Farmanguinhos/Fiocruz verificou a existência da circulação de um vídeo pelo WhatsApp sobre doação do medicamento cloridrato de sevelâmer, distribuído pela instituição. A quantidade de frascos em posse da doadora foi um motivo de alerta e vem sendo questionada.
Neste sentido, esclarecemos que o Instituto produz e fornece medicamentos exclusivamente para abastecimento do SUS conforme demandas estabelecidas pelo Ministério da Saúde. Neste caso, o lote em questão foi entregue em 12/5/2021 à Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (SES/RJ), responsável pela logística de distribuição nos postos de saúde.
O cloridrato de sevelâmer é indicado para o controle do fósforo no sangue de pacientes com doença renal crônica sob diálise, a fim de reduzir a incidência de excesso de cálcio no sangue comparado ao tratamento com cálcio para o controle de fósforo. O medicamento é fornecido somente pela Secretaria de Saúde de acordo com a prescrição médica.
A unidade foi homenageada pela sua atuação na região, promovendo saúde e cidadania junto às comunidades locais
O diretor Jorge Mendonça recebeu da subprefeita de Jacarepaguá, Talita Galhardo, o certificado Amigo de Jacarepaguá, pela atuação de Farmanguinhos para desenvolvimento da região (Foto: Prefeitura do Rio)
O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) foi agraciado com o selo “Amigo de Jacarepaguá”, concedido pela Subprefeitura do bairro a empresas e personalidades que ajudam a escrever a história da região. A cerimônia foi realizada na tarde desta quinta-feira (23/9), no Teatro Sesc, localizado no eixo metropolitano.
Acompanhado da chefe de Gabinete, Vânia Buchmuller, e da coordenadora do Núcleo de Gestão Social, Magali Portela, o diretor Jorge Mendonça recebeu a homenagem da subprefeita de Jacarepaguá, Talita Galhardo. Além de Farmanguinhos, o evento contou ainda com a presença de outras 12 organizações e secretários de diferentes pastas da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro.
A placa representa todo o trabalho social que o Instituto vem desenvolvendo ao longo dos 16 anos de sua instalação em Jacarepaguá
Farmanguinhos foi homenageado por toda a sua atuação desde a instalação do Complexo Tecnológico de Medicamentos (CTM) na região, em 2005, destinado à fabricação de medicamentos para o Sistema único de Saúde (SUS). Ao longo desses 16 anos, o Instituto vem desenvolvendo ações sociais em várias frentes, além de assumir um papel protagonista na articulação com diferentes entidades públicas e privadas para urbanização e desenvolvimento local e promovendo educação, cultura e lazer.
Desde a sua instalação do CTM em Jacarepaguá,em 2005, o Instituto promove inúmeras ações a fim de melhorar a qualidade de vida da população local (imagem: Centro de Comunicação)
O Instituto desenvolve projetos sociais importantes com a participação voluntária de sua força de trabalho, tais como Páscoa Solidária e Natal Solidário; campanha de vacinação Fiocruz pra Você, além de doação de alimentos, kits de higiene e roupas em situações pontuais. No âmbito educativo, a instituição já realizou projetos com escolas da região, com destaque para Turismo Pedagógico, Jornada Jovem de promoção da Saúde e as exposições itinerantes: Aventura no Corpo humano, e Biodiversidade e saúde.
Segundo o diretor Jorge Mendonça, o objetivo dessas e outras ações é reduzir as desigualdades ocasionadas pela violência, falta de oportunidades, educação e pobreza. Ele destaca ainda o protagonismo de Farmanguinhos em algumas conquistas para as comunidades do entorno do CTM, como a clínica da família, a horta comunitária e a urbanização da Avenida Comandante Guaranys, com iluminação, coleta de lixo e promoção de atividades culturais.
“A instituição participou do processo que viabilizou a construção da Clínica da Família Lourival Francisco de Oliveira, o que beneficia mais de 15 mil moradores. Farmanguinhos tem ainda grande representatividade nas ações emergenciais junto a populações vulneráveis durante esta pandemia de Covid-19, atuando sempre em parceria com instituições públicas e ONGs. Concentramos esforços para promover meios de oferecer mais qualidade de vida para a população local. Além de cumprirmos nosso papel técnico de produzir, pesquisar e desenvolver medicamentos estratégicos para o Ministério da Saúde, somos Fiocruz e temos um compromisso com a sociedade, atuando sempre em defesa da vida”, ressalta o diretor.
