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Cursos: Farmanguinhos e Universidade de Coimbra estudam lançamento de três novas formações em 2025

Assuntos foram debatidos durante visita de representantes da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra à unidade, no Rio de Janeiro

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) estuda o lançamento de três novos cursos ainda em 2025. A ação é o detalhamento de uma parceria com a Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra (FFUC), que fica em Portugal, e tem o intuito de desenvolver projetos educacionais que incentivem a internacionalização e a troca de conhecimento.

Para isso, foram organizados grupos de trabalho e visitas às instalações da unidade da Fiocruz que permitissem um maior entendimento da estrutura do local. Representantes da FFUC, a integrante do UC Business, Vanessa Azevedo, e os subdiretores da Faculdade de Farmácia, Gabriela Silva e João Sousa, foram acompanhados pelos profissionais do Instituto e receberam explicações sobre o funcionamento dos laboratórios e planta fabril.

“Essa foi uma visita importante para que criássemos sinergia entre as instituições. Reunimos profissionais e trocamos experiências que influenciassem não somente na elaboração desses cursos, em possíveis novas parcerias de desenvolvimento tecnológico voltadas para o setor de saúde nos dois países”, disse o diretor de Farmanguinhos/Fiocruz, Jorge Mendonça.

Dentro do escopo de trabalho estão temas como a impressão 3D de medicamentose a bioimpressão, o uso de plantas aromáticas e óleos essenciais, e a formação em radiofármacos para profissionais ligados diretamente aos processos de pesquisa, desenvolvimento, qualidade e aprovação do produto no Brasil. Em conjunto com as pesquisadoras de Farmanguinhos, Maria Behrens e Alessandra Viçosa,  do coordenador do Departamento de Educação do Instituto, Eduardo Gomes, e do coordenador da missão de Farmanguinhos em Portugal, Jorge Lima, foram debatidos planos de aula, modalidades de ensino e público-alvo desses cursos.

“Estamos muito interessados nesse projeto, pois reforça uma ligação entre as instituições em que acreditamos muito, principalmente, em relação ao reconhecimento e desenvolvimento de tecnologias. Espero que seja o primeiro de muitos e que a Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra possa, de certa forma, tornar-se a primeira Faculdade portuguesa a ter formações, em conjunto, da “faculdade” brasileira Fiocruz”, disse o subdiretor da UC, João Sousa.

A previsão é que o lançamento dessas formações aconteça ainda em 2025. As aulas de impressão 3De bioimpressão, por exemplo, estão desenhadas para o primeiro quadrimestre do ano e são voltadas para alunos de Stricto-Sensu, explicou Eduardo.

Parceria Brasil x Portugal

A iniciativa é viabilizada por acordos entre as instituições, que foram assinados em julho de 2024. À época, Farmanguinhos/Fiocruz também firmou parcerias que considerassem a produção de radiofármacos no Brasil e o registro sanitário dos produtos do Instituto em Portugal.

“O conhecimento quase milenar da Universidade de Coimbra, aliado ao da Fiocruz, forma um ‘terreno fértil’ para exploração de potencialidades que agregarão valor, não somente aos cursos de excelência já estabelecidos entre suas faculdades, mas as próprias instituições. A oferta de cursos, construídos em conjunto com essas grandes organizações de Ciência, Tecnologia, Inovação e em Saúde, é um diferencial para os portugueses e brasileiros”, disse Jorge Lima.

 

Novas tecnologias para o combate de Doenças Tropicais Negligenciadas 

Projetos de Farmanguinhos/Fiocruz evoluíram, principalmente, no âmbito dos tratamentos pediátricos 

Desde a pesquisa até a produção, o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) trabalha com projetos inovadores para o tratamento de Doenças Tropicais Negligenciadas (DTNs). Além de ser um compromisso da instituição com o cidadão brasileiro, esses esforços fazem parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), que estabelecem metas para o controle e a eliminação dessas enfermidades.  

Tuberculose, malária, esquistossomose e doença de Chagas são apenas algumas das doenças consideradas negligenciadas no contexto da saúde pública, segundo organismos internacionais de saúde, visto que são endêmicas em populações de baixa renda. Segundo Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde (MS), lançado em janeiro de 2024, foram identificados mais de 580 mil casos novos das DTNs, entre 2016 e 2020, no Brasil. Desses, cerca de 40 mil óbitos foram registrados com causas múltiplas. 

