Processo seletivo 2020 conta com 20 vagas para o Mestrado Profissional e 4 vagas para o Doutorado Profissional

A Comissão de Padronização do Instituto de Tecnologia em Fármacos – Farmanguinhos/FIOCRUZ, no uso de suas atribuições, faz saber que, está realizando CHAMAMENTO PÚBLICO PARA SELEÇÃO DE DETERGENTE, PARA POSTERIOR PROCEDIMENTO DE PADRONIZAÇÃO. Período de retirada dos editais e apresentação de documentos: 16/08/2019 a 16/09/2019, no site www.far.fiocruz.br, ou no endereço: Av. Comandante Guaranys, 447 – Curicica – Jacarepaguá – Rio de Janeiro – RJ – CEP 22775-903. Neste mesmo período e endereço, estará recebendo documentação dos interessados, descrita nos editais.
Rio de Janeiro, 16 de Agosto de 2019.
RODRIGO FONSECA
COMISSÃO DE PADRONIZAÇÃO
Farmanguinhos é mais do que uma fábrica de medicamentos, é um verdadeiro Instituto de Ciência e Tecnologia em Saúde. Diariamente, os pesquisadores dos laboratórios trabalham em novas descobertas e no desenvolvimento de novas formulações. Atualmente, existem cerca de 50 projetos de pesquisa dentro da Vice-diretoria de Educação, Pesquisa e Inovação (VDEPI). A Assessoria Técnica de Gestão de Projetos tem o intuito de gerenciar e auxiliar no desenvolvimento tecnológico dos principais projetos institucionais da pesquisa. Conheça um pouco sobre a importância do trabalho desenvolvido por essa equipe multidisciplinar.
Criada em 2009, a área passou por algumas modificações e acompanhava os projetos, dependendo da demanda dos próprios pesquisadores ou em situações em que existiam patente ou recurso financeiro alto ou, ainda, em situações específicas relacionadas a questões jurídicas ou estruturais. Sandra Aurora, chefe da assessoria, explica o novo foco do setor com um olhar mais estratégico.
“Vamos trabalhar com o que é prioritário, com um grau de maturidade de desenvolvimento tecnológico que vale a pena continuar o investimento e com um olhar institucional, tanto de Farmanguinhos quanto da Presidência. Daremos um olhar diferenciado para os projetos que entraram no Programa Inova Fiocruz”, explicou.
No edital de 2018 do programa, oito projetos de Farmanguinhos foram aprovados dentro de três principais eixos: ideias inovadoras, geração de conhecimento e produtos inovadores. Segundo Sandra, dez projetos já estavam sendo gerenciados e o momento atual é de conclusão de alguns desses projetos. Recentemente, um foi finalizado e outros três estão na etapa final.
Os profissionais da área atuam como facilitadores para a execução do projeto em consonância com os coordenadores, verificando cronograma, pontos mais críticos, e auxiliando na formação de redes. Para mapear as atividades do gerenciamento foi elaborada a modelagem de processos, a fim de detalhar o ciclo de vida do projeto, que passa pela iniciação, planejamento, execução, monitoramento e pelo encerramento.
Processos de Gestão – Um dos recursos utilizados pela área como ferramenta de gestão é o Formulário de Caracterização dos Projetos, produzido em conjunto com os pesquisadores da VDEPI. Nele, o pesquisador consegue apresentar o status de cada etapa, respondendo a perguntas relevantes dentro das fases de pesquisa exploratória, tecnologia em prospecção, prova de conceito laboratorial e, na última fase, de desenvolvimento tecnológico.
Sandra destaca a importância desse gerenciamento para os trabalhos que estão sendo acompanhados. “Fizemos uma comparação de como era o projeto antes e depois da intervenção do gerenciamento e é nítida a melhoria, tanto do ponto de vista da organização documental, quanto dos pontos a serem melhorados que, em algum momento, estavam sendo um impeditivo para o coordenador. O profissional da área faz as conexões para que as redes possam funcionar, registrando todo o processo para que tudo fique organizado, documentado e rastreado”, destacou. Ela ainda explica que trabalham de acordo com o perfil e o ritmo do coordenador do projeto, para verificar a necessidade de uma assistência mais próxima e rigorosa.
Para solicitação do gerenciamento, os coordenadores do projeto precisam encaminhar diversos documentos, como carta de intenção do projeto, formulários de análises críticas, de caracterização, plano de trabalho, cronograma, atas, relatório de análise crítica, entre outros. Cabe ao Comitê Gestor, formado pelos Chefes de Departamentos da VDEPI, e a Câmara Técnica de Pesquisa, com representantes das áreas, validarem os projetos que serão gerenciados.
Atualmente, a equipe da Assessoria Técnica é multidisciplinar e formada por cinco profissionais, com áreas de estudo diferentes, dentre eles, farmacêuticos e um engenheiro de produção, que auxilia nos processos. O grupo realiza uma reunião semanal e, quando necessário, com os coordenadores de cada projeto e a equipe.

