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ASMQ no combate à malária

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Juntos, pesquisa e informação

Equipe completa do Laboratório de Síntese

Equipe completa do Laboratório de Síntese

Ao todo são 12 anos de muito trabalho. Foram 1860 moléculas avaliadas, 250 artigos elaborados, seis livros publicados e cinco patentes depositadas. Com a junção do trabalho de servidores, terceirizados e alunos de iniciação científica e do Programa de Vocação Científica (Provoc), o Grupo de Síntese de Substâncias no Combate à Doenças Tropicais (SSCDT), da Vice-Diretoria de Ensino, Pesquisa e Inovação (VDEPI) do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), criou um site específico para divulgação científica deles, com ênfase para os resultados das atividades desenvolvidas por eles. O site já está no ar! Clique aqui e acesse.

O pesquisador chefe do Laboratório de Síntese, Marcus Vinicius Nora, explica a importância do site para o grupo: “Queremos divulgar os trabalhos que o nosso grupo realiza, com nossas linhas de pesquisa, mas se fizéssemos apenas sobre pesquisa, excluiríamos uma parcela grande do público que poderia se interessar pelo tema e também se nós colocássemos apenas informações gerais de divulgação, não teríamos o nosso site de pesquisa. Então, mesclamos as informações e abrangemos os dois públicos distintos”, ressaltou.

Integrante do SSCDT e grande incentivadora da ação, para Alessandra Campbell Pinheiro, “o interesse (pelo desenvolvimento da página) sempre houve, até porque não existem muitos sites especializados. Aos poucos, fomos pensando e as ideias foram surgindo. Cada hora pensávamos em uma novidade interessante para incluir. Foi muito trabalho, mas valeu a pena”, afirmou a colaboradora, orgulhosa ao olhar para os últimos ajustes no site.

O site foi criado com financiamento do programa Cientistas do Nosso Estado, da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), a qual ficou orgulhosa do trabalho realizado. Todo o processo de criação e montagem do site foi feito em seis meses e desenvolvido pela Geração Mídia.

O conteúdo e a taxonomia do site foram feitos pelos profissionais do grupo, onde puderam avaliar as informações importantes a seres divulgadas a estudantes e especialistas, e, ainda, realizar divulgação científica para um público leigo e que possa vir a se interessar pelo tema.

Com linguagem acessível, ilustrações explicativas e imagens de procedimentos realizados no laboratório, o site fala sobre o grupo, Farmanguinhos e a Fiocruz como um todo. Há explicações sobre os agentes etiológicos da tuberculose, do câncer, da leishmaniose e da malária, além de citar a importância da natureza para descobrir novos medicamentos.

As principais pesquisas, com textos mais técnicos, imagens de testes e gráficos, estereoquímica, que é uma área da química que estuda a influência do arranjo espacial dos átomos em uma molécula, e o resumo inicial do desenvolvimento de um novo fármaco também aparecem de forma clara e direta para atingir os variados públicos.  A página ainda aborda assuntos tais como Química Orgânica, Química Medicinal e Síntese Orgânica.

O site já está no ar! Clique aqui e acesse.

Premiado o biolarvicida de Farmanguinhos

Paulo Skaf com Sylvio Gomide (esq.) e Rodrigo Perez (centro), vencedor do oitavo Concurso Acelera Startup, da Fiesp (Foto: Ayrton Vignola/Fiesp)

Paulo Skaf com Sylvio Gomide (esq.) e Rodrigo Perez (centro), vencedor do oitavo Concurso Acelera Startup, da Fiesp (Foto: Ayrton Vignola/Fiesp)

O biolarvicida desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) foi o responsável pela premiação da empresa BR3 em primeiro lugar no 8º Concurso Acelera Startup, promovido pela Federação das Indústrias do estado de São Paulo (Fiesp).

O anúncio foi feito na última quarta (6/7). Registrado em nome da BR3 como DengueTech, o produto elimina as larvas do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, da zika e da chikungunya.