Os números impressionam. No Fiocruz pra Você, de 2006 a 2019, foram aplicadas quase 20 mil doses de vacinas em crianças na região. Isso foi possível graças à parceria com a Unidade de Saúde Hamilton Landi e Coordenadoria Regional de Assistência Social. Além da imunização, a instituição abre as portas para a população, oferecendo serviços sociais e jurídicos, tais como emissão de documentos, atendimento com Defensoria Pública, por exemplo.
A horta comunitária é outro projeto que já começa a dar frutos. Atualmente, são três espaços de cultivo: na comunidade, na creche e na escola (Foto: Núcleo de Gestão Social)
Ações assistenciais – Durante a pandemia, quase 10 mil famílias já foram beneficiadas com cestas básicas e kits de higiene e limpeza.
Na Páscoa solidária, a força de trabalho de Farmanguinhos doa ovos de chocolate para crianças de diferentes creches comunitárias da localidade. Com esta iniciativa, a instituição já conquistou o sorriso de 1.378 crianças.
Já o Natal Solidário, os trabalhadores contribuem anualmente com kits específicos para esses públicos, que incluem roupas, calçados, produtos de higiene pessoal, brinquedos (crianças), pijamas e camisolas (idosos). Neste caso, a unidade já adotou 498 crianças e 76 idosos da Casa de Santa Ana.
Ao todo, os trabalhadores da unidade já adotaram 498 crianças na campanha Natal solidário (Arquivo)
Intervenções sociais – Graças à articulação do Instituto, os moradores da região estão testemunhando uma transformação no território onde vivem, a partir do Projeto Se essa rua fosse minha. Trata-se de uma iniciativa socioambiental de revitalização de áreas degradadas pelo lixo. Dentre as ações relativas ao projeto estão o Festival de Arte urbana, revitalização da praça, criação de três hortas comunitárias (comunidade, creche e escola) e quatro mutirões comunitários para limpeza e pintura de ruas e outras atividades de melhoria para a comunidade, transformando lixo em arte a partir de materiais reciclados.
Se essa rua fosse minha é uma iniciativa socioambiental de revitalização de áreas degradadas pelo lixo. O projeto articulado por Farmanguinhos envolve parceiros públicos e privados (Foto: Alexandre Matos)
Todas essas iniciativas são desenvolvidas de forma integrada com múltiplos atores da região. Além de colaborar para elevação da autoestima dos moradores da região, as ações articuladas procuram envolver toda a comunidade, estimulando assim o trabalho colaborativo.
Aplicação de vacina durante o Fiocruz pra Você 2018Zé Gotinha faz a alegria da criançada no Fiocruz pra VocêSímbolo do bairro de Jacarepaguá, que completa 427 anos neste mês de setembro
A cooperação técnico-científica pretende unir o conhecimento tradicional e o científico com o objetivo de desenvolver a fitoterapia com espécies do maior bioma do país
Em entrevista à TV Globo, Jefferson Caldas explica mais detalhes sobre a cooperação para criação do Jardim Terapêutico
O Centro de Inovação em Biodiversidade e Saúde (CIBS) de Farmanguinhos/Fiocruz assinou, na última terça (21/9), acordo de cooperação técnico-científica com a prefeitura de Macapá, capital do Amapá, para instalação do Jardim Terapêutico do Bioparque Tucuju. O projeto tem como objetivo realizar pesquisas com plantas medicinais da Amazônia.
Pesquisador do CIBS/Farmanguinhos e coordenador do Sistema Nacional da Redesfito, Jefferson Caldas explica que as equipes da Fiocruz e da Redesfito ficarão responsáveis pelas ações de implantação do projeto e outras decorrentes da parceria, tais como identificação de espécies medicinais arbóreas para revitalização da fitoterapia amazônica e resgate do conhecimento tradicional das ervas medicinais nativas do maior bioma do país.
