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Programas de Pós-graduação de Farmanguinhos e do IHMT NOVA concluem disciplina internacional com podcasts inovadores

Alunos da Universidade NOVA de Lisboa e dos programas de pós-graduação de Farmanguinhos/Fiocruz realizaram entrevistas para os podcasts de maneira presencial ou remota. (Foto: Alessandra Viçosa)

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) e o Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT), da Universidade NOVA de Lisboa, reúnem alunos matriculados nos cursos do Brasil e de Portugal para elaboração de podcasts sobre inovação e saúde. Os programas gravados em áudio foram trabalhos finais de disciplina comum aos programas de pós-graduação (PPG) dos institutos e estão disponíveis no site Educare da Fiocruz.

Os podcasts foram desenvolvidos pelos alunos como Produto Técnico Tecnológico da disciplina “Dinâmica da Inovação em Saúde e Empreendedorismo Social e Industrial”, que de maneira simultânea foi ofertada em três programas de pós-graduação dos institutos. Além do IHMT, a disciplina integra a grade dos Programas de Pós-graduação Profissional em Gestão, Pesquisa e Desenvolvimento na Indústria Farmacêutica (PPG-GPDIF) e Acadêmico Translacional de Medicamentos (PPG-PTFM), de Farmanguinhos/Fiocruz. A participação de estudantes de Angola, Moçambique e Cabo Verde, matriculados pelo IHMT, reforçou o teor de internacionalização da disciplina.

Professor da disciplina no PPG Profissional de Farmanguinhos/Fiocruz, Jorge Magalhães, conta como surgiu a ação dentro dos programas brasileiro e português. “Como coordeno alguns planos de trabalho de parcerias de Farmanguinhos em Portugal, tive a ideia de associar as ações do IHMT com a necessidade de internacionalização do PPG Profissional, que foi uma das exigências da Capes para melhoria da nota de avaliação do curso, que atualmente é quatro. Adaptamos a ementa e o título, a fim de garantir abrangência do tema à necessidade global. Quando inserimos no PPG Acadêmico de Far, conseguimos alinhar esta ‘oferta tripartite’, visando beneficiar os três programas e, por conseguinte, as duas instituições”, explica.  

Com carga horária de 60 horas e quatro créditos, as aulas ocorreram de forma síncrona e assíncrona, entre os meses de março e maio de 2024, e com tutorias para confecção dos trabalhos, até agosto de 2024. Ministraram a matéria, os professores Jorge Magalhães e Alessandra Viçosa, de Farmanguinhos/Fiocruz, e Henrique Silveira, coordenador da disciplina no IHMT, lá conhecida como Rotação Temática, no âmbito do Doutoramento em Doenças Tropicais e Saúde Global.

Cada grupo foi formado por um aluno de cada programa participante, envolvendo também estudantes de Moçambique, Angola e Cabo Verde, fortalecendo o teor de internacionalização da disciplina. (Foto: Viviane Oliveira)

A coordenadora do PPG Acadêmico de Farmanguinhos/Fiocruz, Alessandra Viçosa, acompanhou as gravações e conta como foi o processo. “A disciplina possui uma característica de rotação temática, em conjunto com o grupo do IHMT, na intenção de criar uma produção científica e tecnológica, de forma mais dinâmica, e que pudesse integrar tanto os alunos do Brasil quanto os de Portugal. A produção em parceria com o Canal Saúde e a publicação na plataforma Educare contribuíram para conseguirmos produtos tecnológicos interessantes para os nossos alunos e para o nosso programa”, conclui.


A turma foi dividida em grupos de três alunos, com a participação de um integrante estrangeiro. Os temas foram variados e escolhidos de acordo com o interesse das pesquisas, com assuntos sobre impressão 3D de medicamentos, biobancos de células, dispositivo médico para neuroavaliação, transferência de tecnologia para vacina da covid, inovações na indústria farmacêutica e iniciativa inovadora como “Lab in a suitcase”.

O convite e o desenvolvimento das perguntas ficaram sob responsabilidade dos alunos, os quais entrevistaram profissionais de referência como Maurício Zuma, diretor de Bio-Manguinhos, André Rodrigues, do Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), Rubens Lima, do Instituto René Rachou (Fiocruz Minas), Dimitri Abramov, da Fiocruz Ceará, Izabella Bezerra, do Laboratório de Cardiologia Celular e Molecular, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Marcelo Viana, diretor de novos negócios da FQM. Além de convidados brasileiros, participaram profissionais internacionais, como Valeria Isabel, do Hospital Maputo, de Moçambique, e Jorge Carvalho, responsável pelo Making Lab, do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), de Portugal.

