Autor: Assessoria de Comunicação (Página 8 de 9)

Farmanguinhos no enfrentamento da pandemia

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) tem implementado uma série de medidas preventivas contra o novo Coronavírus. Além de zelar pela saúde dos trabalhadores, o objetivo é evitar que as atividades essenciais sofram impactos em decorrência da pandemia, o que geraria consequências no abastecimento do SUS, principalmente para indivíduos incluídos no grupo de risco, como pessoas que vivem com HIV/Aids, com tuberculose, malária, além de transplantados renais e tantos outros pacientes que fazem uso de nossos medicamentos.

Desde março, quando iniciou o distanciamento social no país, a unidade tem implantado uma série de ações a partir da criação do plano de contingência institucional. Imediatamente, foi implementado o revezamento nos setores, com a inserção da modalidade de trabalho remoto (home office), principalmente para trabalhadores do grupo de risco.

“Todas as medidas têm como objetivo garantir a segurança necessária aos trabalhadores, para que a instituição reafirme seu compromisso estratégico de manter as atividades produtivas essenciais para garantir o abastecimento do SUS e, consequentemente, evitar que as pessoas em maior vulnerabilidade fiquem expostas ao novo Coronavírus”, ressalta o diretor Jorge Mendonça.

Farmanguinhos tem realizado sistematicamente a desinfecção
em seus campi (Arquivo)

Neste sentido, tais cuidados ao trabalhador abrangem desde a saída de sua residência, estão presentes no deslocamento, no acesso aos campi, ao longo do dia (dentro da instituição) até seu retorno para casa em segurança. Todos os trabalhadores com atividades presenciais (servidores e terceirizados) receberam cinco máscaras não profissionais para serem utilizadas desde a saída de casa, durante o deslocamento e ao longo da jornada de trabalho.

A unidade ainda reforçou a limpeza das áreas e realiza a desinfecção de ambientes coletivos, conforme a Nota Técnica 034.2020 da Anvisa (Desinfecção de Locais públicos durante a pandemia da COVID-19).

Aferição de temperatura: Desde 30/3, Farmanguinhos mede a temperatura de todos os profissionais que chegam ao CTM. Tal procedimento, que dura em torno de seis segundos, é feito individualmente por meio de termômetro à distância (infravermelho). Pessoas com temperatura cima de 37,5º são direcionadas para avaliação médica no Departamento de Gestão da Saúde do Trabalhador, vinculado à Vice-diretoria de Gestão do Trabalho (VDGT). As que apresentarem sintomas leves a moderados, e necessitarem utilizar o transporte coletivo, são encaminhadas ao auditório do Prédio 20. Já os trabalhadores com sintomas mais graves são encaminhados para a emergência.

A aferição de temperatura é realizada diariamente em todos os profissionais que acessam o CTM (Foto: Viviane Oliveira)

Testagem interna – A unidade também passou a realizar testes para Covid-19. O exame é feito pela equipe de Saúde, que segue com rigor o protocolo clínico e epidemiológico estabelecido pela Fiocruz e Ministério da Saúde. Para executar esse serviço, foi montada uma área exclusivamente para a testagem, localizada na parte externa do Ambulatório do CTM, a fim de evitar exposição das pessoas. Os testes são agendados previamente, para que não haja aglomeração. Os profissionais podem acessar o local de carro e ser testado na modalidade drive thru, evitando o desgaste físico e a exposição aos trabalhadores que atuam no campus.

O material coletado é enviado para processamento no IOC/Fiocruz (Foto: Viviane Oliveira)

Responsável pelo Departamento de Gestão da Saúde do Trabalhador, o médico Vladimir Gonçalves explica que, ao perceber os primeiros sintomas, como febre e tosse, por exemplo, o profissional imediatamente informa ao Departamento. Esta medida é fundamental para verificar a janela de tempo adequada, um dos critérios para a execução do teste. Só estão indicados para testagem os colaboradores que atendem a todos os critérios. Uma vez coletado, o material é enviado para o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) para que seja processado.

