Autor: Viviane Oliveira (Página 69 de 84)

Uso correto de medicamentos

Anvisa publica alguns pontos importantes antes de se medicar. Reveja também a cartilha, elaborada por Farmanguinhos


A medicação é essencial quando usada adequadamente para o tratamento de doenças. No entanto, quando os medicamentos são utilizados de maneira incorreta ou consumidos sem critérios adequados podem prejudicar sua saúde.

Fique atento aos seguintes pontos, elaborados pela Anvisa, antes de se medicar. E lembre-se de consultar a Cartilha de Uso Correto de Medicamentos, elaborada por profissionais de Far.

 

  • Nem todo remédio é um medicamento 

Todo medicamento é remédio, mas nem todo remédio é medicamento. Existe uma série de tratamentos, produtos e cuidados que ajudam a combater doenças ou aliviar dores mas que não são considerados medicamentos. Acupuntura, fisioterapia, caminhadas e chás caseiro são alguns exemplos de remédios que não se enquadram como medicamentos. Para ser considerado medicamento no Brasil, um produto precisa de registro na Anvisa.

 

  • Fique de olho nas embalagens 

Um procedimento importante no consumo do medicamento é verificar como se encontra a embalagem. Não compre nenhum produto que tenha o lacre de segurança violado. Tanto a caixa do medicamento quanto sua embalagem interna devem estar lacradas. Muitas vezes nas laterais das caixas de medicamentos, existe uma área especial que deve ser raspada com um objeto metálico para verificar se o medicamento é autêntico; cuidado com as falsificações.

 

  • Os riscos da automedicação 

Dentre todos os países da América Latina, o Brasil tem uma das populações que apresentam maior tendência a comprar medicamentos sem consultar o médico. E são os medicamentos os responsáveis por mais de 30% das intoxicações humanas no país. Nunca deixe de procurar a orientação de um profissional da saúde.

 

  • Alimento não é cura de doenças 

Um alimento não pode ser anunciado como responsável pela cura de doenças. Todos sabem que uma alimentação balanceada é indispensável para uma boa saúde mas não se pode atribuir a um único alimento propriedades medicinais. Embora existam alimentos vendidos em formas tipicamente farmacêuticas (cápsulas, comprimidos, entre outros), não confunda, alimentos não são medicamentos.

 

  • Medicamento não é um bem de consumo comum 

Os medicamentos são bens de saúde e não bens de consumo comums como roupas e revistas. Eles devem ser tratados como instrumentos de promoção, recuperação e manutenção do bem-estar, portanto, não podem ser anunciados como produtos de livre mercado.

As propagandas de medicamentos têm regras e informações obrigatórias, inclusive as propagandas dos medicamentos sem tarja. Eles devem apresentar: nome comercial do medicamento, nome do princípio ativo, número de registro na Anvisa, contra-indicação principal e a advertência “A PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO”.

Chamada Pública nº 06/2016-FAR – Clavulanato de Potássio

Comissão publicou no Diário Oficial da União os dois fabricantes que estão aptos a seguir adiante no processo de padronização


A Comissão de Padronização de Insumos Farmacêuticos Ativos, Excipientes  e Materiais de Embalagem, no uso de suas atribuições, faz saber que,  foi publicada no Diário Oficial da União – D.O.U. do dia 19/05/2017, o resultado da segunda fase da Chamada Pública em referência, estando APTOS a seguir adiante no processo de padronização, os seguintes fabricantes: SINOPHARM WEIQIDA PHARMACEUTICAL CO.,LTD. e FERMIC, S.A DE C.V.

Atualização acontecerá na primeira semana de julho

Serão cursos de Cadeia produtiva de plantas medicinais e Gestão ambiental na indústria farmacêutica. 25 vagas por curso. Confira


Os editais dos Cursos de Atualização da II Escola de Inverno de Farmanguinhos já estão publicados. As inscrições, para os cursos de Cadeia produtiva de plantas medicinais e Gestão ambiental na indústria farmacêutica, serão de 23 de maio a 09 de junho, através do site www.sigals.fiocruz.br, seguindo o caminho inscrição > presencial > atualização > ITF – Farmanguinhos. As aulas acontecerão de 03 a 07 de julho, com carga horária de 20h, na Sala de Reuniões do Container, em Manguinhos. São 25 vagas por curso.

 

Confira abaixo os editais:

Gestão Ambiental na Indústria Farmacêutica –  professor Paulo Sérgio Lacerda

Período da manhã – das 8h às 12h

 

Cadeia produtiva de plantas medicinais – professores Raquel Elisa López e Leonardo Lucchetti Silva

Período da tarde –  das 13h às 17h

 

A homologação ocorrerá no dia 20 de junho e a matrícula entre os dias 21 e 29 de junho. Após a homologação deverá ser feito um pagamento, referente à taxa de matrícula de R$15 para alunos e R$30 para profissionais.

 

Para mais informações:
Ramais: 5058 / 5044 / 5062 – Elizabeth Santos, Eliane Dib e Cristiane Leite)

E-mail: secensino@far.fiocruz.br

Pré-qualificação de fornecedores

Confira o edital da Concorrência Pública nº 01/2017 para pré-qualificação de alumínio, polietileno sem impressão, alumínio duro sem impressão e tira de alumínio


Aviso de Licitação – Concorrência Pública nº 01/2017 Far

A Comissão Especial de Licitação, no uso de suas atribuições, faz saber que, realizará procedimento licitatório na modalidade Concorrência Pública, cujo objeto é a Pré-qualificação de fornecedores de ALUMÍNIO + POLIETILENO SEM IMPRESSÃO COM PRIMER PARA EMBALAGEM EM STRIP DE PRODUTOS FARMACÊUTICOS, ALUMÍNIO DURO SEM IMPRESSÃO COM PRIMER PARA EMBALAGEM EM BLÍSTER DE PRODUTOS FARMACÊUTICOS E TIRA DE ALUMÍNIO (OPA+ALUMÍNIO+PVC) SEM IMPRESSÃO PARA EMBALAGEM EM PLÍSTER DE PRODUTOS FARMACÊUTICOS.

