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Contribuições para a Anvisa

Anvisa usa resultados de estudo de pesquisadores  do Instituto de Tecnologia em Fármacos  para embasar critérios para concessão de registro de medicamentos

 

Um estudo realizado pelos pesquisadores Helvécio Rocha e Lívia Prado, que atuam no Laboratório de Sistemas Farmacêuticos Avançados (LaSiFA) do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz), foi usado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como uma das bases para a nota técnica com vistas ao registro de medicamentos novos, genéricos e similares contendo solvatos e cocristais como Insumo Farmacêutico Ativo. Trata-se do artigo científico Estado Sólido na Indústria Farmacêutica – Uma Breve Revisão, que eles publicaram na Revista Virtual de Química, em 2015.

 

Helvécio Rocha e Lívia Prado em atividade laboratorial (Foto: Edson Silva)

Coordenador do LaSiFA, Rocha explica que se trata de uma revisão na qual buscou-se abordar um assunto de ampla relevância para o cenário industrial e regulatório farmacêutico. “Nesta revisão, são discutidas as diferentes formas cristalinas de fármacos, as técnicas de análise de estado sólido comumente utilizadas, bem como as vantagens e desvantagens de cada técnica. De forma mais detalhada, é exposto o impacto das formas sólidas em nível galênico”, diz o pesquisador.

 

De acordo com o estudo, muitos fármacos comercializados consistem em cristais moleculares devido a razões de estabilidade, bem como para facilitar o manuseio durante o desenvolvimento. Sólidos farmacêuticos, por exemplo, podem existir em diferentes formas. Portanto, uma compreensão completa das relações entre as estruturas físicas e as propriedades dos sólidos farmacêuticos é importante na escolha da forma mais apropriada

 

“É um tema muito impactante para todos os profissionais que trabalham com desenvolvimento de medicamentos, para quem precisa especificar matéria-prima, para aqueles que trabalham no desenvolvimento de Insumos Farmacêuticos Ativos em nível industrial, e demais profissionais da área”, frisa Rocha.

 

 

Equipe do LaSiFA: Beatriz Patrício, Lívia Prado, Helvécio Rocha, Mariana Adauto e Andressa Marques (Foto: Edson Silva)

Contribuições – O farmacêutico explica que há vários trabalhos científicos com temática similar, porém, publicados em Inglês, o que é uma tendência em virtude da repercussão internacional. “Gera-se, portanto, um certo hiato sobre determinados temas quando se observa as publicações em língua portuguesa. Entendemos, todavia, que um artigo em Português poderia tanto contribuir com alunos ou iniciantes no tema em questão quanto agregar alguns tópicos para uma discussão do assunto sob o viés das particularidades brasileiras”, observa.

 

 

Segundo Rocha, o tema regulatório faz parte das linhas de pesquisa no LaSiFA, ainda que não sendo a principal e nem a mais reconhecida pelas outras áreas de Farmanguinhos. “Estamos sempre buscando avaliar, criteriosamente, a legislação existente, até para tentarmos contribuir com as lacunas ou as discrepâncias que identificamos. Assim, já participamos de várias discussões sobre a legislação de nanotecnologia, por exemplo, inclusive assessorando Jorge Bermudez (ex-vice-presidente de Inovação e Produção), quando da participação da Fiocruz em uma discussão sobre o tema na Câmara dos Deputados”, assinala.

 

O pesquisador afirma ainda que sua equipe contribui em discussões que ocorrem na Abifina, e em outras instituições para as quais são eventualmente convidados. “O fato de ter sido citado não significa participação na legislação, obviamente. Mas é um sinal de que parte do que fazemos aqui pode sim ter um impacto externo significativo. Talvez seja a hora de Farmanguinhos buscar protagonismo neste tipo de assunto novamente”, sugere.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Inovação colaborativa

Aula inaugural do Mestrado Profissional em Gestão, Pesquisa e Desenvolvimento na Indústria Farmacêutica de Farmanguinhos sugere mudança do modelo de negócio

 

 

 

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) é um laboratório farmacêutico singular. A unidade desenvolve pesquisa básica, cobre todas as etapas da cadeia produtiva, passando por desenvolvimento e fabricação do medicamento. Além disso, oferece, dentre outros cursos, o Mestrado Profissional em Gestão, Pesquisa e Desenvolvimento na Indústria Farmacêutica, cuja conferência de abertura deste ano foi realizada na última quinta (9/3), no auditório da Diretoria de Administração do Campus (Dirac), em Manguinhos.