Outra importante medida de prevenção foi utilização de pratos e talheres descartáveis no restaurante do CTM (Foto: Viviane Oliveira)

Ainda de acordo com Vladimir Gonçalves, a internalização dos testes tem como objetivo manter as atividades essenciais do Instituto. “Somos profissionais da Fiocruz e considerados essenciais. Verificamos o lado ocupacional, pois não podemos parar as atividades por falta de pessoal. Além disso, nos preocupamos em frear a doença. Então, quando são diagnosticados com o Coronavírus, os trabalhadores são afastados imediatamente e é feito o acompanhamento domiciliar, evitando, assim, que transmita para outras pessoas”, afirma.

Janelas abertas e distanciamento entre as mesas são importantes ações para manter a segurança dos trabalhadores (Foto: Viviane Oliveira)

Para acompanhar os casos internos e medir o trabalho que tem sido executado pela equipe, Farmanguinhos tem realizado um levantamento estatístico diário de todos os dados envolvidos na pandemia de Covid-19, considerando, dentre outros aspectos, os atendimentos e as ações desencadeadas.

Outras medidas de prevenção – Todas as portas e janelas dos prédios administrativos permanecem abertas, a fim de ventilar os espaços de trabalho. Foi também reforçada a limpeza de banheiros e locais muito utilizados, tais como corrimão de escadas e maçanetas de portas.

Dispersores de álcool em gel foram instalados em áreas de grande circulação em todos os campi da unidade (Foto: Tatiane Sandes)

Higienização – A unidade instalou dispersores de álcool em gel em áreas comuns e disponibilizou borrifadores de álcool 70 para todos os setores, a fim de que os próprios colaboradores façam a higienização de suas respectivas mesas e objetos de trabalho. O álcool utilizado para este fim é fabricado internamente e abastecido diariamente.

Distância segura – Foram colocadas marcações no piso, mais especificamente em locais estratégicos, onde são formadas filas, tais como relógio de marcação de frequência, entrada do restaurante e dentro do próprio estabelecimento, nas rampas onde as refeições são servidas. Ainda no restaurante, mesas e cadeiras foram reorganizadas, obedecendo o espaçamento de 1,5 metro entre as pessoas. No local, e também na lanchonete, foram adotados pratos e talheres descartáveis.

Foram feitas marcações no piso em locais onde se formam filas, próximo ao registro de frequência, na entrada e dentro do restaurante, por exemplo (Foto: Alexandre Matos)

Saúde e segurança – Além das medidas já mencionadas, a área da Saúde tem prestado também atendimento psicológico por telefone a colaboradores que estão se sentindo angustiados, ansiosos ou apreensivos por conta da pandemia. Além disso, a equipe faz o monitoramento de todas as pessoas que testaram positivo e aquelas com suspeitas da doença, a fim de obter informações e prestar orientações. O departamento também promoveu uma campanha interna de vacinação contra Influenza A (H1N1), a fim de eliminar sintomas semelhantes à Covid-19, o que facilita o diagnóstico desta doença.

A unidade realizou campanha de vacinação contra Influenza A (H1n1), a fim de eliminar sintomas semelhantes aos da Covid-19 (Foto: Tatiane Sandes)

Comunicação – Desde o início, a comunicação foi intensificada de modo a orientar os trabalhadores sobre todas as ações institucionais. São elaboradas campanhas de comunicação a fim de envolver os trabalhadores nesse processo e enfrentamento da pandemia. São produzidos informativos sobre as medidas de prevenção e orientações internas e externas (trabalho remoto); elaborados materiais gráficos especificamente para cada canal de comunicação, desde flyers para leitura rápida, e cartazes para os inúmeros totens e murais espalhados pelos campi, até artes digitais para mídias eletrônicas (e-mail, site, intranet, redes sociais e listas de transmissão de WhatsApp).

