Autor: Alexandre Matos (Página 10 de 28)

Coral de Farmanguinhos se apresenta na Barra da Tijuca

Vozes, Sons e Mãos de Far, formados por trabalhadores da unidade, levantaram o público na Cidade das Artes

Vozes, Sons e Mãos de Far levantaram o público na Cidade das Artes no último sábado (7/9)

A noite do último sábado (7/9) foi muito especial para o Vozes de Far. O coral, formado por trabalhadores de Farmanguinhos, apresentou-se no 7º Encontro de Corais da Acija. Realizado na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de janeiro, o concerto reuniu corais de diversas empresas integrantes da Associação Comercial e Industrial de Jacarepaguá (Acija). Nesta edição o evento homenageou a cantora Elis Regina.

Liderado pelo maestro Leônidas Barbosa, o Vozes de Far participa desde a 1ª edição do evento. Há três anos, o coral ganhou reforço do Sons de Far – grupo de percussão também formado por trabalhadores da Casa sob a regência do músico Ary Dias. Pelo segundo ano consecutivo, o grupo ganhou a companhia do Mãos de Far, formado por funcionários com deficiência auditiva liderados pelas intérpretes Carla Rôsangela de Almeida e Cristina Leite, todos atuam na instituição.

O diretor Jorge Mendonça e o maestro Leônidas Barbosa receberam a placa pela participação no 7º Encontro de corais da Acija

Integração e resspeito – “Tratamos esses projetos com muito carinho. O Vozes, o Sons e o Mãos de Far são programas ímpares que trazem em sua formação a pluralidade e respeito às diferenças”, ressalta o diretor Jorge Mendonça. Ele não somente compareceu ao espetáculo como foi convidado a subir ao palco para receber a placa pela participação do grupo no evento.

Ao todo, 25 pessoas integram os três projetos de Farmanguinhos: Vozes, Sons e o Mãos de Far. Os programas têm como objetivo desenvolver a capacidade de compartilhamento e integração entre os colaboradores da unidade, além de promover a valorização do trabalhador, estimular a satisfação com qualidade de vida e responsabilidade social, bem como apoiar e reconhecer os talentos culturais.

A chefe do Departamento de Desenvolvimento de Recursos Humanos (DDRH), da Vice-diretoria de Gestão do Trabalho (VDGT), Luciane Galdino, fez questão de destacar o diferencial dos projetos desenvolvidos por Farmanguinhos. “Os programas corporativos existem como forma de integração, desenvolvimento de equipe, senso de responsabilidade institucional e social. Um dos diferenciais de nossa participação é justamente o caráter institucional onde nos empenhamos em representar a Instituição. Conseguimos, dentro desses anos, o reconhecimento dos outros corais. Ao fim de nossa apresentação, todos os corais nos cumprimentaram e elogiaram nosso trabalho. Foi uma sensação única este retorno”, frisa a servidora.

O coral de Far apresentou as músicas: É com esse que eu vou, Aquele abraço, Andança, e levantou o público com a canção Redescobrir (popularmente conhecida como Brincadeira de Roda). Clique aqui e confira.

A colaboradora Ana Nardacci e o diretor Jorge Mendonça exibem a placa com parte da equipe que se apresentou na Cidade das Artes

Farmanguinhos/Fiocruz produz lotes-piloto de Cabergolina

Mais um fruto de Parceria de Desenvolvimento Produtivo, medicamento será ofertado no SUS para pacientes que sofrem de hiperprolactinemia, isto é, produção elevada de prolactina

A produção dos lotes-piloto de cabergolina tem como objetivo formalizar a inclusão de Farmanguinhos como local de fabricação de mais este fruto de PDP (Foto: Alexandre Matos)

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz), unidade da Fiocruz responsável pela fabricação de medicamentos, finalizou a produção de lotes-piloto do Cabergolina 0,5mg, indicado para controle da hiperprolactinemia. Trata-se de mais um fruto de Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP) que a unidade conclui este ano. Com isso, a instituição passará a ofertar na rede pública de saúde esse importante fármaco para pacientes que sofrem dessa anomalia causada pela produção elevada de prolactina, também conhecida como hormônio do leite – quando está presente no sangue em alta dosagem, pode trazer várias consequências à saúde da mulher, como o bloqueio da menstruação, causando infertilidade.

