Ano: 2019 (Página 4 de 26)

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Festival de Arte Urbana na Comandante Guaranys

O Festival de Arte Urbana tem como objetivo promover desenvolvimento cultural, através do lúdico, com a arte de rua e a música, mostrando para o público o sucesso da mistura desses universos. De maneira educativa e interativa, a proposta visa contribuir diretamente para a revitalização e o embelezamento paisagístico e arquitetônico do território, bem como a construção da transversalidade, com a importância da educação ambiental, já que a arte de rua interage com o “meio”.

Entre os dias 19 e 24 de novembro, 15 artistas locais produzirão artes diversas nos muros da Avenida Comandante Guaranys. Serão 350m² de muro com painéis, que irão retratar a origem da comunidade, personalidades, cultura, religiosidade e as paisagens da favela, celebrando os 50 anos da Cidade de Deus. Os grafiteiros e muralistas, que quiserem de forma voluntária registrar seus trabalhos e expressar seus olhares e cores, terão espaço livre para criação e serão bem acolhidos.

Neste festival, o meio ambiente também terá destaque com as oficinas lúdicas do projeto Eco rede, Pintando na Praça e Eco tampas, do artista plástico Alfredo Borrett. A Comlurb e o projeto Rio Novo Olhar farão um mutirão paisagístico, transformando o local do lixo em um espaço de lazer. Além disso, terão oficinas, exposições, apresentações de grupos de música, com espaço aberto para as culturas do Hip Hop, Islã, entre outras.

O Festival de Arte Urbana é uma realização do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos / Fiocruz) e da Sociedade de Promoção da Casa de Osvaldo Cruz (SPCOC / Fiocruz). Impulsionado pela lei de incentivo à cultura ISS e com patrocínio da AMIL Saúde, o projeto tem cunho coletivo, construído de forma participativa, por instituições de base comunitária e com apoio de órgãos públicos e organizações.

PROGRAMAÇÃO

De 19 a 23 de novembro

9h às 17h

Intervenção no Muro na Av. Comandante Guaranys – Cinco equipes estarão pintando e grafitando os 350m² de muro. Os painéis estarão divididos por cada década dos 50 anos de história da Cidade de Deus.

Com a curadorias do ator e artista plástico, Nélio Fernando, e da artista plástica, escritora e ilustradora, Rosalina Brito.  

23 de novembro

13h às 19h         

  • Oficinas de educação socioambiental –Eco Rede
  • Oficina de imãs de geladeira com tampinhas de metal – Ecotampas – Artista Plástico Ricardo Borrett
  • Oficina escrita poética – Poesia de Esquina
  • Apresentação de dança – Companhia Trevo
  • Batalha de Rap – Batalha  2 Crias
  • Apresentação de Hip Hop – Rapper Mia
  • Microfones livres
  • Intervenções de grafismo livres
  • Charme, soul e funk – DJ Evaldo

24 de novembro

10h às 12h

  • Oficina de Educação socioambiental – Eco Rede
  • Oficina de artes – Pintando na Praça

FICHA TÉCNICA
Festival de Arte Urbana – Se Esta Rua Fosse Minha

Produção Cultural: Sociedade de Promoção da Casa de Oswaldo Cruz

Patrocínio: Amil saúde e Secretaria Municipal de Cultura

Execução: Assessoria de Gestão Social – Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos / Fiocruz)

Coordenação: Magali Portela

                          Fátima Aparecida Arruda Loroza

                          Jacob Augusto Santos Portela 

Curadoria: Nélio Fernando

                    Rosalina Brito

Arte e Comunicação: Cdd em Cena   

Criação: Matheus Brito da Paz

Artistas:

Alexandre do Ó
Alexandre José Roberto Alves de Oliveira (Xandy)
Alexandre Machado dos Santos (Xandão)
Benson da Silva Martins
Breno Braga de Souza Assis
Heloisa Santiago
João Vitor Cardoso D Albuquerque (Thejo)
Josué Roberto Alves de Oliveira (Duel)
Leandro Pinto de Moura ( Ice) 
Leandro Silva de Azevedo ( Mac)
Nélio Fernando Gonçalves Ferreira
Roberto Senna De Carvalho ( Cabral )
Rosalina Brito
Thiago Coutinho Machado
Xanctus Joane Vaz Junior

Parcerias:

Superintendência de Jacarepaguá e Barra

COMLURB – Projeto Rio Novo Olhar

Dimensional Engenharia

GB Logística

Farmanguinhos participa da maior feira mundial da indústria farmacêutica

Representantes da Direção fizeram contato com fornecedores e novos parceiros na CPhI Worldwide, na Alemanha

O vice-diretor de Gestão da Qualidade, Rodrigo Ramos, a coordenadora de Desenvolvimento Tecnológico, Alessandra Esteves, e o diretor, Jorge Mendonça em Frankfurt, Alemanha

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) participou da plataforma líder mundial em soluções de ingredientes farmacêuticos, CPhI Worldwide, que aconteceu nos dias 5, 6 e 7 de novembro, em Frankfurt, na Alemanha. O diretor Jorge Mendonça, o vice-diretor de Gestão da Qualidade, Rodrigo Ramos, e a coordenadora de Desenvolvimento Tecnológico, Alessandra Esteves, representaram a unidade no stand da Associação Brasileira da Indústria de Insumos Farmacêuticos (Abiquifi) e estreitaram o relacionamento com fornecedores e parceiros importantes do ramo.

Farmanguinhos apresentou o Instituto e a atuação, ao longo dos 43 anos, na saúde pública. Alessandra Esteves destacou o evento como uma atualização no mercado da indústria farmacêutica. “A feira foi muito importante, pois é uma oportunidade de contato com tudo o que está acontecendo ao redor do mundo. Foi possível conhecer novos fornecedores e enxergar possíveis parcerias. Além disso, é uma oportunidade única de estreitar relacionamento com parceiros e fornecedores atuais, que é sempre bem mais efetivo do que os meios de comunicação tradicionais. Também foi um momento de aproximação com o Ministério da Saúde e a Anvisa, com os quais abordamos temas, como PDP e novos marcos regulatórios no Brasil”, afirmou a coordenadora.

O evento farmacêutico acontece anualmente e, neste ano, reuniu os principais compradores e vendedores de seis zonas, que representavam cada estágio da cadeia de suprimentos farmacêuticos, desde princípios ativos, máquinas e embalagens até terceirização e biofarmacêuticos. Foram mais de 60 conferências e seminários, em torno de 2500 expositores internacionais e cerca de 45mil participantes. A próxima edição do CPhI Worldwide será de 13 a 15 de outubro de 2020, em Milão, na Itália.

Farmanguinhos encontra com importantes parceiros e fornecedores no CPhI Worldwide

Maria José Alves é Gente de Far

“Querer é poder”. Quem nunca ouviu essa frase? Pode parecer até clichê, mas essa citação define muito a nossa entrevistada do Gente de Far, que começou sua carreira na unidade, em 2005, como auxiliar de serviços gerais, e, sempre que limpava algum laboratório, se imaginava trabalhando naquele local. Com muito esforço, se formou em Biologia e há 9 anos atua na Seção de Controle Microbiológico, dentro do laboratório, analisando medicamentos, matérias-primas, materiais de embalagem, água e o ambiente fabril. Conheça a história e a trajetória profissional de Maria José Alves.

Uma mistura da mãe e do pai, tanto no nome quanto na personalidade. Zezinha, Zezi, Zequinha, Zé, Zezé… cheia de apelidos, ela revela que, quando criança, não gostava do nome. “Eu não gostava do meu nome e sempre dizia que, quando eu crescesse, que tivesse 18 ou 19 anos, eu iria mudá-lo. Teve uma época que eu queria me chamar Gabriela, depois Marisa. Inclusive, na oitava série, eu assinava as provas como Marisa e os professores ficavam loucos, pois não havia ninguém com esse nome na turma. Minha mãe foi chamada na escola e eu apanhei por isso”.

Criada no bairro de Vargem Grande, onde mora até hoje, a filha da dona Nair Maria e do seu José teve uma infância simples. Ela e seus sete irmãos, sendo uma antes da caçula, cresceram em um sítio, onde seu pai mantinha uma plantação de banana para garantir o sustento da família. Com carinho, ela relembra dessa época:

“Minha mãe era do lar e meu pai, feirante. Ele plantava banana e vendia na feira da Rocinha. Éramos pobres, mas felizes. Eu era muito levada e apanhava todos os dias da minha mãe. Já fiz muita arte, como jogar pedra no telhado do vizinho e tacar fogo no galinheiro. Naquela época, não tínhamos muitos recursos e brinquedos como hoje, mas a gente se divertia muito. Eu gostava de brincar de cozinhar usando um fogão improvisado de pedra e panelas feitas com latas de sardinha e de leite. Também brincava de pique lateiro, amarelinha… Eu tive uma infância muito boa”, conta.