São produzidos materiais gráficos e informativos com orientações sobre prevenção (Arte elaborada conjuntamente entre Comunicação e Educação)

Listas de Transmissão (WhatsApp) – Tendo em vista a peculiaridade do contexto atual, e levando em consideração o uso do WhatsApp como ferramenta de fácil disseminação de informações, a unidade passou usar a lista de Transmissão de Segurança para veiculação de informações institucionais, além dos alertas de conflitos na região (razão de sua criação).

No entanto, diante da profusão de informações, e da necessidade de centralizar o conteúdo sobre a Covid-19, foi criada a lista de transmissão Plantão Covid, gerenciada pela área de Saúde do Trabalhador. Pela ferramenta são veiculadas informações importantes sobre o novo Coronavírus, além de dicas fundamentais sobre cuidados com a saúde física e mental durante esse período pandêmico.

Farmanguinhos distribuiu máscara a todos os trabalhadores que executam atividades presenciais, integral e parcialmente (Foto: Tatiane Sandes)

O canal também é utilizado para esclarecer dúvidas dos colaboradores sobre o tema, esclarecidas individualmente pela área da Saúde. São também divulgados vídeos, produzidos pela equipe de fisioterapia, com dicas de exercícios e relaxamento, objetivando sempre minimizar os impactos gerados pelo distanciamento social.

O vice-diretor de Gestão do Trabalho, André Cordeiro, destaca a importância da estruturação coordenada na unidade para preservar a integridade física dos trabalhadores. “As nossas ações são planejadas em consenso com a Direção, a fim de maximizar a nossa capacidade de resposta à Covid, de modo a manter as pessoas seguras e sadias. Focamos na preservação, para manter a eficácia e a eficiência de Farmanguinhos, por termos atividades essenciais para o SUS. A testagem, por exemplo, é mais uma importante ferramenta que o Departamento de Saúde tem para identificar com precisão os casos da doença”, observa.

Essas e outras iniciativas seguem o plano de contingência institucional e, a cada nova ação, toda a comunidade interna é informada pelos canais de comunicação. Desta forma, Farmanguinhos vem enfrentando a pandemia, oferecendo informação segura, com comunicação assertiva e comprometimento com a saúde e segurança dos trabalhadores.

Outro material educativo elaborado por Farmanguinhos a parir da participação de alunos dos cursos de pós-graduação da unidade (Arte elaborada conjuntamente entre Comunicação e Educação)

Comemoramos juntos os 44 anos de Farmanguinhos

No dia 23 de abril, a Unidade celebra mais um aniversário. Em meio a pandemia, não poderíamos deixar de comemorar a ocasião e destacar a importância de cada trabalhador e parceiro nessa trajetória. Assista ao vídeo!

Farmanguinhos participa de estudos clínicos da Cloroquina

Pesquisadores testam medicamento utilizado para malária em tratamento para o Coronavírus

Em mais um momento desafiador para a saúde pública brasileira, o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) reafirma seu caráter estratégico para o Brasil. Diante da pandemia do novo coronavírus, que tem afetado milhões de pessoas em todo mundo, a cloroquina, medicamento produzido pela Unidade, surge como possibilidade para tratamento da Covid-19, em pacientes que estejam hospitalizados e em casos graves.

Farmanguinhos é produtor público da Cloroquina na concentração 150 mg, cuja distribuição no Sistema Único de Saúde (SUS) atende ao Programa Nacional de Prevenção e Controle da Malária, do próprio Ministério. O medicamento é usado desde 1930, inclusive para mulheres grávidas, bem como para o tratamento de doenças autoimunes, como lúpus e artrite reumatoide.

O Instituto conta com o Complexo Tecnológico de Medicamentos altamente qualificado com capacidade para produzir até 7 milhões de comprimidos deste medicamento por mês. Atualmente, a instituição possui em estoque 3 milhões de unidades farmacêuticas para o tratamento de malária, os quais já foram entregues de forma antecipada ao Ministério da Saúde com o propósito de serem utilizadas da maneira mais eficiente possível.