O professor pelo IHMT, Henrique Silveira, mensurou a finalidade da disciplina dentro da parceria entre as instituições. “A oferta conjunta IHMT/Farmanguinhos está totalmente alinhada com os objetivos do doutoramento, que incluem integrar mobilidade, experiência internacional e o desenvolvimento de redes colaborativas na formação dos alunos. Quando surgiu a ideia, não tivemos dúvidas que queríamos torná-la realidade. A adesão dos alunos superou nossas expectativas, e a abordagem que adotamos, de um trabalho colaborativo entre os estudantes do IHMT e de Farmanguinhos, permitiu que eles desenvolvessem produtos tecnológicos e científicos inovadores. Sem dúvida, podemos considerar a disciplina um grande sucesso”, celebrou. 

Além dos seis podcasts, dois alunos optaram pela elaboração de artigos, que foram submetidos às revistas na área de farmácia, e dois estudantes escolheram o desenvolvimento de um capítulo de livro para o trabalho de conclusão. A inovação foi bem recebida pelos alunos e por outras unidades da Fiocruz, como a Fiocruz Bahia, que manifestou interesse em integrar as próximas edições da disciplina.

Caio Mergh, aluno do PPG Profissional e funcionário de Bio-Manguinhos/Fiocruz, fala como foi a experiência de produzir algo inédito como um podcast e com a interação de alunos de fora do país. “A ideia de trazer alunos do mundo todo para a mesma disciplina é fascinante para mim. Essa internacionalização ganha ainda mais importância quando tratamos de inovação, tema da disciplina que fizemos. A troca de conhecimento e experiências podem favorecer muito o tema. Foi muito bom participar, ver e aprender com todo esse processo de criação de mídias voltadas para saúde, principalmente tendo sido uma criação conjunta entre diferentes profissionais, de diferentes países”, conta.

A aluna do mestrado acadêmico de Farmanguinhos/Fiocruz, Beatriz Ortiz, destaca a internacionalização da disciplina, inclusive pelo fato de um dos entrevistados do grupo ser moçambicano. “Tivemos a oportunidade de interagir com alunos internacionais, trocar experiências, conhecer um pouco da pesquisa e da realidade de outros países. Em meu grupo, entrevistamos três profissionais (dois do Brasil e um de Moçambique), para falar sobre formulações pediátricas e impressão 3D, e conseguimos coletar relatos importantes de conhecimento amplo com a tecnologia 3D e específicos de cuidados ao público pediátrico. A experiência foi ótima e inovadora”, cita.

Ana Mendonça, doutoranda em Doenças Tropicais e Saúde Global, pelo IHMT/Universidade NOVA Lisboa, e cabo-verdiana, conta o que achou do processo. “A relação com alunos internacionais foi uma experiência incrível e tive a oportunidade de ter a minha primeira experiência com podcast. Sempre tive afinidade e gosto de fazer papel de apresentadora. Foi muito interessante”, lembra.

A gravação dos podcasts contou ainda com a parceria do Canal Saúde da Fiocruz, que viabilizou o estúdio e orientações técnicas do material e o material pode ser encontrado na plataforma Educare da Fiocruz.

Acesse abaixo:

Tema: Impressão 3D de medicamentos como solução da lacuna tecnológica dos tratamentos pediátricos: debate entre profissionais de saúde do eixo sul-sul.

Entrevistados: André Rodrigues – Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), Rubens Lima – Instituto René Rachou (Fiocruz Minas), Valeria Isabel – Hospital Maputo (Moçambique)

Alunos: Beatriz Ortiz (Far Acadêmico), Luiz Felippe Santolia (Far Acadêmico) e Sheridan Santos (IHMT)
 
Tema: Biobanco Nacional de Células-Tronco iPSC no Brasil: oportunidades e desafios.

Entrevistada: Izabella Bezerra – Laboratório de Cardiologia Celular e Molecular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Alunos: Amélia Chavate (IHMT), Bianca Silva (Far Profissional) e Valeska Ladi Vasconcellos (Far Acadêmico)
 
Tema: Empreendedorismo econômico, científico e ambiental: dispositivo  Tempo Certo

Entrevistado: Dimitri Abramov – Fiocruz Ceará

Alunos: Ana Mendonça (IHMT), Caio Mergh (Far Profissional) e Carlos Eduardo Pontes (Far Profissional)
 
Tema: A superação para a transferência de Tecnologia e inovação da vacina do covid em Bio-Manguinhos x AstraZeneca.

