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Palestra discute uso medicinal da maconha

Fiocruz cria grupo de trabalho para apoiar iniciativas voltadas para estimular pesquisas com cannabis para fins medicinais


Daqui a um mês (3/12), a pequena Sofia completará oito anos de idade. Desde que nasceu, ela sofre com constantes crises de convulsão, sendo que, nos últimos anos, diminuíram drasticamente graças ao uso de um elemento extraído de uma planta: o canabidiol. Apesar dessa ótima resposta dada pela natureza, que trouxe alívio para a menina, a comemoração não pode ser completa porque a planta, da qual a substância foi isolada, é a maconha, erva incluída na lista de drogas ilegais no Brasil.  Com o objetivo de debater este importante tema para pacientes, classe médica e comunidade científica, o Centro de Estudos de Farmanguinhos trouxe para discussão o Uso medicinal da cannabis, palestra proferida pela advogada Margarete Brito, a mãe da Sofia, e por Eduardo Faveret, o médico da menina.

Margarete Brito falou sobre a necessidade de liberação da maconha para fins medicinais

Margarete Brito falou sobre a necessidade de liberação da maconha para fins medicinais

“Maconha é remédio, e acesso a remédio é questão de saúde pública. Portanto, não pode ser considerado crime”, ressaltou Margarete. Ela explicou que procurou se informar mais a respeito das substâncias da cannabis sativa (nome científico da maconha). Atualmente, a advogada coordena a associação de Apoio à Pesquisa e Pacientes de Cannabis Medicinal (Apepi). Desde então, ela vem lutando ao lado de outras mães de pacientes que sofrem com crises epiléticas e convulsões.

De acordo com Margarete, Sofia é portadora da Síndrome CDKL5, uma variante da síndrome Rett (doença causada por mutações no gene do cromossomo X). Desde que descobriu os efeitos terapêuticos da planta, ela vem promovendo o debate a fim de engajar o público nesta importante causa. A advogada argumentou que a substância possui excelente potencial para controle de convulsão, mas é proibida.

As variações da qualidade, no entanto, fizeram ela tomar uma decisão: cultivar a planta em casa, o que gera outro problema de ordem legal. “Plantar maconha para uso medicinal não é crime. Crime é a mora Legislativa que não regulamenta o uso medicinal da cannabis. Crime é a omissão do Estado que não cumpre as decisões judiciais que mandam fornecer remédios”, argumentou.

O médico Eduardo Faveret falou sobre os efeitos terapêuticos das substâncias encontradas na maconha

O médico Eduardo Faveret falou sobre os efeitos terapêuticos das substâncias encontradas na maconha

Segundo Margarete, a participação da mídia foi fundamental para ampliar o debate, o que proporcionou quatro conquistas para o grupo. A primeira foi em 2014, quando o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) ter autorizado a prescrição do canabidiol. Ainda em 2014, o Conselho Federal de Medicina (CFM) regulamenta para todo o território nacional. A terceira ocnquista veio no ano passado, quando a Anvisa retirou o CBD da lista de proscritos e regulamenta a substância. Também no ano passado, a Agência regulatória passou a autorizar a prescrição de THC.

“Esperamos que a quinta conquista seja que Farmanguinhos produza extrato de cannabis e distribua (via SUS) para pacientes de epilepsia, dor crônica, câncer, parkinson, esclerose múltipla”, frisa a advogada.

Projeto Fio Cannabis – Representando o diretor Hayne Felipe, em compromissos institucionais em Brasília, Márcia Coronha disse que a Fiocruz está com um projeto especificamente voltado para estudos com cannabis. “Esse grupo multidisciplinar foi formado a partir de uma solicitação feita pelo próprio presidente Paulo Gadelha a fim de apoiar as ações A ideia do Fio Cannabis é apoiar a Apepi e a ABRA Cannabis (Associação Brasileira para Cannabis)”, explicou a pesquisadora Márcia Coronha.

Alessandra Viçosa, Margarete Brito, Márcia Coronha, Eduardo Faveret, Maria Behrens, David Tabak, Lauro Pontes e Karla Gram

Alessandra Viçosa, Margarete Brito, Márcia Coronha, Eduardo Faveret, Maria Behrens, David Tabak, Lauro Pontes e Karla Gram

O médico Eduardo Faveret apresentou casos de sucesso de pacientes que administraram não somente o canabidiol (CBD), como também o Delta 9 Tetrahidrocanabinol (THC). Dentre outros benefícios, Faveret informou que o canabidiol tem efeito anticonvulsionante em quase todos os modelos experimentais de crise. “Pode ser administrado por via oral, por meio de vaporização (a mais rápida), fumo, adesivo transdérmico, sublingual, supositório. Habitualmente é utilizado principalmente na forma de óleo ou pasta, que pode ser ingerido ou vaporizado”, explicou.