Para combater esse cenário, Farmanguinhos utiliza novas tecnologias que possibilitem a ampliação do acesso a medicamentos à parcela da população mais vulnerável. Em 2024, cerca de 52 milhões unidades farmacêuticas foram fornecidas para o tratamento dessas doenças, entre classes de antimaláricos, anti-helmínticos (esquistossomose), antiparasitários (filariose) e tuberculostáticos. 

A instituição é, por exemplo, a única fabricante nacional do medicamento utilizado no tratamento de filariose no Brasil, a dietilcarbamazina 50 mg, e da associação antimalárica em dose fixa combinada de artesunato e mefloquina (ASMQ). Este último teve a primeira entrega após mudança no processo produtivo, em 2024, que tornou a fabricação mais eficiente. 

Novas tecnologias  

Recentemente, Farmanguinhos iniciou o uso de modelagem de simulação computacional para realizar estudos não clínicos em medicamentos pediátricos dispersíveis em água para bebês, crianças e adolescentes. A estratégia utilizada para o desenvolvimento tecnológico de uma nova associação do isoniazida e rifampicina consiste na criação de um modelo de simulação biofarmacêutica baseado em fisiologia, construído a partir de dados históricos de biodisponibilidade da associação em dose fixa combinada iso+rifam e da isoniazida monodroga em adultos e complementado com dados de literatura. A modelagem contribui, principalmente, para verificar a dose correta para cada tipo de público pediátrico, desde os bebês até as crianças em idades pré-escolar e escolar, demonstrando o comportamento dos fármacos em cada organismo. 

Outra evolução no tratamento da população pediátrica foi referente ao Arpraziquantel. No âmbito do consórcio internacional, em parceria com a Merck S.A., o Instituto se tornou o primeiro produtor global desta opção terapêutica focada no tratamento da esquistossomose em crianças de idade pré-escolar, entre três meses e seis anos. Dispersível em água, palatável e de tamanho adequado, o medicamento foi desenvolvido para resistir aos desafios de calor e umidade dos países tropicais.  

Em 2024, a terapia foi incluída na lista de pré-qualificados da Organização Mundial de Saúde (OMS), após parecer científico favorável da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), e teve sua qualidade reconhecida internacionalmente, possibilitando o fornecimento para regiões onde a doença é altamente endêmica, especialmente a África. A submissão para a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), necessária para o início do tratamento no Brasil, também já foi feita por Farmanguinhos/Fiocruz ainda no ano passado.  

Dia Mundial das Doenças Tropicais Negligenciadas – celebrado anualmente no dia 30/1, a data foi criada para chamar a atenção a esse grupo de patologias que afetam cerca de 1/6 da população mundial, principalmente pessoas pobres de países da região tropical, inclusive o Brasil.  

Doutoranda de Farmanguinhos ganha prêmios em evento internacional

Cíntia Lanzarini faz parte do programa de Pós-graduação Acadêmica em Pesquisa Translacional de Fármacos e Medicamentos (PPG-PTFM) da unidade

Doutoranda do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz), Cíntia Lanzarini recebe prêmio Doctoral Forum. Consolidado como um dos principais fóruns do país sobre ética em pesquisa e integridade científica, evento fez parte do 7º Encontro Brasileiro sobre Integridade na Pesquisa, Ética na Ciência e em Publicações (Brispe, na sigla em inglês), que aconteceu em dezembro, no Rio de Janeiro, entre os dias 5 e 6 de dezembro.

Em 2024, a conferência abordou o tema “Integridade em Pesquisa e Inteligência Artificial Generativa: Navegando por Novas Formas de Fazer e Comunicar Ciência”, tema relevante para a ampliação das perspectivas de propostas e diretrizes para o programa de Pós-graduação Acadêmica em Pesquisa Translacional de Fármacos e Medicamentos (PPG-PTFM) de Farmanguinhos/Fiocruz, explica a coordenadora do PTFM, Alessandra Viçosa.

