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Estudo aponta alta eficácia de medicamento contra malária

Um estudo realizado por mais de dois anos com cerca de 160 pacientes aponta que o medicamento ASMQ, composto pela combinação dos fármacos artesunato e mefloquina, é altamente eficaz para o tratamento dos casos de malária provocados pelo Plasmodium falciparum. A pesquisa foi realizada no Vale do Juruá, no Acre, maior foco da doença no Brasil. Pacientes recrutados no município de Cruzeiro do Sul foram acompanhados por 42 dias após o início da terapia. Os exames apontaram rápida cura clínica e parasitológica em todos os casos. Análises moleculares também descartaram a presença, entre os parasitos, de marcadores genéticos associados à resistência aos fármacos. Os resultados foram publicados na revista científica The American Journal of Tropical Medicine and Hygiene. Para os autores, os achados sustentam a possibilidade de adoção do ASMQ como primeira linha no tratamento da forma não grave da malária causada por P. falciparum na região, especialmente considerando a vantagem de seu esquema de administração. Acesse o estudo.

“Verificamos alta eficácia e efeitos colaterais mínimos, com boa aceitação do tratamento pelos pacientes. O medicamento usado atualmente para tratamento da malária na maior parte do país – formulação que combina os fármacos artemeter e lumefantrina – exige administração de até quatro comprimidos duas vezes ao dia por três dias. Já a terapia com ASMQ demanda administração de no máximo dois comprimidos uma única vez ao dia por três dias. Esse esquema facilita a aceitabilidade e a administração supervisionada, importantes para atingir a meta de eliminação do P. falciparum no Brasil”, afirma Simone Ladeia Andrade, pesquisadora do Laboratório de Doenças Parasitárias do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), coordenadora e primeira autora do estudo. O trabalho integra as ações da Rede Amazônica de Vigilância da Resistência às Drogas Antimaláricas (RAVREDA/AMI) e foi realizado pelo IOC em parceria com o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP), com apoio da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), do Programa Nacional de Controle da Malária do Ministério da Saúde (PNCM) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Terapia combinada

Desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) em parceria com a organização sem fins-lucrativos Iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas (DNDi, na sigla em inglês), o ASMQ segue a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o tratamento da malária provocada pelo P. falciparum. A formulação combina um derivado da artemisinina – o artesunato – com um antimalárico de efeito prolongado – a mefloquina. O objetivo é aumentar a chance e velocidade de cura e reduzir a possibilidade de desenvolvimento de resistência aos componentes da combinação: os derivados da artemisinina possuem ação potente e rápida, eliminando em curto período a maior parte dos parasitos, enquanto os fármacos associados permanecem por mais tempo no organismo, combatendo os possíveis micro-organismos restantes.

O ASMQ integra as listas de medicamentos essenciais da OMS para adultos e crianças. No sudeste asiático, a combinação é fabricada e comercializada pela empresa indiana Cipla, que recebeu transferência de tecnologia de Farmanguinhos. Já na América Latina, alguns países têm acesso ao fármaco por meio de doações feitas pela unidade da Fiocruz. Em setembro, o Complexo Tecnológico de Medicamentos recebeu uma delegação da OMS para uma auditoria inicial, com o objetivo de pré-qualificar o medicamento. O processo continuará em 2017, quando está prevista uma segunda auditoria. A pré-qualificação permitirá a oferta comercial do produto no mercado internacional.

Resistência descartada

Entre 2006 e 2012, o ASMQ foi utilizado como primeira opção para o tratamento da forma não grave da malária causada pelo P. falciparum no Acre, incluindo o Vale do Juruá. Porém, a preocupação com a possibilidade de resistência dos parasitos à mefloquina levou o Programa Nacional de Controle da Malária a substituir o produto, adotando a formulação composta pelos fármacos artemeter e lumefantrina, que já era usada em outras áreas do país. Assim, o uso do ASMQ ficou restrito a regiões com muito baixa transmissão da doença, como o Mato Grosso. “Tendo a mefloquina já sido utilizada no Brasil por quase duas décadas sem associação com outros fármacos, foi levantada a hipótese de que algum grau de resistência poderia ter sido desenvolvido pelos parasitos nas áreas de maior transmissão. Nos mais de dois anos do estudo no maior foco do Brasil, porém, nenhum caso de falha terapêutica, seja clínica ou parasitológica, foi detectado”, ressalta Simone, acrescentando que o número de pacientes acompanhado foi superior ao que seria necessário para conclusões robustas.

