Autor: Tatiane Sandes (Página 20 de 24)

Conheça o Departamento de Projetos Industriais

Com o passar do tempo, as estruturas empresariais tornaram-se mais complexas e exigentes. Isso se intensifica quando se trata de uma indústria farmacêutica, um segmento dinâmico, com inúmeras particularidades, que compreende incumbências constantes relacionadas aos processos de melhoria, desenvolvimento de novos produtos, aumento de capacidade produtiva e reestruturações e adequações dos mais variados tipos, seja por necessidades internas, por demandas de mercado, ou ainda por requisitos regulatórios.

E para atender tais necessidades é preciso planejar, entender a atual situação e projetar as melhores alternativas, analisando diversos fatores, como a viabilidade do intento, itens necessários, os impactos e os custos, dentre outros. É nesse cenário que entra o Departamento de Projetos Industriais. O setor, vinculado à Vice-diretoria de Operações e Produção (VDOP), tem como objetivo desenvolver e gerenciar projetos relacionados aos processos produtivos e à central de utilidades, com foco na qualidade e no atendimento aos órgãos regulamentadores.

Jorge Camanho,Tompson Santana, José Junior, Alexandre Moore, Bernardo Rosa, Alessandro Melo e Wilson Junior.

O departamento, que é lotado no CTM, mas atende aos demais campi, tem como atribuições projetar áreas produtivas apropriadas para a fabricação, plantear áreas laboratoriais adequadas para pesquisa e desenvolvimento, especificar equipamentos para produção das unidades farmacêuticas, definir fluxos produtivos juntamente com o setor de Produção, realizar estudos de capacidade produtiva, fiscalizar contratos de obras e serviços de engenharia/manutenção, dentre outras.

Organograma do Departamento

Responsável pela área desde a sua implementação, em 2009, Alexandre Moore é farmacêutico Industrial, formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, especialista em Indústria Farmacêutica pela Fundação Getúlio Vargas – FGV e possui MBA em Gestão de Negócios pela Pontifícia Universidade Católica – PUC-Rio. Com 43 anos de experiência em indústria farmacêutica, ele já atuou na Boehringer Manheim, no Ministério da Saúde, na Smithkline Beecham e na GlaxoSmithKline, até chegar em Farmanguinhos, em 2006. Na ocasião, ele foi contratado como consultor da área produtiva.

Além de Moore, o departamento conta com mais seis colaboradores na equipe: Tompson Santana (engenheiro eletricista), Bernardo Rosa (engenheiro mecânico), Wilson Junior (engenheiro de automação), Alessandro Melo (arquiteto), José Junior (técnico em edificações e Engenheiro civil) e Jorge Camanho (engenheiro mecânico).

Projetos

Com uma média de 24 projetos por ano, o departamento elabora propostas a partir de um estudo aprofundado das necessidades da Unidade, analisando diversos itens, de acordo com a complexidade, tais como: a viabilidade técnica, os custos, os equipamentos que serão utilizados, a quantidade de pessoal envolvido, etc.

Para desenvolver tais trabalhos, os profissionais do setor utilizam diversos métodos e programas específicos. Já ao que tange às regulamentações, são consideradas as Normas Brasileiras (NBR), as Normas Regulamentadoras (NR) e a Lei 8666/93.

Dentre alguns dos projetos desenvolvidos pelo setor, encontram-se:

– Instalação do sistema de estocagem e distribuição de água Purificada para ampliar e automatizar número de pontos de uso de água;

– Transferência da Extrusora Farmacêutica do Instituto Nacional de Tecnologia para Farmanguinhos, a fim de auxiliar na melhoria da disponibilidade biológica dos medicamentos;

– Instalação de desumidificador no 2° pavimento da fábrica para adequar as condições climáticas da área produtiva para a fabricação do tuberculostático 4 em 1 (soniazida + rifampicina + pirazinamida + etambutol).

 

Conquistas

A revitalização da fábrica visando à produção dos primeiros medicamentos de PDP foi o marco do Departamento de Projetos Industriais. Alexandre Moore explica que todo o processo, desde a elaboração do projeto até a conclusão da obra, proporcionou muito aprendizado à equipe.