Segundo a engenheira bioquímica Elizabeth Sanches, que liderou a equipe que desenvolveu o produto, o DengueTech é um larvicida de origem biológica que não causa nenhuma agressão ao homem nem ao meio ambiente. Outro diferencial do produto é o uso de protetor solar na sua fórmula, para que não haja degradação em locais expostos ao sol.

Durante o congresso em Fortaleza, realizado em junho, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, recebeu o DengueTech da pesquisadora Elizabeth Sanches (centro), responsável pelo desenvolvimento do larvicida de origem biológicaApós o desenvolvimento do larvicida biológico, Farmanguinhos transferiu a tecnologia para a BR3, empresa que venceu o edital público para produção e comercialização do produto. Em entrevista aos realizadores do evento, o diretor da BR3, Rodrigo Perez, reiterou que o vetor não adquire resistência ao Dengue Tech. Ao anunciar o prêmio, e conversar com Perez sobre o biolarvicida, o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, destacou a importância de um produto como esse e disse que a Fiesp vai dar apoio para o desenvolvimento da empresa.

Durante o congresso em Fortaleza, realizado em junho, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, recebeu o DengueTech da pesquisadora Elizabeth Sanches (centro), responsável pelo desenvolvimento do larvicida de origem biológica

Durante o congresso em Fortaleza, realizado em junho, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, recebeu o DengueTech da pesquisadora Elizabeth Sanches (centro), responsável pelo desenvolvimento do larvicida de origem biológica

No mês passado, Elizabeth Sanchez e Rodrigo Perez entregaram o produto ao ministro da Saúde, Ricardo Barros. O encontro ocorreu no 32º Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), realizado em Fortaleza.

Clique aqui e leia a matéria sobre a premiação no site da Fiesp.

Por novos rumos na ciência

Nagib Nassar, 78, botânico e geneticista, doutor em genética e melhoramento de plantas, é professor emérito da Universidade de Brasília (Foto: Universidade de Brasília)

Nagib Nassar, 78, botânico e geneticista, doutor em genética e melhoramento de plantas, é professor emérito da Universidade de Brasília (Foto: Universidade de Brasília)

O botânico e geneticista Nagib Nassar, doutor em genética e melhoramento de plantas, é professor emérito da Universidade de Brasília (UnB), fala sobre a administração de recursos destinados à ciência e ao desenvolvimento do Brasil. O artigo foi publicado no caderno Opinião, da Folha de S.Paulo. Confira abaixo a íntegra.


Por Nagib Nassar

No final de 2014, artigos publicados pela revista “Nature” geraram muitas lamentações na comunidade científica brasileira. Segundo ranking da prestigiosa publicação, o Brasil é um dos países com menor eficiência no gasto com ciência. O país figurou em 50º entre 53 avaliados, atrás de nações como Irã, Paquistão e Ucrânia. A lista é feita pela divisão do número de artigos publicados em 68 revistas científicas internacionais de alto prestígio pelo total de investimentos em pesquisa.

O Brasil publicou, em 2013, 670 artigos nessas revistas. O gasto com ciência e desenvolvimento aqui é da ordem de US$ 30 bilhões ao ano. O Chile, por sua vez, publicou 717 artigos, com gastos no setor de menos de US$ 2 bilhões. Esses dados indicam que há algo de muito errado na administração de recursos destinados à ciência e ao desenvolvimento no país.

Nagib Nassar, 78, botânico e geneticista, doutor em genética e melhoramento de plantas, é professor emérito da Universidade de Brasília (Foto: Universidade de Brasília)

O CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), agência de fomento do setor, até hoje não divulgou o número de publicações de impacto resultantes de editais milionários do governo. Infelizmente, os editais sempre geram reclamações. Muitos pesquisadores qualificados e aptos foram prejudicados por processos de análise inapropriados. Há ausência de controle de técnicos e de consultores nos editais. Por isso, não surpreende a falta de produção científica de impacto.

Entre 2012 e 2015, o CNPq lançou mais de R$ 100 milhões em editais –por exemplo, acordos de cooperação com Finlândia, Suíça e Suécia que não tiveram potencialidade de publicações de relevância. Até este momento, não sabemos o impacto socioeconômico ou a qualidade das publicações dos referidos editais.