“A Fiocruz entrará com aporte técnico científico para construção do Jardim Terapêutico, que busca o resgate do uso tradicional das plantas medicinais. Iremos juntar os dois diferentes saberes: das populações amazônicas e o acadêmico. No início, será agregado à literatura já existente do bioma amazônico, que é riquíssimo. Depois seguiremos para o estudo da bioprospecção, com o levantamento étnico botânico”, ressalta Jefferson Caldas.
Neste sentido, o projeto contempla identificação do perfil químico das espécies selecionadas e, dentre outras, a realização de oficinas voltadas para cultivo e manejo de plantas medicinais e produção de fitoterápicos. Além disso, capacitará agentes de saúde para inclusão da fitoterapia na rede de saúde pública local.
Além de Jefferson Caldas, representando Farmanguinhos/Fiocruz, a cerimônia de assinatura do termo de cooperação contou também com a participação do prefeito de Macapá, Antônio Paulo de Oliveira Furlan, e do diretor-presidente do Bioparque, Marcelo Oliveira.
Além de Jefferson Caldas, a cerimônia contou com a presença do prefeito Antônio Furlan (segurando o documento), diretor-presidente do Bioparque, Marcelo Oliveira (o segundo a partir da direita) Foto: Adevaldo Cunha
Em seu perfil nas redes sociais, o prefeito Antônio Furlan destacou a troca de conhecimentos e valorização da sociobiodiversidade. “Pretendemos com esse projeto estimular a fitoterapia complementar através da criação de canteiros de espécies medicinais e aromáticas da nossa região. Buscaremos identificar espécies medicinais arbóreas para servirem de instrumento didático para revitalização da fitoterapia amazônica, muito conhecida pelo uso de cascas, folhas e raízes das nossas árvores e plantas locais”, afirmou.
Clique aqui e confira a reportagem veiculada no Jornal do Amapá, da Rede Globo local.
Interessados poderão se inscrever no Mestrado ou Doutorado do Programa de Pós-Graduação Profissional em Gestão, Pesquisa e Desenvolvimento na Indústria Farmacêutica até 25/01/2021
Estão abertas as inscrições para a seleção de candidatos aos cursos de Mestrado e Doutorado do Programa de Pós-Graduação Profissional em Gestão, Pesquisa & Desenvolvimento na Indústria Farmacêutica (PPGP-GPDIF).
As inscrições deverão ser realizadas até dia 25/01 no site www.sigass.fiocruz.br
Além de Marcus Vinícius Nora de Souza, outros 30 pesquisadores da Fiocruz integram o ranking elaborado pela Universidade de Stanford e publicado recentemente no Journal Plos Biology
Marcus Nora desenvolve pesquisas na área de Química Medicinal e lidera o Laboratório de Síntese de Substâncias de Combate a Doenças Tropicais, onde elabora estudos sobre Tuberculose, malária, leishmaniose e Doença de Chagas, além de processos sintéticos baseados em química verde (Foto de arquivo, antes da pandemia)
O Journal Plos Biology publicou, em 16 de outubro, o banco de dados de um estudo conduzido pela Universidade de Stanford, dos Estados Unidos, que listou os 100 mil cientistas mais influentes do mundo a partir de um banco de dados utilizados até 2019. O pesquisador de Farmanguinhos, Marcus Vinicius Nora de Souza, é um dos 31 cientistas da Fiocruz que estão entre os 600 brasileiros a integrar o ranking. Clique aqui para acessar a publicação.
Marcus Vinicius Nora de Souza, é um dos 31 cientistas da Fiocruz que estão entre os 600 brasileiros a integrar o ranking.
A pesquisa avaliou diversas áreas do conhecimento e considerou diferentes métricas de produtividade em pesquisa, citações e afins. A lista também inclui cientistas que não estão entre estes 100 mil, mas que figuram entre os 2% melhores em suas áreas de atuação. No total, 7 milhões de carreiras foram avaliadas.
O pesquisador de Farmanguinhos, Marcus Souza, desenvolve pesquisas na área de Química Medicinal. Atualmente, é o líder do Laboratório de Síntese de Substâncias de Combate a Doenças Tropicais (SSCDT), onde lidera uma equipe que conduz estudos sobre Tuberculose, malária, leishmaniose, Doença de Chagas, além de elaborar processos sintéticos baseados em química verde, isto é, que não poluem o meio ambiente.
