Autor: Viviane Oliveira (Página 74 de 84)

Aprovados para entrevista

A Coordenação de Ensino divulga a lista com os aprovados para a etapa das entrevistas, do Processo Seletivo da Especialização em Gestão da Inovação em Fitomedicamentos. Clique aqui e confira os nomes.

 

As entrevistas acontecerão na segunda-feira (30/01), das 9h30 às 16h30 (de acordo com cada horário agendado), na Secretaria Acadêmica do Complexo Tecnológico de Medicamentos.

 

Mais informações através dos telefones 3348-5058/ 5062.

Dedicação total

Fabricação, Embalagem, Manutenção Fabril e PCM se uniram e mostraram que a grande demanda, em pouco tempo, se tornou pequena em relação ao engajamento de todos

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Blísters produzidos pela Libbs já serão distribuídos à população nas embalagens de Farmanguinhos

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“Um por todos! Todos por um”, frase conhecida através do filme “Três Mosqueteiros”, escrito pelo francês Alexandre Dumas, traduziu a ação de 56 colaboradores de diferentes setores do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/ Fiocruz), que se uniram em prol de um único objetivo: realizar, em somente nove dias úteis, as embalagens secundárias para entregar uma grande demanda, um total de 29 lotes, do medicamento Tacrolimo ao Ministério da Saúde.

A embalagem secundária é uma das etapas que já está em andamento do processo de transferência de tecnologia, da Libbs para Farmanguinhos, que estará, através da Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP), apto a produzir e distribuir o fármaco para o Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo Beatriz Simões, Gerente de Produção da Vice-Diretoria de Operações e Produção (VDOP), foram embalados 17 lotes de 1mg e 12 lotes de 5mg. “O processo é demorado, levando mais de 40h por lote, no caso da concentração de 1 mg, e demanda 14 pessoas por linha em cada turno. Os materiais chegaram com um prazo curto para a realização da embalagem secundária e, apesar de não ser uma atividade complexa, foi um desafio para a equipe de Produção”, afirmou Beatriz.

A gerente explicou o processo de embalagem dos lotes, que foi feito com a participação de 56 colaboradores de diversos setores, em duas linhas e dois turnos, para conseguir atingir o objetivo do prazo. “Só a equipe de embalagem não daria conta neste curto espaço de tempo, então solicitamos ajuda das equipes da Fabricação, da Manutenção Fabril e PCM, que também fazem parte da VDOP. Essa integração e a dedicação e motivação de todos foram fundamentais para que a meta fosse alcançada”, contou.

Mesmo em funções diferentes, o foco foi no objetivo e no prazo da entrega. “Todos se comprometeram com o propósito, mesmo quem não tinha o hábito de realizar a atividade. Os próprios colaboradores da embalagem comemoraram o feito e quiseram registrar o momento, com fotos e se reuniram para o almoço. Foi nítido o engajamento de todos e o comprometimento dos colaboradores de outros setores”, parabenizou Beatriz.  Ela ainda citou a importância do pessoal que realiza a conciliação das fichas técnicas, que agilizou o processo de revisão da documentação do lote.

Transplantes – O Tacrolimo  é um fármaco imunossupressor recomendado para pacientes submetidos a transplante de rim ou fígado, com o intuito de evitar que o sistema imunológico rejeite o órgão enxertado.

De acordo com o Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), feito pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), de janeiro a setembro de 2016 foram realizados 1.381 transplantes de fígado no Brasil e 4.114 transplantes de rim.

Beatriz frisou a necessidade desta etapa de produção e do cumprimento dos prazos para os pacientes. “Apesar da embalagem secundária ser uma atividade relativamente simples,é importante para o paciente que seja executada no prazo de modo que ele receba o medicamento na data em que precisa tomá-lo. Principalmente para um paciente transplantado, este medicamento tem uma importância muito grande e depende do bom funcionamento de todas as etapas em sua produção, até que chegue às prateleiras”, ressaltou.

Júlio Bento, Supervisor da Fabricação, Beatriz Simões, Gerente da Produção, e Cláudia Coelho, Supervisora da Fabricação

Júlio Bento, Supervisor da Fabricação, Beatriz Simões, Gerente da Produção, e Cláudia Coelho, Supervisora da Fabricação

Émila Fernandes e Luis Gustavo Pimentel, Supervisores da Embalagem

Émila Fernandes e Luis Gustavo Pimentel, Supervisores da Embalagem

Com a transferência de tecnologia, o Ministério da Saúde economizará em torno de R$ 240 milhõesármaco

Com a transferência de tecnologia, o Ministério da Saúde economizará em torno de R$ 240 milhões

Transferência de Tecnologia – O processo da PDP doTacrolimo foi iniciado em 2009, com o intuito de transferir a tecnologia para a unidade, fazendo com que a compra do produto passasse a ser feita de forma centralizada para o Ministério da Saúde, gerando economia de aproximadamente R$ 240 milhões e ainda fortalecendo o Complexo Econômico Industrial de Saúde (Ceis).

Com algumas etapas ainda em andamento, o início do processo de embalagem secundária foi iniciado em junho de 2016. A etapa de transferência transversa, com 100% da demanda sendo embalada em Far, está com previsão para finalização em janeiro de 2017. Já para o mês de fevereiro, estudos complementares para alteração de especificações e métodos analíticos serão feitos pelo Controle de Qualidade, dando andamento a mais uma importante etapa.

Outra grande fase será a obra na parte fabril, que está prevista para ter início ainda em janeiro e término ao fim de 2017.