A fabricação pública foi viabilizada por uma PDP, na qual a indústria nacional Cristália transfere a tecnologia para o instituto. Neste sentido, a produção desses lotes tem como objetivo a inclusão pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de Farmanguinhos como local de fabricação. A previsão é de que, até outubro deste ano, a unidade esteja executando todo o processo produtivo em sua planta fabril, que foi totalmente modernizada para absorção tecnológica de medicamentos estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS).

A inclusão de Farmanguinhos como local de fabricação reitera o comprometimento da unidade, que cumpriu o objetivo integral da parceria, isto é, absorveu todo o processo fabril em suas instalações – Jorge Mendonça

Benefícios para o país – O diretor Jorge Mendonça explica que a internalização da tecnologia significa fortalecer a produção pública de medicamentos e o Complexo Econômico e Industrial da Saúde (Ceis). Ele observa ainda que a fabricação de Cabergolina por Farmanguinhos garantirá o abastecimento do SUS, além de gerar economia aos cofres públicos, o que permitirá a ampliação do acesso de mais pessoas ao tratamento.

“A inclusão de Farmanguinhos como local de fabricação reitera o comprometimento da unidade, que cumpriu o objetivo integral da parceria, isto é, absorveu todo o processo fabril em suas instalações. Outro ponto a destacar é a garantia da nacionalização dos Insumos Farmacêuticos Ativos (IFA) utilizados na fabricação deste medicamento, o que diminui a dependência por produtos importados. Desta forma, Farmanguinhos contribui para a sustentabilidade ao SUS”, ressalta o diretor.

Para produzir a Cabergolina, e outros medicamentos advindos de PDP, nas instalações do Complexo Tecnológico de Medicamentos (CTM), Farmanguinhos passou por uma reforma de sua planta fabril. Além de contar com profissionais altamente qualificados, foram adquiridos equipamentos de última geração. Desta forma, o Instituto continua atuando de forma estratégica para o país, lutando sempre em defesa da vida e de uma saúde pública de qualidade.

Para fortalecer a produção pública de antirretrovirais

Farmanguinhos produz lotes-piloto de duplivir, usado por pacientes que vivem com HIV/Aids

Colaboradora trabalha na linha de embalagem do Duplivir, antirretroviral que reúne em um único comprimido dois princípios ativos: Fumarato de tenofovir desoproxila + lamivudina (Alexandre Matos)

Farmanguinhos finaliza a produção dos lotes-piloto do Duplivir, antirretroviral que reúne em um único comprimido dois princípios ativos: Fumarato de tenofovir desoproxila + lamivudina. A fabricação pública foi viabilizada por um acordo de transferência de tecnologia da indústria nacional Blanver para a unidade, a partir de uma Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP).

Desta forma, esta etapa tem como objetivo a inclusão de Farmanguinhos como local de fabricação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A previsão é de que, até agosto, o Instituto esteja executando todo o processo de fabricação deste importante medicamento utilizado no tratamento de pessoas que vivem com HIV/Aids.

No primeiro quadrimestre de 2019, Farmanguinhos distribuiu quase 30 milhões de unidades farmacêuticas do tenofovir+lamivudina. O total previsto para este ano é de mais de 75 milhões de comprimidos para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo o diretor Jorge Mendonça, a internalização da tecnologia significa fortalecer a produção pública de medicamentos e o Complexo Econômico e Industrial da Saúde (CEIS). “A fabricação em Farmanguinhos significa garantir o abastecimento do SUS, além de gerar economia aos cofres públicos, o que permitirá ampliar o acesso de mais pessoas ao tratamento”, destaca.

O diretor ressalta ainda que a inclusão de Farmanguinhos como local de fabricação significa que a instituição cumpriu o objetivo integral da Parceria, absorvendo o processo fabril do produto nas instalações do Instituto, além de garantir a nacionalização dos Insumos Farmacêuticos Ativos (IFA) que são utilizados na fabricação deste medicamento.

Equipe multidisciplinar acompanha a etapa de revestimento do Duplivir (Foto: Alexandre Matos)

Farmanguinhos distribui medicamento para transplantados

Ao todo, mais de 90 milhões de cápsulas do tacrolimo serão enviados para o SUS. O medicamento é fundamental para evitar rejeição ao órgão após transplante

O Tacrolimo é um medicamento vital para pessoas submetidas a transplantes de rins e fígado. Trata-se de um imunossupressor, isto é, ele diminui a atividade do sistema imunológico, efeito necessário para contornar a rejeição do organismo do paciente ao órgão transplantado e garantir o sucesso do procedimento (Foto: Centro de Comunicação)

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) iniciou a produção do imunossupressor Tacrolimo, usado para evitar rejeição de rim e fígado transplantados. No total, serão fabricadas mais de 90 milhões de unidades farmacêuticas deste medicamento vital para pacientes submetidos a transplante desses órgãos. A demanda foi solicitada pelo Ministério da Saúde a fim de suprir a falta momentânea do produto no Sistema Único de Saúde (SUS).