Farmanguinhos na Parceria estratégica para testar eficácia da cloroquina – Para atestar a efetividade dessa substância no combate ao novo coronavírus e reiterar a capacidade técnica de Farmanguinhos em atender a essa demanda emergencial, a Fiocruz e parceiros realizam estudo clínico em indivíduos de ambos os sexos, com idade entre 18 e 80 anos, que não apresentem contraindicações a esse medicamento.

O estudo clínico (CloroCOVID-19) foi aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) no dia 23 de março. A previsão é de que as análises preliminares sejam divulgadas na segunda semana de abril.

A investigação é liderada pelo Dr Marcus Vinícius Guimarães de Lacerda, pesquisador do Instituto Leônidas e Maria Deane (Fiocruz Amazônia) e médico infectologista da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD). “Os estudos realizados em outros países ainda são iniciais, não são robustos o suficiente para realizar recomendações. O CloroCOVID-19 é um protocolo clínico extenso, que irá nos ajudar a entender se há eficácia no uso da Cloroquina para o tratamento de COVID-19”, explica Lacerda. Antes do CloroCOVID-19, foram realizados estudos na França, China e Estados Unidos.

Lacerda explica ainda que o estudo será realizado em pacientes internados em estado grave.

“Sem dúvida, esse protocolo dará muitas respostas importantes para o Sistema de Saúde e para a população. Esperamos que em breve tenhamos bons resultados para compartilhar com a comunidade científica”, frisa o pesquisador.

O diretor da unidade, Jorge Mendonça, reafirma o papel estratégico do Instituto para o Ministério da Saúde e o compromisso institucional com a sociedade.

“Caso fique comprovada a eficácia da Cloroquina contra o COVID-19, Farmanguinhos trabalhará ininterruptamente para produzir o medicamento a fim de atender a necessidade da população brasileira”, ressalta. “Neste momento, os Laboratórios Oficiais prestarão todo seu apoio e competência para atender as necessidades dos cidadãos brasileiros, mantendo e apoiando o SUS em seu imenso atendimento em todo o território nacional”, frisa o diretor.

O CloroCOVID-19 é viabilizado por uma parceria entre a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam); o Hospital Pronto Socorro Delphina Rinaldi Abdel Aziz; a Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD); o Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen/AM); a Universidade do Estado do Amazonas (UEA); e a Fundação Oswaldo Cruz, por meio do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz).

A todo vapor – Mesmo com a pandemia, o Instituto mantém sua rotina produtiva, atendendo as demandas previstas para este ano e concluindo as Parcerias de Desenvolvimento Produtivo. Para se ter uma ideia dessa polivalência e do atual volume de produção, a unidade está com mais de 8 itens em linha, todos voltados para distribuição no SUS. Dentre eles estão os antirretrovirais Lamivudina+Zidovudina, Nevirapina, Atazanavir e Lamivudina+Tenofovir, o antiparkinsoniano Pramipexol, o antiviral Oseltamivir, o imunossupressor Tacrolimo, dentre outros.

“Mesmo com esse momento tão difícil e crítico que estamos vivendo, muitos de nossos profissionais continuam trabalhando presencialmente nas instalações, superando as dificuldades e se empenhando ao máximo, demonstrando um enorme espírito humanitário e pensamento em prol da coletividade. Meus sinceros agradecimentos aos colaboradores de Farmanguinhos. O trabalho e a dedicação de cada um nesse momento crítico salvarão diversas vidas no Brasil. Além disso, quero reforçar nosso pedido à população: Estamos aqui trabalhando por vocês. Fiquem em casa por nós!”, declara Jorge Mendonça.

Com isso, Farmanguinhos vem superando todos os desafios a fim de ratificar mais uma vez sua função primordial para o país, mostrando o seu comprometimento com a população, sua capacidade técnica e a sua atuação sempre em defesa da vida.