Além disso, a participação nos fóruns da Gestec e as visitas externas agregam mais experiências e estreitam as parcerias com institutos de pesquisa para prestação de serviços. Por exemplo, para os projetos de leishmaniose, Farmanguinhos conta com a colaboração do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) e do Instituto Gonçalo Muniz (Fiocruz Bahia). Há também a colaboração de outros departamentos que se envolvem em determinadas etapas, como o setor financeiro da VDEPI, que faz a administração dos projetos que contam com verbas externas de editais.
A atuação da gestão de projetos está cada vez mais estratégica para a contribuição do desenvolvimento tecnológico da pesquisa da Unidade. A junção do olhar inovador dos pesquisadores com a expertise e o direcionamento da gestão dos projetos é fundamental para o futuro de Farmanguinhos e da saúde da população brasileira.

São 32 anos de muita dedicação às pesquisas científicas, noites em claro em laboratórios e fins de semana voltados para estudos e resultados. O termo workaholic, uma gíria em inglês para alguém viciado em trabalho, se encaixa perfeitamente para a pesquisadora de Farmanguinhos, Sandra Aurora. Com uma bonita trajetória na Fundação, desde bancada à gestão de projetos, a servidora participa de vários eventos para divulgação científica e ainda leva o conhecimento para crianças e jovens em escolas e projeto social. Sandra ainda arruma tempo para passear com o marido, a mãe e o filho e declara o seu amor à escola de samba Mangueira, em ensaios e desfiles no Carnaval.

Atualmente, Sandra atua na Assistência Técnica de Gestão de Projetos, da Vice-diretoria de Educação, Pesquisa e Inovação (VDEPI), em Manguinhos. Junto à equipe, faz o gerenciamento de projetos da Unidade, em fase de ensaios pré-clínicos.
“Conforme o projeto vai ganhando complexidade, no ponto de vista da cadeia de desenvolvimento, mais atores participam. E nós intermediamos com esses atores, com a Vice-Diretoria, Direção, Presidência. Temos um cronograma e as etapas do ciclo de vida dos projetos e fazemos o gerenciamento, junto aos coordenadores dos projetos”, explicou.
Só em Farmanguinhos, Sandra já está há 12 anos, mas a sua história na Fiocruz começou em 1987, quando ingressou como bolsista de Iniciação Científica no Instituto Oswaldo Cruz (IOC), e cursava Biologia na Universidade Gama Filho. Depois, continuou com os estudos como bolsista de aperfeiçoamento, de mestrado e doutorado, realizados também no IOC, e pós-graduação no curso de Biologia Celular e Molecular com especialização em Farmacologia.

Com estudos voltados aos eosinófilos, células que participam da imunidade protetora contra certos parasitas e processos alérgicos, a pesquisadora teve a oportunidade de fazer o pós-doutorado, em Harvard, nos Estados Unidos. Inicialmente, os planos eram aprofundar os estudos no Canadá, porém, após a ida a um congresso em Banff, teve a oportunidade de conhecer o pesquisador Peter Weller e após um convite especial, foi a terceira convidada brasileira a fazer parte do grupo de estudo.
“Foi uma experiência única estar lá, trabalhar com o filho de um vencedor do Prêmio Nobel, em um ambiente científico super-rico, com infraestrutura e materiais adequados. Lembro que toda quarta-feira tinha o Lab Meeting, que era um encontro para apresentação dos resultados, favoráveis ou não, questões estruturais e troca de experiências. Era muito dinâmico e enriquecedor e tive a oportunidade de interagir com chineses, indianos, africanos, com trocas culturais incríveis”, recordou Sandra.

Quando retornou ao Brasil, a pesquisadora que lidava com um único projeto na bancada, começou a trabalhar no acompanhamento de vários estudos e em áreas diversificadas, no Programa de Desenvolvimento Tecnológico em Insumos para Saúde (PDTIS). “Esta transição foi assustadora, pois antes era um projeto em andamento e mudou para 10 a 15 projetos e em um universo de várias doenças. Como a maioria dos projetos era de Farmanguinhos, a aproximação com a Unidade cresceu e o contato com novas áreas de estudo também”, contou.
Após muitos anos de estudos, de aventuras nas madrugadas para experimentos, que duravam 12 horas, e de trabalhar na Fundação como bolsista e terceirizada, em 2014, a pesquisadora ingressou como especialista no concurso da Fiocruz.

