvolvimento o antiviral daclatasvir. Com todas as diferentes opções de antivirais, o Instituto reforça seu papel de apoiador do Complexo Econômico Industrial da Saúde (CEIS) e promotor da independência nacional no tratamento da hepatite C.

De acordo com o diretor de Farmanguinhos, Jorge Mendonça, durante muito tempo a hepatite C foi considerada uma doença negligenciada e com poucas opções de tratamento eficazes. Contudo, nos dias atuais, existem possibilidades de cura. “Disponibilizar uma alternativa de tratamento seguro, eficaz e de menor custo fortalece o Complexo Econômico Industrial da Saúde e o SUS e, em especial, disponibiliza mais uma opção para o paciente. Também estimula as relações de cooperação Sul-Sul, já que será uma troca de informações e tecnologias entre países desses hemisférios, o que certamente reforça as políticas regionais para outras enfermidades. Importante ressaltar o papel do DNDi, de indução e apoio para a concretização deste projeto. Em 2023, o Julho Amarelo terá uma marca importante no que diz respeito aos cuidados com os pacientes com hepatite C.”  

O acordo assinado é o primeiro passo para a submissão e obtenção de registro do ravidasvir junto à Anvisa. Caso aprovado, Farmanguinhos, com o apoio técnico da  DNDi e da Pharco, pretende requerer junto à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) a instauração do processo administrativo para a incorporação do ravidasvir ao SUS. Somente após a conclusão de todas essas etapas, o Ministério da Saúde (MS) poderá demandar sua distribuição à população.  

Para o diretor-executivo regional da DNDi na América Latina, Sergio Sosa-Estani,  “o objetivo da parceria é desenvolver um medicamento eficaz, de fácil  administração e baixo custo para a hepatite C que permita aumentar o acesso ao tratamento e reduzir a carga financeira que recai sobre os pacientes e o sistema de saúde”. 

O preço acessível do ravidasvir permitirá tratar mais pacientes no Brasil e esperamos que nossa colaboração estratégica com Farmanguinhos e DNDI seja um excelente roteiro para toda a região”, ressalta Yasser Fayed, diretor de Desenvolvimento de Negócios Corporativos e Acesso Global HCV da Pharco Pharmaceutical.

Assinatura do acordo reuniu representantes de Farmanguinhos/Fiocruz, da DNDi e da Pharco (foto: Peter Ilicciev)

Sobre o medicamento ravidasvir – O ravidasvir é um medicamento inovador para o tratamento da Hepatite C – inflamação do fígado provocada pelo vírus HCV que, quando crônica, pode levar a cirrose, insuficiência hepática e câncer. Foi desenvolvido para uso combinado com sofosbuvir. Em 2016, DNDi e Pharco conduziram um ensaio clínico na Malásia e na Tailândia para testar a combinação de ravidasvir e sofosbuvir, que demonstrou taxas de cura de 97%, mesmo para os pacientes difíceis de tratar. A combinação sofosbuvir + ravidasvir é comparável às melhores terapias contra hepatite C disponíveis hoje, além de ter um preço acessível, sendo umaalternativaaos tratamentos disponíveis hoje no país. 

Hepatite C no Brasil – Segundo o Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais, divulgado pelo MS , em junho de 2022, 718.651 casos confirmados de hepatites virais no Brasil  foram notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan)de 2000 a 2021 . Desse total, 168.175 (23,4%) são referentes aos casos de hepatite A, 264.640 (36,8%) aos de hepatite B, 279.872 (38,9%) aos de hepatite C e 4.259 (0,6%) aos de hepatite D.  

Agenda 2030 – Para eliminar as hepatites virais, a OMS propõe a meta de testagem de 90% das pessoas com hepatite viral C e o tratamento de 80% das pessoas com HCV em todo o mundo até 2030, com redução de novas infecções em 90% e de mortalidade em 65%. A Organização também preconiza o tratamento para todos os indivíduos com diagnóstico de infecção pelo vírus HCV, independentemente do estágio da doença, utilizando preferencialmente medicamentos classificados como pangenotípicos: sofosbuvir + daclatasvir. 

Sobre Farmanguinhos –Laboratório farmacêutico oficial vinculado ao MS, o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz), fundado em 1976, é uma unidade técnico‐científica da Fiocruz que se destaca na luta pela redução de custos de medicamentos, permitindo a ampliação do acesso de mais pessoas aos programas de saúde pública. Para hepatites, o Instituto fabrica, atualmente, o medicamento ribavirina e também possui, em vigor, acordos para absorção da tecnologia de produção do  sofosbuvir e do daclatasvir. 

Sobre a DNDi – A iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas (DNDi) foi criada em 2003 por Médicos Sem Fronteiras (MSF), Fiocruz, Ministério da Saúde da Malásia, Instituto Pasteur da França, entre outros.  A organização é uma entidade sem fins lucrativos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) que trabalha para criar novos tratamentos seguros, eficazes, adaptados em campo e acessíveis para pacientes negligenciados, em particular para a doença de Chagas, as leishmanioses, a doença do sono, a hepatite C e a dengue.  O objetivo da DNDi é possibilitar o acesso equitativo ao tratamento do HCV por meio do desenvolvimento e registro de antivirais de ação direta (AADs) pangenotípicos acessíveis, seguros e eficazes, além da defesa de políticas necessárias para remover as barreiras ao acesso a AADs globalmente.

Sobre a Pharco Pharmaceuticals  – APharco Pharmaceuticals (Pharco), ou sua afiliada European Egyptian Pharmaceutical Industries (EEPI), é uma empresa farmacêutica com sede em Alexandria, Egito, cuja missão é fornecer produtos farmacêuticos seguros e eficazes, acessíveis e disponíveis para todos os pacientes. Ela foi licenciada pela Presidio Pharmaceuticals, com o direito de fabricar, vender, exportar, importar e distribuir oravidasvirno Egito, Oriente Médio e países do Norte da África, incluindo países do Conselho de Cooperação do Golfo e alguns da antiga União Soviética. A companhia também possui uma versão genérica do sofosbuvir. Pharco concluiu um estudo de fase 3 de ravidasvir  em combinação com sofosbovir em pacientes com genótipo 4 de HCV no Egito, com registro do ravidasvir naquele país.  

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