Segundo Faveret, o canabidiol é um fitoterápico com grande versatilidade terapêutica e segurança. “Incidem alguns poucos efeitos adversos, como sonolência, diarreia, vômitos e convulsões. O uso combinado do THC com canabidiol permite a associação dos efeitos terapêuticos com menos efeitos adversos”, destacou. No entanto, adverte que “o potencial terapêutico de tratar crises e comorbidade psiquiátrica necessita de estudos controlados”, conclui.

Margarete Brito exibiu o vídeo Estado de necessidade, de aproximadamente cinco minutos, que mostra a luta de mamães e papais de pacientes que necessitam das substâncias encontradas na maconha para terem uma qualidade de vida melhor. Após as duas apresentações, os palestrantes participaram de debate com o público presente.

Fotos: Edson Silva

Divulgado resultado final do processo de seleção para o Mestrado Profissional de Far

A Secretaria Acadêmica do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), divulgou a lista dos classificados para o processo seletivo para o Mestrado Profissional 2017. Confira a lista aqui.

A data para matrícula foi antecipada, sendo de 09 de novembro a 09 de dezembro. Clique aqui e acesse a lista de documentos, que devem ser entregues na Secretaria Acadêmica.

Mantida a certificação na ISO 9001:2008

Além desta conquista pela DNV-GL, Farmanguinhos também obteve aumento do nível 3 para 4, em uma escala que vai até o 5

 


 

Profissionais de outros setores e integrantes da Coordenação da Gestão da Qualidade (CGQ) se juntaram à Gerente da área, Shirley Trajano (de blusa marrom, à direita, na frente) na comemoração de mais esta conquista

Profissionais de outros setores e integrantes da Coordenação da Gestão da Qualidade (CGQ) se juntaram à Gerente da área, Shirley Trajano (de blusa marrom, à direita, na frente) na comemoração de mais esta conquista

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) conquistou mais um degrau rumo à excelência da qualidade. Na terça-feira (18/10), ao final da auditoria feita por profissionais da DNV-GL, a Diretoria e a Coordenação da Gestão da Qualidade ficaram sabendo que tinha sido mantida a certificação na Norma ISO 9001, versão 2008, com aumento de nível 3 para 4, em uma escala que vai até o 5. A ISO 9001 é um conjunto de normas de padronização para um determinado serviço ou produto. Criada pela International Organization for Standardization (ISO, na sigla em Inglês), seu objetivo é estabelecer requisitos internacionais para sistemas de gestão da qualidade.

Para a Coordenadora da Gestão da Qualidade, Shirley Trajano, a manutenção da certificação para o escopo “Desenvolvimento, Transferência e prestação de Serviços Tecnológicos de Produtos

Farmacêuticos” incluindo as áreas de interface demonstra que Farmanguinhos atende aos requisitos exigidos pela norma.  Esse foi um trabalho que

A integração de profissionais de diversos setores da Unidade ajuda a reforçar a importância do trabalho conjunto para mais uma conquista

A integração de profissionais de diversos setores da Unidade ajuda a reforçar a importância do trabalho conjunto para mais uma conquista

envolveu o esforço de todas as equipes através dos minutos da Qualidade, procedimentos, treinamentos, indicadores, objetivos, mapas de processo, etc.

Segundo Shirley Trajano, à clareza e sinceridade nas repostas, se somou outro fator que contou a favor de Farmanguinhos além da disponibilidade dos colaboradores das áreas auditadas. Fator que, na avaliação da coordenadora, deve-se ao grau de maturidade e união adquiridos durante o processo de trabalho em Farmanguinhos para atender aos requisitos da norma. Para a coordenadora, a ISO 9001 como base para o Sistema da Qualidade fortalece o atendimento as Boas Práticas de Fabricação (BPF), dando-lhe maior robustez.

A próxima auditoria está programada para julho de 2017 e o objetivo é que o escopo seja ampliado e envolvendo todo Farmanguinhos.

