Os mais de 5 mil visitantes do evento puderam conhecer e experimentar os métodos científicos utilizados nas etapas da cadeia produtiva das plantas medicinais
(mais…)Ano: 2019 (Página 5 de 26)
Pela primeira vez, a unidade exporta um medicamento por meio de venda direta. A Vitamina A será distribuída para crianças de seis a onze meses como suplementação preventiva
Com o propósito de expandir suas vias de negociação e ampliar sua atuação no mercado internacional, pela primeira vez, Farmanguinhos exportou um medicamento por meio de venda direta.
A oportunidade de levar um pouquinho do Instituto para outro país surgiu por meio de um edital da Organização Pan Americana da Saúde (OPAS/OMS) para o fornecimento de Vitamina A de 100.000 UI, em cápsulas, para a Guatemala. A comercialização contemplou a solicitação de 394.500 mil unidades farmacêuticas.
Entregue no início desse mês, o medicamento será distribuído para crianças de seis a onze meses como suplementação preventiva, uma vez que essa vitamina é essencial às funções ligadas ao sistema visual, crescimento e sistema imune.
Segundo a chefe da Divisão de Assistência Farmacêutica da unidade (DAF), Vanessa Lordello, o envio desse produto para o exterior traz legitimidade e reconhecimento para Farmanguinhos como fornecedor de medicamentos para as Américas, abrindo possíveis janelas de oportunidades para novas demandas, principalmente da OPAS, a outros países e fundos internacionais específicos na compra e distribuição de medicamentos na região.
Neste sentido, a comercialização corrobora com a missão e a visão institucional, de modo a ressaltar Farmanguinhos no cenário internacional, sobretudo no campo de Doenças Negligenciadas. “Diante disso, esta exportação representa não só uma conquista, como também um grande passo para Instituição rumo ao objetivo de expandir suas relações para o âmbito internacional”, observa.
A paixão por Farmácia começou muito cedo. Quando criança, lia bulas de medicamentos e admirava os profissionais que inventavam essas fórmulas da cura para incontáveis patologias. Os anos se passaram, ela cresceu e esse amor irremediável só aumentou. Porque, na verdade, ela nasceu para fazer medicamento!
“Quando eu era criança, ficava lendo bula de medicamentos. Coisa de gente louca, né? Mas eu achava interessante. Eu lia aqueles nomes e ficava pensando em quem fez aquilo (medicamento) e o quanto devia ser difícil. Imaginava que a pessoa tinha de estudar muito. Então, eu sempre gostei dessa área de saúde e, especificamente, ligada a medicamentos, desde sempre. E quando eu fiz Farmácia, já fui sabendo o que eu queria. Não tinha maturidade ainda para entender o que era um desenvolvimento tecnológico, mas, naquela minha cabecinha lá de trás, eu queria era fazer remédio”, frisa Juliana Johansson Soares Medeiros.
Usar os recursos tecnológicos, a capacitação de um grupo de pessoas para promover a saúde, trazer o bem-estar, a cura para doenças, saber que o meu trabalho afeta de maneira positiva a saúde das pessoas, isso é uma recompensa de vida
“Como andei desde a minha formação, sempre motivada pelo crescimento profissional. Quando eu me formei, logo saí de Curitiba, porque o mercado farmacêutico não era aquecido, principalmente a área na qual eu queria atuar. Passei por todos esses lugares, entrei no concurso que, por coincidência, fiz a prova foi no dia do meu aniversário, em 24 de outubro de 2010. E nesse meio tempo, eu comecei a namorar um cearense que morava aqui”, relembra a servidora que, como presente, segurou o 1º lugar numa concorrência de 99 pessoas por vaga.
Lacônica com as palavras e um fenômeno profissional. Apesar das conquistas, prefere atribuir o sucesso à dedicação e às habilidades profissionais. “Inteligência para mim tem vários conceitos. Nessa abordagem de inteligência múltipla, eu me considero habilidosa para a área que eu trabalho. Mas eu não sou inteligente em todas as áreas. Esse estereótipo, na verdade, a gente deve desconstruir. Um jogador de futebol, por exemplo, pode ser extremamente inteligente no contexto da habilidade dele: tem visão de estratégia, percepção espacial, enfim. Então, a gente tem que desconstruir esse estereótipo da inteligência”, ressalta.
