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Inscrições abertas para Especialização em Tecnologias Farmacêuticas: Retificação

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), por meio da Coordenação do Curso de Pós-Graduação Lato sensu em Tecnologias Industriais Farmacêuticas, no uso de suas atribuições torna pública a Retificação da Chamada Pública de 2018. Clique aqui e saiba mais.

Acesse o Edital.

Chamada Pública 06/2017 – Álcool Etílico

Aprovadas as amostras de três fabricantes. Confira (mais…)

Farmanguinhos vai produzir cinco novos medicamentos

A lista inclui produtos para prevenção e tratamento de HIV/Aids, hepatite C e para evitar rejeição de órgãos transplantados

 

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) formalizou, em 27/3, cinco novas Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDP) para fabricação de medicamentos estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS). A lista inclui produtos de primeira linha contra HIV/Aids, hepatite C e para evitar rejeição de órgãos transplantados. A partir da produção pública desses medicamentos, estima-se uma economia de cerca de 60% para o Ministério da Saúde em relação aos valores praticados atualmente. A iniciativa permitirá à unidade ampliar o acesso da população a essas formulações.

 

Um dos medicamentos mais aguardados é o sofosbuvir, principal produto contra a hepatite C, capaz de curar o paciente sem a necessidade de transplante de fígado. O problema, até então, era o preço extremamente alto. O custo da terapia por paciente, que hoje é de 7,5 mil dólares aos cofres públicos, já chegou ao patamar de US$ 84 mil, o que restringia, e continua restringindo, o acesso de quem precisa do medicamento.

Com corpo técnico qualificado e equipamentos modernos, Farmanguinhos é referência na produção pública de medicamentos (Foto: Alexandre Matos)

Segundo o diretor do Instituto, Jorge Souza Mendonça, graças à iniciativa de Farmanguinhos, e do grupo parceiro, o preço de cada tratamento (84 dias) não chegará a US$ 3 mil. “Economia ao Ministério da Saúde significa ampliar o acesso ao medicamento. Além disso, a fabricação desses produtos por Farmanguinhos significa a garantia do abastecimento do SUS e, consequentemente, do tratamento dos pacientes”, ressalta.

 

Mendonça frisa que o objetivo é iniciar a distribuição do sofosbuvir a partir do segundo semestre deste ano. “Estamos elaborando o cronograma da transferência de tecnologia. Mas nossa pretensão é otimizar esse processo, para que ele ocorra o mais breve possível”, observa.

 

Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) – Outro importante medicamento que será fabricado por Farmanguinhos é o antirretroviral composto Emtricitabina+Tenofovir, mais conhecido como Truvada. A formulação é usada na Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP). Trata-se de um esquema de prevenção que consiste no uso diário do medicamento que funciona como uma “barreira química” contra o vírus HIV. A PrEP faz parte da estratégia combinada, ou seja, quem adota a PrEP não deve abrir mão do uso de preservativos. O Brasil foi pioneiro na América Latina ao adotar a terapia como política de saúde.

 

Outros medicamentos – As parcerias compreendem ainda dois antivirais para Hepatite C: simeprevir e daclastavir; e o imunossupressor everolimo, usado para evitar rejeição de órgãos transplantados. Segundo Jorge Mendonça, não haverá necessidade de obras para a internalização das novas tecnologias, uma vez que Farmanguinhos já possui área de antivirais e antirretrovirais, e acaba de inaugurar uma linha especificamente para imunossupressores (tacrolimo e everolimo).

 

Todos os acordos assinados têm duração de cinco anos. Nos quatro primeiros, a produção será totalmente realizada nos laboratórios parceiros. No último ano, Farmanguinhos passa a produzir metade da demanda. Ao final da transferência, toda a produção será executada nas instalações da unidade.

 

Dessa forma, Farmanguinhos segue sua vocação de oferecer um produto de qualidade e ampliar o acesso da população aos mais variados tipos de medicamentos.

Atenção a pacientes transplantados

Farmanguinhos finaliza produção dos primeiros lotes de tacrolimo, usado por 34 mil pacientes para evitar rejeição de rim e fígado transplantados

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Diretor de Farmanguinhos é eleito vice-presidente da ABIFINA

Jorge de Souza Mendonça tomou posse nesta quinta (22) e comporá a Vice-presidência da entidade pelo biênio 2018-2020

 

 

A Associação Brasileira das Indústrias de Química Fina, Biotecnologia e suas Especialidades (ABIFINA) elegeu nesta quinta-feira, 22 de março, sua diretoria para o biênio 2018-2020. Por unanimidade, Ogari Pacheco, do Cristália, foi reconduzido à presidência pela terceira gestão consecutiva. Compõem ainda o novo quadro Sergio Frangioni, da Blanver, que assume pela primeira vez o cargo de 1º vice-presidente, e Jorge Mendonça, de Farmanguinhos, na posição de 2º vice-presidente, também em sua primeira eleição.

