Autor: Tatiane Sandes (Página 1 de 14)

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Pesquisador de Farmanguinhos lança livro sobre Síntese Orgânica

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Eleito um dos cientistas mais influentes do mundo, Marcus Vinicius Nora de Souza acaba de lançar livro em inglês baseado em exercícios que ensinam a construir os diferentes tipos de fármacos

O pesquisador de Farmanguinhos Marcus Nora, eleito recentemente com um dos cientistas mais influentes do mundo pelo Journal Plos Biology, a partir de um estudo conduzido pela Universidade de Stanford, lança o livro “Exercises in Organic Synthesis Based on Synthetic Drugs” pela editora Bentham Books.

A obra é composta por uma série de exercícios que ensinam, de maneira racional e metódica, como construir os diferentes tipos de fármacos, utilizados para os mais variados tipos de doenças. Dividido em tópicos e com exercícios de distintos graus de dificuldade, a publicação possibilitará ao leitor um melhor domínio da Síntese Orgânica, ramo da química essencial na obtenção e na produção de fármacos, que são a principal substância dos medicamentos, responsável pelo efeito terapêutico.

Segundo Marcus Nora, a proposta do livro é ampliar a discussão e o acesso a essa temática, já que são poucas as obras que abordam o assunto, principalmente no Brasil. Além disso, a intenção também foi buscar divulgar e motivar os alunos a se interessarem pela área da Síntese Orgânica.

“A ideia de escrevê-lo surgiu da vontade de contribuir para esse tema e poder alcançar estudantes e profissionais do Brasil e de outros países. Por esse motivo a obra foi elaborada em inglês, pois a grande maioria da literatura científica é produzida nesse idioma e isso facilita a propagação do conteúdo”, explica.

Sobre o autor – Marcus Vinicius Nora de Souza desenvolve pesquisas na área de Química Medicinal e lidera o Laboratório de Síntese de Substâncias de Combate a Doenças Tropicais de Farmanguinhos, onde elabora estudos sobre Tuberculose, Malária, Leishmaniose e Doença de Chagas, além de processos sintéticos baseados em química verde. Este é o terceiro livro do autor, que já escreveu uma obra em português sobre a Síntese Orgânica e outra em inglês, sobre Tuberculose.

Farmanguinhos disponibiliza Relatório de Atividades 2017-2019

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O Documento foi elaborado com base no modelo de relato integrado, de modo a apresentar os resultados da unidade e seus impactos para a sociedade nesse período

A Diretoria de Farmanguinhos disponibiliza o Relatório de Atividades do Instituto referente ao triênio 2017-2019. Coordenado pela Assessoria de Gestão Estratégica, e editado pelo Centro de Comunicação, o Documento foi elaborado com base no modelo de relato integrado, de modo a apresentar os resultados da unidade e seus impactos para a sociedade.

Neste sentido, a publicação apresenta as principais realizações da unidade nesse período. Apresenta ainda as atividades desempenhadas para alcançar tais conquistas, além de gráficos e tabelas explicativas, a fim de facilitar o entendimento das informações e, com isso, dar transparência à gestão dos recursos públicos empregados na instituição.

Clique aqui e confira o Documento.

Produção estratégica durante a pandemia

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O Instituto forneceu cerca de 400 milhões de unidades farmacêuticas de medicamentos estratégicos para o SUS ao longo do ano

Neste ano desafiador, o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) ratificou a importância da atuação de mais de 40 anos voltados para a saúde pública brasileira. A instituição forneceu 398.331.930 unidades farmacêuticas, realizou novas alianças internacionais e concluiu importantes etapas das Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDP) para a inclusão de novos medicamentos no Sistema Único de Saúde (SUS).

Desde março de 2020, quando foi iniciado o Plano de Contingência em Farmanguinhos, o Instituto não mediu esforços para atender as demandas do Ministério da Saúde e produziu 14 medicamentos de diferentes classes terapêuticas, dentre as quais, antimaláricos, antirretrovirais, antiparkinsoniano, imunossupressor, antivirais, tuberculostático, e outros considerados essenciais para a manutenção da vida de milhares de pacientes.

Durante o ano, o Instituto produziu 14 medicamentos de diferentes classes terapêuticas

Neste período, foi iniciada a produção do primeiro medicamento genérico do país para pacientes com infecção crônica do fígado, causada pelo vírus da hepatite B (VHB), o Entecavir 0,5 mg. Este antiviral é resultado de uma cooperação com a Fundação Ezequiel Dias (Funed), realizada em 2019, que define Farmanguinhos como local de fabricação e a Funed pelo fornecimento. O Instituto já enviou os primeiros lotes, com mais de 670 mil comprimidos revestidos. No total, até o final de 2020, serão entregues 5,95 milhões de unidades farmacêuticas.

