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OMS realiza inspeção a Farmanguinhos

Iveta Streipa (esq.) e Gabriela Vodoya (dir.) analisam, juntamente com Cristina Millen, a documentação técnica

Iveta Streipa (esq.) e Gabriela Vodoya (dir.) analisam, juntamente com Cristina Millen, a documentação técnica

Começou, na última segunda-feira (5/9), a inspeção da Organização Mundial da Saúde (OMS) às instalações do Complexo Tecnológico de Medicamentos (CTM) do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) com vistas à qualificação do ASMQ. O antimalárico reúne em um único comprimido dois princípios ativos: artesunato (AS) e mefloquina (MQ). As duas inspetoras, Iveta Streipa e Gabriela Vodoya, foram recepcionadas pelo diretor da unidade, Hayne Felipe da Silva, e pelo vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz (VPPIS), Jorge Bermudez.

Em seguida, eles se reuniram na Sala de Conferência do CTM com toda a equipe que compõe a Diretoria, além de gestores e facilitadores envolvidos no processo de pré-qualificação do ASMQ. Durante o encontro, Bermudez fez um breve histórico sobre a Fiocruz, destacando o que a instituição representa no campo de ciência e tecnologia.

Bermudez falou também sobre a atuação de Farmanguinhos na área da saúde pública, e frisou a importância que a qualificação do antimalárico representará para a Fundação. “Será a primeira instituição (incluindo públicas e privadas) a obter essa certificação em toda a América Latina”, enfatizou.

As auditoras Iveta Streipa, da Letônia, e Gabriela Vodoya, da Argentina, acompanharam atentamente a apresentação do (novo) vídeo institucional de Farmanguinhos. Com experiência em inspeção a órgãos internacionais, inclusive de controle de qualidade de medicamentos, Iveta falou, resumidamente, que serão quatro dias de intenso trabalho, e que as atividades envolverão análise da documentação, dos procedimentos e instalações fabris.

Gerente da Garantia da Qualidade, Cristina Millen fez uma breve apresentação sobre o Sistema de Qualidade em Farmanguinhos, destacando os projetos e as conquistas quanto às certificações de Boas Práticas de Fabricação (BPF) da unidade.

Laura Lamas (à frente) e Linéia Demarque estão usando a sala da Chefia de Gabinete como base de apoio na organização da documentação solicitada pelas inspetoras da OMS

Laura Lamas (à frente) e Linéia Demarque estão usando a sala da Chefia de Gabinete como base de apoio na organização da documentação solicitada pelas inspetoras da OMS

A chefe do Departamento de Produção, Beatriz Maria Simões Ramos da Silva, fez uma apresentação sobre a área produtiva, detalhando a planta industrial, de acordo com as linhas de produção, e mais especificamente a linha de produção do ASMQ.

Segundo a vice-diretora de Operações e Produção (VDOP), Elda Falqueto, o ASMQ está na linha de produção durante esta semana. “O objetivo é que as inspetoras acompanhem parte do processo produtivo deste medicamento. Assim que terminarmos a produção deste lote, enviaremos para a Althaia providenciar o revestimento”, informou.

Suporte técnico – Durante o período de inspeção, as auditoras da OMS estão usando a sala de reuniões da Diretoria como base para análise da documentação. Elas estão recebendo o suporte das colaboradoras Laura Lamas, Delaman Campos, Maraísa Gambarra e Linéia de Oliveira Demarque, que usam a sala da Chefia de Gabinete como apoio para a organização de todos os documentos técnicos solicitados. Ao longo da semana, as inspetoras vão inspecionar também a área produtiva, Qualidade e Almoxarifado. Segundo a agenda, nesta terça (6/9), ela vão acompanhar a linha d eprodução do ASMQ.

Localizada em São Paulo, a empresa, que é responsável pelo revestimento do ASMQ, será auditada na próxima semana (12 e 13/9). Nesta etapa, as técnicas da OMS serão acompanhadas pela coordenadora de Gestão da Qualidade, Shirley  Trajano, e pela técnica Rosilene dos Santos Barros, que atua no Núcleo de Validação e Qualificação (NVQ).

 

A partir da esquerda: Gabriela Vodoya e Iveta Streipa

A partir da esquerda: Gabriela Vodoya e Iveta Streipa

 

 

 

 

 

 

 

Fotos: Edson Silva

Mestrado Profissional de Far

MestradoFar20173No dia 02/09, no auditório do Prédio 20 do Complexo Tecnológico de Medicamentos (CTM), foi realizada mais uma prova para o Mestrado Profissional em Gestão, Pesquisa e Desenvolvimento na Indústria Farmacêutica oferecido pelo Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos). Em sua sexta edição e com uma média, nos três últimos anos, de 75 inscritos, o curso atraiu, mais uma vez, muitos candidatos. Para a turma de 2017, foram feitas 77 inscrições, sendo que somente 54 foram homologadas e 50 candidatos, dentre eles nove de Farmanguinhos, submetidos à prova.