Novas vivências- Para quem sempre busca novas aventuras, Sandra ainda teve a oportunidade de dar aula de desenvolvimento tecnológico na Escola Oga Mitá, na Tijuca, e ainda levou colegas da Fiocruz para passar os conhecimentos para os alunos, como Helvécio Rocha, Maria Behrens, Elizabeth Sanches, Wanise Barroso. Além disso, toda sexta-feira à noite, ela encontra disposição para ministrar aulas de Biologia em um pré-vestibular social, com o projeto “Brota na Laje” e a escola Oga Mitá, para jovens dos Morros do Salgueiro, Formiga e Borel.
“É uma grande satisfação poder colaborar na formação desses alunos da comunidade. Ao mesmo tempo é revigorante e um aprendizado, porque no pré-vestibular é mais completo e eu estudo também para ampliar e planejar aulas”, ressaltou.

A pesquisadora participa de diversos encontros científicos, workshops e eventos nacionais, como GreenRio, Abrascão, a 71ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que acontecerá de 21 a 27 de julho, no Mato Grosso do Sul, entre outros. Além de apresentar o portfólio do Instituto, Sandra fala dos projetos científicos, inclusive do biolarvicida Denguetech, desenvolvido por Farmanguinhos.
A música é uma grande paixão para Sandra, que ama o Carnaval e acompanha todos os ensaios da sua escola de coração, que é a Mangueira, e do Paraíso do Tuiuti. Desde pequena, frequentava os ensaios com o pai e o irmão.
Ainda em relação à música, ela lembra de um momento especial que viveu na Instituição, quando participou do Coral da Fiocruz e se apresentou nos 100 anos da Fundação e em eventos externos, na Candelária e até em Belo Horizonte.
Falar da Sandra é isso, misturar pesquisa, mundo científico e tantas histórias vividas na Fiocruz, com família, origens chilenas e o samba mangueirense. É uma combinação de paixões vividas intensamente.
Ao todo, mais de 20 milhões de comprimidos serão enviados para suprir a falta momentânea do medicamento no SUS
O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) iniciou a distribuição do dicloridrato de pramipexol, medicamento usado no tratamento de pacientes com Doença de Parkinson. No total, serão enviadas mais de 20 milhões de unidades farmacêuticas para atender a uma demanda emergencial solicitada pelo Ministério da Saúde a fim de suprir a falta momentânea no Sistema Único de Saúde (SUS).
Essa distribuição emergencial demonstra a capacidade técnica da instituição, que, mais uma vez, atua de forma estratégica para o país, possibilitando o acesso dos pacientes ao tratamento na rede pública de saúde. O pramipexol é fruto de uma Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP), em que a farmacêutica multinacional Boehringer Ingelheim transfere a tecnologia para Farmanguinhos.
Segundo o diretor de Farmanguinhos, Jorge Mendonça, além de garantir o abastecimento do SUS, a PDP tem como objetivo ampliar o acesso de mais pacientes ao tratamento. A iniciativa visa, ainda, a fortalecer as indústrias farmacêutica e farmoquímica nacionais, contribuindo para reduzir o desequilíbrio da balança comercial, gerando renda e emprego no país.
“Essa PDP trouxe muitos benefícios, tanto em tecnologia, quanto pela ampliação do acesso ao tratamento de ponta por usuários do SUS acometidos por esta enfermidade. O medicamento oferece benefícios ao paciente, uma vez que estabiliza a doença e propicia melhor qualidade de vida. Por outro lado, a nacionalização deste IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) por uma farmoquímica nacional garante o fornecimento de um produto de qualidade, seguindo as regras sanitárias da Anvisa, fortalecendo nossa capacidade de absorção de tecnologias e gerando emprego e mão-de-obra qualificada no Brasil”, ressalta Mendonça.
Atenção especial à Doença de Parkinson – A enfermidade já é considerada a segunda doença neurodegenerativa progressiva mais frequente no mundo, perdendo apenas para o Alzheimer. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 1% da população mundial acima de 65 anos tem o Mal de Parkinson. No Brasil, a estimativa é de que essa patologia acometa mais de 200 mil pessoas.
Mendonça destaca ainda que, para produzir o pramipexol nas instalações do Complexo Tecnológico de Medicamentos (CTM), Farmanguinhos passou por uma reforma de sua planta fabril. Além de contar com profissionais altamente qualificados, foram adquiridos equipamentos de última geração. Desta forma, o Instituto continua atuando de forma estratégica para o país, lutando sempre em defesa da vida e de uma saúde pública de qualidade.