“Elaborar o projeto executivo foi muito desafiador, pois tínhamos que informar todo o conjunto de elementos necessários para a execução completa da obra (memoriais descritivos, cálculos estruturais, desenhos, especificações técnicas e executivas, cronograma, equipamentos necessários para a construção e planilhas orçamentárias). Até então, nós não tínhamos esse know-how. Recebemos a demanda de forma embrionária, aos poucos fomos desenvolvendo todo o projeto, até chegar à fase da obra propriamente dita.  Outro complicador é que tínhamos que fazer a obra produzindo medicamento, o que exigiu mais cuidados. Contudo, esse trabalho como um todo, foi muito gratificante para nós. Uma grande conquista”, salienta.

Para se ter uma ideia da magnitude do projeto, o local possui no total 2.100 m2 e para fazer as adequações foram necessários cerca de 100 trabalhadores (internos e externos), de diversas áreas, atuando diretamente na obra.  O tempo de duração foi de dois anos, desde o desenvolvimento do projeto até a finalização da obra. Para tal revitalização, foram investidos R$ 43 milhões, sendo  cerca de 24 milhões para a obra e o restante para a aquisição de equipamentos. No total, 21 máquinas foram adquiridas, dentre as quais: leito fluidizado, estufas, encapsuladoras, misturadores planetários e emblistadeira.

Atualmente, a fábrica está apta para a produção dos medicamentos Tacrolimo, Atazanavir, Pramipexol, Sevelâmer, Cabergolina e Duplivir. 

 

Elda Falqueto é Gente de Far

Do interior do Espírito Santo para a Vice-diretoria de Operações e Produção de Farmanguinhos, no Rio de Janeiro. Elda Falqueto, desde pequena, sonhava em ser independente e poder oferecer uma vida com mais qualidade para a sua família, mas nunca imaginou que esse desejo a faria deixar a pacata cidade de Linhares sozinha, aos 19 anos, para estudar Farmácia Industrial em Minas Gerais e, após quatro anos, trabalhar no Rio de Janeiro.

 “Eu era aquela garota do interior que tinha vontade de ser livre, de poder ajudar a minha família. Escolhi um curso que eu pudesse ter uma boa carreira e que, ao mesmo tempo, fosse interessante. Decidi então fazer Farmácia Industrial. Fui a primeira pessoa na minha família a fazer faculdade e, com isso, pude inspirar a minha mãe, que se formou em Serviço Social, meus irmãos e meu padrasto”, revela.

Vem, vamos embora, que esperar não é saber, quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Pra não dizer que não falei das flores, Geraldo Vandré.

Determinada, a filha mais velha da Sra. Vera começou a sua carreira como estagiária no laboratório Gross. Em seguida, foi trabalhar no Polo Bio Rio, depois em uma indústria farmoquímica até chegar a Farmanguinhos, em 2006. Na Unidade, antes de assumir a Vice-diretoria de Operações e Produção (VDOP), cargo que exerce há seis anos, foi supervisora da área de Melhoria Contínua e gerente de Produção.

Elda durante encontro com colaboradores da Produção

Com o pensamento de que é preciso arrumar meios para conquistar o que se quer, Elda vem trilhando o seu caminho. “Eu acredito que com um pouquinho de organização, esforço, a gente consegue fazer as coisas. Vejo muita gente reclamando, lamuriando, isso é uma perda de tempo. Nós não temos que ficar buscando desculpas para aquilo que não fazemos. Temos que ver uma forma de fazer aquilo que consideramos importante, algo que almejamos. Quem quer, realmente, corre atrás e faz. É capaz de sobrepor as barreiras ”, observa.

Outra ideologia que rege a vida da servidora está relacionada ao conhecimento. Formada em Farmácia Industrial pela Universidade José do Rosário Vellano – Unifenas, pós-graduada em Ciências Ambientais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, mestre e doutora em Saúde Pública e Saneamento Ambiental pela Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca –  Ensp/Fiocruz, ela revela a sua paixão pelos estudos. “Eu nunca parei de estudar. Conhecimento é algo que nunca devemos deixar de buscar, ele é fundamental. Procuro me manter atualizada, estou sempre participando de palestras e discussões com temas relacionados ao meu trabalho. Futuramente, quero fazer o pós-doutorado”, frisa.

“Nós temos que ser produtivos, isto é, ser uma pessoa útil. É você tornar a sua vida algo importante. É você fazer coisas que tenham valor, significado”.

