Conheça os quatro cursos que serão ministrados de forma presencial, remota e híbrida, no período de 18/07 a 12/08 (dependendo do curso escolhido)
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LOCAL (HÍBRIDO)
- Presencial: Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT) – Sala Fraga de Azevedo
- On-line: Plataforma Zoom – link
Evento gratuito
Certificado: 75% de presença
Método avaliação: participação em aula
INSCRIÇÕES
- Inscrições limitadas para presencial e virtual. Clique no link e escolha o tipo de sua participação no evento.
PALESTRANTES
Carla Silveira | Coordenadora do Núcleo de Inovação Tecnológica de Farmanguinhos/FIOCRUZ (Brasil)
Doutora em Saúde Coletiva (UERJ, Brasil)
Pós-graduação em Gestão de Organizações e Ciência e Tecnologia (Fiocruz, Brasil)
Pós-graduação em Direito Civil e Processo Civil (UGF, Brasil)
Alcione Carvalho | Consultora em Gestão de Projetos de Desenvolvimento Pré-clínico da Eurofarma (Brasil)
Pós-doutorado em Gestão (Instituto de Química da UFF, Brasil)
MBA em Gestão e Gerenciamento de Projetos (UFRJ, Brasil)
Doutora em Ciências (UFRJ, Brasil)

O próximo programa acontecerá no dia 04/05, a partir das 18h30, com transmissão pelo canal da RedesFito no Youtube. Participe!
No dia 4 de maio, a partir das 18h30, acontecerá mais uma edição do “RedesFito Convida”. Com o tema “A importância dos herbários na conservação da biodiversidade e inovação”, o programa receberá os biólogos Rafaela Campostrini Forzza, pesquisadora e curadora do herbário RB do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Marcelo Neto Galvão, curador do Herbário Coleção Botânica de Plantas Medicinais (CBPM) do CIBS/Farmanguinhos/Fiocruz, Ana Odete Santos Vieira, que integra o Comitê Gestor do Herbário Virtual da Flora e dos Fungos do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT- HVFF), e Leandro Lacerda Giacomin, professor adjunto na Universidade Federal da Paraíba e representante da Rede Brasileira de Herbários na Sociedade Botânica do Brasil. A mediação será feita pelo coordenador do Sistema Nacional das Redes Fito, Jefferson Pereira Caldas dos Santos.
A transmissão será feita pelo canal da RedesFito no Youtube.
Sobre o RedesFito Convida – Desenvolvido pelo Centro de Inovação em Biodiversidade e Saúde (CIBS) de Farmanguinhos, o programa de entrevistas aborda vários temas relacionados à inovação em medicamentos da biodiversidade e conta com a participação de atores locais, espalhados pelos biomas brasileiros, que fazem parte das redes e atuam nos diferentes setores da cadeia produtiva de medicamentos da biodiversidade (agricultores, técnicos, pesquisadores, professores, empresários, etc).
Confira a programação, anote na agenda e venha debater conosco!

Primaquina é utilizado no tratamento da malária causada por Plasmodium vivax, Plasmodium falciparum, Plasmodium ovale ou malária mista. Também indicado nos tratamentos de pneumocistose e de pacientes portadores do vírus HIV com pneumonia por Pneumocystis carinii (recentemente denominado Pneumocystis jirovecii), em associação à clindamicina como tratamento alternativo.
O difosfato de primaquina é um antimalárico totalmente desenvolvido por Farmanguinhos. A responsável pela Divisão de Gestão de Desenvolvimento Tecnológico de Farmanguinhos, Juliana Johansson, explica que o produto já fez parte do portfólio institucional e, com o avanço da ciência e o advento de novas tecnologias, foi possível atribuir melhorias ao medicamento. Com isso, além de oferecer mais qualidade aos pacientes, atendeu a uma necessidade do Ministério de ampliar a relação de medicamentos contra malária.
“A Primaquina é fruto de desenvolvimento tecnológico das equipes de Farmanguinhos, que estudaram estratégias tecnológicas para elevar a qualidade do medicamento. Essa é uma característica encantadora da ciência: as ferramentas tecnológicas evoluem e permitem que se amplie o entendimento sobre algo que, em um passado, considerava-se completamente conhecido. Isso possibilita que melhorias contínuas sejam estudadas e implementadas, sempre permitindo que se atinjam patamares superiores de qualidade. O resultado é entregar um produto que gere melhor desempenho do medicamento para o tratamento da patologia”, observa a farmacêutica.
Em março de 2022, a Unidade conseguiu o registro da nova formulação do antimalárico Primaquina 5mg junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Fruto de desenvolvimento totalmente interno, o medicamento é considerado inovador por apresentar uma nova concentração no Brasil. Com essa chancela, além de ampliar o portfólio do Instituto, a iniciativa garantirá que a população tenha acesso ao tratamento completo da doença pelo Sistema Único de Saúde (SUS), por meio do Programa Nacional de Prevenção e Controle da Malária (PNCM).
Essa expertise torna a unidade um laboratório ímpar no Brasil, o que fornece o maior número de medicamentos para o Ministério da Saúde e referência da maioria dos que são indicados no Guia de Tratamento da Malária no Brasil, cuja finalidade é otimizar o trabalho dos profissionais de saúde e garantir a padronização dos procedimentos necessários para o tratamento da enfermidade. O documento apresenta todas as orientações relevantes sobre a indicação e uso dos antimaláricos preconizados no Brasil de acordo com a espécie parasitária, o grupo etário, a toxidade e o peso dos pacientes.
Atualmente, Farmanguinhos é referência no ASMQ e na Primaquina 15mg. A meta é que a concentração de 5mg também seja submetida à Anvisa e se torne modelo. Com isso, as empresas interessadas em registrar medicamentos genéricos ou similares deverão utilizar obrigatoriamente o produto do Instituto como parâmetro, seguindo seus critérios para realizar testes e estudos.
Artesunato + mefloquina é indicado para o tratamento de malária aguda, sem complicações, causada pelo Plasmodium falciparum. É indicado tanto para a monoinfecção por P. falciparum, como para infecções mistas por Plasmodium vivax (com tratamento subsequente de suas formas hipnozoítas).
O medicamento, cuja formulação foi totalmente desenvolvida nas instalações de Farmanguinhos, é considerado o mais eficaz no combate à malária causada pelo protozoário Plasmodium falciparum, responsável por 25% de 1 milhão de casos da doença na América Latina . Ele associa as substâncias cloridrato de mefloquina e artesunato, antes administradas separadamente contra a doença.
A combinação resulta em baixos índices de efeitos colaterais, maior adesão dos pacientes e utilização de menores doses de comprimidos, possibilitando uma cura mais rápida. Na terapia convencional, à base de quinino, um adulto pode ingerir até 24 cápsulas diariamente. Com o ASMQ, são apenas seis, em dose fixa. Além disso, o produto também é fabricado sob a forma de líquido para as crianças, principais vítimas da malária em escala mundial.
O ASMQ pode ser armazenado por até três anos em clima tropical e é gratuito aos pacientes brasileiros. Em 2009, ele começou a ser distribuído a preço de custo para países endêmicos da América Latina e do Sudeste Asiático.
A criação do medicamento foi uma parceria entre a Fiocruz, através de Farmanguinhos, e a Iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas (DNDi, em inglês), uma entidade internacional sem fins lucrativos. O desenvolvimento fez parte do Consórcio FACT (Terapia de Combinação em Dose Fixa de Artesunato, em tradução da sigla em inglês). O custo total foi de 7,8 milhões de euros, valor financiado em conjunto pela União Européia, Reino Unido, Espanha, França e Holanda.






