Autor: Tatiane Sandes (Página 1 de 5)

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Prorrogação de prazo – Chamada Pública 04/2019 – Everolimo

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O Instituto de Tecnologia em Fármacos – Farmanguinhos/Fiocruz prorrogou o prazo para a apresentação de propostas e documentações bem como àquelas inicialmente agendadas para abertura de envelopes e assinatura de termos de confidencialidade. Por consequência, fica alterada a data de divulgação dos resultados da chamada pública, conforme cronograma abaixo:

Divulgação da chamada pública – 24/06/2019
Data final para apresentação das propostas e documentação adicional – Até 26/08/2019, às 10h00min
Abertura dos envelopes e assinatura dos termos de confidencialidade – 26/08/2019, a partir das 11h00min.
Divulgação dos resultados da chamada – 03/09/2019

 

Também foram retificadas informações constantes dos subitens 6.1, 6.2 e 7.3 do instrumento convocatório, relacionadas ao e-mail de contato. No caso, onde se lê: “direcao@far.fiocruz.br.”, leia-se “correio eletrônico diretoria@far.fiocruz.br.”.

Clique aqui e confira o edital na íntegra.

Farmanguinhos distribui Pramipexol a pacientes com Parkinson

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Ao todo, mais de 20 milhões de comprimidos serão enviados para suprir a falta momentânea do medicamento no SUS

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) iniciou a distribuição do dicloridrato de pramipexol, medicamento usado no tratamento de pacientes com Doença de Parkinson. No total, serão enviadas mais de 20 milhões de unidades farmacêuticas para atender a uma demanda emergencial solicitada pelo Ministério da Saúde a fim de suprir a falta momentânea no Sistema Único de Saúde (SUS).

Essa distribuição emergencial demonstra a capacidade técnica da instituição, que, mais uma vez, atua de forma estratégica para o país, possibilitando o acesso dos pacientes ao tratamento na rede pública de saúde. O pramipexol é fruto de uma Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP), em que a farmacêutica multinacional Boehringer Ingelheim transfere a tecnologia para Farmanguinhos.

Segundo o diretor de Farmanguinhos, Jorge Mendonça, além de garantir o abastecimento do SUS, a PDP tem como objetivo ampliar o acesso de mais pacientes ao tratamento. A iniciativa visa, ainda, a fortalecer as indústrias farmacêutica e farmoquímica nacionais, contribuindo para reduzir o desequilíbrio da balança comercial, gerando renda e emprego no país.

“Essa PDP trouxe muitos benefícios, tanto em tecnologia, quanto pela ampliação do acesso ao tratamento de ponta por usuários do SUS acometidos por esta enfermidade. O medicamento oferece benefícios ao paciente, uma vez que estabiliza a doença e propicia melhor qualidade de vida. Por outro lado, a nacionalização deste IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) por uma farmoquímica nacional garante o fornecimento de um produto de qualidade, seguindo as regras sanitárias da Anvisa, fortalecendo nossa capacidade de absorção de tecnologias e gerando emprego e mão-de-obra qualificada no Brasil”, ressalta Mendonça.

Atenção especial à Doença de Parkinson – A enfermidade já é considerada a segunda doença neurodegenerativa progressiva mais frequente no mundo, perdendo apenas para o Alzheimer. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 1% da população mundial acima de 65 anos tem o Mal de Parkinson. No Brasil, a estimativa é de que essa patologia acometa mais de 200 mil pessoas.

Mendonça destaca ainda que, para produzir o pramipexol nas instalações do Complexo Tecnológico de Medicamentos (CTM), Farmanguinhos passou por uma reforma de sua planta fabril. Além de contar com profissionais altamente qualificados, foram adquiridos equipamentos de última geração. Desta forma, o Instituto continua atuando de forma estratégica para o país, lutando sempre em defesa da vida e de uma saúde pública de qualidade.

Jacob Portela é Gente de Far

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“Quem não gosta do samba bom sujeito não é. É ruim da cabeça ou doente do pé”, já cantava Dorival Caymmi, em “Samba da minha terra”.

E não tem como falarmos do nosso entrevistado gente boa, sem falar do samba. Logo ele que é muito fã desse gênero musical, que desfila no carnaval, toca instrumentos de percussão, e, ainda, leva nome de escola no sobrenome. Rufam os tambores porque Jacob Portela, da Assessoria de Gestão Social, pede passagem na sua telinha.