Ela esteve no evento acompanhada da coordenadora da Comissão de Integridade em Pesquisa (CIP), da Vice-presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas da Fiocruz (VPPCB), e coordenadora adjunta do PPG-PTFM de Farmanguinhos, Carmen Penido. “Nosso programa é pioneiro no ensino da Ética e Integridade em Pesquisa, como disciplina obrigatória, na Fiocruz. Por isso, uma participação ativa dos componentes do programa contribui para que sejamos referência na promoção de práticas responsáveis em pesquisa, além da robustez e qualidade de seus trabalhos”, enfatizou Alessandra.

Lêda Neta, também aluna do PPG-PTFM, participou abordando a análise comparativa entre revisões manuais e de inteligência artificial em pesquisas.

Um exemplo disso foi o reconhecimento do trabalho de Cíntia,  durante o Doctoral Forum. A participação da aluna do PPG-PTFM, de Farmanguinhos, aconteceu por meio do projeto que fala sobre a percepção da integridade nos trabalhos de investigação desempenhados pelos pesquisadores da Fiocruz. A sessão foi avaliada pelo presidente da Organização Mundial de Integridade na Pesquisa (WCRI, na sigla em inglês), Lex Bouter, e pela professora do programa de Ética na Ciência e Medicina, do Centro Médico da Universidade do Texas, Elisabeth Heitman. Os profissionais contemplaram a pesquisadora com o prêmio de melhor projeto de tese.

A doutoranda também recebeu o prêmio Early Career Researchers (ECR), com melhor trabalho da sessão de apresentações orais de pesquisadores em início de carreira, pelo estudo sobre o Ensino de Conduta Responsável em Pesquisa nos Programas de Pós-graduação na área de Farmácia no Brasil. Sessão em que Lêda Neta, aluna de Farmácia da Universidade Federal Fluminense (UFF) e estagiária do Departamento Laboratório de Farmacotécnica Experimental (LabFE) de Farmanguinhos, também participou abordando a análise comparativa entre revisões manuais e de inteligência artificial em pesquisas sobre as preferências sensoriais dos povos indígenas Yanomami por medicamentos antimaláricos.

Programa de pós-graduação de Farmanguinhos

O PPG-PTFM é uma formação multidisciplinar de mestres e doutores capazes de atuar na translação do conhecimento básico ao produto final, para que os profissionais formados sejam capazes de reconhecer e dialogar com as diferentes áreas de atuação na cadeia de desenvolvimento de fármacos. Por ser um programa integrado a uma unidade de produção pública de medicamentos, o aluno também tem acesso a conhecimentos sólidos nas áreas de interface do projeto a que estará vinculado.

BRISPE

Evento internacional organizado pelo Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe/UFRJ) e pelo Instituto de Bioquímica Médica (IBqM/UFRJ), em parceria com diversas instituições, o Brispe visa a promoção do debate sobre a integridade da investigação e o seu impacto na forma de fazer, comunicar e rever ciência no início do século XXI.

Com mais de 14 mil ensaios realizados, Plataformas Tecnológicas de Farmanguinhos/Fiocruz realizaram balanço de 2024  

Informações foram expostas durante evento no dia 16/12, com base nos dados coletados até novembro desse ano 

As plataformas da Vice-Diretoria de Educação, Pesquisa e Inovação (VDEPI) do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) apresentaram, em 16/12, o balanço geral de 2024. Evento aconteceu no auditório da unidade, em Manguinhos, e também teve o intuito de demonstrar a importânciado trabalho desempenhado pelas plataformas de Métodos Analíticos e de Bioensaios para Triagem de Compostos Antitumorais, que prestam serviços internos e às instituições parceiras.  

 Compondo a Rede de Plataformas da Fiocruz, essas duas iniciativas possibilitam conexões entre organizações públicas e privadas, por meio de parcerias estratégicas, inovação e excelência na área de pesquisa e desenvolvimento. Até novembro de 2024, as duas plataformas atenderam cerca de 40 grupos de pesquisa e obtiveram mais de R$23 milhões em captação de recursos.  

“Nós conseguimos para a pesquisa e, principalmente para as plataformas, investimentos muito importantes e que evidenciam a qualidade do que fazemos. Isso mostra que, principalmente a nossa base, que é a pesquisa, está funcionando como um grande sistema de integridade”, disse o diretor da unidade, Jorge Mendonça.  

