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Inscrições para o Mestrado Acadêmico em Pesquisa Translacional em Fármacos e Medicamentos são gratuitas e deverão ser feitas pela Plataforma SIGA
O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) torna público o edital de abertura do exame de seleção do Mestrado Acadêmico em Pesquisa Translacional em Fármacos e Medicamentos. Dessa vez, serão disponibilizadas seis vagas para o período letivo de 2023. As inscrições ocorrem entre os dias 19/6 e 7/7, pela página eletrônica da Plataforma SIGA (www.sigass.fiocruz.br).
Confira o edital AQUI
O Mestrado Acadêmico tem por objetivo o aprofundamento do conhecimento técnico-científico, o desenvolvimento de habilidades para executar pesquisas operacionais, desenvolver processos, produtos e metodologias, e formar docentes para o ensino superior com uma visão multidisciplinar.
O curso, então, será ministrado em tempo integral, em regime de 40 horas semanais, com duração de 2 anos (24 meses). Nele, serão abordados temas como: mercados farmacêuticos (público e privado); propriedade intelectual e industrial; transferência tecnológica, inovação radical e incremental de fármacos; química medicinal; desenvolvimento de formas farmacêuticas; estudos não clínicos e clínicos.
Os selecionados deverão comparecer às aulas, que ocorrem em modalidade presencial, no Campus Manguinhos (rua Sizenando Nabuco, 100) e/ou CTM (av. Comandante Guaranys, 447, Jacarepaguá), de acordo com o calendário do curso.
Passo a passo da inscrição
Ao todo, serão disponibilizadas seis vagas para os profissionais de nível superior com graduação nas linhas de pesquisa do programa – Química Medicinal, Farmacologia e Tecnologia Farmacêutica. Entre elas, uma destinada à pessoa que se declarar com deficiência; duas para candidatos que se autodeclararem pretos ou pardos; e uma àqueles que se autodeclaram como indígenas.
A inscrição no processo seletivo deverá ser realizada, de 19/6 a 7/7, pela Plataforma SIGA. Nesta página, o interessado deverá selecionar “INSCRIÇÃO”, localizada na coluna da esquerda, depois em “Pesquisa Translacional em Fármacos e Medicamentos”.
Nesta mesma janela, encontra-se o botão azul “INICIAR INSCRIÇÃO”, onde o candidato deverá selecionar “Farmanguinhos – Pesquisa Translacional em Fármacos e Medicamentos” e preencher o campo “país do documento”, “CPF/passaporte” e selecionar “cadastrar”. Após preencher completamente o formulário de inscrição, o candidato deverá imprimi-lo, assiná-lo e digitalizá-lo em formato PDF para a próxima etapa.
Mais informações no e-mail: ppgacademico-ptfm@far.fiocruz.br.
A 31ª Reunião Anual de Iniciação Científica (RAIC), direcionada aos alunos do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz), já está com data marcada. O programa, que faz parte do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o CNPq, acontece em todas as Unidades de Pesquisa da Fiocruz, para avaliar o desempenho do programa nas instituições.
As reuniões começaram já nesta segunda-feira, 8/5, mas os alunos de Farmanguinhos só iniciarão suas apresentações no dia 22. “Esse é um momento de extrema relevância para os alunos que desenvolvem seus projetos científicos e está ligado a questão acadêmica abarcada por Farmanguinhos que, atualmente, desenvolve um trabalho de excelência na pós-graduação da Fiocruz, especificamente em sua área de especialização: fármacos”, diz o coordenador do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) e Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI) em Farmanguinhos, Dr. Luiz Pimentel.
Além dos alunos de PIBIC/PIBITI, os quais são obrigados a participar do evento, a Vice-diretoria de Educação, Pesquisa e Inovação também permite que alunos de outras bolsas de fomento participem do processo. Aqueles que são contemplados pela bolsa da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), por exemplo, participam como voluntários e, ao final da RAIC, recebem certificado emitido pela Fiocruz de participação para complementar seu currículo e sua formação profissional.
Para o diretor da unidade, Jorge Mendonça, a formação desses alunos contribui de maneira crítica para a pesquisa e inovação, contemplando o Sistema Único de Saúde e o Complexo Econômico Industrial da Saúde. “O Instituto deve ser considerado para além da fabricação de medicamentos e o desenvolvimento de novas tecnologias. Estamos provocando o retorno desses jovens, que participam de iniciações científicas e capacitações, aos nossos programas de pós-graduação. E, assim, estamos produzindo conhecimento e melhorias para a saúde brasileira”, afirma.
Confira a programação:

O ano acadêmico iniciou de forma inédita. Na última quarta-feira (22/3), duas unidades produtivas da Fiocruz, o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) e o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), uniram seus alunos de pós-graduação stricto e lato sensu para aula de abertura com o tema “Ações educacionais como forma de fortalecimento do Complexo Econômico da Saúde”. O evento aconteceu no auditório do Centro Administrativo Vinicius Fonseca, em Manguinhos, com transmissão pelo YouTube, e a convidada para falar sobre o assunto foi a diretora da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Meiruze Souza Freitas.
Estiveram presentes para a composição da mesa de abertura, o vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde (VPPIS) da Fiocruz, Marco Aurelio Krieger; a coordenadora-geral adjunta de Educação da vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), Cristina Guilam; a vice-diretora de Qualidade (VQUAL) de Bio-manguinhos, Rosane Cuber; o diretor de Farmanguinhos, Jorge Mendonça; e a vice-diretora de Educação, Pesquisa e Inovação (VDEPI) de Farmanguinhos, Núbia Boechat.
Na oportunidade, o diretor de Farmanguinhos refletiu sobre a importância dos alunos nesse momento. “Eles chegam bem novos, por iniciações científicas e capacitações, e saem como profissionais e cidadãos melhores. Essa é mais uma contribuição direta que fazemos, enquanto Institutos tecnológicos da Fiocruz, para além de medicamentos e vacinas. Nós geramos pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico, capacitação e disseminação de conhecimento, formando alunos que contribuem de maneira crítica com as pesquisas e inovação para o SUS, para o Complexo Econômico Industrial da Saúde e para o mercado”, disse Jorge Mendonça.

Foto: Alexandre Matos
A coordenadora da área de Educação de Farmanguinhos, Mariana Souza, foi uma das idealizadoras do evento. Para ela, essa integração entre os dois Institutos é de grande valor. “Estamos em um momento histórico que tem o objetivo de fortalecer a indústria para insumos em saúde. Para isso, temos que ter trabalhadores preparados. A Fiocruz é conhecida, nacional e internacionalmente, pelas ações educacionais para a Atenção Básica. Cabe a nós, agora, fortalecê-las para o Complexo Econômico da Saúde”, declarou.
Os benefícios de eventos como este também foram apontados pela coordenadora-geral adjunta de Educação da VPEIC, Cristina Guilam. Ela aproveitou para saudar a iniciativa de Bio-manguinhos de internacionalizar o seu Mestrado profissional e estendeu o cumprimento à Farmanguinhos pelo Doutorado profissional, uma novidade da instituição, com um dos poucos programas aprovados pela Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal de Nível Superior (Capes).
A valorização da educação resultou em uma aula acerca dos processos de centros regulatórios. Além de falar sobre as áreas de atuação, Meiruze discorreu a respeito da força de trabalho dentro da instituição e como ela se compara ao cenário regulatório internacional. “Nós vimos a necessidade de dialogar e trocar informações, assim favorecendo diretamente o controle dos produtos no país, a melhoria regulatória e a retirada de requisitos que não agregam ao processo. Isso agiliza a entrada de tecnologias”, esclareceu. Também foi abordado o processo de avaliação de medicamentos, etapas de desenvolvimento de vacinas e leis sanitárias.

Foto: Alexandre Matos
A união e o diálogo foram exaltados por Rosana Cuber, vice-diretora de Qualidade de Bio-manguinhos. Isso porque, segundo ela, esta foi uma qualidade que Bio-manguinhos e Farmanguinhos encontraram na Anvisa, principalmente, durante a pandemia da covid-19. À época, a parceria foi de grande valia para produção da vacina AstraZeneca, reforçando uma característica observada pelas instituições desde a montagem dos kits de diagnóstico de HIV/aids.
A relação é estreitada quando há conhecimento sobre as áreas de atuação de cada um. Por isso, Núbia Boechat utilizou alguns minutos da aula para uma apresentação rápida sobre o que é desenvolvido no campo da pesquisa em Farmanguinhos. Entre números e processos, ela destacou os bolsistas como parte importante da força de trabalho do Instituto. “Nosso grande diferencial é poder elaborar esses estudos dentro de uma indústria, algo muito rico e que contribui muito para o conhecimento”, disse.
O encontro foi celebrado por Marco Aurelio Krieger. “Nós temos a união de um processo e integração de atividades acadêmicas. Estamos celebrando duas unidades que tem uma responsabilidade muito grande com o Complexo Econômico Industrial da Saúde e que têm dado uma contribuição inovadora para a área educacional”, refletiu.

Foto: Alexandre Matos
A aula na íntegra, você confere AQUI
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