Mayaro, dengue, zika e chikungunya: veja semelhanças e diferenças entre os vírus transmitidos por mosquitos

Duas pesquisas divulgadas neste mês apontam evidências de que o vírus da febre de mayaro já está circulando no Rio de Janeiro e no interior de São Paulo.

Descoberto em 1955, o vírus é transmitido pelo mosquito silvestre Haemagogus janthinomys e endêmico (tem presença contínua) na Amazônia. A preocupação dos especialistas é que o mayaro se adapte ao meio urbano e passe também a ser transmitido pelo Aedes Aegypti, vetor de doenças como a denguezika chikungunya.

Os sintomas da febre do mayaro são semelhantes aos da chikungunya. Não há vacina para nenhuma das doenças.

Para Amílcar Tanuri, coordenador do Laboratório de Virologia Molecular da UFRJ, onde o estudo sobre o mayaro no Rio foi realizado, o esforço de prevenção deve se concentrar no combate ao mosquito.

Dengue

  • Transmissão: picada do Aedes aegypti
  • Proliferação: água parada
  • Sintomas: febre alta (acima de 38ºC); dores musculares intensas; dor ao movimentar os olhos; mal estar; falta de apetite; dor de cabeça; manchas vermelhas no corpo
  • Duração: 2 a 7 dias
  • Complicação: dor abdominal; vômitos; sangramentos nas mucosas
  • Prevenção: evitar a proliferação do mosquito
  • Vacina: só na rede privada. É indicada para quem já teve dengue

Zika

  • Transmissão: picada do Aedes aegypti; sexo sem proteção; mãe para o feto na gravidez
  • Proliferação: água parada
  • Sintomas: febre baixa; dor de cabeça; dores no corpo e nas juntas; manchas vermelhas no corpo; olho vermelho
  • Duração: 3 a 7 dias
  • Complicações: encefalite; Síndrome de Guillain-Barré; doenças neurológicas; microcefalia
  • Prevenção: evitar a proliferação do mosquito
  • Vacina: não tem

Chikungunya

  • Transmissão: picada do Aedes aegypti
  • Proliferação: água parada
  • Sintomas: febre alta (acima de 38°C); pele e olhos avermelhados; coceira; dores no corpo e articulações (joelhos e pulsos); dor de cabeça
  • Duração: até 15 dias
  • Complicações: encefalite; Síndrome de Guillain-Barré; complicações neurológicas
  • Prevenção: evitar a proliferação do mosquito
  • Vacina: não tem

Mayaro

  • Transmissão: picada do Haemagogus janthinomys
  • Proliferação: copa de árvores; mata
  • Sintomas: febre alta (acima de 38ºC); dor de cabeça; dor muscular; dor e inchaço nas articulações; manchas no corpo
  • Duração: até 15 dias
  • Complicações: encefalite; artrite crônica
  • Prevenção: evitar a proliferação do mosquito; evitar área de mata
  • Vacina: não tem
Mosquito Aedes aegypti transmite a dengue, zika e chikungunya;
já o Haemagogus janthinomys transmite a febre de Mayaro.
Cientistas temem que o vírus do mayaro possa se adaptar e ser
transmitido também pelo Aedes. Imagem: Emphyrio/Pixabay

O Ministério da Saúde afirma que não há casos registrados da febre mayaro no país. O órgão ressalta, no entanto, que o diagnóstico de mayaro pode ser confundido com o de chikungunya.

No Rio de Janeiro, onde há evidências de que o mayaro contaminou três pacientes, a incidência da chikungunya aumentou.

De janeiro até o início de maio de 2018, foram 106 casos prováveis de chikungunya a cada 100 mil habitantes. Em 2019, no mesmo período, a taxa ficou em 121,8 casos prováveis a cada 100 mil habitantes – aumento de quase 15%.

Em números absolutos, o estado do Rio já registrou 20,9 mil casos prováveis de chikungunya até 4 de maio de 2019. No mesmo período de 2018, o número era de 18,2 mil.