E se tinha algo que Zezé detestava, quando nova, era estudar. Sua mãe sempre falava da importância dos estudos, mesmo sem muita instrução, mas ela nunca deu atenção. Inclusive, ela ficou 22 anos longe da escola por opção (algo que se arrepende).  Mas sua percepção mudou quando entrou em Far, onde vislumbrou a oportunidade de retomar seus estudos e crescer na instituição, tornando-se uma referência para sua família, sendo a primeira com ensino superior.

“Imagina a honra da minha mãe se ela estivesse viva. Logo eu, a rebelde, que fugiu da escola, ser a primeira a se formar. Na verdade, a única entre os meus irmãos. Ela ficaria muito orgulhosa”, ressalta.

Mas antes de falarmos sobre essa história de superação, precisamos retomar a sua trajetória no Instituto. Emocionada, Zezé narra como chegou aqui:

“Eu entrei aqui, em 2005, para trabalhar como auxiliar de Serviços Gerais. Eu fiquei impressionada com o que vi (um lugar grande e cheio de computadores), algo que eu não estava acostumada. Eu limpava as salas, mas o que mais chamava a minha atenção eram os laboratórios. Eu me imaginava trabalhando em um deles. Com o tempo, o interesse aumentava e foi aí que decidi investir nos estudos. Eu havia terminado o segundo grau, em 2002, e, com o dinheiro que sempre sobrava do meu salário, e com o incentivo dos meus colegas de trabalho, comecei a fazer faculdade de Biologia na Souza Marques. O mais engraçado é que, quando eu era pequena, eu era fascinada por essa instituição de ensino, eu amava o uniforme e sonhava em estudar lá, mas meus pais não tinham condições. Depois de tanto tempo, eu consegui”.

Fotos do período em que trabalhava como auxiliar de Serviços Gerais

Em 2007, com o término do contrato da empresa de limpeza, Zezé saiu de Far. “Eu não queria sair daqui de jeito nenhum, mas a empresa que entrou estava oferecendo um salário muito baixo. Eu precisava manter meus estudos”, conta.

No ano de 2009, ela recebe um convite para voltar ao CTM. Desta vez, para trabalhar no restaurante, como auxiliar administrativo. “Eu nem acreditei que eu estava voltando a trabalhar em Farmanguinhos. Quando cheguei aqui, quase que eu beijei o chão! Eu agradeci tanto a Nossa Senhora da Penna (igreja que fica no alto de uma pedra e que conseguimos ver aqui do CTM). Chorei e tudo, pois tenho paixão e orgulho em trabalhar nessa instituição, de contribuir, de alguma forma, com a saúde da população”, revela.

Mas a atuação no restaurante durou apenas um ano. Em 2010, por intermédio da sua chefe imediata do restaurante, Ivana, conseguiu transferência para a Microbiologia, onde passou a atuar como auxiliar de laboratório e a colocar em prática os ensinamentos que estava obtendo na faculdade. E lá se vão 9 anos se dedicando as análises de cada etapa do processo produtivo.

No Laboratório de Microbiologia, ao lado das amigas Patrícia e Carla.

Engana-se quem pensa que Zezé sempre sonhou em ser bióloga. “Eu fiz auxiliar de Primeiros Socorros e auxiliar em Enfermagem, na Cruz Vermelha. Gostei tanto de Enfermagem, que resolvi fazer o Técnico no Curso Tavares Lira.  Queria fazer faculdade, mas era muito cara. Por indicação, optei pela Biologia, já que também me permitiria trabalhar na área de saúde e atuar em laboratório. Comecei a pesquisar e me interessei. Além disso, também contei com o incentivo de amigos de Far, como a Neuza Orlando, Jorge Alexandre (que não trabalha mais aqui), Patricia Costa e Carla Mororó. Essas últimas, me ajudaram muito. Tudo o que eu sei, eu aprendi com elas. Ao final, eu acabei me identificando com a Biologia. Entretanto, em Far, eu consigo atuar nas minhas demais áreas de conhecimento, uma vez que faço parte da Brigada de Incêndio da unidade. Uma oportunidade para ajudar e ainda fazer o que gosto”, expõe. 