O estudo trabalha com dois rankings distintos: um que analisa o impacto do pesquisador ao longo de sua carreira e outro que avalia os impactos da atuação em 2019. O pesquisador de Farmanguinhos foi incluído nas duas listas.
“Foi uma enorme satisfação ter recebido a notícia, já que ter o seu trabalho reconhecido é um dos objetivos de qualquer profissional independente da área. No entanto, um reconhecimento como este não se obtém sozinho, e gostaria de aproveitar a oportunidade para agradecer, primeiramente, a todos os professores e pesquisadores que participaram de minha formação científica, a Fiocruz, instituição que dispensa apresentações. E, finalmente, um agradecimento todo especial à equipe que compõe o SSCDT (Alessandra Campbell, Cláudia Brandão, Emerson Teixeira, Thaís Nogueira e Victor Facchinetti), pesquisadores esses de altíssimo gabarito, bem como alunos e pesquisadores que passaram ou ainda se encontram no grupo. Sem eles, com certeza, nada disso seria possível”, avalia Marcus Nora.
O diretor Jorge Mendonça ressalta a importância do reconhecimento para a instituição. “Toda instituição de Ciência e Tecnologia se sente homenageada quando seus pesquisadores são reconhecidos por seus trabalhos. O Reconhecimento do Dr Marcus Nora, de alguma forma, também é o reconhecimento de Farmanguinhos como instituição que promove e apoia a Ciência e Tecnologia. Desta forma, ficamos muito felizes com o reconhecimento do pesquisador, pelo trabalho à frente do grupo que lidera há vários anos, e por Farmanguinhos ter contribuído para a excelência do trabalho por ele realizado, bem como na formação de vários alunos, hoje mestres e doutores, que contribuem para o SUS”, destaca.
Metodologia – Para o estudo foram usadas as citações da base de dados Scopus, que atualiza a posição dos cientistas em dois rankings: o impacto do pesquisador ao longo da carreira (Tabela-S6-career-2019) e o impacto do pesquisador em um único ano, neste caso 2019 (Tabela-S7-singleyr-2019).
De acordo com o levantamento, as métricas de citação são amplamente utilizadas, mas nem sempre de forma correta. Por isso, a Plos Biology criou um banco de dados disponível ao público e que menciona os 100 mil principais cientistas do planeta, considerando informações padronizadas sobre citações, índice h, índice hm ajustado de coautoria, citações de artigos em diferentes posições de autoria e um indicador composto. Neste banco, os dados separados são mostrados para impacto ao longo da carreira e ano único.
Segundo o estudo, “são fornecidas métricas com e sem autocitações e proporção de citações para artigos citados. Os cientistas são classificados em 22 campos científicos e 176 subcampos. Os percentis específicos de campo e subcampo também são fornecidos para todos os cientistas que publicaram pelo menos cinco artigos. Os dados ao longo da carreira são atualizados até o final de 2019”.
Laboratório do Pesquisador, onde desenvolve pesquisas na área de Química Medicinal (Arquivo)
Abaixo, a lista dos pesquisadores da Fiocruz, alguns já falecidos, incluídos na lista dos 100 mil melhores do mundo por suas carreiras, pela ordem alfabética de sobrenome:
Sônia Andrade Zilton Andrade Aldina Barral Manoel Barral-Netto Maurício Barreto Zigman Brener Constança Britto Claudia Codeço Rodrigo Correa-Oliveira José Rodrigues Coura Marcos Cueto Filipe Dantas-Torres Solange de Castro Marcos Vinícius N. de Souza João Carlos Pinto Dias Gerusa Dreyer Ricardo Gazzinelli Gabriel Grimaldi Naftale Katz Antoniana Krettli Ricardo Lourenço de Oliveira Hooman Momen Edson Duarte Moreira Carlos Morel Wladimir Lobato Paraense Alexandre Peixoto Ana Rabello Euzenir Nunes Sarno Wilson Savino Hermann Schatzmayr Milena Botelho Pereira Soares Célia Landmann