É com essa convicção que Elda corrobora um dos seus princípios e também o seu prazer em estar em Farmanguinhos. “Gosto muito de trabalhar aqui e percebo que a maioria dos meus colegas possui a mesma satisfação e ânimo, principalmente pela missão da instituição que, por si só, já tem um grande significado.  Além disso, aqui tem um diferencial. Pude presenciar pessoas satisfeitas em outros lugares, mas, igual ao que se tem aqui, eu não tinha visto ainda. Na Fiocruz, as pessoas têm uma relação, um sentimento diferente. Uma paixãozinha mais forte, latente. Porque a gente faz algo que não tem preço, então vale muito a pena”, salienta.

Com uma rotina bem dinâmica e complexa, repleta de desafios diários, Elda enfatiza que o seu sucesso provém da parceria que tem com sua equipe e o trabalho que desenvolvem em conjunto.

“O que facilita a minha vida é que as pessoas que trabalham são boas no que fazem e eu tenho muita confiança nelas. É difícil obter resultado positivo em um trabalho de equipe, como é o nosso, se não houver comprometimento e bons resultados individuais. Uma performance depende da outra. Por isso, busco sempre o trabalho em equipe, valorizar as pessoas, tanto coletivamente quanto individualmente. Gostaria que todos tivessem essa consciência sobre o seu trabalho, de que aquilo que fazem é importante”.

Sobre o período mais marcante da sua carreira, ela relembra o início. “O começo é o momento mais significativo, é quando não temos a maturidade para determinadas situações. Iniciamos com muita ansiedade, vontade, e às vezes a gente se atropela. É uma fase que envolve muitas questões e que precisam ser trabalhadas ainda nessa etapa. Você conseguir amadurecer e fazer uma trajetória não é fácil. Se você não consolidar a sua formação, você não vai alcançar sucesso. Considero tão importante esse ponto que desejo um dia poder compartilhar as minhas experiências com quem está começando e poder ajudá-los nisso”.

Longe de seu ofício, Elda gosta de praticar atividade física. É com esse hobby que ela encontra equilíbrio e consegue relaxar depois de um dia exaustivo.

“A minha ginástica, no final do dia, me ajuda, me relaxa, e faz com que eu descontraia com outras pessoas que estão naquele ambiente. É importante ter uma atividade que possibilite cuidar um pouco de si, de ter um momento só seu, onde o corpo e a mente trabalhem só para você, para mais nada”.

Além da academia, ela tem outros passatempos. “Gosto de pintar telas, de estar com a minha família e de brincar com o Bubu, meu cachorrinho, que é a minha paixão. Também ouço música. Gosto de Milton Nascimento, Beto Guedes, Legião Urbana, Capital Inicial, Barão Vermelho, Gonzaguinha e Chico Buarque”.

Lançamento dos Programas de Pós-graduação Acadêmico e Profissional de Far

Dra. Núbia Boechat abordará as contribuições científicas de um Laboratório Farmacêutico Público, dia 22/08, às 14h, no Salão Internacional da ENSP.

Conheça a Assessoria de Gestão Social

Desenvolver ações de caráter social para as comunidades no entorno do CTM, contribuindo para o processo de desenvolvimento local e para a redução das iniquidades ocasionadas pela pobreza, violência e exclusão social das populações. Este é um dos principais objetivos da Assessoria de Gestão Social, departamento subordinado à Diretoria, que segue as diretrizes da Cooperação Social da Presidência da Fiocruz.

A área está lotada no CTM, tendo como prioridade atender a população do território ao redor. Para realizar as ações, além de buscar parcerias externas, a AGS conta com o apoio dos colaboradores da Unidade, inclusive de outros Campi. É através de sua atuação que o departamento aproxima o Instituto da comunidade, construindo uma relação amistosa e cooperativa.

Dentre os programas desenvolvidos pela AGS, encontram-se: Se Essa Rua Fosse Minha, Fortalecimento do Fórum de Desenvolvimento Local da Baixada de Jacarepaguá, Páscoa e Natal Solidário.