Filho de português com pernambucana, Jacob foi criado no subúrbio do Rio de Janeiro, no bairro de Vista Alegre, e teve uma infância simples, mas feliz:

“Naquele tempo, éramos livres, já que podíamos brincar na rua sem essa preocupação que há hoje por conta da violência. Eu era ‘rueiro’, gostava de jogar bola, de correr atrás de doce de São Cosme e São Damião… época que não existia também todas essas tecnologias, como o celular, então pude viver uma infância interessante“, retrata.

Diferente desse período, hoje, como parte do seu trabalho, ele precisa se preocupar com a criminalidade. Atuando há 10 anos na área de Gestão Social de Farmanguinhos, desde que tomou posse como servidor, Jacob tem visto os impactos causados pela violência de perto. 

“Com o passar dos anos, a situação tem piorado. Novas ocupações têm surgido no entorno do CTM e nós, da Gestão Social, temos nos adequado para articular com a comunidade, ter uma atuação mais direta e estratégica, não somente assistencial. Além dos projetos, apoiamos e fortalecemos as políticas já existentes na comunidade, visando planejar em conjunto, em sintonia com os anseios locais e das pessoas que vivem ali”, enfatiza.

Formado em Ciências Sociais pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e mestre em Ciências Políticas pela Universidade Federal Fluminense (UFF), antes de ingressar em Farmanguinhos, foi bolsista na Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP) e também professor de Sociologia e História em escolas públicas e universidades privadas, dedicando-se 20 anos ao magistério. Foi na Unidade que ele teve o primeiro contato com a área de responsabilidade social:

“Eu nunca havia trabalhado nesta área, não tinha inserção em projetos sociais. A minha atuação, até antes de entrar na Fiocruz, como Sociólogo, como Cientista Social, era na prática docente. Essa nova fronteira se abriu quando passei no concurso e fui trabalhar na área de Gestão Social.  A partir daí, de fato, eu comecei a me inteirar nos projetos sociais do setor para o entorno da CDD, ampliei minha ideia, e passei a ser um articulador junto à comunidade”, conta.

“Não devemos servir de exemplo para ninguém, mas podemos servir de lição“. Mario de Andrade

Sobre a sua trajetória profissional, Portela destaca alguns momentos:

“Todos os projetos são especiais, mas existem dois que me marcaram. O primeiro deles é o Turismo Pedagógico, realizado em 2011, onde levávamos um grupo de alunos de três escolas públicas da comunidade para conhecer alguns pontos turísticos do Rio e que tinham a ver com os conteúdos que eles estavam aprendendo em sala de aula, tais como o Museu Histórico Nacional, a Ilha Fiscal e a Biblioteca Nacional. A maioria dessas crianças não nunca tinham saído da comunidade e a tinham como única referência. Com o projeto, elas puderam ver que há um mundo aqui fora a ser explorado, que é muito diferente da realidade deles. Um aluno, inclusive, ficou encantado ao ver a Perimetral, algo tão normal para a gente. Outro foi o Natal Solidário do ano passado (2018), quando trouxemos a proposta do Papai Noel tropical. Eu pensei que haveria rejeição, por fugir do padrão daquela roupa vermelha, mas, pelo contrário, as crianças me receberam com tanto carinho, me abraçavam e conversavam comigo. Percebi que para elas era mais do que um personagem, aquilo simbolizava harmonia e afeto, algo diferente do contexto violento que elas vivem”, relata emocionado.

Acerca do futuro, ele revela que seu desejo é se aperfeiçoar ainda mais na área de gestão social para poder oferecer, cada vez mais, um trabalho adequado à comunidade do entorno e com qualidade:

“Procuro sempre participar dos cursos oferecidos pela Instituição para me manter atualizado, ainda mais neste mundo dinâmico que vivemos, onde as mudanças ocorrem de forma rápida. Percebo isso aqui no entorno, com o avanço das ocupações, com as mudanças das lideranças, com a crise que assola o país e que com a escassez de recursos. É preciso se manter antenado, se reinventar e se adaptar para encarar os novos desafios e os diferentes contextos”.

“Antes de me despedir, deixo ao sambista mais novo, o meu pedido final: Não deixe o samba morrer, não deixe o samba acabar. O morro foi feito de samba. De Samba, pra gente sambar”. Não deixe o samba morrer – Edson Conceição e Aloísio Silva.

Jacob durante desfile (Foto: Arquivo pessoal)

Como dito no início desta matéria, não há como falar de Jacob e não falar de samba. Portelense, ele não só gosta de ouvir músicas desse gênero, mas também de tocá-las. Há anos ele tem como hobby tocar instrumentos de percussão:

“Toco tamborim, cuíca e pandeiro. Sou apaixonado por carnaval e costumo sair em várias escolas e blocos. Também participo dos Discípulos de Oswaldo e do Sons de Far”, conta. 