Por ser voltado ao público, de forma geral, o coordenador do curso, Jorge Magalhães, enxerga uma oportunidade dada por Farmanguinhos a seus colaboradores, possibilitando-os a fazer o mestrado dentro da Unidade e gratuitamente. “Essa
possibilidade que Farmanguinhos abre para que seus funcionários possam fazer o curso de mestrado é excelente. A casa tem pesquisa, desenvolvimento, inovação e ensino. A contribuição da Instituição dentro desse contexto é um dos pilares
fundamentais para o nosso País: a educação”, avalia.

O coordenador explicou que, dentro da linha de ensino que Farmanguinhos dispõe (Lato e Stricto Sensu), o papel do Stricto Sensu é fornecer à sociedade uma reflexão e contribuir com o País, orientando pessoas como formadores de opinião. Assim, nesse seguimento, o mestrado proporciona esse raciocínio, não apenas científico-acadêmico, mas, tecnológico, abrangendo o mestrado profissional, que, por sua vez, acaba atraindo as pessoas que estão indústria farmacêutica.

Nessa caminhada, o ensino começa a fazer história, pois nos últimos cursos percebeu-se que a cada ano aumenta o percentual de candidatos que trabalham na Unidade, bem como os de outras instituições públicas, tais como o Laboratório
do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. Concorrentes de outros estados, também marcam presença e uma quantidade significativa vem da indústria privada (Glaxo, Merck, Gross). “Isso ressalta o quanto é valorizado o nosso programa. É
notório o interesse dos candidatos e das empresas privadas e públicas que estão mandando os seus profissionais se capacitarem conosco”, destaca o coordenador.

Para 2017, a área de ensino tentará ampliar o vínculo com a Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal do Ensino de Nível Superior (Capes), para oferecer mais uma pós-graduação: o doutorado, atendendo, desta forma, as solicitações que chegam ao setor ligado à educação.

Visão dos candidatos – Para Lúcio José de Oliveira, chefe do Departamento de Administração do Recursos Humanos de Farmanguinhos, fazer um mestrado dentro da sua unidade de trabalho é bem interessante. “Sendo dentro da Unidade,
conseguimos abrir portas para um aprimoramento em áreas de competências diferentes daquela às quais atuamos, por exemplo. Eu trabalho na área administrativa de um órgão que lida com a saúde pública, pesquisa, ensino e, particularmente,
esse mestrado que é voltado para a área de inovação tecnológica e fala bastante sobre propriedade intelectual, abre novas fronteiras de conhecimentos que nos ajudam a entender melhor a missão institucional”.

Mesmo achando a prova “um pouco difícil”, Leandro Schiavo Vilhena, vinculado à Presidência da Fiocruz, avalia que o mestrado, além de agregar mais conhecimento, é uma oportunidade muito boa. “Essa chance de capacitação é imperdível.
Conhecimento nunca é demais, e nos ajuda no desenvolvimento profissional.

Arthur Moreira Mendes, do Laboratório Farmacêutica da Marinha, soube da prova para o mestrado no site de Farmanguinhos. “Logo que vi, me inscrevi. Outros colegas de trabalho já fizeram essa prova. Acho esta oportunidade muito boa, pois o
mestrado é profissional e é gratuito. A prova estava dentro do padrão, com temas atuais, como é solicitado no mercado. Dessa vez, fui melhor do que na primeira tentativa. Espero ter passado para a segunda etapa”, aposta.

Coordenador do curso, Jorge Magalhães ajuda na distribuição das provas

Coordenador do curso, Jorge Magalhães ajuda na distribuição das provas

 

 

 

 

 

 

 

Fotos: Edson Silva

ASMQ no combate à malária

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Juntos, pesquisa e informação

Equipe completa do Laboratório de Síntese

Equipe completa do Laboratório de Síntese

Ao todo são 12 anos de muito trabalho. Foram 1860 moléculas avaliadas, 250 artigos elaborados, seis livros publicados e cinco patentes depositadas. Com a junção do trabalho de servidores, terceirizados e alunos de iniciação científica e do Programa de Vocação Científica (Provoc), o Grupo de Síntese de Substâncias no Combate à Doenças Tropicais (SSCDT), da Vice-Diretoria de Ensino, Pesquisa e Inovação (VDEPI) do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), criou um site específico para divulgação científica deles, com ênfase para os resultados das atividades desenvolvidas por eles. O site já está no ar! Clique aqui e acesse.