Enquanto surgem evidências sobre o mayaro, casos de dengue e zika continuam a crescer no país. Houve um aumento de 403,7% nos casos prováveis de dengue neste ano, se comparado ao mesmo período do ano passado, segundo o Ministério da Saúde. A maior incidência é no estado de Minas Gerais, com 1 mil casos a cada 100 mil habitantes.

Já a zika teve aumento de 7,3%. O estado com maior incidência é o Tocantins, com 46,3 casos a cada 100 mil habitantes.

Evidências de mayaro no Sudeste

No Rio, pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) confirmaram a presença do vírus em casos autóctones (de pessoas que não viajaram e se contaminaram no próprio estado) analisando a sorologia de três pacientes que se infectaram em 2015. Os testes deram positivo para mayaro.

Em São Paulo, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) analisaram amostras de sangue de doadores de São Carlos e também encontraram anticorpos para o mayaro.

Fonte: Elida Oliveira, G1

O Consórcio Praziquantel Pediátrico dá mais um passo em direção ao apoio contínuo do GHIT Fund

A quarta bolsa de pesquisa consecutiva do Global Health Innovative Technology (GHIT) Fund permite ao Consórcio buscar certificação por parte da Agência Europeia de Medicamentos para a nova fórmula de praziquantel adequada para crianças – um passo fundamental no fornecimento de acesso global ao novo tratamento.

Um investimento adicional de 4,1 milhões de dólares do GHIT Fund reforçou ainda mais os esforços do Consórcio Praziquantel Pediátrico no desenvolvimento, registro e fornecimento do acesso a uma nova formulação de comprimidos de praziquantel dispersível na cavidade bucal. Isto permite uma aproximação ao tratamento de crianças em idade pré-escolar que sofram de esquistossomose.

“Estou grata e empolgada pelo fato de o GHIT Fund ter reafirmado a sua confiança no Consórcio e no seu objetivo de suprimir as lacunas atuais no tratamento de crianças em idade pré-escolar com esquistossomose”, afirmou a Dra. Jutta Reinhard-Rupp, presidente do Conselho Administrativo do Consórcio e diretora do Global Health Institute of Merck KGaA (Darmstadt, Alemanha). “Esta é uma das doenças parasitárias mais prevalentes no mundo, mas não dispomos de uma formulação de praziquantel que seja adequada para as crianças e que seja considerada como o tratamento padrão para a esquistossomose. Isto significa que cerca de 28 milhões de crianças infectadas em idade pré-escolar se encontram atualmente sem tratamento.”

Incluindo esta quarta bolsa, o GHIT Fund investiu agora quase 16 milhões de dólares no programa de desenvolvimento de praziquantel pediátrico. Catherine Ohura, CEOdo GHIT Fund, afirmou: “desde 2013, a formulação pediátrica originalmente desenvolvida pela Astellas Pharma Inc. (Tóquio, Japão) tem progredido a partir da etapa pré-clínica até o corrente estágio de ensaios clínicos de fase III. O apoio financeiro da Merck KGaA (Darmstadt, Alemanha), as contribuições em espécie por parte dos parceiros do Consórcio e as bolsas da Fundação Bill e Melinda Gates, do GHIT Fund e da parceria entre a Europa e os países em desenvolvimento para a realização de ensaios clínicos (EDCTP) destacam o Consórcio Praziquantel Pediátrico como o melhor exemplo de como as parcerias podem abordar as necessidades médicas de populações negligenciadas em países de baixa e média renda no mundo.”

A nova bolsa do GHIT será utilizada para preparar a documentação regulatória principal a ser enviada para a Agência Europeia de Medicamentos. Será utilizada ainda para concluir a validação e industrialização do processo de fabricação de baixo custo do fármaco do Consórcio. Permitirá também ao Consórcio realizar um ensaio clínico adicional de suporte à fase III. Por fim, o Consórcio utilizará a bolsa para continuar as suas pesquisas sobre novos modelos financeiros para uma distribuição e acesso sustentáveis de novos medicamentos para crianças em idade pré-escolar da África subsaariana, com ênfase em garantir a viabilidade, disponibilidade e adoção do novo medicamento no futuro.