Um caso bastante lembrado é o da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), que aprovou, entre 2005 e 2008, investimentos de R$ 49,4 milhões nas pesquisas das empresas de biotecnologia Alellyx e CanaVialis. Logo após receberem parcelas do dinheiro, as empresas, parte do grupo Votorantim, foram vendidas para a norte-americana Monsanto. A negociação recebeu críticas até do ministro de Ciência e Tecnologia da época, Sérgio Rezende.

O programa Ciência sem Fronteiras é outro exemplo de desperdício que prejudica o quadro científico nacional. Foi imposto sem qualquer consulta à comunidade científica, e as autoridades responsáveis pelo CNPq ou pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) nem tiveram a coragem de opinar.

O Ciência sem Fronteiras nada mais fez do que fortalecer programas de pesquisa e pós-graduação de institutos estrangeiros. Brasileiros foram para o exterior estudar problemas de outros países, não os da realidade brasileira. Quem o idealizou ignorou o importante papel da iniciação científica na formação do senso de cidadania.

Em seu curto mandato na presidência do CNPq (2010-2011), o físico Carlos Aragão teve uma visão ampla para remediar problemas de julgamentos superficiais de projetos milionários de editais. Tentou garantir a todos os pesquisadores o direito de concorrer, sem restrições artificiais. Infelizmente, logo que deixou o posto, tal plano foi enterrado.

Nagib Nassar, 78, botânico e geneticista, doutor em genética e melhoramento de plantas, é professor emérito da Universidade de Brasília.

De volta pra casa

Para acelerar a repatriação de dados sobre a biodiversidade brasileira, pesquisadores do Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr) desenvolveram uma ferramenta capaz de recuperar todos os registros de maneira automatizada. Com isso, 850.491 novos registros foram repatriados ao SiBBr em apenas um dia. Os dados estavam no Sistema Global de Informação sobre Biodiversidade (GBIF, na sigla em inglês).

O SiBBR é uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) para consolidar uma plataforma de dados e conteúdos sobre biodiversidade. Segundo a diretora-geral do sistema, Andrea Portela Nunes, a ferramenta foi desenvolvida para resgatar informações sobre a biodiversidade brasileira publicada em outros países. Ela cita, por exemplo, os museus de história natural da Europa e dos Estados Unidos, que possuem enormes coleções de dados sobre a flora e a fauna brasileiras.

“Quando eles informatizam esses dados e vão para o sistema lá do museu, ficamos sem ter o dado aqui. Para poder ‘puxar’ o dado para cá, normalmente fazíamos um processo manual de busca e indexação de dados, que demora bastante. A ferramenta que desenvolvemos faz isso de forma automatizada”, explica Portela, que é coordenadora-geral de Gestão de Ecossistemas do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). “O sistema busca dados sobre biodiversidade brasileira em todas as bases de dados do Sistema Global de Informação sobre Biodiversidade e automaticamente faz a indexação para a nossa base de dados.”,

Desde 2014, quando começou a repatriação de dados sobre a biodiversidade brasileira, 1.608.875 registros já foram recuperados. São informações coletadas no Brasil e publicadas em 36 países. Com os dados resgatados pela nova ferramenta, o SiBBr já disponibiliza 2.459.366 ocorrências repatriadas do sistema global.

Segundo Andrea Portela, 50 mil novos registros sobre a biodiversidade brasileira são publicados por outros países mensalmente no Sistema Global de Informação sobre Biodiversidade. Ela lembra que, em novembro de 2015, o SiBBr completou um ano com 6 milhões de registros sobre a biodiversidade.

A expectativa é atingir nove milhões até o final do ano. “Temos quase dois milhões de dados que estão prontos para serem integrados ao SiBBr. Ou seja, com os 6,3 milhões que temos, chegaremos facilmente aos 9 milhões.”

Fonte: Agência Gestão CT&I, com informações do MCTIC

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