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Jonnathan Pereira é Gente de Far

Jonnathan é responsável pelo Serviço de Planejamento e Agrupamento de Suprimentos (SPAS), do Departamento de Administração, da Vice-diretoria de Gestão Institucional / Foto: Viviane Oliveira

É bonito de ver quando o brilho nos olhos e os cuidados com a assistência básica à população extrapolam as barreiras da Fiocruz. Ao todo, são 15 anos que Jonnathan Pereira se dedica à saúde brasileira profissionalmente e ainda desenvolve encontros e obras sociais em prol da qualidade de vida do próximo. O servidor, que ingressou em Farmanguinhos como terceirizado em 2006, faz questão de olhar para trás, lembrar da sua trajetória e de reconhecer a importância de grandes incentivadores, como a esposa Natércia e amigos de trabalho, para trazer mais vitalidade e dedicação ao motivar e auxiliar outras pessoas.

Jonnathan se formou em Administração, graças ao incentivo e direcionamento de sua companheira Natércia, e iniciou em Far na área do Patrimônio, onde pode aplicar a experiência adquirida como estagiário no Hospital Universitário Gaffrée e Guinle e depois, no primeiro emprego, na Policlínica Naval Nossa Senhora da Glória, da Marinha. Sempre em busca de novos desafios e aprendizados, em Farmanguinhos, pode atuar também na área do almoxarifado, como auxiliar, almoxarife e, depois, como analista.

“Essa experiência no almoxarifado me auxiliou a enxergar melhor o funcionamento da parte operacional e pude compreender o processo final da cadeia. Nesse início, contei com ótimas oportunidades e incentivos de vários profissionais, como Denilson Bastos, Jorge Quirino, Sílvia Santos, que serviram como exemplos para mim”, contou.

O profissional atuou no Patrimônio e no almoxarifado

Em 2014, Jonnathan passou no concurso da Fiocruz e começou a atuar como servidor no Departamento de Planejamento Logístico. Entre muitas experiências vividas, ser um usuário chave do Sistema ERP SAP, no módulo SRM, agregou mais conhecimento sobre a gestão de fornecedores e preparou o servidor para uma nova fase que vivenciaria.

Três anos depois, foi convidado para assumir a chefia do Serviço de Planejamento e Agrupamento de Suprimentos (SPAS), dentro do Departamento de Administração, da Vice-diretoria de Gestão Institucional.

“O setor foi criado com o intuito de melhorar a cadeia de suprimentos e fazer um elo maior entre o requisitante e o Serviço de Compras. Foi um desafio, porque lidamos desde itens de escritório até o material de ponta e, por isso, foi importante uma compreensão melhor de todas as áreas”, explicou Jonnathan. 

No novo setor, o profissional ministrou encontros e treinamentos, junto ao setor de Compras, para os requisitantes das Janelas de Carrinhos de Compras e do novo sistema do Governo Federal, Planejamento e Gerenciamento de Contratações (PGC), que consolida todas as contratações para o exercício subsequente.

O novo sistema ainda serviu de estímulo para ser objeto de estudo do Mestrado em Política de Gestão em Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP), iniciado em 2019. “É um assunto inédito e será um trabalho pioneiro na área. Além do sistema ser desafiador, esse mestrado na ENSP é superconcorrido, e ter passado na primeira tentativa, me deixou muito feliz”, ressaltou o novo mestrando.

Outro momento promissor foi a atuação como um dos delegados de Farmanguinhos no VIII Congresso Interno da Fiocruz, no final de 2017. Esta participação gerou desdobramentos importantes e despertou um interesse do servidor em ser mais participativo no futuro da Instituição, se candidatando, assim, para o Conselho Deliberativo de Farmanguinhos. Jonnathan foi eleito representante titular de área pela VDGI para o biênio 2018 – 2020.

