Categoria: Notícias (Página 30 de 117)

Farmanguinhos entrega horta pedagógica a escola da Cidade de Deus

Além da função educativa, é fonte de alimento para as refeições dos estudantes suas respectivas famílias

Fruto do projeto “Se essa rua fosse minha”, coordenado pela Gestão Social de Farmanguinhos, a criação da horta contou com a parceria da Alfazendo. Agora, ficará disponível para a escola, que contará com o suporte do “Hortas Cariocas”.

Na última semana, Farmanguinhos concluiu mais uma etapa do projeto “Se essa rua fosse minha”. Trata-se da Horta Pedagógica implementada na Escola Municipal Joaquim Fontes, na Cidade de Deus, que beneficia cerca de 380 famílias da comunidade. A iniciativa vem sendo desenvolvida em parceria com a Subprefeitura de Jacarepaguá, a 7ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) e o projeto Hortas Cariocas, vinculado às Secretarias Municipais de Educação e Meio Ambiente.

Responsável pela Assessoria de Gestão Social da unidade, Magali Portela explica que o projeto contempla quatro escolas municipais, e tem por objetivo exercer função pedagógica e funciona também como fonte de alimentos para as refeições dos estudantes e suas respectivas famílias. “Trata-se de uma questão de saúde pública, pois refere-se à alimentação balanceada e de qualidade. Além disso, este terreno, que estava ocioso e com aspecto de abandono pela dificuldade de se fazer a manutenção, conta agora com dez canteiros com capacidade para produzir alimento para a refeição das crianças aqui na escola e fornecer para suas respectivas famílias”, observa.

Magali explica que o projeto conta com apoio de parceiros: ONG Alfazendo, da Cidade de Deus, responsável pela metodologia pedagógica e construção dos canteiros; Hortas Cariocas (projeto das Secretarias Municipais de Educação e Meio Ambiente), que dará continuidade com suporte técnico e recursos humanos para realizar manejo dos canteiros.

Parte das equipes das instituições participantes do projeto

O estudo realizado pela Alfazendo analisou as espécies que deveriam ser plantadas, levando em consideração fatores como clima, solo, o tipo de cada vegetal e seus valores nutritivos. “O objetivo é que a escola não precise mais comprar os alimentos disponíveis na horta. Muitas crianças pensam que os alimentos nascem no mercado, não sabem que são plantados. As crianças precisam entender que o alimento não nasce já embalado no supermercado, mas são frutos da terra. Portanto, outra proposta deste projeto é transmitir para essas crianças a importância da relação delas com o meio ambiente”, destaca a coordenadora da Alfazendo, Iara Oliveira.

Vice-diretora da Escola, Angela Alves Conceição Galvão explica o funcionamento do processo educacional. “Cada uma das dez turmas é responsável por um canteiro. As crianças plantam, regam e cuidam da horta diariamente. Essa relação faz muito bem a elas, pois desperta a percepção do desenvolvimento, desde o cultivo até a colheita, e sabem que serão utilizadas no almoço saudável delas”, avalia a vice-diretora.

Cada turma é responsável pelo cultivo de um canteiro. São dez no total, com capacidade para fornecer alimento de qualidade para o almoço das crianças e às famílias dos estudantes.

A relação da sociedade urbana com o meio ambiente também é um fator trabalhado pela equipe do Hortas Cariocas. O coordenador do projeto ressalta que as hortas comunitárias, mais especificamente em escolas, têm como objetivo restabelecer a referência rural em centros urbanos. “A proposta é ocupar áreas consideradas frágeis a fim de deselitizar o consumo de alimentos orgânicos. Por isso, cerca de 50% de nossas hortas encontram-se em escolas a fim de alcançar o resultado desejado. Esta unidade aqui, por exemplo, tem potencial para expandir e produzir alimentos para centenas de famílias mensalmente”, afirma Barros.