Orgulhosa, Zezé mostra os resultados obtidos após uma análise de água.

Sobre a sua rotina, ela explica como funciona a atuação da Microbiologia: “Imagina que você precisa fazer um bolo. Você tem que avaliar a forma, os ingredientes… assim é a Microbiologia, para produzir um medicamento, é necessário analisar tudo que irá compô-lo, não só as matérias-primas, como também os maquinários e o local da fabricação”.

Maria José fazendo análises dentro da Sala de Testes

Quando questionada sobre o seu maior desafio profissional, ela não titubeia e responde: “A primeira vez que eu trabalhei sozinha na sala de teste, onde os produtos são avaliados, foi muito desafiador. Na ocasião, analisei o xarope Sulfato Ferroso. Fiquei receosa no início, pois são muitas informações e detalhes que precisam de atenção, mas no fundo eu sabia que eu podia, que eu estava preparada. Por isso que eu digo que todo mundo é capaz de aprender alguma coisa, mesmo com toda dificuldade. Se você quer, você pode”.

E quem disse que ela está satisfeita? Em relação ao futuro, Zezé anuncia seus planos: “Quero retomar a pós-graduação em Microbiologia e fazer faculdade de Química”.

 

Divisão de Gestão de Desenvolvimento Tecnológico (DGDT)


Carla Justino, do Laboratório de Validação e Métodos Analíticos (LDVA), realiza o perfil de dissolução do isoniazida + rifampicina, em fase de desenvolvimento

Farmanguinhos é um laboratório ímpar no país, por abarcar toda a cadeia produtiva de um medicamento, desde a pesquisa de base até o produto final. A instituição é um braço estratégico do Ministério da Saúde, inclusive na condução das Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDP). Apesar de toda a importância que essa política de estado representa para o país, a unidade atua também no desenvolvimento interno de novos produtos.

Neste sentido, a Divisão de Gestão de Desenvolvimento Tecnológico (DGDT), vinculada à Coordenação de Desenvolvimento Tecnológico (CDT), é a área que congrega todas as atividades inerentes à realização de estudos internamente, ou seja, não provenientes de PDP. “São projetos de desenvolvimento a médio e longo prazo, que envolvem um grau de incerteza intrínseco ao desenvolvimento tecnológico, o que é diferente da transferência de tecnologia”, ressalta Juliana Johansson, coordenadora da área.

Ela tem a importante tarefa de coordenar uma área que envolve quatro setores, sendo o Escritório de Projetos e três laboratórios. Em relação ao Escritório de Projetos, além de Juliana, o setor é composto por mais três profissionais, que executam a função de gerentes de projetos: Lucyenne Barbosa, Graça Guerra e Daniel Lacerda. Eles são responsáveis por acompanhar todos os projetos em seu ciclo de desenvolvimento tecnológico.

Esses projetos internos são elencados a partir de demandas do Ministério da Saúde. Para se ter uma ideia, atualmente, o Instituto conta com 18 projetos institucionais de desenvolvimento ou redesenvolvimento de medicamentos, ou seja, estudos realizados internamente. “São projetos de desenvolvimento e redesenvolvimento com diversos objetivos específicos em seu escopo”, ressalta a coordenadora.

A estrutura do DGDT é composta ainda por dezenas de profissionais alocados em seus respectivos laboratórios: Laboratório de Tecnologia Farmacêutica (LTF), Laboratório de Validação e Métodos Analíticos (LDVA) e o Laboratório de Estudos do Estado Sólido (LEES). “O desenvolvimento tecnológico propriamente dito ocorre nesses três laboratórios. O LTF desenvolve as formulações e os processos produtivos; o LDVA desenvolve e valida as metodologias analíticas; e o LEES é responsável por todo o estudo de caracterização do estado sólido”, salienta a servidora.

Daniel Lacerda, Juliana Johansson, Thiago Costa, do LTF, Rafael Seiceira, do LEES, Graça Guerra, Lucyenne Barbosa, e Diogo Dibo, do LDVA

Ela observa que os projetos de absorção tecnológica, isto é, proveniente de PDP, também passam também pela DGDT, uma vez parte do suporte técnico é fornecido pelos laboratórios vinculados à área. “Contribuímos no processo operacional das transferências de tecnologia, principalmente pela atuação do LTF e do LEES, e a gestão das PDP é realizada pela AGPAT (Acompanhamento da Gestão de Absorção Tecnológica)”.