Entrevistado: Maurício Zuma – Bio-Manguinhos

Alunos: Heros Rabelo (Far Profissional), Patricia Agra (Far Profissional) e Sheridan Santos (IHMT)
 
Tema: Inovação na indústria farmacêutica: experiências de sucesso, desafios e perspectivas.

Entrevistado: Marcelo Viana – diretor de novos negócios da FQM

Alunos: Anderson Lopes (Far Acadêmico), Jonathan Fragoso (Far Acadêmico) e Abdoulaye Marega (IHMT)
 
Tema: “Lab in a suitcase”, uma iniciativa inovadora desenvolvida pelo Instituto Gulbenkian de Ciência em parceria com a Merck e a Câmara Municipal de Oeiras.

Entrevistado: Jorge Carvalho – responsável pelo Making Lab do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), de Portugal

Alunos: Maria Leonor (IHMT), Rayra Silva (Far Profissional) e Vanessa Lordello (Far Profissional)

 

Farmanguinhos realiza doação de dez computadores para o Núcleo de Arte da Escola Municipal Silveira Sampaio

Ação foi realizada em conjunto com a Fiotec e impacta diretamente na preparação educacional dos estudantes

Os alunos do Núcleo de Arte da Escola Municipal Silveira Sampaio, em Curicica, ganharam novos equipamentos tecnológicos para as oficinas de arte e tecnologia. Isso foi possível graças à parceria do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz), com a Fundação de apoio à Fiocruz (Fiotec). Juntos, as instituições doaram dez computadores, um notebook ultra, um projetor portátil e uma máquina fotográfica profissional.

O objetivo da iniciativa é impactar diretamente na qualidade do ensino e na preparação educacional dos estudantes. Com os novos aparelhos, os alunos terão a oportunidade de aprimorar as habilidades nas oficinas oferecidas na escola, tornando o aprendizado mais eficaz, dinâmico e atrativo. 

Representantes de Farmanguinhos e Fiotec visitam Escola Municipal Silveira Sampaio. (Foto: Lean Morgado/Farmanguinhos)

O diretor de Farmanguinhos, Jorge Mendonça, destacou a importância de participar de causas sociais como uma forma de atingir um dos objetivos da Agenda 2030. “Poder contribuir na formação e nos sonhos dos adolescentes é essencial para um país mais justo e equânime. Dar oportunidades de desenvolvimento em todos os campos da ciência ajuda no pertencimento de ser um cidadão pleno”, frisou.

A coordenadora pedagógica da Escola Municipal Silveira Sampaio, Ariadne Lage, agradeceu o apoio recebido pelas instituições. “A doação é muito importante para o desenvolvimento das nossas oficinas de arte e tecnologia, como edição de vídeos, stop motion e computação. Elas existem há cerca de dois anos e, antes, não tínhamos os equipamentos necessários”, comentou.

Durante a visita na escola, os representantes de Farmanguinhos e a assistente social da Fiotec, Juliana Freitas, puderam acompanhar uma apresentação realizada pela Cia de Dança Exposição, com um fragmento do espetáculo MilTons, em homenagem ao cantor e compositor Milton Nascimento.

A iniciativa reforça os valores institucionais e evidenciam o compromisso da unidade com a educação, o cidadão e a sociedade.

Farmanguinhos e Núcleo de Arte Silveira Sampaio – A parceria entre as instituições começou em 2022, com a confecção de mobiliários e molduras durante uma oficina de paletes. O objetivo do Núcleo é aprofundar os conhecimentos em arte, além de ajudar o aluno a vivenciar e se apropriar dos processos criativos. Atualmente, são oferecidas oficinas em arte literária, artes visuais, dança, música, teatro e vídeo.

Esta matéria foi produzida pelo auxiliar de comunicação Lean Morgado, sob a orientação técnica da analista de Gestão de Talentos e Comunicação Arielle Curti.

Documento aborda cinco pontos estratégicos para a elaboração de uma política ecológica de inovação em medicamentos da biodiversidade

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) torna público o relatório do Seminário Internacional Inovação em Medicamentos da Biodiversidade na Perspectiva Ecológica. Documento foi produzido a partir de evento com o mesmo nome, a fim de debater pautas teórico-conceituais que contribuíssem para a elaboração de uma política ecológica de inovação em medicamentos da biodiversidade.