O pesquisador chefe do Laboratório de Síntese, Marcus Vinicius Nora, explica a importância do site para o grupo: “Queremos divulgar os trabalhos que o nosso grupo realiza, com nossas linhas de pesquisa, mas se fizéssemos apenas sobre pesquisa, excluiríamos uma parcela grande do público que poderia se interessar pelo tema e também se nós colocássemos apenas informações gerais de divulgação, não teríamos o nosso site de pesquisa. Então, mesclamos as informações e abrangemos os dois públicos distintos”, ressaltou.

Integrante do SSCDT e grande incentivadora da ação, para Alessandra Campbell Pinheiro, “o interesse (pelo desenvolvimento da página) sempre houve, até porque não existem muitos sites especializados. Aos poucos, fomos pensando e as ideias foram surgindo. Cada hora pensávamos em uma novidade interessante para incluir. Foi muito trabalho, mas valeu a pena”, afirmou a colaboradora, orgulhosa ao olhar para os últimos ajustes no site.

O site foi criado com financiamento do programa Cientistas do Nosso Estado, da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), a qual ficou orgulhosa do trabalho realizado. Todo o processo de criação e montagem do site foi feito em seis meses e desenvolvido pela Geração Mídia.

O conteúdo e a taxonomia do site foram feitos pelos profissionais do grupo, onde puderam avaliar as informações importantes a seres divulgadas a estudantes e especialistas, e, ainda, realizar divulgação científica para um público leigo e que possa vir a se interessar pelo tema.

Com linguagem acessível, ilustrações explicativas e imagens de procedimentos realizados no laboratório, o site fala sobre o grupo, Farmanguinhos e a Fiocruz como um todo. Há explicações sobre os agentes etiológicos da tuberculose, do câncer, da leishmaniose e da malária, além de citar a importância da natureza para descobrir novos medicamentos.

As principais pesquisas, com textos mais técnicos, imagens de testes e gráficos, estereoquímica, que é uma área da química que estuda a influência do arranjo espacial dos átomos em uma molécula, e o resumo inicial do desenvolvimento de um novo fármaco também aparecem de forma clara e direta para atingir os variados públicos.  A página ainda aborda assuntos tais como Química Orgânica, Química Medicinal e Síntese Orgânica.

O site já está no ar! Clique aqui e acesse.

Premiado o biolarvicida de Farmanguinhos

Paulo Skaf com Sylvio Gomide (esq.) e Rodrigo Perez (centro), vencedor do oitavo Concurso Acelera Startup, da Fiesp (Foto: Ayrton Vignola/Fiesp)

Paulo Skaf com Sylvio Gomide (esq.) e Rodrigo Perez (centro), vencedor do oitavo Concurso Acelera Startup, da Fiesp (Foto: Ayrton Vignola/Fiesp)

O biolarvicida desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) foi o responsável pela premiação da empresa BR3 em primeiro lugar no 8º Concurso Acelera Startup, promovido pela Federação das Indústrias do estado de São Paulo (Fiesp).

O anúncio foi feito na última quarta (6/7). Registrado em nome da BR3 como DengueTech, o produto elimina as larvas do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, da zika e da chikungunya.

Segundo a engenheira bioquímica Elizabeth Sanches, que liderou a equipe que desenvolveu o produto, o DengueTech é um larvicida de origem biológica que não causa nenhuma agressão ao homem nem ao meio ambiente. Outro diferencial do produto é o uso de protetor solar na sua fórmula, para que não haja degradação em locais expostos ao sol.

Durante o congresso em Fortaleza, realizado em junho, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, recebeu o DengueTech da pesquisadora Elizabeth Sanches (centro), responsável pelo desenvolvimento do larvicida de origem biológicaApós o desenvolvimento do larvicida biológico, Farmanguinhos transferiu a tecnologia para a BR3, empresa que venceu o edital público para produção e comercialização do produto. Em entrevista aos realizadores do evento, o diretor da BR3, Rodrigo Perez, reiterou que o vetor não adquire resistência ao Dengue Tech. Ao anunciar o prêmio, e conversar com Perez sobre o biolarvicida, o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, destacou a importância de um produto como esse e disse que a Fiesp vai dar apoio para o desenvolvimento da empresa.

Durante o congresso em Fortaleza, realizado em junho, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, recebeu o DengueTech da pesquisadora Elizabeth Sanches (centro), responsável pelo desenvolvimento do larvicida de origem biológica

Durante o congresso em Fortaleza, realizado em junho, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, recebeu o DengueTech da pesquisadora Elizabeth Sanches (centro), responsável pelo desenvolvimento do larvicida de origem biológica

No mês passado, Elizabeth Sanchez e Rodrigo Perez entregaram o produto ao ministro da Saúde, Ricardo Barros. O encontro ocorreu no 32º Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), realizado em Fortaleza.

Clique aqui e leia a matéria sobre a premiação no site da Fiesp.

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