Fiocruz e MSD firmam acordo para produzir primeiro antiviral oral contra Covid-19 no Brasil

Acordo de transferência tecnológica também engloba pesquisas com o medicamento para outras infecções virais como dengue e Chikungunya

O acordo será regido pela Lei de Inovação Brasileira (Lei 10.973/2004) que incentiva a colaboração entre entidades públicas e privadas para projetos colaborativos voltados ao fomento do desenvolvimento científico e tecnológico nacional, qualificação, pesquisa e inovação (Foto: Rogério Resende)

A Fiocruz, por meio de seu Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz), e a farmacêutica americana MSD (Merck Sharp & Dohme) assinaram na terça-feira (3/5) um acordo de cooperação tecnológica para a produção de molnupiravir, primeiro antiviral oral para o tratamento da Covid-19, no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância em Saúde (Anvisa) concedeu na tarde de quarta-feira (4/5) autorização de uso emergencial do medicamento no país.

Por meio do acordo, a Fiocruz passará a ser responsável pela armazenagem, administração, rotulagem, embalagem, testagem, liberação, importação e fornecimento do medicamento molnupiravir para o Sistema Única de Saúde. O acordo prevê ainda a condução de ensaios clínicos, em parceria com a farmacêutica, para eventual uso em profilaxia de Covid-19, e o início de estudos experimentais de análise da atividade do medicamento em outros vírus também endêmicos no Brasil, como dengue e chikungunya.

“A Fiocruz sempre esteve na vanguarda em tratamentos para diversos tipos de doenças. Além do avanço da vacinação de Covid-19 no país, podermos agora contar adicionalmente com um medicamento que contribui para a redução o número de pacientes com Covid-19 leve a moderado que progridem para doença grave, que certamente terá um forte impacto positivo no SUS e no enfrentamento à pandemia”, comenta a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima.
 

O pedido de uso emergencial do fármaco, protocolado pela MSD em novembro do ano passado, foi deferido Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta quarta (4). Além do Brasil, o medicamento já recebeu aprovação condicional pela MHRA (Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde), no Reino Unido, e pela EMA (Agência Regulatória Europeia),  e aprovação do uso emergencial pelo FDA (EUA) e está em uso em 17 países.

“Estamos felizes de darmos este primeiro passo para garantir o acesso à população brasileira a um medicamento eficiente que reduz significativamente as hospitalizações e 89% de redução da mortalidade”, comenta Hugo Nisenbom, presidente da MSD no Brasil que complementa: Estamos conversando desde o início de 2021 com a Fiocruz sobre esta parceria. Agora, daremos seguimento para que a fundação possa atender à demanda do Ministério da Saúde o mais rápido possível”.

Sobre a transferência da tecnologia para produção 100% nacional do medicamento, as instituições já definiram as premissas para viabilizar este processo  e permanecerão em diálogo, ao longo dos próximos dois anos de parceria, para avaliar as condições técnicas e demanda do próprio Sistema de Saúde frente aos resultados dos estudos experimentais e clínicos a serem realizados. O diretor de Farmanguinhos, Jorge Mendonça, celebrou o resultado do longo processo de elaboração do acordo. Ele destacou que as negociações resultaram num projeto de grande potencial em relação também ao tratamento de outras enfermidades. “Faz mais de um ano que a gente vem conversando com a MSD e acompanhando toda a evolução dos testes e dos resultados, na torcida, porque tínhamos uma pandemia e toda uma população para tratar. Acho que chegamos num documento bastante robusto, não só no sentido de trazer mais uma ferramenta de combate à Covid-19, mas também de internalização do produto e de utilização dele para outras doenças importantes para o SUS”, avaliou.

Caberá à MSD monitorar e acompanhar, em conjunto com Farmanguinhos, o desenvolvimento das atividades para a transferência parcial de tecnologia, prestando assistência em todo o processo. O acordo será regido pela Lei de Inovação Brasileira (Lei 10.973/2004) que incentiva a colaboração entre entidades públicas e privadas para projetos colaborativos voltados ao fomento do desenvolvimento científico e tecnológico nacional, qualificação, pesquisa e inovação. 