Liderado pelo Centro de Inovação em Biodiversidade e Saúde (CIBS/Farmanguinhos), encontro aconteceu entre os dias 12 e 13 de setembro, para instituições e autoridades ligadas ao assunto. Além da política, estiveram entre os temas a ameaça climática, ciência e desenvolvimento ecológico; a bioprospecção, conhecimento e informação da biodiversidade; as tecnologias 4.0 e portal da inovação em medicamentos da biodiversidade; e o novo marco regulatório.

Clique AQUI e acesse o relatório

Farmanguinhos/Fiocruz obtém isenção da taxa de esgoto

Economia de mais de R$ 1 milhão por ano foi possível devido ao tratamento de 100% de todo efluente sanitário e industrial do CTM

Um compromisso ambiental que gera economia. O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) obteve isenção do pagamento da taxa de esgoto, cobrada pela empresa Iguá Saneamento, em um de seus campi. Desde junho de 2024, o Complexo Tecnológico de Medicamentos (CTM), localizado em Jacarepaguá/RJ, paga apenas o consumo de água da instituição, gerando uma economia anual de mais de R$ 1 milhão.

Processo da ETE ilustrado em uma mini estação. (Foto: André Cyriaco)

Isso porque a Estação de Tratamento de Efluentes (ETE), instalada no campus, realiza o tratamento de 100% do efluente gerado na unidade, antes de ser lançado no rio, considerando esgoto sanitário e industrial. A ação atende aos requisitos legais aplicáveis, além de exigência da licença de operação da fábrica.

“Esse é um mérito de Farmanguinhos, que contribui com a sustentabilidade e pode servir como exemplo para tantas outras instituições. Um esforço coletivo de todos que participaram desse processo, direta ou indiretamente, e que fazem com que o serviço seja de excelência”, disse o diretor da unidade, Jorge Mendonça.

O processo foi aberto pela Vice-Diretoria de Gestão Institucional (VDGI) da unidade, em fevereiro deste ano, juntamente à empresa que presta o serviço. Na ocasião, foram enviados registros da eficácia da estação de tratamento e informações técnicas, para que fossem analisados pela Iguá Saneamento.  Um representante da empresa esteve no CTM para a avaliação da estrutura, verificando a veracidade do que foi apresentado em relatório e a inexistência de rede coletora de esgoto em Farmanguinhos/Fiocruz, que enviasse os efluentes do Instituto aos canais comuns.

Reunião da Fiscalização Setorial do Contrato com representantes da Iguá Rio S/A, conduzida pelos profissionais Ricardo Andrade e Ubiratam da Silva, do Departamento de Infraestrutura. (Foto: divulgação)

Farmanguinhos/Fiocruz requereu a devolução dos valores que haviam sido cobrados pela empresa desde o início das operações da Iguá no Rio de Janeiro. Dados cedidos pelos profissionais da área confirmam que foram devolvidos quase R$ 3 milhões ao Instituto, referentes à cobrança de coleta de esgoto, 50% da taxa de recursos hídricos e 50% de juros e mora, pagos no período de fevereiro/2022 a janeiro/2024.

“Essa conquista representa o esforço e o comprometimento dos profissionais de Farmanguinhos com a sustentabilidade e o uso responsável dos recursos. Além do impacto positivo na preservação ambiental, a economia alcançada reflete uma gestão voltada para resultados e o compromisso com a eficiência. Que este exemplo inspire outras instituições a buscarem práticas sustentáveis e econômicas,” destacou a vice-diretora de Gestão Institucional, Silva Santos.

Estação de Tratamento de Efluentes (ETE)

A ETE realiza a neutralização do resíduo líquido industrial, seguido de procedimentos biológicos. Somente após todas as etapas de tratamento, o efluente é liberado sem causar dano ao ambiente. A Estação possui eficiência média de tratamento de 94%, garantindo o despejo do efluente adequado na natureza.

Somente no primeiro semestre de 2024, mais de 30 milhões de litros de efluente foram tratados dentro do CTM, pelos profissionais da instituição. “Esse reconhecimento corrobora com um dos nossos valores institucionais, que é a responsabilidade socioambiental. Estamos prevenindo a poluição e cuidando dessa água para que não afete a população do entorno”, comentou a gestora do Centro de Segurança do Trabalho e Meio Ambiente, Denise Barone.

Profissionais demonstram qualidade da água tratada na ETE. (Foto: André Cyriaco)

Palestrantes nacionais, internacionais e premiação dos trabalhos encerram o segundo dia da Jornada Acadêmica 

Evento recebeu 234 inscrições e contou com a submissão de 94 trabalhos  

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