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Mais de 87% da força de trabalho concluíram o ciclo vacinal com as duas doses, o que reflete a queda drástica de sintomatologias e internações

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) deu início, no mês de abril, à imunização da força de trabalho contra a Covid-19. Devido ao caráter estratégico para a assistência farmacêutica nacional, com a produção de medicamentos essenciais para o Sistema Único de Saúde (SUS), os trabalhadores da unidade foram incluídos no grupo prioritário, seguindo as orientações do Plano Nacional de Imunização (PNI). Ratificando a importância da vacina na luta contra a Covid, 87% da força de trabalho concluíram o ciclo vacinal com as duas doses do imunizante.

O diretor Jorge Mendonça destaca a importância da vacina para os cuidados com a saúde do trabalhador. “Para cuidarmos da saúde da população brasileira, temos que começar aqui dentro, cuidando da saúde dos nossos trabalhadores. As campanhas internas de vacinação são essenciais no combate às doenças. É cuidando da saúde dos nossos profissionais e mantendo todas as medidas preventivas que vamos conseguir produzir os medicamentos necessários para a manutenção da vida de milhões de brasileiros assistidos pelo SUS”, ressalta Mendonça.

O Departamento de Saúde da Unidade aplicou a primeira dose em abril e a segunda em julho. Ao todo, foram imunizados com a vacina AstraZeneca produzida pela Fiocruz 1.464 colaboradores, entre servidores, terceirizados, estagiários e bolsistas, que estão atuando presencialmente ou em sistema de rodízio.

Além disso, a Vice-diretoria de Gestão do Trabalho (VDGT) conjuntamente com o Centro de Comunicação (Cecom) promoveram campanhas internas para incentivar os profissionais em trabalho remoto a se imunizarem nos postos de saúde. Para isso, a instituição forneceu documento oficial elaborado pela VDGT. Profissionais lotados no campus Manguinhos puderam se imunizar diretamente no Núcleo de Saúde do Trabalhador (NUST) da Fundação.

Vacina cumpre seu papel – Responsável pelo Departamento de Saúde, o médico Vladimir Gonçalves destaca como a vacinação impactou na queda de casos dentro do Instituto. “Continuamos fazendo o monitoramento e todos os testes PCR. Em junho, foi uma das menores taxas que tivemos nos últimos meses e, na primeira quinzena de julho, não tivemos nenhum caso positivo de Covid em Farmanguinhos. Desde 8 de maio, quando tivemos o último trabalhador internado, não registramos mais nenhuma internação e nem sintomatologia intensa. A vacina está fazendo o seu papel. Sabemos que nenhuma vacina é 100% eficaz para a transmissão do Coronavírus, mas quase todas elas chegam próximas a 100% para as formas graves e fatais”, explica.

De acordo com os acompanhamentos das ocorrências na unidade, houve um aumento de casos entre julho e agosto por conta da variante Delta. “Estamos a todo tempo monitorando a força de trabalho e tentando reduzir os riscos. O mais importante é reduzir a circulação viral para baixar a taxa de transmissão. Vírus circulante é igual a probabilidade de novas variantes potencialmente mais graves e mais transmissíveis. Ainda não podemos voltar ao trabalho totalmente presencial, pois nem todos têm o sistema imune perfeito e não estão completamente protegidos. Então, o fato de mantermos as medidas restritivas em Far, no Brasil e no mundo, é para reduzir a circulação viral, para reduzir a taxa de transmissão desses vírus”.

Todo cidadão pode consultar a carteira de vacinação digital no aplicativo Conecte SUS. É só baixar no celular pelo app store e acessar com o CPF e a senha do site gov.br.

Segundo as orientações do Plano Geral de Convívio de Farmanguinhos, elaborado pelo Grupo de Trabalho de Braços Abertos ao Novo Normal, é imprescindível que as medidas de prevenção sejam mantidas, como o distanciamento seguro, a higienização das mãos e o uso obrigatório de máscaras.