Essa produção emergencial demonstra a capacidade técnica da instituição, que, mais uma vez, atua de forma estratégica para o país, possibilitando o acesso dos pacientes ao tratamento na rede pública de saúde. Neste sentido, já foram enviadas 1.123.000 cápsulas de tacrolimo 1mg para o Serviço de Armazenagem e Distribuição de Medicamentos do Ministério da Saúde, departamento responsável por abastecer os estados de acordo com a necessidade de cada unidade federativa. Ao todo, serão distribuídas 86.062,500 cápsulas na concentração 1mg e 4.711,500 na de 5mg.

Necessidade vital – O Tacrolimo é um medicamento vital para pessoas submetidas a transplantes de rins e fígado. Trata-se de um imunossupressor, isto é, ele diminui a atividade do sistema imunológico, efeito necessário para contornar a rejeição do organismo do paciente ao órgão transplantado e garantir o sucesso do procedimento. Dada a sua importância, o medicamento consta na lista de produtos estratégicos no âmbito do SUS, segundo a Portaria 978/2008 do Ministério da Saúde (atualizada pela Portaria 1.284/2010).

O Instituto garante o abastecimento do SUS e, consequentemente, o tratamento dos pacientes. Além disso, economia ao Ministério da Saúde significa ampliar o acesso da população a esse importante medicamento – Jorge Souza Mendonça

 

Benefícios da produção pública – A fabricação do Tacrolimo foi viabilizada por uma Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP), em que a indústria nacional Libbs Farmacêutica transferiu a tecnologia para Farmanguinhos. A iniciativa fortalece as indústrias farmacêutica e farmoquímica nacionais, contribuindo para reduzir o desequilíbrio da balança comercial, gerando renda e emprego no país.

A produção do tacrolimo vem sendo executada numa área de A unidade isolou uma área de 410 m2 exclusivamente para este imunossupressor. Além de contar com profissionais altamente qualificados, foram adquiridos equipamentos de última geração (Foto: Alexandre Matos)

A produção integral nas instalações de Farmanguinhos comprova o sucesso da parceria, uma vez que o uso do tacrolimo é contínuo, isto é, o paciente deverá administrá-lo sem interrupção ao longo de sua vida após o transplante. Atualmente, cerca de 34 mil pessoas fazem uso do imunossupressor no país. Estima-se que, anualmente, são realizados 6,3 mil novos transplantes de rins e 1,4 mil de fígado no Brasil.

Segundo o diretor Jorge Mendonça, a fabricação no Instituto contribui ainda para a ampliação do acesso a esse medicamento e sustentabilidade do SUS. Para se ter uma ideia, a cooperação já possibilitou uma economia de cerca R$ 980 milhões aos cofres públicos no período de cinco anos. “A partir dessa parceria, o Instituto garante o abastecimento do SUS e, consequentemente, o tratamento dos pacientes. Além disso, economia ao Ministério da Saúde significa ampliar o acesso da população a esse importante medicamento”, frisa Mendonça.

Instalações de ponta – Para produzir o Tacrolimo nas instalações do Complexo Tecnológico de Medicamentos (CTM), Farmanguinhos passou por uma transformação de sua planta fabril. A unidade isolou uma área de 410 m2 exclusivamente para este imunossupressor. Além de contar com profissionais altamente qualificados, foram adquiridos equipamentos de última geração. A expectativa é de que outros medicamentos desta categoria terapêutica passem a fazer parte do portfólio institucional.

Centro de Empreendedorismo e Assistência Farmacêutica (CEAF)

Farmanguinhos vem usando sua capacidade de resiliência para superar os desafios, continuar sendo uma referência na produção pública de medicamentos e seguir contribuindo para a saúde da população. Num cenário cada vez mais globalizado, uma das estratégias vem sendo articulada pelo Centro de Empreendedorismo e Assistência Farmacêutica (CEAF): a busca por novas parcerias a fim de promover a expansão do acesso a medicamentos nos âmbitos nacional e internacional.