Ela não mediu esforços para alcançar os objetivos. Formou-se farmacêutica industrial pela Universidade Federal do Paraná, em 2002. Desde então, atua na área de desenvolvimento tecnológico. “A faculdade de Farmácia naquela época tinha uma grade básica de três anos e, a partir daí, havia uma divisão em que se optava por Farmácia Industrial ou Análises Clínicas. Eu fiz Farmácia Industrial já pensando em ir para a indústria, em aprender os conceitos técnicos da área, pensar em trabalhar com desenvolvimento tecnológico”, explica.
Para fazer aquilo que a vocação pré-determinara lá na infância, teve de buscar oportunidades longe de casa. Assim que se formou, deixou o Paraná, seu estado natal. Foi para o polo farmacêutico de Anápolis, em Goiás, de onde seguiu para Minas Gerais anos mais tarde. Depois migrou para o Rio Grande do Sul até, finalmente, chegar ao Rio de Janeiro, mais precisamente em Farmanguinhos. O passaporte foi a aprovação no concurso público da Fiocruz de 2010.
Essa habilidade tem sido empregada na Coordenação de Desenvolvimento Tecnológico (CDT), área que ela atua da chegada ao Instituto até hoje, desde a formação, na verdade. “Desde que eu vim para Farmanguinhos, eu atuo na Coordenação de Desenvolvimento Tecnológico. Entrei no LTF (Laboratório de Tecnologia Farmacêutica), como farmacotécnica. Essa área me fascina, sabe? Usar os recursos tecnológicos, a capacitação de um grupo de pessoas para promover a saúde, trazer o bem-estar, a cura para doenças, saber que o meu trabalho afeta de maneira positiva a saúde das pessoas, isso é uma recompensa de vida”.
Desenvolvimento tecnológico é uma paixão que transcende os limites do universo profissional. “Isso sempre foi um objetivo que se tornou uma satisfação de vida. É diferente, já que se trata de perseguir um objetivo para atingir metas pessoais e trabalhar com uma área que traz muita satisfação e muito retorno pessoal. Eu fiz o concurso como uma das estratégias para vir para o Rio, para uma instituição super admirada, que é a Fiocruz”, salienta.
Depois de formada, Juliana fez MBA em Gestão de projetos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Mestrado Profissional em Gestão, Pesquisa e desenvolvimento na Indústria Farmacêutica, por Farmanguinhos. Agora, encara novo desafio: está na primeira turma do Doutorado Profissional pioneiro do Brasil na área farmacêutica, também oferecido pelo Instituto.
Mesmo com toda essa demanda, a família é a maior prioridade. “O mestrado foi bastante sacrificante, eu passava as madrugadas acordada, pois na minha vida pessoal só tinha lugar para meu filho. Eu faço questão de ser uma mãe presente, de dar atenção, de brincar, de ensinar. Daí, eu estudava depois que ele dormia. Agora no doutorado é assim também, só que em dose dupla. Eles dormem e eu começo a estudar”.
O Gabriel (seis anos) nasceu quando a mãe ainda estava no LTF. Na ocasião, Juliana defendeu a dissertação grávida da pequena Beatriz, com dois aninhos atualmente. Assim que terminou a licença maternidade, a servidora se transferiu para o Departamento de Gestão de Desenvolvimento Tecnológico (DGDT). Orgulhosa do local onde trabalha, Juliana faz questão de apresentar a instituição aos filhos. Sempre que há atividades abertas ao público, lá estão os pequenos, atentos a esse fantástico mundo da Ciência.
E quando Juliana não está desempenhando os papéis até aqui relatados, ainda consegue um espaço na agenda para dedicar-se a uma atividade recreativa, se é se pode chamar assim. “Nas horas vagas eu faço jardinagem. Adoro cuidar de plantas e procuro me dedicar a essa atividade como um lazer mesmo, é um prazer cuidar das plantas e faço há bastante tempo”, revela.