No novo setor, o profissional ministrou encontros e treinamentos, junto ao setor de Compras, para os requisitantes das Janelas de Carrinhos de Compras e do novo sistema do Governo Federal, Planejamento e Gerenciamento de Contratações (PGC), que consolida todas as contratações para o exercício subsequente.

O novo sistema ainda serviu de estímulo para ser objeto de estudo do Mestrado em Política de Gestão em Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP), iniciado em 2019. “É um assunto inédito e será um trabalho pioneiro na área. Além do sistema ser desafiador, esse mestrado na ENSP é superconcorrido, e ter passado na primeira tentativa, me deixou muito feliz”, ressaltou o novo mestrando.

Outro momento promissor foi a atuação como um dos delegados de Farmanguinhos no VIII Congresso Interno da Fiocruz, no final de 2017. Esta participação gerou desdobramentos importantes e despertou um interesse do servidor em ser mais participativo no futuro da Instituição, se candidatando, assim, para o Conselho Deliberativo de Farmanguinhos. Jonnathan foi eleito representante titular de área pela VDGI para o biênio 2018 – 2020.

Jonnathan Pereira é Gente de Far

Jonnathan é responsável pelo Serviço de Planejamento e Agrupamento de Suprimentos (SPAS), do Departamento de Administração, da Vice-diretoria de Gestão Institucional / Foto: Viviane Oliveira

É bonito de ver quando o brilho nos olhos e os cuidados com a assistência básica à população extrapolam as barreiras da Fiocruz. Ao todo, são 15 anos que Jonnathan Pereira se dedica à saúde brasileira profissionalmente e ainda desenvolve encontros e obras sociais em prol da qualidade de vida do próximo. O servidor, que ingressou em Farmanguinhos como terceirizado em 2006, faz questão de olhar para trás, lembrar da sua trajetória e de reconhecer a importância de grandes incentivadores, como a esposa Natércia e amigos de trabalho, para trazer mais vitalidade e dedicação ao motivar e auxiliar outras pessoas.

Jonnathan se formou em Administração, graças ao incentivo e direcionamento de sua companheira Natércia, e iniciou em Far na área do Patrimônio, onde pode aplicar a experiência adquirida como estagiário no Hospital Universitário Gaffrée e Guinle e depois, no primeiro emprego, na Policlínica Naval Nossa Senhora da Glória, da Marinha. Sempre em busca de novos desafios e aprendizados, em Farmanguinhos, pode atuar também na área do almoxarifado, como auxiliar, almoxarife e, depois, como analista.

“Essa experiência no almoxarifado me auxiliou a enxergar melhor o funcionamento da parte operacional e pude compreender o processo final da cadeia. Nesse início, contei com ótimas oportunidades e incentivos de vários profissionais, como Denilson Bastos, Jorge Quirino, Sílvia Santos, que serviram como exemplos para mim”, contou.

Jonnathan é responsável pelo Serviço de Planejamento e Agrupamento de Suprimentos (SPAS), do Departamento de Administração, da Vice-diretoria de Gestão Institucional / Foto: Viviane Oliveira

Em 2014, Jonnathan passou no concurso da Fiocruz e começou a atuar como servidor no Departamento de Planejamento Logístico. Entre muitas experiências vividas, ser um usuário chave do Sistema ERP SAP, no módulo SRM, agregou mais conhecimento sobre a gestão de fornecedores e preparou o servidor para uma nova fase que vivenciaria.

Três anos depois, foi convidado para assumir a chefia do Serviço de Planejamento e Agrupamento de Suprimentos (SPAS), dentro do Departamento de Administração, da Vice-diretoria de Gestão Institucional.

“O setor foi criado com o intuito de melhorar a cadeia de suprimentos e fazer um elo maior entre o requisitante e o Serviço de Compras. Foi um desafio, porque lidamos desde itens de escritório até o material de ponta e, por isso, foi importante uma compreensão melhor de todas as áreas”, explicou Jonnathan. 

