O Programa de Pós-Graduação em Pesquisa Translacional em Fármacos e Medicamentos divulga a publicação das chamadas de seleção de alunos para os cursos de Mestrado e Doutorado Acadêmicos, que terão início no segundo semestre de 2019.
Confira abaixo os Editais Publicados ou diretamente na plataforma SIGA – Fiocruz.
A data 24 de março é mundialmente conhecida como o Dia Mundial de Combate à Tuberculose. Esta doença é considerada um sério problema da saúde pública, que, por ser infecciosa e transmissível, atinge cerca de 8,8 milhões de pessoas, provocando 1,1 milhões de mortes por ano no mundo. Embora seja uma enfermidade passível de ser prevenida, tratada e mesmo curada, ainda mata cerca de 4,7 mil pessoas todos os anos no Brasil.
A alta taxa de infectados se deve a inúmeros fatores, como contágio pelo ar, através da tosse, espirros e fala da pessoa doente, à alta incidência em grandes aglomerações humanas e em habitações insalubres e, ainda, à quantidade de comprimidos e longevidade do tratamento, que dura cerca de seis meses.
Farmanguinhos possui uma importante atuação, pois oferece para o Sistema Único de Saúde (SUS) um único comprimido, chamado 4 em 1, com os quatro princípios ativos usados no tratamento: isoniazida, rifampicina, etambutol, pirazinamida. Esta Dose Fixa Combinada (DFC) facilita a rotina do paciente, que substitui os quatro comprimidos diferentes por somente um, motivando-o a seguir com o tratamento até a cura da doença.
Este medicamento já está sendo oferecido ao SUS, através da Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP), entre Farmanguinhos e o laboratório indiano Lupin. É importante ressaltar que a etapa de Controle de Qualidade já foi totalmente internalizada e, já em 2019, quatro milhões de unidades farmacêuticas foram distribuídas na rede pública, ampliando o acesso da população ao tratamento. A previsão é de que, em julho de 2019, o Instituto fabrique os lotes-piloto já no Complexo Tecnológico de Medicamentos (CTM) de Farmanguinhos.
Além disso, alguns
medicamentos tuberculostáticos são produzidos na Unidade, como etionamida,
isoniazida e o composto isoniazida + rifampicina, e outros estão em fase de pesquisa
e desenvolvimento, a fim de chegar a novas formulações para a tuberculose.
Saiba mais sobre a tuberculose:
Quais
os sintomas da doença?
O principal sintoma da tuberculose
é a tosse na forma seca ou produtiva. Por isso, recomenda-se que todo
sintomático respiratório que é a pessoa com tosse por três semanas ou mais,
seja investigada para tuberculose. Há outros sinais e sintomas que podem estar
presentes, como:
febre vespertina
sudorese noturna
emagrecimento
cansaço / fadiga
Os pulmões são os órgãos mais afetados, mas pode acometer ainda os
rins, a pele, os ossos e os gânglios. O contágio ocorre pelo ar, através da tosse,
espirro e fala da pessoa que está doente, que lança os bacilos no ambiente.
Quem convive próximo ao doente aspira esses bacilos e pode também adoecer.
Sabe-se que o bacilo pode permanecer no ambiente por um período de até 8 horas,
ainda mais quando o domicílio não é ventilado e arejado.
Existe
prevenção?
A prevenção deve ser feita através da vacina BCG, que
diminui as formas mais graves da doença, como a meningite tuberculosa, porém
não é eficaz contra a tuberculose pulmonar. Essa vacina
deve ser dada às crianças ao nascer, ou, no máximo, até 04 anos, 11 meses
e 29 dias.
Outra maneira de prevenir a doença é a avaliação de contatos de pessoas
com tuberculose, que permite identificar a Infecção Latente pelo Mycobacterium
tuberculosis, o que possibilita prevenir o desenvolvimento de tuberculose
ativa. Em outras situações específicas, pessoas que são diagnósticas com a
infecção latente da tuberculose também tem indicação de receber tratamento para
prevenir o adoecimento. Neste caso, é necessário procurar uma unidade de saúde
para avaliação.
Além disso, outra medida de prevenção da doença, é manter ambientes bem
ventilados e com entrada da luz solar. Objetivamente, a forma mais eficaz é a
descoberta das pessoas doentes e o início rápido do tratamento.
Como é o tratamento?
A tuberculose tem cura. O tratamento da tuberculose é
realizado com o 4 em 1, dura, no mínimo, seis meses, é gratuito e
disponibilizado no SUS.
Logo nas primeiras semanas de tratamento, o paciente se
sente melhor e, por isso, precisa ser orientado pelo profissional de saúde a
realizar o tratamento até o final, independentemente da melhora dos sintomas. É
importante lembrar que o tratamento irregular pode complicar a doença e
resultar no desenvolvimento de tuberculose drogarresistente.
Clique aqui e confira as informações completas do Ministério da Saúde.