Farmanguinhos concluiu ainda a fabricação dos lotes-piloto de mais um antirretroviral internalizado, o Atazanavir, para fins de inclusão da unidade como local de fabricação deste importante medicamento. A produção pública foi viabilizada por uma PDP entre o Instituto e o laboratório americano Bristol Myers Squibb. Com isso, o Instituto poderá executar todo o processo produtivo no CTM. Para se ter uma ideia da relevância que a produção pública representa, a demanda para este ano é de mais de 33 milhões de unidades farmacêuticas.

Antivirais para a Covid-19 – Além de produzir medicamentos para pacientes incluídos no grupo de risco, Farmanguinhos contribuiu diretamente para enfrentamento da pandemia de Covid-19, com a produção do antiviral Oseltamivir, para ajudar no tratamento de pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave ou com Síndrome Gripal em condições de risco para complicações. O medicamento tem sido fabricado nas concentrações 75mg e 45mg para serem disponibilizadas nas campanhas de Influenza A do Ministério da Saúde. O Instituto desenvolveu ainda a concentração 30 mg a fim de estender o alcance da terapia para o público pediátrico.

Segundo o diretor Jorge Mendonça, a produção nacional torna estes medicamentos mais acessíveis aos pacientes assistidos pelo SUS.

“Desta forma, atuamos no fortalecimento do complexo industrial da saúde e desenvolvemos e internalizamos tecnologias no país. Com isso, mais uma vez, o Instituto reitera a sua eficiência técnica e o seu compromisso com a qualidade e com a saúde pública em âmbito nacional, sempre atuando em promoção da qualidade de vida e do abastecimento do SUS”, assinala Jorge Mendonça.

Total de medicamentos (por classe terapêutica) fornecidos pelo Instituto até 30/10/2020.
(Fonte: Núcleo de Assistência Farmacêutica de Farmanguinhos)

Eficiência Energética

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Projeto de Farmanguinhos, aprovado em Programa da ANEEL, prevê melhorias no sistema de refrigeração e a substituição do conjunto de iluminação por tecnologia LED no Complexo Tecnológico de Medicamentos

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz), em conjunto com a Coordenação-Geral de Infraestrutura dos Campi (Cogic), participou da 6º Chamada Pública do Programa de Eficiência Energética da ANEEL / Light – (PEE), que seleciona iniciativas de eficiência energética em prol da sociedade, apoiando-se na viabilidade econômica e no uso racional de equipamentos, processos e fontes de energia. Dentre 48 propostas, a Unidade obteve a 6º colocação, sendo contemplada com investimentos na ordem de R$ 4 milhões que visam revitalizar a central de água gelada, instalar um novo conjunto de automação e implementar a iluminação de LED no Complexo de Tecnológico de Medicamentos . As obras, que começarão dezembro, devem ser concluídas até o final de 2021.

O trabalho, liderado pelo servidor Jorge Camanho, conta uma equipe multidisciplinar composta por colaboradores dos Departamentos de Manutenção, Projetos Industriais, Projetos e Obras e do Centro de Segurança do Trabalho e Gestão Ambiental, e consiste na instalação de dois novos Chillers Tri-Rotor, quatro novas torres de resfriamento, um novo pipe rack para levar o fornecimento da Central de Água Gelada (CAG) até os almoxarifados do Prédio 10 e 70, um novo conjunto de automação e a instalação de iluminação de tecnologia LED em todo os prédios do campus.

Tal proposta trará maior confiabilidade e capacidade no sistema de refrigeração, maior eficiência no uso da energia elétrica e menor custo de operação, com o encerramento de contratos de locação de equipamentos e flexibilidade no uso dos maquinários conforme a demanda por refrigeração. Além dos benefícios diretos, o sistema também reduzirá o valor da produção de medicamentos.

É uma necessidade antiga esta revitalização da CAG, a qual já deveria ser executada e sempre era postergada devido prioridades no orçamento. A CPP foi primordial para que conseguíssemos viabilizar o projeto de revitalização, garantindo mais confiabilidade nos equipamentos , nas operações e na produção de medicamentos. Aliado a isto, ainda existe a redução do custo de energia elétrica e de contratos de locação e o uso de equipamentos mais eficientes gerando a conservação dos recursos não renováveis. Este projeto também viabilizará os demais projetos de expansão da área produtiva”, destaca Camanho.

 

 

 

 

Espalhando amor, esperança e solidariedade

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No segundo episódio da série “O que eu fiz durante a Pandemia?”, Magali Portela, da Assessoria de Gestão Social, conta como foi adaptar os projetos sociais de Farmanguinhos à nova realidade e os aprendizados e resultados obtidos nesse período


Como você recebeu a notícia da pandemia e da necessidade de distanciamento social?

Sabia que a pandemia se alastrava, porém não estava preparada para tamanha letalidade e as mudanças que provocariam no Brasil e no mundo. Assim que soube que tudo pararia, veio a preocupação com os mais velhos da família e com a comunidades.

Magali durante a live “Painel Covid-19/Cidade de Deus”, realizada agosto, transmitida pelo canal de Farmanguinhos, no Youtube

Como tem sido a sua rotina de trabalho?