O CEAF é integrado por oito profissionais. A partir da esquerda: Tereza Santos, Paulo Casar Oliveira, Eliane Bispo, Renato França, Lívia Lins, Marcos Targino, Vanessa Lordello e Fernando Dias da Silva (Foto: Tatiane Sandes)

Concebido no ano passado, o CEAF absorveu as atividades do antigo Núcleo de Assistência Farmacêutica (NAF) e, a elas, agregou ainda uma nova frente de trabalho com vistas a parcerias e abertura de negócios externos. Desta forma, está organizado em Divisão de Assistência Farmacêutica e Divisão de Mercado e Relações Internacionais. Trata-se de uma equipe multidisciplinar, com oito profissionais no total, incluindo a coordenadora Tereza Santos. Eles são responsáveis por todos os programas de Assistência Farmacêutica de Farmanguinhos: Endemias Focais; Tuberculose; Oncológico; Imunossupressão; Hiperfosfatemia; IST/Aids e Hepatite virais, além do Programa de alimentação e nutrição e de Tratamento de Influenza.

O compromisso de integrar crescimento sustentável como parte indispensável de nosso modelo de negócios vai gerar vendas maiores – Tereza Santos

A Divisão de Assistência Farmacêutica atua no acompanhamento da estratégia comercial, acordos e condições de venda; serviço de compras dos medicamentos para entrega de toda a demanda (PDP) solicitada pelo Ministério da Saúde; no acompanhamento da validade dos produtos em estoque. Participam do processo pós-venda, a partir da interação com o SAC para monitoramento de eventuais desvios e reposição de medicamentos. Atuam ainda na prospecção de necessidades dos estados e municípios, bem como de organismos sem fins lucrativos.

Já os colaboradores lotados na Divisão de Empreendedorismo e Relações Internacionais trabalham na prospecção e monitoramento de novos mercados, produtos e serviços, com vistas à venda de medicamentos, parcerias e acordos. Com uma visão voltada para exportação de medicamentos, eles acompanham licitações da OMS, OPAS e Unicef e buscam financiamentos por meio de projetos e programas específicos.

“O compromisso de integrar crescimento sustentável como parte indispensável de nosso modelo de negócios vai gerar vendas maiores enquanto reduz custos e riscos”, frisa a coordenadora do CEAF, Tereza Santos

Primeiros resultados – Essa observação é extremamente importante, principalmente porque a crise econômica e a severa restrição orçamentária na saúde exigem grandes esforços da instituição para captar parcerias e prospectar novos negócios. Sob esse aspecto, o novo setor já tem apresentado alguns resultados.

Em uma iniciativa do CEAF, o diretor Jorge Mendonça e a coordenadora da área, Tereza Santos, participaram de reuniões no Ministério da Saúde e órgãos de saúde pública do Peru. Os encontros fizeram parte do plano de prospecção de novas oportunidades de negócios (Foto: arquivo)

No fim do ano passado, por exemplo, o diretor Jorge Mendonça e a coordenadora da área, Tereza Santos, participaram de reuniões no Ministério da Saúde e órgãos de saúde pública do Peru. O objetivo foi prospectar oportunidades de negócios para distribuição de medicamentos para aquele país, bem como formalizar parcerias para troca de experiências em pesquisa, desenvolvimento tecnológico e produção.

“O CEAF visa a ampliação do acesso aos medicamentos, no âmbito nacional e internacional, promovendo novas parcerias e negócios de sucesso, almejando a sustentabilidade de Farmanguinhos”, ressalta a servidora.

Desafios – O CEAF é uma área nova que absorveu atividades existentes e vem implantando outras inéditas, até então, na unidade. Portanto, muitos são os desafios pela frente. Um deles, segundo a coordenadora, é desenvolver internamente um compromisso com a sustentabilidade de Farmanguinhos, ou seja, responder com compromisso às novas demandas por medicamentos tanto no Brasil como em outros países. “Nós temos atuado estrategicamente em negociações de parcerias internacionais e, também, em acordos de cooperações nacionais”, ressalta.

Assim como diz a teoria evolucionista, a este cenário desafiador sobreviverão aqueles que melhor se adaptarem. Numa leitura atualizada, diante das novidades decorrentes do avanço tecnológico e da mudança do perfil epidemiológico da sociedade, Farmanguinhos vem se esforçando para evoluir e buscar novas oportunidades de negócios. É com essa premissa que o CEAF vem trabalhando e conta com todo o apoio institucional para obter êxito em sua missão.

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