Challenges in Global Health: Global Disease Mapping Techniques
Prof. Dr. Andrew Farlow – University of Oxford Period May 7 to 10 Location: Fiocruz, Manguinhos – Campus Manguinhos – Auditório do Contêiner antigo (Pesquisa)
Public: students from the Fiocruz PPG Course Space available: 30 Registrations: April 8 to 21
An overview of the changing state of the world’s health
Overview of the DALY methodology to measure burden of disease
Constraints on health system performance
Performance against Millennium Development Goals
Numerous disease case studies
Day 2
Major global challenges
antimicrobial resistance
disease eradication
global pandemics and emerging infectious diseases
Day 3
Research and Development (R&D) of new products
Some novel financing mechanisms
Future health technologies
Day 4:
Practices such as Case of studies
Overview for Experts in Challenges in Global Health: Global Disease Mapping Techniques
Prof. Dr. Andrew Farlow – University of Oxford Period May 6 – 9am to 5pm Location: Technological Drug Complex (Complexo Tecnológico de Medicamentos – CTM)
Public: Researchers, specialists and professionals from Farmanguinhos and Fiocruz Space available: 40
Researchers, specialists and professionals from Farmanguinhos and Fiocruz Registrations: April 8 to 21, by email expressing the motivation and the reason for your interest in the course. The confirmation of registration will be made until 04/29/19.
O Banco de Leite Humano (BLH) do Instituto Nacional de Saúde da
Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), no
Rio de Janeiro, realiza, nos meses de fevereiro e março, campanha de
doação de leite humano. O objetivo é sensibilizar mulheres que estejam
em fase de amamentação a se tornarem doadoras para suprir as baixas nos
estoques que costumam acontecer no período de férias, a partir da
chegada do verão, com as festividades do final de ano e até a temporada
de Carnaval, que, este ano, acontecerá no mês de março.
A queda do estoque é comum em todo Brasil nesta época devido a muitas
mães doadoras aproveitam as férias coletivas, escolares e de trabalho
para viajar, afastando-se da cidade onde moram e se desligando do
programa de doação de leite ao qual pertencem. Infelizmente, isso
prejudica o aprovisionamento de leite aos bebês prematuros, de baixo
peso ou portadores de patologias, internados nas Unidades de Terapia
Intensiva Neonatais (Utins) e que não podem ser amamentados pela própria
mãe.
Segundo a gerente do BLH do IFF/Fiocruz, Danielle Aparecida Silva,
essa queda nas dotações, de até 60% nos estoques da unidade, compromete o
desenvolvimento e a nutrição, especialmente de recém-nascidos
prematuros. De acordo com ela, são necessários, em média, 300 litros/mês
para atender a todos os lactentes internados no Instituto, e, desde o
início de 2019, foram coletados apenas 110 litros, menos da metade do
que é preciso.
“A doação de leite é importante para o bebê que recebe a doação, pois
é um leite de qualidade nutricional elevada que vai ajudá-lo a sair
deste período de risco. A doação também se faz importante para a mãe
deste bebê prematuro, pois com a certeza que seu filho está recebendo o
melhor alimento, isso a deixa mais tranquila e facilita o processo de
produção de leite para o seu próprio bebê. E a mãe que doa também ganha,
pois, o ato de retirar o volume excedente evita mastite e quanto se doa
mais se produz, não faltando nunca para o seu filho. Os bebês
prematuros que necessitam desta doação, consomem um volume de leite
muito baixo, 2 a 5mL a cada duas, três horas, então você, mãe, que está
amamentando, se doar um pouquinho por semana estará ajudando mais de um
bebê”, acrescenta Danielle Aparecida sobre a importância da doação e,
por tanto, da campanha.
Embora seja uma realidade a diminuição nos estoques de bancos de
leite nestas temporadas em todo o Brasil, também é verdade que no caso
do Rio de Janeiro a situação é mais complicada, pois muitos dos pontos
de coleta estão na capital e a doadora que viaja não tem como doar em
outro lugar do estado. Sobre isso, Danielle explica que existe a
alternativa de outras mães de recém-nascidos que estejam de visita à
cidade do Rio de Janeiro doarem nos postos de coleta e bancos de leite
disponíveis.
Veja aqui a lista dos BLHs e postos de coleta no Estado do Rio de Janeiro.
Como se tornar uma doadora
As mães interessadas em doar devem estar em fase de amamentação,
produzir um volume de leite maior do que seu próprio filho precisa, ter
boa condição de saúde e não tomar medicamentos contraindicados com a
amamentação. Se a mãe cumprir com isto, para fazer o cadastro o próximo
passo é ter em mãos os últimos exames realizados no pré-natal e entrar
em contato com o Banco de Leite Humano do Instituto através do telefone
0800 026 8877, ou no prédio do IFF/Fiocruz na Av. Rui Barbosa 716, no
Rio de Janeiro. Elas serão orientadas sobre como fazer corretamente a
coleta de leite para doação. A partir daí, a mãe já está pronta para
doar, e, após essa primeira coleta, o BLH pode providenciar o serviço de
assistência na retirada de leite na própria residência da doadora.
Confira aqui o passo a passo para a coleta.