Indicação do medicamento – Segundo a autorização de uso emergencial concedida pela Anvisa, o monulpiravir será indicado para o tratamento de pacientes de Covid-19 maiores de 18 anos que não necessitam de oxigênio suplementar e apresentam risco de evolução para a forma grave da doença. O medicamento necessitará de prescrição médica e não deverá ser utilizado por mulheres grávidas. 

Em reunião da Diretoria Colegiada da Anvisa, realizada nesta quarta-feira (4/5), a diretora Meiruze Freitas destacou que a vacinação ainda é a melhor forma de prevenção contra a Covid-19 e ressaltou que o monulpiravir não deve ser entendido como um substituto das vacinas.

Em nota da Anvisa, o diretor-presidente da Agência, Antônio Barra Torres, que o monulpiravir, nesse momento, deve ser encarado como mais uma alternativa no tratamento para reduzir o número de mortes. “Este é um medicamento de aplicação bastante específica, que demandará monitorização constante e que, portanto, não se trata de nenhuma panaceia de uso amplo e irrestrito no caso da pandemia de Covid-19, onde a vacina se impõe como carro-chefe”, afirmou o diretor em nota.

Entenda os resultados de Fase 3 de Molnupiravir – Os resultados do estudo clínico global de fase 3 (multicêntrico, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo) mostraram que o medicamento foi capaz de reduzir em 89% o risco de morte por Covid-19 quando comparado ao placebo, com eficácia consistente contra diferentes variantes virais. Participaram dos testes pacientes sem necessidade de internação, que não tinham recebido nenhuma dose de vacina e apresentavam pelo menos uma comorbidade que aumentasse o risco de evolução do quadro clínico. Uma maior porcentagem de participantes no grupo de Molnupiravir relatou melhora sustentada e/ou resolução para a maioria dos sinais e sintomas da doença, enquanto uma maior porcentagem de participantes no grupo placebo relatou progressão da maioria dos sinais e sintomas. O estudo teve sete centros no Brasil: três em São Paulo (dois na capital e um em São José do Rio Preto), Brasília, Belo Horizonte, Curitiba e Bento Gonçalves (RS).

A fase 3 do estudo MOVe-OUT (MK-4482-002) foi iniciada em abril de 2021 e avaliou o Molnupiravir como tratamento para pacientes ambulatoriais com Covid19 confirmada, com até 5 dias de sintomas (4 comprimidos, duas vezes ao dia, durante cinco dias por pacientes). Um outro estudo de fase 3, o MOVeAHEAD, está em andamento e avalia a eficácia e segurança do medicamento na prevenção da disseminação da Covid-19.

 

Com Agência Fiocruz de Notícias e Ascom MSD

Gestão do conhecimento científico em projetos de inovação: mesa-redonda

LOCAL (HÍBRIDO)

  • Presencial: Universidade de Aveiro (Portugal) – Sala de reuniões e tradução – prédio da Reitoria
  • On-line: Plataforma Zoom – link

INSCRIÇÕES

  • Inscrições limitadas para presencial e virtual. Clique no link e escolha o tipo de sua participação no evento.

MESA DE ABERTURA

Cristina Guilam
(VPEIC / Fiocruz)

Artur Silva
(Vice-reitor Investigação, Inovação e Formação / UA)

Jorge Mendonça
(Farmanguinhos / Fiocruz)

Jorge Magalhães
(Farmanguinhos / Fiocruz / GHTM / IHMT – NOVA e PICTIS)

David Resende
(ESTGA/DBIO/UA e PICTIS)

Mediadora
Beatriz Nascimento
(VPEIC/ Fiocruz , CES/UC)

PALESTRANTES

CES/ Universidade de Coimbra, Portugal – Caynnã Santos
“Pandemia e academia em casa: propostas para uma academia mais igualitária no pós- COVID-19”