De fato, as coincidências continuam a surpreender. Afinal, família, jardinagem e ciência requerem vocação e dedicação. Assim, semeando ciência e cultivando com dedicação, Juliana Johansson vai colhendo as flores que planta ao longo da vida.
Trata-se da cabergolina, utilizada para o tratamento da hiperprolactinemia e disfunções na produção do leite
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Mais de 3 mil pessoas participaram do Fiocruz pra você, que ofereceu atendimentos de saúde, cidadania, educativos e culturais
Um dia voltado para imunização, serviços de saúde e cidadania, brincadeiras, atividades culturais e esportivas para a comunidade. Este foi o Fiocruz pra você 2019, realizado no último sábado (19/10), no Complexo Tecnológico de Medicamentos (CTM) de Farmanguinhos, localizado em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. Durante o evento, foi disponibilizado a vacina tríplice viral, contra sarampo, rubéola e caxumba para crianças de seis meses a cinco anos incompletos, que era o grupo prioritário da campanha do Governo Federal. Os agentes de saúde realizaram quase 500 atendimentos e verificaram que a maioria do grupo focal estava com a caderneta em dia para a tríplice e passaram orientações sobre as vacinas que estavam pendentes.
O diretor de Farmanguinhos, Jorge Mendonça, comentou sobre a realização do evento na unidade, que acontece desde 2005. “O Fiocruz pra você é uma marca da Fundação. É o dia em que a instituição abre as portas para o público, proporcionando um dia de integração com a sociedade e mostrando todo o trabalho que ela tem e que pode oferecer para a sociedade. É um momento de comunhão entre a Fiocruz, sua parte científica, e a comunidade, que vem nos prestigiar e, obviamente, proteger seus filhos”, ressaltou.
Ao longo do dia, a população da região teve acesso a serviços de saúde e cidadania, assim como diversas oficinas e atividades culturais e esportivas, oferecidas pelos parceiros envolvidos na realização do evento, que também contou com o apoio financeiro do Sindicato dos Trabalhadores da Fiocruz (Asfoc-SN) e da Fiotec.
Serviços de cidadania – A Fundação Leão XIII concedeu isenção (1ª e 2ª vias) de certidões de nascimento, casamento e óbito. Já o Detran, de identidade. A Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Emprego e Inovação (SMDEI) fez cadastro reserva para balcão de emprego e jovem aprendiz e agendamento para emissão de Carteira de Trabalho. O Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) orientou e encaminhou famílias para o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), além de atendimentos sociais, cadastramento e atualização no Cadastro único (CADÚNICO) e encaminhamento para a rede socioassistencial. A Secretaria Municipal de Ensino (SME) fez matrículas na Rede de Ensino para alunos de 4 a 12 anos. Tais serviços foram intermediados pelo programa Territórios Sociais, que atuou como articulador entre as secretarias e os órgãos públicos. O SEBRAE esteve presente aconselhando empreendedores.

Natalia foi a primeira da fila para tirar os documentos. (Foto: Viviane Lopes)
Moradora da localidade conhecida como Brejo, na Cidade de Deus, Natalia Nunes foi a primeira da fila para tirar os documentos: “Eu soube do evento através da assistente social e vim porque hoje em dia é tudo pago e agendado, é mais difícil ter o documento em dia. Aqui eu tenho gratuidade e consigo resolver na hora. Já tirei a minha identidade, vou pedir a segunda via da minha certidão de nascimento e depois vou no balcão de empregos”, revelou.
Já Amanda Silva, além de aproveitar os serviços para emissão de documentos, trouxe a filha Sara, a caçula de sete meses, para se vacinar e os outros quatro filhos para aproveitar a programação. “É muito bom quando tem esse tipo de evento na comunidade, pois conseguimos tirar os documentos, se prevenir e ainda se divertir. Facilita muito a nossa vida e ainda distrai as nossas crianças, que saem um pouco desse foco de violência”, destacou.