O presente certame se realizará em 19/06/2017, às 9h, na Sala de Conferência do Prédio 10, situado à Avenida Comandante Guaranys, 447 – Curicica – Jacarepaguá – Rio de Janeiro – CEP 22.775-903.

Clique aqui e acesse o edital. Além de disponibilizado neste site, o edital encontra-se disponível gratuitamente também no endereço eletrônico www.comprasgovernamentais.gov.br.

DANIELA DOS SANTOS FERREIRA

 Presidente da Comissão de Especial de Licitação

João e Branca Moreira Salles lançam 1º instituto privado de apoio à ciência

O instituto que enxerga e financia a ciência como arte.


Serrapilheira é aquela camada superficial de florestas e bosques, formada por folhas, ramos e outras fontes de matéria orgânica que devolvem nutrientes ao solo.

É também o nome da primeira entidade privada dedicada ao fomento de pesquisa e à divulgação científica do país, lançada nesta quarta-feira (22) no Rio.

O nome foi escolhido por João Moreira Salles, que, junto com sua mulher, a linguista e professora da PUC-RJ Branca Vianna Moreira Salles, quer “fertilizar a terra da ciência brasileira”. O segundo motivo para o batismo, diz o documentarista, é a sonoridade da palavra, agradável.

Herdeiro do Unibanco, que foi fundido ao Itaú, João é uma das pessoas mais ricas do país, com fortuna estimada em US$ 2,8 bilhões pela revista Forbes. A família também tem negócios na área de mineração.

Para a constituição da nova agência de fomento, R$ 350 milhões foram doados pelo casal Moreira Salles para um fundo patrimonial. Os rendimentos devem garantir o suficiente para um orçamento anual de cerca de R$ 15 milhões para financiar projetos das áreas de matemática, ciências físicas, ciências da vida e engenharia.

O gosto de João Moreira Salles pela ciência e, em especial, pela matemática já havia ficado claro nas reportagens que escreveu e editou na revista “piauí”, que ele fundou.

Não por acaso o lançamento do Serrapilheira aconteceu no Impa (Instituto de Matemática Pura e Aplicada), no bairro do Jardim Botânico, no Rio, que já recebeu vultosas doações de Moreira Salles. É onde atua o matemático Artur Avila, único brasileiro ganhador da medalha Fields (o “Nobel” da matemática).

De uma conversa que Moreira Salles teve com o matemático e ex-presidente da Academia Brasileira de Ciências Jacob Palis, em 2014, nasceu então a ideia de tentar mudar o cenário da pesquisa científica no país. Dezenas de instituições no Brasil e no exterior foram visitadas desde então em busca de um modelo para o Instituto Serrapilheira.

A ambição é associar a marca aos melhores pesquisadores do país. Para chegar a esse nível de excelência, a palavra de ordem deve ser liberdade.

Não haverá muitas regras de como o pesquisador deverá gastar o dinheiro recebido–coisa rara na conjuntura da ciência brasileira, majoritariamente financiada por entidades ligadas aos governos estaduais e federal.

Pelas regras dessas agências, por exemplo, não é possível ir a um importante congresso de uma área sem ter um trabalho para apresentar, e mesmo organizar eventos acaba sendo bastante complicado, afirma Edgar Zanotto, professor da Ufscar (Universidade Federal de São Carlos) e presidente do conselho científico do instituto.

Segundo ele, a ciência no Brasil é feita de uma maneira quase uniformemente “incremental”, o que é válido. A proposta do Serrapilheira, porém, é outra.

O plano é apoiar ideias inovadoras, “extraordinárias”, capazes de mudar uma área da ciência, atacando problemas centrais.

Grosso modo, a ideia não é dar bolsas de mestrado ou doutorado, mas sim conceder uma verba de pesquisa que o pesquisador poderá usar como quiser, incluindo a contratação de outros pesquisadores ou até mesmo de técnicos que lidem com a burocracia do laboratório.

Não existe um número estabelecido de propostas que serão contempladas a cada ciclo nem um valor fechado para cada projeto –isso dependerá da proposta. Segundo o cronograma do instituto, os primeiros projetos poderão ser enviados no segundo semestre deste ano.

Outra meta da entidade é apoiar a divulgação científica para melhorar a imagem e a percepção que as pessoas têm da ciência no Brasil. A área provavelmente contará com cerca de 20% do orçamento, mas ainda não foi divulgado que tipos de propostas serão buscadas.

Ficaram de fora do guarda- chuva do Instituto Serrapilheira as ciências humanas. A explicação, diz Moreira Salles, é que a área das ciências naturais carece de personagens no imaginário brasileiro e na dramaturgia do país.

“Na cabeça dos jovens, tornar-se um cientista não é algo tão empolgante ou descolado”, diz. Ele cita um ano em que se formaram 30 alunos de cinema na PUC-RJ e apenas dois matemáticos na mesma instituição. “O Brasil será uma tragédia. Uma tragédia bem filmada, mas ainda assim uma tragédia.”

Outro motivo para a escolha é que João e seus irmãos já comandam o Instituto Moreira Salles, que tem atuação mais intensa nas áreas de artes visuais, literatura e música. As sedes ficam no Rio e em Poços de Caldas (MG). Uma nova unidade deve ser inaugurada em julho, na av. Paulista, em São Paulo.

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