Farmanguinhos/ Fiocruz, Brasil – Núbia Boechat
“Educação em saúde: academia integrada com sociedade e empresa”

Faculdade de Ciências e Tecnologia/ Universidade de Cabo Verde – Iniza Araújo
“A experiência de Cabo Verde na integração da formação em saúde”

IHMT/ Universidade NOVA de Lisboa, Portugal – Joana Marques
“Do financiamento da ciência à tecnologia industrial”

CICECO/ Universidade de Aveiro – Márcia Neves
“O Empreendedorismo na academia para a saúde”

PNPD/Universidade Federal Fluminense, Brasil – Alcione Carvalho e Farmanguinhos/ Fiocruz, Brasil – Carla Silveira
“Estratégias de PI na saúde para o ecossistema de inovação”

Representantes da Servier visitam a fábrica e homenageiam diretor de Farmanguinhos

O encontro reforçou as relações entre as duas instituições após assinatura de memorando de entendimento para novos desenvolvimentos de tecnologia conjunta

(mais…)

Farmanguinhos recebe visita de representantes da alemã Merck KGaA

O encontro teve como objetivo acompanhar a fabricação do lote de engenharia do Praziquantel Pediátrico, bem como alinhar assuntos técnicos e analíticos do medicamento

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) recebeu a visita de representantes da parceira alemã Merck KGaA como parte de uma das etapas para a produção do L-Praziquantel 150mg, fruto do Consórcio Internacional Praziquantel Pediátrico. O encontro teve como objetivo acompanhar a fabricação do lote de engenharia do medicamento, indicado para tratar a esquistossomose em crianças, bem como confirmar de todos os parâmetros e a viabilidade do processo de produção e de embalagem na unidade.

A próxima etapa será a confecção dos lotes de desempenho, que servirão para compor o dossiê de registro do medicamento para submissão à Agência Regulatória Europeia (EMA) e à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), além da pré-qualificação junto à Organização Mundial da Saúde (OMS). A previsão é de que o L-Praziquantel 150mg seja disponibilizado em 2024.

“Além de reuniões com as áreas técnicas para alinhar processos analíticos, os representantes visitaram as instalações fabris e alguns laboratórios. Um dos dias foi reservado para acompanhar algumas etapas de fabricação de um lote de engenharia do L-Praziquantel, que foi produzido neste período”, explica o gerente do projeto na unidade, Daniel Lacerda.

Segundo Lacerda, o próximo passo será a Merck enviar a carta de intenção de submissão de registro à Agência Regulatória Europeia, ainda neste mês.

“A submissão final deste dossiê ocorrerá em novembro deste ano. Para isso, temos que fechar diversas documentações e atividades necessárias, como a produção dos três lotes pilotos para validação do processo de fabricação, previstos para serem realizadas entre julho e outubro. Além de compor a documentação de registro no EMA e, posteriormente, da Anvisa, estes lotes serão distribuídos pelo Consórcio na África para a utilização em um estudo de implementação do medicamento naquele território”, ressalta.

O L-Praziquantel é um comprimido dispersível em água, que facilita a sua administração em crianças menores de seis anos de idade. Até então, o medicamento disponível para essa enfermidade não tinha uma versão adequada para esse público, o que dificulta o tratamento contra a doença, que pode levar à anemia, raquitismo, deficiência na capacidade de aprendizado e inflamação crônica dos órgãos, podendo ser fatal nos casos mais graves.

Ao participar do Consórcio Internacional Praziquantel Pediátrico, Farmanguinhos contribui para erradicação desta doença que acomete milhões de pessoas no mundo. Com isso, atende sua missão institucional, como também uma das expectativas de sua visão, que é ser reconhecida por organismos nacionais e internacionais como centro estratégico de desenvolvimento tecnológico e produção de medicamentos.

Página 30 de 117