Quando questionado sobre tamanha paixão, ele responde:

“Ah, o samba é alegria. É a identidade do nosso povo, representa as nossas raízes, principalmente do carioca. Vários estilos surgiram e desapareceram, mas ele permanece. O samba nunca morre”.

Farmanguinhos participa de 8ª edição de evento sobre bioeconomia

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Além dos projetos desenvolvidos pela Plataforma Agroecológica de Fitomedicamentos e a revista Fitos, o público do evento também pode conhecer o biolarvicida DengueTech

Entre os dias 23 e 25 de maio, na Marina da Glória,  aconteceu a 8ª edição do Green Rio, um dos mais importantes eventos sobre bioeconomia no Brasil. Reconhecido como plataforma para negócios sustentáveis, a iniciativa reuniu representantes da economia verde e do setor orgânico para debaterem e desenvolverem parcerias estratégicas. 

Farmanguinhos também esteve presente no evento. O  Centro de Inovação em Biodiversidade e Saúde (CIBS) apresentou os projetos desenvolvidos pela Plataforma Agroecológica de Fitomedicamentos (PAF) e também divulgou informações sobre a revista Fitos, periódico científico voltado para estudos com plantas medicinais e fitoterápicos. Já o Escritório de Projetos da Pesquisa expôs o DengueTech, biolarvicida desenvolvido pela unidade, cuja tecnologia foi transferida para uma empresa nacional (BR3).

 

Sobre o evento – Desde 2012, o Green Rio vem se firmando como um dos principais eventos sobre bioeconomia no Brasil e representa para os participantes uma oportunidade de fazer parcerias estratégicas, conhecer produtores e empreendedores que adotam técnicas sustentáveis de produção, além de ampliar a rede de contatos com especialistas brasileiros e estrangeiros. 

Pesquisador de Farmanguinhos é premiado em Simpósio de Farmacognosia

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Marcos Jun Nakamura foi contemplado pelo estudo sobre oleorresinas de copaíba. Pesquisa de Simone Sacramento Valverde também foi destaque no evento

Um estudo desenvolvido pelo biólogo Marcos Jun Nakamura, da área de Produtos Naturais de Farmanguinhos, foi premiado durante o 12º Simpósio Brasileiro de Farmacognosia e 17º Simpósio Latinoamericano de Farmacobotânica, realizados na cidade de Petrópolis de 7 a 10/5. Denominada Variabilidades no controle de qualidade físico-química de oleorresinas de copaíba e relações com características ecomorfológicas, a pesquisa foi contemplada na área temática de Controle de Qualidade e Tecnologia de Fitoterápicos. A investigação aborda métodos físico-químicos convencionais para o controle de qualidade de óleo de copaíba.

Trata-se de um importante produto florestal não madeireiro, extraído e vendido ao mercado externo para utilização em diferentes indústrias, tais como as de cosméticos, perfumaria, de vernizes e farmacêutica. Objeto do estudo, a oleorresina de copaíba apresenta propriedades anti-inflamatória, antisséptica e cicatrizante. De acordo com o Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, sua formulação é recomendada em aplicações dérmicas.

A pesquisa foi tema da dissertação de Mestrado do pesquisador, defendida em 2016, sob orientação da professora Mônica Freiman de Souza Ramos (Faculdade de Farmácia/UFRJ). O estudo contou, ainda, com a participação dos pesquisadores Antonio Carlos Siani e José Luiz Mazzei da Costa, ambos de Farmanguinhos, além de pesquisadores da Embrapa e da Universidade de São Paulo (USP).

Farmanguinhos foi destaque ainda em outro estudo com plantas medicinais. Com o título Perfil metabólico e identificação de marcadores químicos e biológicos de quatro diferentes espécies de arnicas brasileiras da família Asteraceae, o projeto da pesquisadora Simone Sacramento Valverde, também da área de Produtos Naturais, foi um dos 12 trabalhos científicos selecionados para apresentação oral no evento. O estudo conta com o apoio do Proep/CNPq e Inova/Fiocruz.   

Sobre o evento – É uma realização da Sociedade Brasileira de Farmacognosia juntamente com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Faculdade de Medicina de Petrópolis/Faculdade Arthur de Sá Earp (FMP/FASE). O evento teve como objetivo possibilitar discussões e interações nas mais diversas áreas da Farmacognosia e da Farmacobotânica, visando o intercâmbio de conhecimentos e experiências entre pesquisadores, professores e estudantes das áreas de plantas medicinais e produtos naturais relacionadas a essas áreas.

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