Responsável pelo Setor de Programas de Qualidade da CGQ, Giovana Assunção (de amarelo) acompanhada por Shirley Trajano, Michele Villardi, Juliana Lopes e Ester Ponciano

Responsável pelo Setor de Programas de Qualidade da CGQ, Giovana Assunção (de amarelo) acompanhada por Shirley Trajano, Michele Villardi, Juliana Lopes e Ester Ponciano

Giovana Assunção, responsável pelo setor de Programas da Qualidade da CGQ, reconhece que ainda temos um grande desafio, mas se sente cada vez mais motivada a buscar a excelência para os nossos processos, produtos e serviços. Isso só poderá se tornar realidade com o envolvimento de todos os colaboradores de Farmanguinhos.

Segundo Renata Palhares, responsável pela Assessoria de Auditorias da Qualidade CGQ, o desafio só tende a se ampliar, pelo fato de a nova versão da norma levar em conta processos associados à análise de risco e controle de mudanças.

Por sabermos que os profissionais de Farmanguinhos não se cansam de demonstrar que desafios são etapas para serem vencidas, que venha julho!

Fotos: Edson Silva

Farmanguinhos na Semana Nacional de C&T

Com o tema Ciência alimentando o Brasil, a Unidade apresentará o projeto Horta pomar, implementado na creche Nise da Silveira, em Jacarepaguá

 


Começa nesta terça-feira (18/10), no campus Manguinhos, a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT). O tema deste ano será Ciência alimentando o Brasil. Diante desta proposta, o Núcleo de Gestão Social (NGS) do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) participará com a exposição do projeto Horta Pomar na creche Nise da Silveira, em Jacarepaguá.

 

Os pequenos trabalham no cultivo de seu alimento. A foto mostra as crianças regando as hortaliças com material reciclado (Foto: Arquivo/Creche Nise da Silveira)

Os pequenos trabalham no cultivo de seu alimento. A foto mostra as crianças regando as hortaliças com material reciclado (Foto: Arquivo/Creche Nise da Silveira)

Segundo o coordenador da área, Jacob Portela, a iniciativa vai ao encontro da proposta trazida este ano na SNCT. “A ideia foi criar uma horta para estimular uma mudança de hábitos nas crianças, incentivando-as a terem uma alimentação balanceada e saudável, principalmente por estar livre de agrotóxicos. Além disso, valorizar a importância do homem do campo”, ressaltou Portela.

Ele disse que os parceiros foram fundamentais para que o projeto fosse implantado em 2011. Atualmente, está incluído no Programa Hortas Cariocas, portanto, respaldado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente. “Hoje, a horta funciona plenamente e alimenta as crianças da creche”, comemorou.

Além da Secretaria de Meio Ambiente, o Horta Pomar conta com o apoio da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), da Associação de Moradores da Cidade de Deus e do Grupo Alfazendo – organização voltada para educação sócio-ambiental.

Desde cedo, as crianças da creche Nise da Silveira aprendem a cuidar da horta e a produzir seu próprio alimento (Foto: Arquivo/Creche Nise da Silveira)

Desde cedo, as crianças da creche Nise da Silveira aprendem a cuidar da horta e a produzir seu próprio alimento (Foto: Arquivo/Creche Nise da Silveira)

A abertura da SNCT na Fundação será nesta terça (18/10), às 9h, no auditório do Museu da Vida, no campus Manguinhos, com a mesa Geografia da Fome de Josué de Castro, 70 anos depois. Várias unidades da Fiocruz estão participando do evento, com atividades das mais diversas, em diferentes espaços do campus, especialmente no Salão de exposições do Museu da Vida da Casa de Oswaldo cruz (COC/Fiocruz).

 

Este ano, os organizadores estão preparando uma atividade especial para o sábado (22/10): o Piquenique científico. A ideia é fazer um piquenique de verdade, misturando gostosuras, lazer e conhecimento. Vai ter conversas sobre alimentação saudável, atrações musicais com temática alimentar, distribuição de frutas e de livros.

 

“Além de atrair o público em geral, gostaríamos também de envolver o público interno da Fiocruz. A ideia é ajudar a promover o nosso campus como um espaço de lazer no fim de semana, tanto para a comunidade externa quanto interna. Se der certo, pretendemos repetir a experiência”, disse Carla Almeida, do Núcleo de Estudos de Divulgação Científica do Museu da Vida.

 

 

 

 

 

 

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Currículo e defesa do pré-projeto do Mestrado de Far

Confira a lista com o resultado da Análise do Currículo e defesa do pré-projeto para o Processo Seletivo do Mestrado Profissional 2017

Clique aqui.

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