No novo setor, o profissional ministrou encontros e treinamentos, junto ao setor de Compras, para os requisitantes das Janelas de Carrinhos de Compras e do novo sistema do Governo Federal, Planejamento e Gerenciamento de Contratações (PGC), que consolida todas as contratações para o exercício subsequente.

O novo sistema ainda serviu de estímulo para ser objeto de estudo do Mestrado em Política de Gestão em Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP), iniciado em 2019. “É um assunto inédito e será um trabalho pioneiro na área. Além do sistema ser desafiador, esse mestrado na ENSP é superconcorrido, e ter passado na primeira tentativa, me deixou muito feliz”, ressaltou o novo mestrando.

Outro momento promissor foi a atuação como um dos delegados de Farmanguinhos no VIII Congresso Interno da Fiocruz, no final de 2017. Esta participação gerou desdobramentos importantes e despertou um interesse do servidor em ser mais participativo no futuro da Instituição, se candidatando, assim, para o Conselho Deliberativo de Farmanguinhos. Jonnathan foi eleito representante titular de área pela VDGI para o biênio 2018 – 2020.

Telespectador assíduo do “Pequenas empresas e grandes negócios”, ele explora o lado visionário e proativo para fazer o bem, utilizando o tempo livre para se dedicar à família e à comunidade formada pelos frequentadores da Igreja Pentecostal Jesus é o Caminho e a Vida.

Jonnathan e a esposa Natércia são os idealizadores do Retiro de Casais Compromisso, o qual irá para a sétima edição em setembro de 2019 / Foto: arquivo pessoal Jonnathan Pereira

Casado há 15 anos com a esposa Natércia, eles idealizaram o Retiro de Casais Compromisso, que já está na sétima edição e, além de reforçar o laço entre as famílias, proporciona viagens para lugares como Miguel Pereira, Arraial do Cabo, Penedo, Angra dos Reis, com valores simbólicos. O casal realiza obras sociais e trabalhos voluntários, como distribuição de agasalhos e quentinhas aos moradores de rua de Caxias, Bonsucesso, Jacarezinho e Manguinhos.

Jonnathan era aquele que aproveitava os minutos no intervalo do almoço ou no ônibus para estudar e, atualmente, tem conseguido repassar esta mentalidade aos jovens no Projeto Educa Mais Igreja, com orientações e direcionamentos profissionais.

O servidor passando a paixão do time do coração para a esposa, os três filhos Ashlley, Anne Catarine e Nathan, e um amigo das crianças / Foto: Jonnathan Pereira

Esses são os princípios e exemplos, que Jonnathan transmite aos três filhos, Ashlley, de 15 anos, Anna Catarine, de 12, e o caçula, Nathan, de 10 anos. Com determinação, profissionalismo, experiência e o coração enorme do Jonnathan, muitas conquistas serão comemoradas. Que a empatia e o amor contagiem, para que as boas ações possam se multiplicar.

 

 

Mayaro, dengue, zika e chikungunya: veja semelhanças e diferenças entre os vírus transmitidos por mosquitos

Duas pesquisas divulgadas neste mês apontam evidências de que o vírus da febre de mayaro já está circulando no Rio de Janeiro e no interior de São Paulo.

Descoberto em 1955, o vírus é transmitido pelo mosquito silvestre Haemagogus janthinomys e endêmico (tem presença contínua) na Amazônia. A preocupação dos especialistas é que o mayaro se adapte ao meio urbano e passe também a ser transmitido pelo Aedes Aegypti, vetor de doenças como a denguezika chikungunya.

Os sintomas da febre do mayaro são semelhantes aos da chikungunya. Não há vacina para nenhuma das doenças.

Para Amílcar Tanuri, coordenador do Laboratório de Virologia Molecular da UFRJ, onde o estudo sobre o mayaro no Rio foi realizado, o esforço de prevenção deve se concentrar no combate ao mosquito.