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Fotos: Edson Silva

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Congresso discute inovação sob a ótica da sustentabilidade
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Farmanguinhos reúne especialistas de diferentes segmentos no  1º Seminário Internacional das RedesFito: Inovação e Biodiversidade na Perspectiva da Sustentabilidade, no Rio de Janeiro. Leia mais


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II Escola de Verão de Farmanguinhos

Inscrições até 02/02 para os cursos de extração e isolamento de produtos naturais e CG – CLAE


Editais

Atualização em extração e isolamento de produtos naturais

Atualização em CG – CLAE

 

IIEscolaVerao

Nísia Trindade Lima é a nova presidente da Fiocruz

Doutora em Sociologia e servidora da Fiocruz desde 1987, a pesquisadora, professora e gestora Nísia Trindade Lima será a primeira mulher a comandar a Fundação, em 116 anos de história. O decreto presidencial com a sua nomeação foi publicado nesta quarta-feira (4/1), no Diário Oficial da União (DOU). Assista ao vídeo, da emissora NBR, no qual o ministro da Saúde, Ricardo Barros, anuncia a nova presidente da Fiocruz.

 

Escolhida pelo presidente da República, Michel Temer, e pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, como a nova presidente da Fundação Oswaldo Cruz na gestão 2017-2020, Nísia Trindade Lima foi a candidata mais votada nas eleições internas da Fiocruz, realizadas em novembro de 2016, com 59,7% dos votos em primeira opção. No processo eleitoral que indica até três nomes para a escolha do Ministério da Saúde, a candidata Tania Cremonini de Araújo-Jorge alcançou 39,6% dos votos em primeira opção.

Durante o processo de escolha da nova presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima definiu dez compromissos centrais para o seu programa de gestão: defender o direito universal à saúde: compromisso com o SUS; promover a ciência, a tecnologia e a inovação em benefício da sociedade; valorizar os trabalhadores e promover relações de trabalho inclusivas e com respeito à diversidade; promover a qualidade e a integração na atenção, na vigilância e na promoção à saúde; fortalecer a saúde na agenda ambiental e do desenvolvimento sustentável; promover educação e divulgação cientifica para a ciência, a saúde e a cidadania; promover a informação e a comunicação como fatores estratégicos do desenvolvimento institucional e como direitos da sociedade; orientar a cooperação internacional para o fortalecimento de sistemas universais de saúde e o desenvolvimento científico e tecnológico; realizar uma gestão democrática comprometida com o papel de instituição pública estratégica de Estado; contribuir para a construção da Fiocruz do Futuro.

Perfil da presidente

Doutora em Sociologia, Nísia é servidora da Fiocruz há quase três décadas. Ingressou na instituição em 1987 como pesquisadora da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), assumindo a Direção da unidade de 1999 a 2005. Já na primeira década do novo milênio, Nísia atuou ainda como membro do conselho editorial da Editora Fiocruz, do comitê científico e da comissão executiva do 4º Congresso Mundial de Centros de Ciência e da comissão organizadora de eventos integrantes da comemoração do centenário da descoberta da Doença de Chagas. Participou da criação do curso de especialização em história da saúde na Amazônia, em parceria com o Instituto Leônidas e Maria Deane (Fiocruz Amazonas), e do Programa de Pós-graduação em História das Ciências e da Saúde da COC.

Foi também uma das responsáveis pelo início da parceria com o governo federal para incrementar as políticas de preservação do patrimônio cultural da saúde, concentrado, em larga medida, nas próprias edificações da Fiocruz. Nesta década, Nísia foi indicada ainda como finalista do Prêmio Jabuti com a obra “Louis Pasteur e Oswaldo Cruz: tradição e inovação em saúde” e recebeu as medalhas do centenário da Fundação Oswaldo Cruz, Euclides da Cunha e em comemoração dos 110 anos de fundação da Academia Brasileira de Letras. Também foi agraciada com o prêmio “Destaque do Ano em orientação de iniciação científica”, do CNPq.

De 2011 a 2016, à frente da Vice-Presidência de Ensino, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz), torna-se membro do Conselho Consultivo do Sistema Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde (UNA-SUS), que tem como objetivo a educação permanente dos profissionais do SUS, e coordenadora das Semanas Nacionais de Ciência e Tecnologia da Fiocruz. Já em 2012,  integra o grupo de trabalho para implementação da Fiocruz Piauí e inicia o trabalho de negociação para implementar a Rede SciELO Livros – hoje no ar com milhões de downloads e com forte protagonismo da Fundação.  No contexto do compromisso com a democratização do conhecimento e do acesso à informação, sob sua gestão, são lançados o Programa de Apoio às Bibliotecas Virtuais em Saúde, o Repositório Institucional da Fiocruz  (Arca) e as políticas institucionais de acesso aberto e de comunicação. Ainda nos anos 2010, a Fiocruz é designada como Centro Colaborador para Saúde Global e Cooperação Sul-Sul da Organização Mundial de Saúde (OMS), recebe o prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica, é credenciada como Escola de Governo e lança o Campus Virtual de Saúde Pública e o Observatório em Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde. No período, também foi implementado o mestrado profissional em rede, em parceria com a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), e a Fiocruz assumiu a coordenação da Rede de Apoio à Inovação do Ensino na Saúde, iniciativa governamental que tem como objetivo assegurar o apoio ao programa Mais Médicos. Em 2015, Nísia recebe o prêmio Nise da Silveira, na categoria mulher cientista, pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Prefeitura do Rio de Janeiro.

Em 2016, no contexto do enfrentamento à emergência sanitária global em decorrência do vírus zika, e com o objetivo de colocar centralmente a dimensão humana na busca de soluções para este problema, Nísia cria, no âmbito da Vice-Presidência de Ensino, Informação e Comunicação, o programa integrado de pesquisa Rede de Ciências Sociais e Zika da Fiocruz.

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