O trabalho em conjunto, realizado pela Rede de Plataformas Tecnológicas Fiocruz, pela Rede Fiocruz de Pesquisa Clínica e pelo Programa de Pesquisa Translacional, é um diferencial, segundo o líder da Plataforma de Bioensaios para Triagem de Compostos Antitumorais, André Sampaio. “A Fiocruz talvez seja a única instituição da América Latina que consegue, dentro dos seus laboratórios, isolar e sintetizar uma molécula, a fim de que ela passe por toda a cadeia de desenvolvimento até entregar o fármaco. Um conjunto de projetos e programas que, ao passarem pela cadeia de inovação, entregam moléculas de bioativa, formulações inovadoras, eventualmente o reposicionamento de fármacos, também modelos experimentais e muitas outras coisas à nossa sociedade”, disse.  

A relevância permitiu um aumento substancial nos projetos de fomento cedidos a Farmanguinhos/Fiocruz. Liderada por Marcelo Tappin, também pesquisador da unidade, a Plataforma de Métodos Analíticos ganhou recentemente o edital da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que cedeu mais de R$9 milhões aos laboratórios para a recuperação e atualização do ambiente de pesquisa e equipamentos, por meio do Pró-infra 2023. 

“Contamos com equipamentos e equipe científica dedicados a responder aos usuários com um olhar específico para medicamentos. Então, com esses recursos, poderemos atualizar o nosso ambiente de trabalho e trocar alguns aparelhos que já não atendiam a capacidade necessária para os nossos estudos ou requeriam manutenções recorrentes”, esclareceu Tappin. Entre os equipamentos listados como prioridade, foram citados geradores de nitrogênio, novos computadores e softwares, detectores de massas triplo quadrupolo – para a maior diversidade de análises, e detectores de massas mono quadrupolos.  

Plataformas em números: 

Interessados em conhecer os serviços realizados por cada plataforma no site da Rede de Plataformas Tecnológicas da Fiocruz. Confira abaixo:  

Farmanguinhos doa cerca de meia tonelada de alimentos não perecíveis para a Associação Lutando para Viver Amigos do INI

Ação foi realizada em parceria com a farmacêutica Blanver nesta quinta-feira (19/12)

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz), em parceria com a Blanver, realizou a entrega de cerca de meia tonelada de alimentos não perecíveis para a Associação Lutando para Viver Amigos do INI, que apoia os pacientes atendidos pelo Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz).

Responsável pela Divisão de Segurança do Trabalho, Roberto Lopes representou Farmanguinhos durante a entrega dos alimentos. (Foto: Lean Morgado)


A campanha aconteceu durante os meses de novembro e dezembro entre os profissionais de todos os campi de Farmanguinhos. Além dos alimentos, foram arrecadados itens como sabonete, molho de tomate, creme dental, biscoitos e óleo de soja. A iniciativa é um gesto de solidariedade dos trabalhadores e reforça o compromisso institucional com o cidadão.

O diretor de Farmanguinhos, Jorge Mendonça, destacou a importância da doação, que acontece há 15 anos. “Mais do que fornecer antirretrovirais, prezamos pela saúde integral dessas pessoas e nos unimos a profissionais e parceiros para oferecer um fim de ano mais digno para os pacientes tratados no INI”, ressaltou.

Presente na entrega, a diretoria do INI/Fiocruz, Valdiléa Veloso, agradeceu a parceria de longa data. “É muito gratificante receber em mais um fim de ano essa doação dos profissionais de Farmanguinhos. Essa iniciativa é um ato de amor, empatia, compaixão e solidariedade que nos une para atender a necessidade da nossa população mais vulnerável”, declarou.

A entrega aconteceu nesta quinta-feira (19/12), na sede da Associação, no campus Manguinhos.

Associação Lutando para Viver Amigos do INI – Criada em 1998, a associação tem o objetivo de prestar apoio social aos pacientes do INI, que realizam tratamento de HIV/Aids, oferecendo assistência, cestas básicas, auxílio transporte, medicamentos e ajuda psicológica. 

 

Esta matéria foi produzida pelo auxiliar de comunicação Lean Morgado, sob a orientação técnica da analista de Gestão de Talentos e Comunicação Arielle Curti.

 
 

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