Dengue

  • Transmissão: picada do Aedes aegypti
  • Proliferação: água parada
  • Sintomas: febre alta (acima de 38ºC); dores musculares intensas; dor ao movimentar os olhos; mal estar; falta de apetite; dor de cabeça; manchas vermelhas no corpo
  • Duração: 2 a 7 dias
  • Complicação: dor abdominal; vômitos; sangramentos nas mucosas
  • Prevenção: evitar a proliferação do mosquito
  • Vacina: só na rede privada. É indicada para quem já teve dengue

Zika

  • Transmissão: picada do Aedes aegypti; sexo sem proteção; mãe para o feto na gravidez
  • Proliferação: água parada
  • Sintomas: febre baixa; dor de cabeça; dores no corpo e nas juntas; manchas vermelhas no corpo; olho vermelho
  • Duração: 3 a 7 dias
  • Complicações: encefalite; Síndrome de Guillain-Barré; doenças neurológicas; microcefalia
  • Prevenção: evitar a proliferação do mosquito
  • Vacina: não tem

Chikungunya

  • Transmissão: picada do Aedes aegypti
  • Proliferação: água parada
  • Sintomas: febre alta (acima de 38°C); pele e olhos avermelhados; coceira; dores no corpo e articulações (joelhos e pulsos); dor de cabeça
  • Duração: até 15 dias
  • Complicações: encefalite; Síndrome de Guillain-Barré; complicações neurológicas
  • Prevenção: evitar a proliferação do mosquito
  • Vacina: não tem

Mayaro

  • Transmissão: picada do Haemagogus janthinomys
  • Proliferação: copa de árvores; mata
  • Sintomas: febre alta (acima de 38ºC); dor de cabeça; dor muscular; dor e inchaço nas articulações; manchas no corpo
  • Duração: até 15 dias
  • Complicações: encefalite; artrite crônica
  • Prevenção: evitar a proliferação do mosquito; evitar área de mata
  • Vacina: não tem
Mosquito Aedes aegypti transmite a dengue, zika e chikungunya;
já o Haemagogus janthinomys transmite a febre de Mayaro.
Cientistas temem que o vírus do mayaro possa se adaptar e ser
transmitido também pelo Aedes. Imagem: Emphyrio/Pixabay

O Ministério da Saúde afirma que não há casos registrados da febre mayaro no país. O órgão ressalta, no entanto, que o diagnóstico de mayaro pode ser confundido com o de chikungunya.

No Rio de Janeiro, onde há evidências de que o mayaro contaminou três pacientes, a incidência da chikungunya aumentou.

De janeiro até o início de maio de 2018, foram 106 casos prováveis de chikungunya a cada 100 mil habitantes. Em 2019, no mesmo período, a taxa ficou em 121,8 casos prováveis a cada 100 mil habitantes – aumento de quase 15%.

Em números absolutos, o estado do Rio já registrou 20,9 mil casos prováveis de chikungunya até 4 de maio de 2019. No mesmo período de 2018, o número era de 18,2 mil.

Enquanto surgem evidências sobre o mayaro, casos de dengue e zika continuam a crescer no país. Houve um aumento de 403,7% nos casos prováveis de dengue neste ano, se comparado ao mesmo período do ano passado, segundo o Ministério da Saúde. A maior incidência é no estado de Minas Gerais, com 1 mil casos a cada 100 mil habitantes.

Já a zika teve aumento de 7,3%. O estado com maior incidência é o Tocantins, com 46,3 casos a cada 100 mil habitantes.

Evidências de mayaro no Sudeste

No Rio, pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) confirmaram a presença do vírus em casos autóctones (de pessoas que não viajaram e se contaminaram no próprio estado) analisando a sorologia de três pacientes que se infectaram em 2015. Os testes deram positivo para mayaro.