Jorge Mendonça na cerimônia de sua posse como diretor de Farmanguinhos, realziada em 29 de maio de 2018 (Foto: Edson Silva)

Os nomes do novo Conselho Dirigentes foram propostos por Nelson Brasil durante a última Assembleia Geral Ordinária (AGO), realizada na sede da entidade com 32 presentes e representantes de 15 empresas associadas. Na mesma AGO, houve também apresentações dos resultados da gestão 2016-2018, por Claudia Craveiro, gerente de Administração e Finanças, e do chefe do Departamento do Complexo Industrial e de Serviços de Saúde (DECISS) do BNDES, João Paulo Pieroni, sobre a reformulação pela qual o banco estatal está passando e as prioridades relativas ao complexo da saúde.

 

O grande desafio que teremos é sermos um ator importante, nacional e internacionalmente, na produção de intermediários e princípios ativos, não só de valor agregado alto, mas que sejam estratégicos para o Brasil – Jorge Mendonça

Novos dirigentes – Para Pacheco, a indicação para sua manutenção na posição mostra reconhecimento pelo seu trabalho à frente da entidade. “É uma honra poder servir à farmoquímica nacional e uma satisfação ser reconduzido, porque [indica] provavelmente que estão satisfeitos com o que tenho feito”, declarou. Na nova gestão, o atual presidente defende que a ABIFINA direcione seus esforços para a defesa da indústria química fina nacional, independentemente de ideologias político-partidárias.

Já o 1º vice-presidente acredita que o foco nos próximos dois anos devam ser a manutenção das Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs), o estímulo a aproximação entre empresas e a integração e o fortalecimento das cadeias de insumos farmacêuticos ativos (IFAs) e excipientes. “A ABIFINA deve manter o foco nas PDPs porque elas estão dando um fôlego extra às empresas”, argumentou Frangioni. Sobre IFAs e excipientes, ressaltou as dificuldades enfrentadas pela indústria nacional. “Se não houver equalização sanitária, você poderá importar qualquer produto com qualidade suspeita. Enquanto no Brasil, os requisitos e custos são bem superiores, o que leva à perda de competitividade”, afirmou.

À frente de Farmanguinhos há apenas nove meses, Mendonça recebeu com surpresa a indicação para o cargo de 2º vice-presidente. Diante do cenário nacional de grande dificuldade para a indústria farmacêutica nacional, em especial os laboratórios oficiais, o novo dirigente também vê a necessidade de focar na produção de IFAs e excipientes. “O grande desafio que teremos é sermos um ator importante, nacional e internacionalmente, na produção de intermediários e princípios ativos, não só de valor agregado alto, mas que sejam estratégicos para o Brasil”, concluiu.

Equipe de dirigentes da ABIFINA eleita para o biênio 2018-2020 (Foto: divulgação/ABIFINA)

Integram também a nova gestão Nelson Brasil, na vice-presidência de Planejamento Estratégico, Regis Barbieri, da Nortec Química, na vice-presidência de Farmoquímico, Elza Durham, da Aché, na diretoria de Propriedade Intelectual, Walker Lahmann, da Eurofarma, na diretoria de Comércio Exterior, e Letícia Covesi, da Hypera Pharma, na diretoria de Inovação Tecnológica. No corpo de conselheiros três novos nomes assumem: Mauricio Zuma, de Bio-Manguinhos, Juliana Megid, da EMS, e Leôncio Cunha, da ITF Chemical. Já no Conselho Consultivo, a novidade é a entrada de José Correia da Silva, Karin Bruening e Marcelo Rodolfo Hahn.

Os demais membros do corpo dirigente do biênio 2016-2018, incluindo diretores, vice-presidentes e conselheiros, foram reconduzidos a seus cargos na nova gestão. A indicação para manutenção de seus nomes foi justificada pelo bom trabalho que vêm desempenhando à frente da entidade. Como defendeu Nelson Brasil, “em time que está ganhando, não se mexe”.

BNDES para a saúde – No esforço de manter relações estreitas com o Estado e os entes relevantes para o complexo industrial da saúde, a ABIFINA recebeu o chefe do DECISS-BNDES, João Paulo Pieroni. Ele apresentou a nova estrutura do banco e os programas voltados para o setor. Segundo Pieroni, entre as prioridades e desafios do banco para apoiar a saúde, estão a manutenção e fortalecimento das PDPs, para que deixem um legado de aprendizado tecnológico, a necessidade de adensamento da cadeia de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) no país, para superar déficits como os de realização de ensaios pré-clínicos, e a busca por sustentabilidade da indústria nacional, mantendo o equilíbrio entre acesso à população e viabilidade econômica.

 

(Fonte: Com informações da ABIFINA)