O primeiro mês foi de adaptação dos espaços para a nova rotina de cuidados com a casa e com a família e o trabalho. Confesso que me estressei muito e também me cobrei bastante, por ter que dar conta de tantos afazeres ao mesmo tempo e ainda apresentar uma produtividade num ambiente totalmente novo e desfavorável à concentração.

O distanciamento físico das pessoas e ter que administrar ao mesmo tempo as tarefas de casa e as do trabalho foram grandes desafios.

Mas, passado os primeiros meses, fomos criando rotinas, nos adaptando às novas plataformas de comunicação e estabelecendo metas de entregas. Meu plano de trabalho foi mensal, com entregas definidas, o que nos possibilitou ter resultados favoráveis.

Uma das famílias beneficiadas pela campanha “Se essa família fosse minha” recebendo a cesta básica, comprada a partir das contribuições dos colaboradores de Farmanguinhos

Quais foram as principais atividades que a sua área desenvolveu durante esse período?

Logo que se decretou o isolamento social, nós recebemos o pedido das comunidades de auxílio para as famílias. Com a ajuda de empresas parceiras e da Fiocruz, em abril, iniciamos uma extensa campanha de captação de recursos (de forma online) e entrega de cestas básicas e kits de higiene pessoal, denominada “Espalhe o bem”. Além de suprir as necessidades básicas, tínhamos o compromisso de repassar informações corretas sobre os métodos de prevenção e cuidados para os meios de comunicações comunitárias e redes sociais. Também participamos de pesquisas, lives e cursos sobre o tema. Outra ação foi a distribuição de máscaras de pano

Em outubro, dando continuidade a esse trabalho de apoio às comunidades, nos reinventamos e demos uma nova abordagem para a tradicional campanha de Natal de Farmanguinhos. Ao invés dos colaboradores apadrinharem crianças e idosos e os presentearem com roupas e outros itens, ampliamos o projeto e adotamos dez famílias que estão passando por muitas dificuldades para se sustentarem devido à falta de emprego e demais impactos da pandemia. Assim surgiu o “Se essa família fosse minha”, ação que ajudou as pessoas beneficiadas com cestas básicas compostas por alimentos, materiais de higiene e limpeza, durante um período de três meses, além de produtos natalinos e brinquedos no mês de dezembro.

Uma das famílias beneficiadas pela campanha “Se essa família fosse minha” recebendo a cesta básica, comprada a partir das contribuições dos colaboradores de Farmanguinhos

Como vocês  fizeram para desenvolver os projetos diante dessa nova realidade?


As plataformas digitais, disponibilizadas para as reuniões, nos manteve próximos dos nossos parceiros. Planejar, captar recursos e disseminar informações foram atividades possíveis de serem realizadas de forma remota. As contribuições foram realizadas através de depósitos bancários. Entretanto, há tarefas que precisam ser presenciais, como a logística de compra e de entregas das doações.

Para o trabalho que realizamos é fundamental estar no território, ouvindo e observando. Na verdade, eu diria que isso é imprescindível para se manter um relacionamento. Trabalhamos com o público que vive em vulnerabilidade social, que não tem acesso fácil à internet, computadores, redes sociais… tudo é feito presencialmente. Então, quando necessárias, eram realizadas seguindo todos os protocolos de prevenção, como uso de máscara e do álcool em gel e o distanciamento seguro.

Magali durante a entrega das cestas de Natal da campanha Se essa família fosse minha

Qual foi o  total de pessoas beneficiadas pelos projetos?

3.965 famílias foram favorecidas diretamente com cestas básicas, kits de higiene e limpeza e máscaras de pano.

Que lições você tem aprendido com a pandemia?

Que devemos aceitar a brevidade da vida, assim como devemos ser gratos por tudo e dar importância ao afeto, ao abraço e a estar presente (ao lado) das pessoas que amamos. Com isso, ganhei resiliência e paciência para lidar com as situações.

A alegria de uma das crianças ao receber o presente da campanha Natal Solidário

Sobre Magali Portela – É assistente social e especialista em promoção da saúde e desenvolvimento social e em gestão de projetos para o terceiro setor. Com 26 anos de experiência em projetos e movimentos sociais, ela já atuou pela Prefeitura do Rio de Janeiro (Programa Favela Bairro), pelo Estado (Coordenação de Trabalho e Renda do Centro de Acolhimento de Benfica) e pela Secretaria de Assistência Social do Município de Duque de Caxias (Coordenação de projetos do município). Magali está há 14 anos em Farmanguinhos, atuando como Supervisora da Assessoria de Gestão Social.

Sua equipe é composta por mais dois colaboradores: o servidor Jacob Portela, sociólogo e cientista político, e Fátima Aparecida Loroza, física e especialista em gestão pública e em promoção da saúde e desenvolvimento local. Todos com experiência em trabalhos sociais e culturais, bem como vocacionados para atuarem em territórios vulnerabilizados.



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