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Toda empresa necessita de uma estratégia para crescer e se desenvolver, mas como seria possível estabelecer um plano consistente e realista sem dados confiáveis sobre a situação econômica e financeira da empresa?

É neste cenário que entra a Controladoria. O departamento é crucial para a progressão e a sustentabilidade econômica de Farmanguinhos no mercado. Isto porque dispõe à Diretoria a segurança e a confiabilidade de se tomar uma decisão, mesmo aquelas mais complexas, baseada em informações, relatórios e análises orçamentárias, contábeis e financeiras. Além disso, o departamento é responsável por controlar os custos, as despesas, os investimentos, os bens e demais passivos, contribuindo para uma administração mais clara e precisa, capaz de evitar desperdícios de recursos, negociar os preços dos medicamentos, aumentar a receita e definir as prioridades da instituição.

                       Uma equipe multidisciplinar, composta por 23 profissionais, atua no departamento de Controladoria. | Foto: Tatiane Sandes

 

Histórico

Subordinado à Vice-Diretoria de Gestão Institucional (VDGI), o setor, antes conhecido como Núcleo de Controladoria, sofreu uma reformulação a partir da nova gestão da Unidade e passou a ter uma importância estratégica. Em 2017 tornou-se um departamento, ampliando seu foco de atuação e apresentando uma nova estrutura setorial.

Hoje, a atuação da controladoria se dá em consonância com as diretrizes da Unidade. Suas atividades reforçam o cumprimento do Objetivo Estratégico 7 (OE7) do Mapa Estratégico, isto é: “Assegurar recursos e otimizar sua aplicação”.

Organograma do Departamento

 

Graduado em Economia pela UFRRJ e Mestre em Ciências Contábeis pela UFRJ, Sandro lidera o departamento de Controladoria. | Foto: Tatiane Sandes

 

 

 

Liderado pelo servidor Sandro Santos, o Departamento é composto por 23 colaboradores, divididos em quatro áreas: Serviço de Planejamento e Controle Orçamentário e Gestão de Custos, Serviço Contábil-Fiscal, Serviço Financeiro e Serviço de Patrimônio.

 

 

Serviço de Planejamento e Controle Orçamentário e Gestão de Custos:

Para que a instituição chegue ao rumo almejado, ela precisa se planejar, não somente definindo metas e ações, mas, principalmente, estimando todos os gastos necessários para tal percurso. Além disso, com a possibilidade de as condições mudarem, é importante controlar tal andamento, propiciando que sejam feitas as correções necessárias para manter-se no caminho certo.

Desta forma, o Serviço de Planejamento e Controle Orçamentário e Gestão de Custos é responsável pelos dados numéricos para a análise do ambiente interno, análise da conjuntura econômica e projeção de cenários, incorporando a questão orçamentária, projeções e simulações, a contabilidade gerencial, análise de investimentos etc, a fim prover informação útil para a tomada de decisões econômicas.

 

Jocimar Lima (de camisa listrada) coordena a área composta pelos colaboradores Luciana Silva, Elaine Mendes, Ecyr Amorim, Cristina Silva, Ilan Neustadt, Laércio Santos e Priscila Varejão. | Foto: Tatiane Sandes

 

Serviço Contábil-Fiscal

A finalidade desta área é exercer as atividades da contabilidade financeira, representadas pela escrituração contábil e fiscal, com a geração das informações e de relatórios para atender fins fiscais, publicações, auditorias, fiscalizações etc, tal como realizar conciliações das contas contábeis, apuração e controle dos custos, controle físico dos itens de estoques e imobilizado, apuração e gestão dos impostos dentre outras.

Nestor Rodrigues (ao centro) coordena a área composta pelos colaboradores Maurício Junior, Adriana Nascimento, Edson Domingues, Marcos Santos e Jeane Alves. | Foto: Tatiane Sandes

 

Serviço Financeiro

Com o propósito de planejar, organizar e controlar os programas financeiros e seus respectivos cumprimentos, avaliando resultados e assegurando o processamento regular de suas atividades, a área contribui para a boa situação econômico-financeira da Unidade.

Para cumprir com este papel, ela faz a gestão da execução orçamentária e financeira dos recursos, controlando o fluxo de caixa, as contas e os contratos, efetuando os pagamentos e demais transações financeiras.

Tatiane Rocha, Fernanda Peron, Josué Santos e Stefanie Santos compõe o Serviço Financeiro, setor coordenado por Andreia Ribeiro (de vermelho). | Foto: Tatiane Sandes

 

Serviço de Patrimônio

Esta área é responsável por realizar a gestão patrimonial da empresa, isto é: fazer o controle físico e contábil dos bens móveis e imóveis do Instituto. Ademais, faz parte do seu escopo de atividades a gestão de passagens e diárias da Unidade.

Coordernada por Moisés Azevedo (ao centro), a área é composta pelos colaboradores Jorge Figueira, Elisangela Silva e Marcos Arruda. | Foto: Tatiane Sandes

 

Conquistas

A área vem passando por constante desenvolvimento. Um grande avanço foi, durante a reestruturação, a agrupação dos setores e a subordinação à mesma Vice-Diretoria.

Outro ganho significativo foi a informatização dos processos, que concentrou os dados do setor no SAP (sistema integrado de gestão empresarial) e favoreceu a administração das informações, desde a previsibilidade orçamentária à execução e o acompanhamento de suas respectivas rotinas/transações. Nesta fase, foram implementados os dois módulos do SAP: CO e BPC.

O SAP CO (Controlling) é voltado para a contabilidade de custos, tanto os relativos às etapas de fabricação dos produtos (como o consumo de horas de mão de obra, gastos com matéria-prima etc), indicando quanto sai cada unidade e proporcionando melhor negociação para a venda dos mesmos, como aos cálculos relacionados ao consumo interno da instituição. Já o SAP BPC fornece recursos de planejamento, orçamento, previsão e consolidação financeira para ajustar os planos e as previsões da organização, garantindo relatórios financeiros detalhados e assertivos.

O departamento também incorporou em seus métodos as novas regras da contabilidade internacional aplicada à contabilidade pública, tornando a parte contábil de Far mais forte e consolidada.

 

Futuro

A Controladoria tem três grandes desafios: implementar o Sistema de Custos do Governo Federal (SIC), o módulo FM (Funds Managemen) do SAP e começar a fazer as análises de viabilidade econômica para os novos projetos da Instituição:

“Nossa meta é implementar o SIC para melhorar o controle de gastos, já que ele dá uma visão mais rica de como o dinheiro está sendo gasto, além de possibilitar a comparação entre as instituições públicas e servir de parâmetro. Além disso, incluiremos mais um módulo do SAP no nosso sistema e passaremos a fazer as análises de viabilidade econômica dos projetos a fim de avaliar os custos e a aplicabilidade dos investimentos”, revela Sandro.

Ainda não há data definida para o início da utilização do SIC. Entretanto, em breve, o departamento começará a examinar, como piloto, o projeto “Misturador de Bins” (equipamento para a produção que eliminando o contato entre homem e matéria-prima) a fim de avaliar a viabilidade econômica do mesmo:

“Recebemos o projeto e um formulário preenchido pela área solicitante com alguns questionamentos para obtermos mais informações sobre o mesmo. A próxima etapa é analisar tais materiais e conversar com os envolvidos para elucidarmos possíveis dúvidas. Após tal exposições e estudos, avaliaremos a relação de custo-benefício, através de um parecer, para ajudar na tomada de decisão sobre a aquisição do mesmo. Ainda estamos ajustando internamente o departamento para que os próximos principais projetos do instituto passe por esse processo”, complementa.