Em São Paulo, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) analisaram amostras de sangue de doadores de São Carlos e também encontraram anticorpos para o mayaro.

Fonte: Elida Oliveira, G1

Laboratório de Micro e Nanotecnologia

Beatriz Patrício, doutora em Biofísica, realiza análises de estabilidade de emulsões e suspensões na Turbiscan, na área analítica

O advento da tecnologia surgiu com equipamentos grandes, robustos, para oferecer novas descobertas, praticidade e conectar a população. Com o passar dos anos, a inovação proporcionou máquinas muito menores, com diversas funções compactadas, mais agilidade, exatidão e conexão. Pensando nessas dimensões cada vez muito menores, as micro e nanopartículas estão sendo muito utilizadas em variados segmentos, inclusive para os medicamentos, sendo consideradas a nova revolução industrial.

Em Farmanguinhos, o Laboratório de Micro e Nanotecnologia (LMN), ligado ao Departamento de Inovação Galênica, da Vice-diretoria de Educação, Pesquisa e Inovação (VDEPI), realiza pesquisa e atua no desenvolvimento tecnológico, através destes elementos que são medidos em nanômetros, sendo um nanômetro equivalente a um bilionésimo de metro.

O responsável pelo LMN, Helvécio Rocha, explicou a utilização destas partículas na área farmacêutica.

“A nanotecnologia opera tanto na inovação incremental, de trazer melhorias para algo já existente, quanto na inovação radical, onde é fundamental para existência do desenvolvimento de uma determinada molécula. Ela é muito utilizada para poder direcionar a molécula para o alvo em que se deseja a atuação e, por exemplo, no tratamento do câncer, isso faz toda a diferença para tratar direto no foco e diminuir os efeitos colaterais e a toxicidade.  É aplicado para as mais diversas patologias, doenças de alto custo e negligenciadas e ainda nas mais variadas vias de administração, como intravenosa, oral, tópica,…”, descreveu.

Helvécio ainda revelou que a nanotecnologia é aplicada em diversos segmentos, como nas áreas de petróleo, militar, automobilística, para peças de avião, pelo fato de ser mais leve e resistente que o aço e, até mesmo, para coletes à prova de bala.

No Instituto, o laboratório, criado em 2011, era ligado à Coordenação de Desenvolvimento Tecnológico, chamado de Laboratório de Sistemas Farmacêuticos Avançados (LaSiFA). Após aprovação de dois projetos de maior aporte financeiro, conseguiu um espaço próprio no Prédio da Expansão, em Manguinhos. O espaço foi montado com mais de 20 equipamentos modernos, distribuídos nas áreas analítica e de processamento.

Marcelo Chaves, mestre em Gestão, Pesquisa e Desenvolvimento na Indústria Farmacêutica, durante o processo de moagem no Moinho Coloidal, na área de processamento do laboratório

Linhas de pesquisa e números – Atualmente, o LMN possui três linhas de pesquisa: Ciência e engenharia de materiais, Micro e nanotecnologia e Regulação, voltada para o desenvolvimento de fármacos e medicamentos. Além disso, o laboratório é uma plataforma de prestação de serviços e já realizou mais de 100 análises externas. São realizadas parcerias com seis unidades da Fiocruz, como Bio-manguinhos, IOC, INCQS, entre outras, e com 22 laboratórios de instituições diferentes, como UFRJ, UFF, entre outras instituições do Rio de Janeiro, Minas Gerais e da Bahia.

É importante destacar que, hoje em dia, o laboratório conta com o trabalho de três doutores, dois mestres e os bolsistas de iniciação científica, mestrado e, em breve, doutorado. O laboratório tem sete projetos aprovados, com fomentos para pesquisa ou bolsas e seis alunos internos e externos em orientação. Ao todo, 25 alunos de mestrado já foram orientados e, desde 2011, foram publicados mais de 25 artigos. O laboratório também conquistou 19 prêmios nacionais e internacionais.

Micropartículas de nanocristais de efavirenz, produzidos por moinho de pérolas e secagem por spray dryer

Helvécio destaca uma pesquisa que tem a perspectiva de produto mais forte, que é a anfotericina B, utilizado para tratamento de leishmaniose e outras doenças fúngicas. “Atualmente só existe via injetável, onde o paciente deve ser internado para que possa ser medicado. Estamos desenvolvendo ele para administração via oral, na fase de formulação de protótipo e na fase pré-clínica, os testes in vivo já estão sendo realizados. Além do produto em si, o domínio da tecnologia é muito importante para que possa ser aplicado em outras pesquisas”, contou.

Além do LMN, dentro da Fiocruz, outros laboratórios estudam a micro e nanotecnologia. Por isso, foi criado um grupo chamando de FioNano, para que houvesse mais integração entre as Unidades. Para Helvécio, na área da saúde, principalmente nas vacinas e no diagnóstico, a tecnologia já é muito utilizada e a complementariedade entre os parceiros é fundamental.

“Podemos dizer que a nanotecnologia é multidisciplinar ou transdisciplinar, porque dificilmente conseguimos fazer sozinho. Nós, por exemplo, fazemos somente testes in vitro no laboratório e, quando precisamos de testes in vivo ou microscopia, contamos com nossos parceiros”, esclareceu Helvécio. 

Prospecções e desafios – Como objetivos a curto e longo prazo, o laboratório pretende finalizar os projetos que estão em fase de desenvolvimento, consolidar o serviço de plataforma de prestação de serviço, devido à importância deste trabalho para Farmanguinhos e para a Fiocruz como um todo, e dar encaminhamento para o Sistema da Qualidade do laboratório, com a conquista de certificações, como Boas Práticas de Laboratório e a ISO 9001.

Helvécio destaca a industrialização como um dos desafios da nanotecnologia. “Na maioria das vezes temos bons resultados em laboratório, mas nem todas as empresas tem domínio e tecnologia suficiente para aplicar em uma escala de mercado. O Brasil precisa ainda avançar nesse sentido. Na área farmacêutica é sempre um pouco mais lento, pelo fato do processo regulatório ser mais complexo”, revelou.

Mesmo enfrentando alguns gargalos do país, o laboratório acredita na tecnologia portadora do futuro e no alto potencial de mercado que ela apresenta. Farmanguinhos possui uma equipe altamente especializada no assunto, equipamentos de ponta, que poucos laboratórios têm, e abordagens e tecnologias absorvidas para diversas aplicações.

Equipe do LMN, formada por Beatriz Patrício, Helvécio Rocha, Livia Prado, Marcelo Chaves, Francisco Júnior e Flávia Paiva

Livia Prado é Gente de Far

A olho nu, ela tem um jeitinho de menina, mas quando começamos a aprofundar o processo de separação dos componentes, da mistura da profissional e mulher Livia Prado, desvendam-se os muitos cristais que a formam. A partir dessa associação ao processo de cristalização, tão estudado e vivenciado por ela, podemos começar a falar da mais nova doutora e servidora da Fiocruz, coordenadora de um dos cursos Lato sensu de Farmanguinhos, orientadora de alunos de Iniciação Científica e ainda mãe de primeira viagem, do pequeno Felipe.

A farmacêutica realiza atividades de cristalização e caracterização do estado sólido no Laboratório de Micro e Nanotecnologia, no Prédio da Expansão, em Manguinhos

Há 12 anos, Livia Prado iniciou na carreira científica, pelo interesse em pesquisas e na área de Farmácia Industrial. Inicialmente, em 2007, ingressou no Departamento de Síntese, como aluna de Iniciação Científica. Em 2010, formou-se em Farmácia Industrial e já emendou no mestrado em Química, da Universidade Federal Fluminense (UFF). Na época, Livia contou com Helvécio Rocha, então coordenador do Laboratório de Sistemas Farmacêuticos Avançados (LaSiFA), como coorientador na dissertação,com uma parceria com o Laboratório de Tecnologia Farmacêutica (LTF), que cedia o espaço para o desenvolvimento do projeto.

Livia e a equipe do Laboratório de Micro e Nanotecnologia no campus Manguinhos

Contratada em 2012, a farmacêutica integrou o LaSiFA, onde pôde aprofundar os conhecimentos obtidos sobre a pesquisa relacionada à cristalização e caracterização do estado sólido e aplicou para dois fármacos. “Realizamos diversas pesquisas na área dos estados sólidos, para avaliação de estruturas cristalinas e melhorias de propriedades farmacêuticas, as quais, no mestrado, apliquei em dois fármacos: o antiparasitário mebendazol e o anti-hipertensivo carvedilol”, explicou.

Além de agregar a linha de caracterização do estado sólido ao laboratório de nanotecnologia, agora chamado de Laboratório de Micro e Nanotecnologia, ligado à Vice-Diretoria de Educação, Pesquisa e Inovação (VDEPI), uma das competências que despertam o interesse da Livia é fazer parcerias e conseguir bolsas para os projetos do departamento.

A aproximação dos bolsistas e alunos de iniciação científica, que estão ainda no ensino médio e superior, renova e gratifica a profissional, que é orientadora e coorientadora de muitos projetos do Programa de Vocação Científica (Provoc) e de Iniciação Científica (PIBIC).

O envolvimento e a contribuição na área da educação ainda cresceram quando Livia se tornou, em março de 2017, coordenadora da Especialização em Tecnologias Industriais Farmacêuticas, trazendo novos conceitos, métodos e atualizações do contexto nacional e internacional na área para o curso Lato sensu de Farmanguinhos.

“Para esses jovens, tudo é novidade e eles demonstram um encantamento no olhar. É muito bom poder transmitir conhecimento e ver o quanto eles confiam na gente. Depois da orientação, ainda continuamos fazendo parte da vida deles, dando apoio e sugestões”, destacou Livia.

Além das conquistas profissionais, em julho de 2018, o Felipe, filho da Livia, veio ao mundo, trazendo outras novas experiências, desafios e adaptações, até mesmo para o retorno à rotina de trabalho. “É cansativo, mas é muito prazeroso. Estou vivendo esse momento de dedicação à maternidade e às novas descobertas. Adoro ir à praia com ele, meu marido, amigos, para relaxar e passar o dia”, contou. Mesmo com a correria e as muitas responsabilidades, ela ainda encontra um tempo para curtir uma música, que, por sinal, ela mesma a considera bem eclética. Inclusive, a profissional ainda lembra de uma das muitas coisas boas que a farmácia deixou, que foi o gosto pelo samba e pagode, desde os encontros com a banda formada pelos colegas de faculdade da época.

Posse como pesquisadora da Fiocruz no dia 13 de maio

E engana-se quem acha que parou por aqui… 2019 veio com mais duas grandes conquistas! No início de maio, a nova doutora em Química, pela UFF, defendeu a tese “Estudos avançados de caracterização de cristais do carvedilol” e concluiu mais uma importante etapa.

Além disso, após uma longa espera, a profissional que era terceirizada da Unidade tomou posse como servidora pública da Fiocruz e atuará no Laboratório de Desenvolvimento e Validação Analítica (LDVA), da Coordenação de Desenvolvimento Tecnológico. Livia foi aprovada no concurso de 2016 e comemora a convocação. “Depois de tanta luta, é uma realização. Essa nossa área requer muito estudo para sempre se atualizar em novas técnicas, equipamentos e metodologias. Agora é continuar focada no trabalho, como pesquisadora, orientar novos alunos, conseguir financiamentos e desenvolver cada vez mais a Educação em Farmanguinhos”, concluiu.

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