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Organograma do Departamento

Responsável pela área desde a sua implementação, em 2005, Magali Portela é assistente social e especialista em promoção da saúde e desenvolvimento social e em gestão de projetos para o terceiro setor. Com 25 de experiência em projetos e movimentos sociais, ela já atuou pela Prefeitura do Rio de Janeiro (Programa Favela Bairro), pelo Estado (Coordenação de Trabalho e Renda do Centro de Acolhimento de Benfica) e pela Secretaria de Assistência Social do Município de Duque de Caxias (Coordenação de projetos do município).

A AGS conta ainda com mais dois colaboradores na equipe: o servidor Jacob Portela, sociólogo e cientista político, e Fátima Aparecida Loroza, física e especialista em gestão pública e em promoção da saúde e desenvolvimento local. Todos com experiência em trabalhos sociais e culturais, bem como vocacionados para atuarem em territórios vulnerabilizados.

Magali, Jacob e Fátima durante o Natal Solidário 2018

Princípios

A Assessoria de Gestão Social segue alguns fundamentos, dentre eles estão:

  • Travar uma relação construtiva com a comunidade na promoção do bem comum;
  • Atuar na defesa do Estado de Direito e na recusa do Estado de Exceção e do autoritarismo;
  • Potencializar e capacitar instituições locais que atuem na defesa da democracia, que militem pela construção de uma nova ordem societária, sem dominação, exploração de classes, etnia e gênero;
  • Contribuir com a ampliação e consolidação da cidadania, considerada tarefa primordial de toda a sociedade, com vistas à garantia dos direitos civis, sociais e políticos das classes trabalhadoras;
  • Posicionar-se em favor da equidade e justiça social, que assegure universalidade de acesso aos bens e serviços relativos aos programas e políticas sociais, bem como a gestão democrática;
  • Atuar em parceria com as demais esferas de governo e com os movimentos sociais representativos da sociedade civil que partilhem dos mesmos princípios que defendemos.

Conquistas

Entre 2014 e 2019, o departamento executou 9 projetos, baseados nos eixos: comunicação e saúde, educação e cultura, esporte e cidadania e garantia de direitos. No total, 13.562 pessoas já foram beneficiadas.

Magali destaca que Farmanguinhos foi a primeira Unidade a instituir uma área de gestão social, com equipe especializada e com orçamento: “Antes, só a Presidência da Fiocruz tinha um setor semelhante. Implementar essa em Far foi uma vitória. Além disso, também publicamos o nosso Balanço Social e tivemos 4 projetos aprovados no 1º edital da Fiocruz para Projetos de Cooperação Social”.

Reconhecimento

O Projeto “Se Essa Rua Fosse Minha” foi apresentado e avaliado na 1ª Conferência de Promoção da Saúde da Fiocruz, realizada nos dias 02 e 03 de julho desse ano. O objetivo do projeto é transformar a área degradada pelo lixo na Av. Comandante Guaranys, em espaço de cultura, arte e lazer. Dentre os 160 projetos apresentados, o de Farmanguinhos foi um dos oito premiados com Menção Honrosa, na modalidade pôster, por sua relevância na Promoção da Saúde.

Desafios

Segundo Magali, neste momento, os principais desafios da Assessoria de Gestão Social estão relacionados a atuação do departamento mediante às mudanças do entorno: “Atuar no território da Cidade de Deus é um desafio, pois é um território conflagrado pela violência, por disputas políticas e Instituições frágeis”, ressalta.

Prorrogação de prazo – Chamada Pública 04/2019 – Everolimo

O Instituto de Tecnologia em Fármacos – Farmanguinhos/Fiocruz prorrogou o prazo para a apresentação de propostas e documentações bem como àquelas inicialmente agendadas para abertura de envelopes e assinatura de termos de confidencialidade. Por consequência, fica alterada a data de divulgação dos resultados da chamada pública, conforme cronograma abaixo:

Divulgação da chamada pública – 24/06/2019
Data final para apresentação das propostas e documentação adicional – Até 26/08/2019, às 10h00min
Abertura dos envelopes e assinatura dos termos de confidencialidade – 26/08/2019, a partir das 11h00min.
Divulgação dos resultados da chamada – 03/09/2019

 

Também foram retificadas informações constantes dos subitens 6.1, 6.2 e 7.3 do instrumento convocatório, relacionadas ao e-mail de contato. No caso, onde se lê: “direcao@far.fiocruz.br.”, leia-se “correio eletrônico diretoria@far.fiocruz.br.”.

Clique aqui e confira o edital na íntegra.

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