 

Marcos Cavalcanti abordou a necessidade de se trabalhar em rede

Segundo a vice-diretora de Ensino, Pesquisa e Invocação (VDEPI), Erika Martins de Carvalho, esta é a 7ª turma do Mestrado Profissional da unidade, curso que obteve conceito 4 pela Capes numa escala que vai até cinco. “Nosso Mestrado Profissional é altamente conceituado entre os laboratórios oficiais. Como resultado temos um índice elevado de estudantes que vêm de laboratórios oficiais e também de outros privados”, frisou Erika.

 

Ela disse ainda que a universidade é essencial, mas não prepara o profissional para a indústria. “Essa é uma área cuja tecnologia está em constante evolução. Dessa forma, com o Mestrado Profissional, Farmanguinhos cumpre um papel fundamental de manter seu corpo técnico especializado para este nicho específico”, enfatizou.

 

Primeiro Doutorado – Essa característica singular de Farmanguinhos, e o alto rendimento do curso, podem tornar a unidade a primeira instituição deste segmento no Brasil a possuir um Doutorado. De acordo com Erika Carvalho, a proposta veio da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz. “A própria Capes olha Farmanguinhos de maneira muito especial e já deixou claro que gostaria que Far seja o carro-chefe desse projeto, não somente do Doutorado, como também do primeiro Programa de Pós-graduação Profissional do país”, explicou a vice-diretora. Está agendada para a semana que vem uma reunião com a Vice-Presidência para discutir o assunto. Antes, Erika disse que se reunirá com os pesquisadores para conversar sobre essa possibilidade e ouvir a opinião deles.

 

O coordenador do Mestrado Profissional, Jorge Magalhães, avaliou as negociações como extremamente promissoras. “Só vêm corroborar nosso esforço em primar pelo ensino de qualidade, com isonomia nos processos e na qualidade diferenciada. Esses foram os pontos em destaque que nos impulsionam a continuar na luta. Podemos dizer que hoje a expectativa disso se tornar realidade é muito mais forte do que um ano atrás, quando a probabilidade era zero. Agora, cumprimos 70% das exigências no processo”, observou Magalhães.

Erika Carvalho, Marcos Cavalcanti e Jorge Magalhães

Ele disse ainda que, apesar do que se conquistou até agora, o pedido pode ser negado. “Temos de estar prontos para isto também. Mas, se isto ocorrer, a experiência que adquirimos para uma próxima tentativa é, sem dúvida, inegável e fabulosa. Por outro lado, é imensa e gratificante para toda a comunidade de Farmanguinhos a expectativa de sermos o programa pioneiro no Brasil na área de farmácia com este viés de pesquisa translacional na Indústria Farmacêutica (da pesquisa em bancada à bancada da farmácia do consumidor)”, assinalou.

 

No centro da agenda institucional – A mesa de abertura foi composta pelo coordenador do Mestrado, Jorge Lima de Magalhães, pela coordenadora de Pós-graduação da Fiocruz, Crisina Guilham, pela vice de Pesquisa, Erika Carvalho, e por Hayne Felipe da Silva. O diretor de Far lembrou o compromisso que sempre teve com o Ensino. “É um orgulho, no primeiro ano de minha gestão, ter colocado o Ensino como uma questão central em Farmanguinhos”, frisou. Ele reforçou ainda a importância do Mestrado Profissional na área farmacêutica, especialmente no Brasil, país onde a história dessa indústria é marcada por momentos de instabilidade. “É preciso ajudar a fortalecer a indústria farmacêutica, porque esse é também um dos objetivos do curso, principalmente no atual contexto político do país”, disse o diretor referindo-se à falta de penicilina no território nacional.

 

Com tantos desafios pela frente, Hayne não deixou de incentivar os futuros mestres. “Eu acredito no potencial dos nossos estudantes”. E deu a dica: “o grande saber é o saber fazer a pergunta certa. No final de dois anos, vocês olharão para trás e saberão que tudo valeu a pena”, assinalou o diretor parafraseando Fernando Pessoa.

 

Inovação colaborativa – Com o tema Ativos intangíveis: o desafio da gestão do conhecimento em tempos de Big Data, a aula magna foi apresentada pelo especialista Marcos Calvalcanti, professor de Engenharia da Produção e pesquisador do Centro de Referência em Inteligência Empresarial da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “Não há saberes grandes ou pequenos. Há saberes diferentes. Por isso a conferência do Marcos Cavalcanti será bem oportuna”, frisou o coordenador do Mestrado, Jorge Lima de Magalhães.

A mesa de abertura foi composta pelo coordenador do Mestrado, Jorge Lima, pela coordenadora de Pós-graduação da Fiocruz, Crisina Guilham, pela vice de Pesquisa, Erika Carvalho e por Hayne Felipe da Silva

Segundo Cavalcanti, o maior desafio atualmente é entender o mundo no qual vivemos. “Não vivemos mais numa sociedade industrial. A indústria não é mais a responsável pelo desenvolvimento do país. Hoje, o principal agente de riqueza é o conhecimento, que representa 55% da riqueza mundial”, destacou Cavalcanti. “O preço de um aparelho celular, por exemplo, é orientado pela tecnologia que está dentro dele, não pelo objeto físico”, concluiu.

 

O público compareceu em bom número ao auditório no campus da Fiocruz, na Zona Norte do Rio de Janeiro

A palestra foi conduzida no sentido de provocar o público, chamando a atenção para uma nova realidade: o gerenciamento do conhecimento. “Se quisermos melhorar a produtividade na nossa indústria farmacêutica, até teremos que gerenciar bem o estoque e comprar matéria-prima barata, mas o principal fator é ter que saber gerenciar conhecimento, isso é o que vai possibilitar darmos o salto de qualidade”, avaliou.

 

O palestrante usou uma exuberância de exemplos para ilustrar a hipótese dele, de que o modelo de negócio no serviço público é obsoleto. Mesmo na iniciativa privada brasileira, há casos de resistência de mudança de visão, uma lógica que coloca o país na contramão do desenvolvimento.

 

O palestrante apresentou ainda exemplos de inovações brasileiras que, devido a burocracias na legislação nacional, nunca se tornaram um bem disponível para a população. Cavalcanti apontou que o novo modelo de negócio é ação colaborativa, isto é, o trabalho em rede. Neste sentido, ele adverte: “é preciso repensar a patente na era da inovação aberta e colaborativa”.

 

 

Fotos: Edson Silva

 

Ano Oswaldo Cruz: Perspectiva nacional e a Fiocruz do futuro

A Coordenação das Ações de Prospecção da Presidência da Fiocruz realizará amanhã (16), às 14h, no auditório da Ensp, a sua primeira atividade – o evento Ano Oswaldo Cruz: perspectiva nacional e a Fiocruz do futuro. Será um debate sobre o futuro da instituição com um novo modelo de articulação e diálogo entre a presidência e a comunidade, a fim de criar instrumentos de intervenção. “Será um diálogo para a ação. E o simbolismo é que esse diálogo começa com a própria presidente da Fiocruz.. Não é apenas o debate pelo debate, mas uma atividade para subsidiar a preparação da instituição para o futuro, a partir de uma demanda da presidente Nísia”, afirma Carlos Gadelha, que está à frente da nova área.

Clique aqui para acompanhar na íntegra.

A ideia, informa ele, é que os encontros sejam realizados periodicamente, envolvendo toda a comunidade, como uma nova forma de pensar e gerir a Fiocruz. Em entrevista, Carlos Gadelha ressalta a importância da participação de toda a comunidade Fiocruz no evento, explica as especificidades desse modelo e fala sobre a missão da Coordenação.

A proposta da Coordenação das Ações de Prospecção da Presidência é que este seja o primeiro de uma série de encontros para discussões sobre ciência, tecnologia, inovação e fortalecimento do Sistema Único de Saúde, visando uma estratégia institucional de futuro. O desafio é transformar o pensamento prospectivo em política institucional concreta.

Clique aqui para ler a entrevista completa com Carlos Gadelha no Portal Fiocruz, ou por meio do link https://goo.gl/MvxT54

Diversidade de biomas e de áreas de estudo

Aula Inaugural da Especialização de Gestão da Inovação em Fitomedicamentos discute o caminho tecnológico até os novos paradigmas, sustentabilidade e biodiversidade


Viviane Oliveira / Maritiza Neves

Na programação, os professores, alunos e o NGBS se apresentaram

Entrelaçando as áreas de gestão, inovação, fitomedicamentos e biodiversidade, o Coordenador Científico do curso de Especialização de Gestão da Inovação em Fitomedicamentos, Glauco Villas Bôas, proferiu a Aula Inaugural para alunos, professores e convidados da unidade, com o tema “A inovação em medicamentos da biodiversidade a partir de um novo paradigma”. No encontro, ele apresentou uma trajetória da ciência e da tecnologia no país e no mundo, com citações de teóricos, mudanças, complexidades, relações com a política, economia e os novos paradigmas.

Villas Bôas comentou sobre a troca entre professores e alunos de diversas áreas no curso. “Começamos um momento de intensas trocas, em um ambiente participativo, para pensar, exercitar um pouco da interpretação e organizar o pensamento, para construção da inovação a partir da biodiversidade”, explicou. Ele ainda falou sobre a interdisciplinaridade da especialização. “O curso cada vez mais deixa de ser uma colcha de retalhos, para ser uma construção de diversos pontos de vista, no caminho do futuro gestor. É importante que no mundo de hoje, ele esteja habilitado a participar da discussão de qualquer problema de gestão ou inovação, não só de fitomedicamentos, como também de medicamentos da biodiversidade”, frisou o coordenador.

Suzete da Silva Zanon, psicóloga, tem aperfeiçoamento na área de clínica hospitalar com ênfase em infectologia, e ingressou na turma. “Minha expectativa é grande. Estou muito curiosa. Sou adepta a utilização de coisas naturais. Na área da gestão, a questão maior para agregar valor à minha disciplina, para saber qual ação, eu como psicóloga, posso fazer nessa área de atuação. Como é novo, isso me causa uma grande euforia para saber o que vai acontecer”, declarou.

Para introduzir o assunto, Villas Bôas comentou sobre a mudança tecnológica, com crescimento contínuo da pesquisa e da ciência na Segunda Guerra Mundial, passou pelo neoliberalismo americano e ainda destacou as regras básicas para pesquisa e desenvolvimento (P&D), através do Manual Frascati, que faz uma medição de atividades científicas e tecnológicas.

Para ele, a cooperação econômica passou a dar diretrizes para as políticas de ciência e tecnologia, para sustentar o desenvolvimento. E então surgiu a pergunta “Ciência para política ou política para ciência”?

Entre comparativos de perspectivas econômicas e políticas, ele falou ainda da inovação como um motor do desenvolvimento, trazendo a novidade e destruindo o processo anterior. Ressaltou também o paradigma científico como um modelo de pesquisa, que vem a partir do desenvolvimento da ciência em algumas áreas.

Marcelo Ferreira, Carla Curi e Suzete Zanon fazem parte da nova turma da especialização e falaram de suas motivações e expectativas

Marcelo Ferreira, Carla Curi e Suzete Zanon fazem parte da nova turma da especialização e falaram de suas motivações e expectativas

Marcelo Neves Ferreira, enfermeiro, comparou o estudo à prática no trabalho. “O que me trouxe a este curso foi conhecer pessoas que já fizeram, gostaram e me indicaram. O que me despertou a vontade de estudar foi ter utilizado uma tecnologia de uso de extrato de calêndula sobre um machucado, quando eu era enfermeiro na clínica da família, e ter visto uma resposta muito boa. Daí surgiu a vontade de colher mais conhecimentos relacionados a fitoterápicos”, contou o aluno.

O coordenador salientou que o curso tem foco na inovação a partir da biodiversidade e explicou sobre o termo, que nasceu na Escola da Biologia da Conservação. Para ele, a biodiversidade não é só no sentido de preservação, mas de interação da diversidade biológica com o mundo real. Ele citou o autor Schwatzman, que fala sobre a evolução da ciência e tecnologia no Brasil.

Ao falar sobre biodiversidade, Villa Bôas definiu o que são medicamentos da biodiversidade e falou sobre o futuro. “É todo aquele que se origina na biodiversidade ecossistêmica, de espécies e diversidade genética. Considerando que o Brasil tem a maior diversidade do mundo, muda a estatística e aponta um caminho para um programa de desenvolvimento técnico-científico-industrial para o Brasil e o mundo”, alertou. Segundo ele, 60% dos medicamentos usados no mundo são da biodiversidade, de origem vegetal ou animal.

Para o coordenador, ainda não é conhecido nem 10% da diversidade existente em cada bioma dos seis existentes no país. E é de suma importância ter a concepção de fazer este trabalho em redes. “Os acadêmicos se juntam e passam informações em redes. A cooperação tem que ser resgatada, pois há muita coisa a ser feita para alavancar a base da ciência nas universidades, nos institutos de tecnologia, no conhecimento popular e no conhecimento tradicional. Isso é uma rede do conhecimento e ele deve ser estruturado em cada bioma”, finalizou.

Carla Nastare Curi, farmacêutica, responsável técnica pela clínica da família José de Paula Lopes Ponte, falou sobre a motivação principal. “Comecei a desenvolver um projeto na minha unidade de plantas medicinais e, a partir daí, quis começar a estudar mais. Primeiro, busquei um curso de cultivo e quando você abre uma porta para o conhecimento, você quer sempre mais. Então, vim buscar mais conhecimento aqui, neste curso. Minha expectativa é poder trocar bastante informações com os outros alunos e conhecer os meios para conseguir desenvolver os meus projetos”, revelou Carla.

Ao longo do dia, a Coordenadora do curso, Regina Nacif, fez uma apresentação dos professores, dos alunos, da equipe de ensino e do Núcleo de Gestão em Biodiversidade e Saúde (NGBS). Ela também mostrou as bases teóricas com que o NGBS trabalha e que, consequentemente migram para o curso. Segundo ela, esta apresentação se fez necessária devido à dificuldade que algumas pessoas têm de perceber qual o papel do curso nas ações do núcleo. Também foi conversado sobre a organização curricular do curso e as normas de funcionamento entregues para alunos e professores.

Comunidade Virtual de Aprendizagem – Essa é uma comunidade de interação entre professores e alunos. Neste local, ficam guardadas as ementas, as disciplinas e as notícias de interesse do curso. Mas, não é só isso. Professores e alunos deverão circular bastante dentro desta comunidade. “A gente quer incentivar o professor a usar mais o espaço de fórum para discutir as questões que surgem na sala de aula. Também queremos estimular o professor a colocar todas as tarefas na comunidade e, por sua vez, o aluno terá que responder por ali, também, para que a comunidade possa, enfim, exercer o papel dela. Este tipo de ação, propiciará um melhor controle das atividades que já foram ou estão sendo lançadas”, contou Regina.

Anteriormente, devido a questões tecnológicas, tanto o aluno quanto o professor encontravam dificuldades para acessar a comunidade fazendo com que eles migrassem para o e-mail. “Queremos modificar esse fluxo. Continuaremos a utilizar a plataforma Moodle tendo o suporte do ensino à distância da Escola Nacional de Saúde Pública (EAD-Ensp). Porém, com um foco mais direcionado aos problemas encontrados pelos alunos e professores na utilização da plataforma”, disse.

*O Moodle é uma plataforma de aprendizagem a distância baseada em software livre. É um acrônimo de Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment (ambiente modular   de   aprendizagem   dinâmica   orientada   a   objetos).

Fotos: Edson Silva

Fiocruz desmente diagnóstico de “mal da vaca louca”

Fundação divulga nota oficial negando que tenha recebido solicitação para realização de exame ou casos suspeitos da doença de Creutzfeldt-Jakob

 

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