Amanda aproveitou o evento para vacinar a filha Sara. (Foto: Viviane Oliveira)
Serviços de Saúde – A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), através do Posto de Saúde Hamilton Land, imunizou crianças dentro da faixa da campanha, além de checar as cadernetas e dar orientações sobre vacinação. O órgão, ainda, promoveu uma oficina de planejamento familiar (com agendamento de preventivos e orientações sobre DIU), ofereceu orientações sobre tabagismo, doenças sexualmente transmissíveis e prevenção ao câncer, além de sessões de auriculoterapia. Através de uma parceria com o Fluminense Football Club, foram agendados alguns exames de mamografia, que serão realizados no dia 25 de outubro, no caminhão disponibilizado na Praça Júlio Grotem, na Cidade de Deus. O Departamento de Gestão da Saúde do Trabalhador de Farmanguinhos ofereceu os serviços de aferição de pressão arterial, medição de glicose, pesagem e orientações nutricionais.
Oficinas – Bijuterias e Acessórios foi o tema do ateliê do Sesc Rio. O Grupo Sons de Far, de Farmanguinhos, ensinou a criar e tocar instrumentos musicais com materiais recicláveis. O Grupo Alfazendo / Ecorede conscientizou as crianças sobre questões socioambientais, além de oferecer pinturas faciais, bolinha de sabão e mudas de plantas.

Crianças se divertem com as brincadeiras feitas pelo Sesc Rio (Foto: Viviane Oliveira)
Atividades de cultura, esporte e lazer – Além de realizar atividades educativas e de entretenimento com as crianças, como brincadeiras populares, oficinas esportivas de Badminton, jogos gigantes, mini tênis e frisbee, o Sesc Rio, unidade do Engenho de Dentro, também promoveu teatro circense com sonoplastia de uma sanfona.
Farmanguinhos, trouxe o mascote Zé Gotinha, acompanhado pelo coral Vozes de Far e pelo Sons de Far, formados por trabalhadores da instituição, que fizeram a criançada dançar músicas infantis, atuais e algumas paródias, que reforçaram o lema do evento #VacinaSim.

Zé Gotinha, acompanhado pelo coral Vozes de Far e pelo Sons de Far, fizeram a criançada cantar e dançar. (Foto: Tatiane Sandes)
A Associação Semente da Vida da Cidade de Deus (ASVI) e o Centro Social Quintanilha mostraram a alegria e cultura da Cidade de Deus, com apresentações de grupos de dança formados por crianças da região. As cores e a arte também extrapolaram o muro da unidade e foram para os tapumes, localizados em frente ao CTM, com o grafite feito pelo Benção, que criou um desenho destacando a relevância do Oswaldo Cruz e das vacinas para a saúde da população. A Secretaria de Esporte também participou com atividade física do grupo de terceira idade, que acontece na Mocidade Unida da Cidade de Deus.

Matheus Ferraz com os o time de futebol Canelinhas, da Cidade de Deus. (Foto: Viviane Oliveira)
Para abrilhantar o evento, o Fluminense trouxe um de seus craques, o zagueiro jogador Matheus Ferraz, que além de vestir a camisa da prevenção, conversou com os Canelinhas, tirou fotos, distribuiu e autografou as camisas do time, além de dar muitos brindes infantis, como chupetas e mamadeiras do tricolor.
Jaqueline Oliveira trouxe a sua filha Sofia, de 2 anos e 10 meses, para se vacinar e diz que não perde uma edição: “Eu venho todo ano porque é alegre. As crianças se divertem e é sempre muito bom. As pessoas que trabalham aqui passam aquela felicidade, energia boa. Eu gosto muito da atenção que a gente recebe de vocês”, enfatizou.

Jaqueline brincando com a filha Sara durante o evento. (Foto: Viviane Oliveira)
Estiveram no evento, a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, o chefe de Gabinete da Fundação, Valcler Rangel, o presidente da Asfoc-SN, Paulo Garrido, a vice-presidente da Asfoc, Mychelle Alves, o Superintendente da Prefeitura de Jacarepaguá, Leandro Marques, e representantes e presidentes das associações de moradores da Cidade de Deus.
Estima-se que mais de três mil pessoas participaram da programação, que contou com cerca de 2.500 atendimentos.
Confira algumas fotos do evento:






