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Farmanguinhos é referência na produção de Primaquina 5 mg

Produto desenvolvido por Farmanguinhos foi listado como referência pela Anvisa e deve ser seguido por outros laboratórios que pretendam registrar ou regularizar seu produto perante o órgão

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) é referência na produção de Primaquina 5 mg, medicamento utilizado para o tratamento da malária no Brasil. O produto foi reconhecido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e, agora, faz parte da Lista A de medicamentos de referência do órgão de saúde. A instituição também é referência na fabricação do produto Primaquina 15 mg.

Segundo o Ministério da Saúde (MS), em boletim epidemiológico publicado em novembro de 2021, mais de 56 mil casos de malária foram registrados naquele ano, considerando apenas o período de janeiro a junho. “Nossa missão é disponibilizar medicamentos efetivos para o tratamento de doenças negligenciadas. É algo que está no nosso DNA e que seguimos desde as linhas de pesquisa, com o nosso corpo técnico e alunos, e que passa pelo desenvolvimento tecnológico até chegar às nossas linhas de produção. Tudo atendendo aos requisitos de qualidade exigidos pela Anvisa”, disse o diretor de Farmanguinhos, Jorge Mendonça.

Confira o Boletim epidemiológico AQUI 

 Fruto de desenvolvimento totalmente interno, a Primaquina 5 mg é voltada para o público adulto e pediátrico a partir de 6 meses de idade e foi registrada pela Anvisa em março de 2022. Sua distribuição, no entanto, só começou a ser realizada em fevereiro deste ano. Desde então, o Instituto envia unidades farmacêuticas ao MS para auxiliar no tratamento completo da malária pelo Sistema Único de Saúde (SUS), por meio do Programa Nacional de Prevenção e Controle da Malária (PNCM).

“O projeto da Primaquina 5 mg é derivado do redesenvolvimento tecnológico da maior dose, de 15 mg, e apresentou alguns desafios adicionais em função da menor concentração do insumo farmacêutico ativo (IFA). Nós iniciamos esses estudos ainda em 2014 e, por isso, conseguimos compreender profundamente a natureza das interações do medicamento. Aprendemos a evitá-las e obtivemos bons resultados para manter a qualidade do produto”, explica a Tecnologista em Saúde Pública e chefe do Departamento de Gestão de Desenvolvimento Tecnológico  de Farmanguinhos, Juliana Johansson.

Com a entrada do medicamento produzido pelo Instituto na lista da Anvisa, qualquer laboratório que pretenda registrar ou regularizar seu produto perante o órgão  deverá comprovar a intercambialidade com o produto de Farmanguinhos, por meio de estudo de bioequivalência. “As primaquinas de Farmanguinhos são medicamentos inovadores, cuja eficácia, segurança e qualidade foram comprovadas cientificamente junto à Anvisa para obtenção do registro sanitário. Ou seja, se tornaram referência para as demais empresas que pretendam registrar o medicamento”, afirma a chefe de Assuntos Regulatórios da instituição, Soraya Mileti.

Instituto referência

Farmanguinhos é uma unidade técnico-científica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). “Nossa unidade é caracterizada como um laboratório farmacêutico oficial vinculado ao MS e atua como um agente regulador de mercado no setor farmacêutico. Por isso, exercemos um papel essencial no fornecimento de medicamentos para doenças negligenciadas”, lembrou a coordenadora de Desenvolvimento Tecnológico, Alessandra Esteves. Esse trabalho se estende, ainda, ao fornecimento de medicamentos de alto valor agregado, oriundos de Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDPs), bem como a pesquisa, a inovação, ao desenvolvimento tecnológico e a absorção de tecnologia de fármacos e medicamentos

Além das primaquinas, a instituição aparece na lista da Anvisa como referência para outros medicamentos, separados em grupos que contenham um único insumo farmacêutico ativo (grupo A) e medicamentos que contenham dois ou mais insumos farmacêuticos ativos em uma única forma farmacêutica (grupo B).

Na lista A, por exemplo, são encontrados a Nevirapina 200 mg, Zidovudina 100 mg e Efavirenz 600 mg, para o tratamento de HIV/aids e os tuberculostáticos Etionamida 250 mg e Isoniazida 100 mg. Já na lista B, aparece a Isoniazida + Rifampicina 150 mg + 300 mg, para o tratamento de tuberculose.

Você confere as listas A e B da Anvisa AQUI

Farmanguinhos apresenta resultados de 2022 e lança Relatório Anual de Gestão

Evento aconteceu em 26/4 e evidenciou as principais conquistas do Instituto no ano de 2022

Na comemoração dos 47 anos do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz), a unidade apresentou seus resultados institucionais de 2022. O conteúdo do documento gerado pela Diretoria da instituição foi oficializado em evento, que aconteceu no dia 26/4, na presença de empresas parceiras e representantes de órgãos da Fiocruz. Entre eles, o vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde, Marco Krieger, e a presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Fiocruz (ASFOC), Mychelle Monteiro.  

O vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde, Marco Krieger; o diretor de Farmanguinhos, Jorge Mendonça; e a presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Fiocruz (ASFOC), Mychelle Monteiro, durante a apresentação dos resultados institucionais. (Foto: Lean Marques – Farmanguinhos/Fiocruz)

O evento aconteceu em formato híbrido e contou com a adesão de mais de 400 colaboradores de todos os campi. Aqueles que optaram por comparecer presencialmente, puderam acompanhar a apresentação dos resultados institucionais no Espaço de Convivência do Complexo Tecnológico de Medicamentos (CTM).

Para o diretor da unidade, Jorge Mendonça, essa é uma oportunidade de manter a transparência do trabalho realizado dentro do Instituto. A apresentação dos resultados foi uma prática instaurada em sua gestão e que tem evidenciado o esforço dos colaboradores. “Farmanguinhos tem uma missão com a saúde. Então, trabalhamos em parcerias importantes para o desenvolvimento dos nossos medicamentos e de novas tecnologias em fármacos, repensamos os nossos projetos e prospectamos o melhor jeito de contribuir com o Sistema Único de Saúde e com o Complexo Econômico Industrial da Saúde”, disse.

Confira AQUI o Relatório Anual de Gestão

Entre alguns dos destaques abordados, estiveram a grande produtividade do Instituto, com a maior entrega de unidades farmacêuticas ao Ministério da Saúde (MS) dos últimos seis anos, contabilizando mais de 520 milhões. Além disso, a conclusão bem-sucedida da absorção tecnológica do tuberculostático 4 em 1 (Rifampicina 150 mg + Isoniazida 75 mg + Etambutol 275 mg+ Pirazinamida 400 mg); o início do fornecimento do medicamento Primaquina 15 mg e registro da Primaquina 5 mg, aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa);  e a concessão de duas patentes pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

Colaboradores assistem a apresentação de resultados institucionais de 2022 na área de convivência do CTM. (Foto: Lean Marques – Farmanguinhos/Fiocruz)

Representando o presidente da Fiocruz, Mario Moreira, o vice-presidente Marco Krieger mostrou seu apoio ao que é feito pelos trabalhadores de Farmanguinhos.”Mesmo em um período de certas adversidades, nós pudemos estar aqui, em Farmanguinhos, comemorando essas políticas tão estratégicas. Gostaria de parabenizar todos os colaboradores do Instituto e espero continuar com essas celebrações”, afirmou. A presidente da ASFOC, Mychelle Monteiro, também parabenizou o corpo de trabalho de Farmanguinhos pelo desempenho e relembrou que, caso precise, o sindicato se dispõe a ajudar com o que for necessário.

Inauguração da área produtiva de Tuberculostático

Neste mesmo dia, Farmanguinhos inaugurou deu início ao que será a nova área de produção fabril da unidade. Com capacidade de produção de 180 milhões de unidades farmacêuticas, o local é um avanço para o tratamento de tuberculose no país. Segundo o MS, cerca de 70 mil novos casos da doença são notificados todos os anos. Desses, mais de 4 mil resultam em óbitos.

Apesar de não poder comparecer ao evento de apresentação dos resultados institucionais de Farmanguinhos, a doutora em medicina e membro titular da Academia Nacional Médica, servidora e pesquisadora pela Fiocruz, Margareth Dalcomo, enviou uma mensagem celebrando esse novo momento. “Estamos passando por uma mudança de um paradigma, em que novos medicamentos da tuberculose vão acabar com o sofrimento daqueles que passam pelo tratamento injetável dessa doença. Nós já temos alguns disponíveis, pela Organização Mundial de Saúde, mas nosso compromisso deve ser com a produção e acesso de medicamentos de primeira linha à grande maioria dos pacientes, sendo os casos sensíveis”, disse.

Dra. Margareth Dalcomo, em vídeo, parabenizando Farmanguinhos pelo trabalho. (Foto: Lean Marques – Farmanguinhos/Fiocruz)

Núcleo de Artes da Escola Municipal Silveira Sampaio

A apresentação do dia 26, também contou com um presente especial dos alunos do Núcleo de Artes da Escola Municipal Silveira Sampaio. A unidade, que fica na rua José Perrota 31, em Curicica, investe na integração dos jovens, trabalhando disciplina, coordenação e comprometimento com as artes.

Sendo assim, os jovens disponibilizaram não somente com pinturas, uma galeria ao ar livre, como foram responsáveis por espetáculo de dança e apresentação stop motion da história de Far.

Alunos do Núcleo de Artes Silveira Sampaio após sua apresentação de dança, acompanhados da professora, das colaboradoras Patrícia, do setor de controle microbiológico, e Cláudia, do setor de compras. Assim como do diretor da unidade, Jorge Mendonça. (Foto: Lean Marques – Farmanguinhos/Fiocruz)

Farmanguinhos comparece a reunião com vice-presidente do Brasil e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin

Agenda aconteceu em Brasília no dia 9/5 para o debate de assuntos relacionados à produção farmacêutica

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) esteve em reunião com o vice-presidente do Brasil e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin. O encontro, promovido pela Abifina, aconteceu no dia 9/5, em Brasília, a fim de tratar assuntos relacionados à produção local de insumos farmacêuticos ativos, tanto de origem sintética quanto de origem da biodiversidade brasileira.

Representado pelo diretor da unidade, Jorge Mendonça, o Instituto esteve presente para ouvir mais sobre as possibilidades de apoio do governo, tanto ao que é feito agora quanto de iniciativas futuras. “Para Farmanguinhos, essa seria a oportunidade de intensificar a aquisição de insumos em território nacional, fortalecendo a indústria farmoquímica e tornando mais estável a aquisição de insumos de qualidade”, disse Jorge.

O momento também abordou outras áreas de interesse nacional e relacionadas às funções da Associação Brasileira das Indústrias de Química Fina, Biotecnologia e suas Especialidades (Abifina). Durante a reunião, foi apresentada pelo presidente da Abifina a contextualização da trajetória da instituição e importância para o Brasil. Foi apontado, ainda, o seu potencial de participação mais efetiva da política industrial nas áreas de farmoquímica e indústria de química fina. “São questões que podem gerar conhecimento, inovação, emprego e renda. Ou seja, aumentaríamos a arrecadação de impostos no país e ainda contribuiríamos na formação de mão de obra especializada”, acrescentou o diretor.

Brasil e Portugal debatem saúde pública

Parceria entre o Instituto Aggeu Magalhães, o Instituto de Tecnologia em Fármacos e a Universidade de Aveiro foi transmitida no dia 9/5

Similaridades e diferenças entre os sistemas de saúde de Brasil e Portugal foram tema de mesa-redonda na última terça-feira, 9/5. A colaboração entre o Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz Pernambuco) e o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz), com a Universidade de Aveiro (UA), resultou em debate com representantes dos dois países para o reconhecimento das situações locorregionais. O evento aconteceu em formato híbrido e a gravação permanece no canal do Youtube da Fiocruz Pernambuco.

Ao abrir o evento, a Analista de Gestão do Centro de Empreendedorismo e Assistência Farmacêutica (CEAF) de Farmanguinhos, Daniela Fernandes, relembrou que o evento faz parte de um grupo de atividades desenvolvidas no âmbito do acordo de cooperação técnico-científico, existente entre Farmanguinhos e a Universidade de Aveiro. “Nosso objetivo é constituir alianças estratégicas entre essas duas instituições para o desenvolvimento de empreendedorismo, ensino, pesquisa e discussão de políticas públicas de saúde, dentre elas, o fornecimento de medicamentos”, explica o coordenador da parceria em Portugal, Jorge Magalhães.

Pensando nisso, a coordenadora do CEAF, Tereza Santos, que esteve representando o diretor do Instituto durante o evento, apresentou um panorama do que é Farmanguinhos e suas perspectivas. “Nós queremos ampliar acesso aos medicamentos, principalmente, para aqueles que mais necessitam. Então, a nossa proposta é aprimorar o trabalho feito por Farmanguinhos e discutir políticas em comum. Assim, poderemos chegar não só a Portugal, mas a outros países falantes de língua portuguesa”, afirmou.

A coordenadora do Centro de Empreendedorismo e Assistência Farmacêutica (CEAF), Tereza Santos, em sua apresentação sobre Farmanguinhos.

Mesmo com a distância, o idioma não foi o único ponto em comum dos estudiosos dos sistemas de saúde. Pesquisador do departamento de Saúde Coletiva da Fiocruz Pernambuco, Garibaldi Dantas demonstrou as questões brasileiras, como os problemas de seguridade social no Sistema Único de Saúde e a necessidade de realocação de recursos federais para o sustento do mesmo. Os tópicos abordados também perpassam pela apresentação do professor da Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro e médico especializado em Medicina Geral Familiar, Vitor Coutinho, que descreveu o sistema de saúde português e suas perspectivas futuras.

Garibaldi Dantas e Eduarda Cesse durante a apresentação, que também aconteceu presencialmente no IAM/Fiocruz PE

“Eu julgo que seria importante estabelecer o compromisso mínimo existencial para o sistema. Essa é uma questão que deve ser colocada em agendas políticas e hierárquicas, assim como a compreensão de onde estaremos em 2040, para entendermos quais caminhos devem ser tomados”, diz Vitor.

Para além disso, Garibaldi coloca em pauta os recursos voltados à saúde. “O sistema não sobrevive com o quadro de gastos atual. Ele não corresponde à realidade brasileira ou aos pilares da seguridade social”, reflete. Os dados trazidos por ele são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados em 2019, e revelam que o país segue o padrão europeu em gastos totais com a saúde, com o equivalente a 9,6% do Produto Interno Bruto (PIB). Quando se fala do gasto público com a saúde, no entanto, o Brasil se distancia de Portugal, tendo um gasto público em saúde (3,9% Brasil 5,8% Portugal) inferior ao gasto privado, o que demonstra o enorme desafio para a manutenção das atividades do SUS. 

Vitor Coutinho (UA) fala sobre o sistema de saúde pública de Portugal

Debate sobre saúde

O evento foi celebrado pelos membros convidados. A vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC) da Fiocruz, Cristiani Machado, por exemplo, evidenciou a importância do encontro entre os dois países que têm sistemas universais. “Mesmo com características tão distintas, é claro que essa parceria é de grande interesse para os nossos profissionais”. O mesmo foi dito pelo vice-reitor de pesquisa da UA, Artur Silva, que parabenizou a colaboração das unidades de pesquisa e desejou que encontros como esse gerassem um futuro promissor para ambos os países. Da mesma forma o vice-reitor para Cooperação, João Veloso, responsável pelo acordo da UA com a Fiocruz, aposta na potencialidade entre as instituições, em todo âmbito da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Acima, na imagem, o vice-reitor de pesquisa da UA, Artur Silva. Ao seu lado, a A vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC) da Fiocruz, Cristiani Machado. Abaixo, temos o coordenador do projeto de Farmanguinhos em Portugal, Jorge Magalhães, e o diretor da Fiocruz Pernambuco, Pedro Neto.

O pró-reitor e membro da unidade de pesquisa em Governança, Competitividade e Políticas Públicas da UA, Filipe Telles, reforçou a necessidade do debate. Segundo ele, os assuntos relacionados à saúde deveriam também envolver a comunidade e a descentralização dos serviços, visto que essas são questões que possivelmente melhoram o acesso à saúde e que devem ser discutidas mais a fundo.

Enquanto debatedora do evento, a coordenadora Geral de Educação e adjunta da VPEIC, Eduarda Cesse pediu também que a colaboração não acabasse ali. “Que isso represente só o início de outras atividades. Principalmente, porque os desafios levantados por nossos colegas são separados pelas características diversas de cada país e, mesmo assim, chegam às mesmas questões como ausência de profissionais e problemas de financiamento”, falou. O reforço a essa fala veio do diretor do Instituto Aggeu Magalhães, Pedro Neto, que compareceu ao evento como membro da mesa de abertura. Para ele, a possibilidade de interação internacional é ainda mais positiva quando vista no pós-covid. “Esse evento é bem acolhido pelo Aggeu Magalhães, porque ele aponta uma perspectiva de cooperação que importa muito para a nossa comunidade e que espero que permaneça”, disse.

31ª Reunião Anual de Iniciação Científica de Farmanguinhos acontecerá a partir do dia 22/5

A 31ª Reunião Anual de Iniciação Científica (RAIC), direcionada aos alunos do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz), já está com data marcada. O programa, que faz parte do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o CNPq, acontece em todas as Unidades de Pesquisa da Fiocruz, para avaliar o desempenho do programa nas instituições.

As reuniões começaram já nesta segunda-feira, 8/5, mas os alunos de Farmanguinhos só iniciarão suas apresentações no dia 22. “Esse é um momento de extrema relevância para os alunos que desenvolvem seus projetos científicos e está ligado a questão acadêmica abarcada por Farmanguinhos que, atualmente, desenvolve um trabalho de excelência na pós-graduação da Fiocruz, especificamente em sua área de especialização: fármacos”, diz o coordenador do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) e Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI) em Farmanguinhos, Dr. Luiz Pimentel.

Além dos alunos de PIBIC/PIBITI, os quais são obrigados a participar do evento, a Vice-diretoria de Educação, Pesquisa e Inovação também permite que alunos de outras bolsas de fomento participem do processo. Aqueles que são contemplados pela bolsa da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), por exemplo, participam como voluntários e, ao final da RAIC, recebem certificado emitido pela Fiocruz de participação para complementar seu currículo e sua formação profissional.

Para o diretor da unidade, Jorge Mendonça, a formação desses alunos contribui de maneira crítica para a pesquisa e inovação, contemplando o Sistema Único de Saúde e o Complexo Econômico Industrial da Saúde. “O Instituto deve ser considerado para além da fabricação de medicamentos e o desenvolvimento de novas tecnologias. Estamos provocando o retorno desses jovens, que participam de iniciações científicas e capacitações, aos nossos programas de pós-graduação. E, assim, estamos produzindo conhecimento e melhorias para a saúde brasileira”, afirma.

Confira a programação:

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