Atividades – Com essas funções definidas, a DGDT fica responsável pelo desenvolvimento e redesenvolvimento internos de formulações, processos produtivos e metodologias analíticas. Além disso, há também projetos com parcerias externas, dentre os quais, o Praziquantel Pediátrico, cuja formulação está sendo viabilizada por meio de uma cooperação entre empresas de diferentes países, grupo esse denominado Consórcio Internacional Praziquantel Pediátrico.

“Esse projeto traz muito conhecimento para Farmanguinhos, principalmente sobre a dinâmica internacional de registro. Ele abre horizontes de conhecimento e pode nos auxiliar também na qualificação de outros produtos nossos. Adquirimos muitos conhecimentos em procedimentos para fazer um desenvolvimento tecnológico que, desde o início, sela elaborado com formato que nos permita conseguir registros internacionais, ou uma pré-qualificação mais rapidamente junto à Organização Mundial da Saúde (OMS)”.

Além desta importante iniciativa internacional, Farmanguinhos, por meio da DGDT, tem parceria com o René Rachou (CPRR/Fiocruz Minas) para o desenvolvimento do gel de paramomicina, antibiótico para leishmaniose cutânea.

Além destes, há a iniciativa para o desenvolvimento de um antirretroviral para as crianças que vivem com o vírus HIV/Aids. “O trabalho do meu Doutorado é o desenvolvimento do atazanavir pediátrico para atender a uma demanda do Ministério da Saúde. Ainda não estamos com o projeto oficialmente aberto, mas a tendência é que, com o amadurecimento do estudo, e constatada a viabilidade desse investimento, é possível que se torne oficial. Estamos buscando patrocínio em agências de fomento para tentar viabilizar mais este desenvolvimento”, destaca Juliana.

A servidora argumenta que esse medicamento foi uma demanda do Ministério da Saúde e que esse projeto está sendo trabalhado em parceria com outras unidades da Fiocruz e outras instituições, como a UFRJ, por exemplo.

“A DGDT trabalha com pesquisa voltada para atender a saúde pública a médio prazo. Os projetos de pesquisa básica são muito relevantes, mas têm um olhar mais de longo prazo. Nossa missão é desenvolver pesquisas aplicadas, por meio de desenvolvimento tecnológico, para gerar produto em um prazo menor. É com essa visão que estou buscando capacitar a equipe e fortalecê-la para trabalharmos a fim de concretizar entregas ao Ministério num cenário mais próximo”, argumenta.

Além da visão estratégica para atender as demandas do Ministério da Saúde, a DGDT atua também no redesenvolvimento de produtos, processos e métodos analíticos que requerem melhorias, através dos laboratórios que dão suporte à área produtiva. Trata-se da atuação em pós-registro, que inclui implementações de melhorias, alteração de equipamentos e otimizações, sejam tecnológicas, produtivas ou econômicas.

“A DGDT nos permite estudar o tempo todo, é uma área que não esgota a formação nunca. Temos uma equipe multidisciplinar. O LTF é composto exclusivamente por Farmacêuticos. Já nos laboratórios analíticos (LDVA e LEES), a formação é variada, englobando farmacêuticos, químicos, engenheiros químicos, técnicos em química, dentre outros profissionais. É muito interessante ter diferentes profissionais também contribuindo, uma vez que a visão analítica de um farmacêutico é diferente da do químico. Portanto, essa multidisciplinaridade dentro de um laboratório só agrega para a instituição”, frisa.

Desafios e perspectivas – A Divisão de Gestão de Desenvolvimento Tecnológico tem se articulado para viabilizar os projetos. A área discute o desenvolvimento de tecnologias de implementação imediata, que requer menos investimentos. Apesar de o país atravessar uma fase econômica adversa, a área tem recorrido a agências de fomento para conseguir recursos para desenvolver tecnologias e produtos mais modernos.

É com essa postura estratégica que a Divisão de Gestão de Desenvolvimento Tecnológico tem atuado, sempre com o propósito de atender as demandas do Ministério da Saúde e, consequentemente, oferecer os melhores tratamentos para os pacientes assistidos pelo SUS.



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