Sobre o Consórcio Praziquantel Pediátrico – Trata-se de uma parceria internacional sem fins lucrativos que pretende reduzir o estigma global da esquistossomose ao abordar as necessidades clínicas de crianças infectadas em idade pré-escolar. A sua missão é desenvolver, registrar e fornecer acesso a uma formulação pediátrica de praziquantel para o tratamento da esquistossomose nesta faixa etária. Essa formulação em pesquisa foi concebida para ser menor, apresentar uma melhor palatabilidade e ser dispersível na cavidade bucal em comparação à fórmula comercial atual. Para obter mais informações, visite o site do Consórcio: www.pediatricpraziquantelconsortium.org

Parceiros do Consórcio

  • A Merck KgaA, Darmstadt, Alemanha, lidera o programa e fornece especialização e apoio de diferentes áreas: pré-clínica, clínica, desenvolvimento e fabricação de fármacos/medicamentos, regulamentação e acesso. É responsável pelo programa de desenvolvimento clínico e patrocina os ensaios clínicos.
  • A Astellas Pharma Inc. (Tóquio, Japão) desenvolveu as novas fórmulas pediátricas de PZQ, fornece aconselhamento especializado sobre o desenvolvimento clínico em crianças e modelagem farmacocinética.
  • O Swiss Tropical and Public Health Institute (Suíça) é um instituto sem fins lucrativos internacionalmente reconhecido pela sua investigação, pelos seus serviços e pelo ensino e formação em saúde global. Contribui com uma vasta experiência em investigação farmacológica e biológica de helmintos, epidemiologia e investigação clínica em regiões endêmicas.
  • A Lygature (Países Baixos) é uma fundação sem fins lucrativos que atua como coordenador independente do Consórcio, oferecendo gerenciamento em termos de progresso, financeiro e de colaboração. Desde 2006, a Lygature tem apoiado cerca de 100 parcerias público-privadas no campo das ciências da vida e da saúde, incluindo as doenças relacionadas com a pobreza.
  • Farmanguinhos (Brasil), o laboratório farmacêutico do governo federal da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Brasil, proporciona uma especialização única para a produção e distribuição da nova  formulação pediátrica em países endêmicos.
  • A Iniciativa de Controle da Esquistossomose (Reino Unido), no Imperial College London, é uma iniciativa sem fins lucrativos que apoia os governos de países da África subsaariana a desenvolver programas sustentáveis contra infecções parasitárias. Irá facilitar a preparação e implementação do plano de acesso e distribuição.
  • Kenya Medical Research Institute (Quênia) fornece especialização sobre epidemiologia de doenças locais, ensaios clínicos e cuidados clínicos. Será responsável pela realização do ensaio clínico de fase III no Quênia, em conformidade com as boas práticas clínicas e com as normas de ética e regulatórias locais e nacionais.
  • Université Félix Houphouët-Boigny (Costa do Marfim) esteve envolvida no ensaio clínico de fase II da fórmula pediátrica de praziquantel. Fornece especialização sobre epidemiologia de doenças locais, ensaios clínicos e cuidados clínicos. Será responsável pela realização do ensaio clínico de fase III na Costa do Marfim, em conformidade com as boas práticas clínicas e com as normas de ética e regulatórias locais e nacionais.

Reconhecimento pelo apoio prestado

O Consórcio é apoiado financeiramente pela Merck KGaA (Darmstadt, Alemanha), por contribuições em espécie de parceiros do Consórcio e por bolsas disponibilizadas pela Fundação Bill e Melinda Gates (2012), pelo Global Health Innovative Technology Fund (2013, 2014, 2016 e 2019) e pela Parceria entre a Europa e os Países em Desenvolvimento para a Realização de Ensaios Clínicos (2018).

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