A cura parasitológia foi avaliada por dois métodos: além do padrão-ouro utilizado nos estudos que avaliam a eficácia das terapias contra a malária, que consiste na visualização do parasito pelo exame microcópico de uma gota espessa de sangue, foi adotado o exame de qPCR (Reação em Cadeia de Polimerase em Tempo Real), que detecta, amplifica e quantifica o DNA dos patógenos nas amostras, apresentando resultado mais sensível. Amostras de sangue dos pacientes foram coletadas em dez momentos: antes do início do tratamento, nos três dias após o medicamento começar a ser tomado, sete dias depois do início da terapia e em intervalos de uma semana a partir de então, até completar 42 dias. No dia seguinte ao término do tratamento, a forma assexuada do P. falciparum parou de ser detectada nas amostras pela microscopia. Em um terço dos pacientes, a presença do P. falciparum foi identificada pela metodologia de qPCR nesse mesmo momento, porém, ao final do período do estudo, todos apresentavam resultado negativo no exame. O estudo molecular revelou que os parasitos não apresentavam marcadores genéticos associados à resistência ao artesunato ou à mefloquina.

Contribuições do estudo

Além de verificar a eficácia do ASMQ e a viabilidade de seu uso como primeira linha no tratamento da malária causada pelo P. falciparum em áreas com maior ocorrência de casos no Brasil, a pesquisa contribuiu com informações sobre a adequação do esquema terapêutico. Pela análise de microscopia, os cientistas identificaram que cerca de 20% dos pacientes mantiveram ou passaram a apresentar a forma sexuada do parasito – chamada de gametócito – no período de acompanhamento, e somente no 35º dia após o início do tratamento, todos tiveram resultado negativo no exame. Embora não causem sintomas nos pacientes, os gametócitos são as formas capazes de infectar o mosquito vetor da doença, contribuindo para sua disseminação. Por esse motivo, o achado foi comunicado imediatamente ao Programa Nacional de Controle da Malária, ainda durante o andamento da pesquisa, o que levou à inclusão da primaquina – fármaco que atua contra os gametócitos – no protocolo do Ministério da Saúde para tratamento desse tipo de malária.

Para Simone, a ausência de resistência à terapia no maior foco nacional de P. falciparum indica que esse não deve ser um problema no restante da Amazônia ou mesmo em outras áreas do país. “Cerca de 40% dos casos malária provocados pelo P. falciparum no Brasil ocorrem no Vale do Juruá. Pela alta endemicidade, esse seria o local de maior risco para o desenvolvimento de resistência à mefloquina no país, o que não ocorreu”, pondera a pesquisadora.

Malária no Brasil

A Amazônia concentra mais de 99% dos casos de malária no Brasil, onde a doença pode ser causada por três espécies de parasitos do gênero Plasmodium: P. vivaxP. falciparumP. malariae. Embora não seja o parasito mais frequente, o P. falciparum preocupa porque é a espécie que provoca a forma mais grave da doença. Em 2015, o Brasil registrou o menor número de casos de malária dos últimos 35 anos, com 143 mil notificações, sendo 15,4 mil causadas pelo P. falciparum. Alinhado com a estratégia da OMS – que estabeleceu o objetivo de eliminar a malária em 35 países até 2030, além de reduzir em 90% o total de casos e de mortes no mesmo período –, o Ministério da Saúde lançou em novembro do ano passado o Plano de Eliminação da Malária no Brasil, que tem como foco inicial a eliminação do P. falciparum.

Independentemente da espécie de parasito, a malária é transmitida pela picada de mosquitos infectados do gênero Anopheles. O principal sintoma é a febre. Além disso, os pacientes podem apresentar episódios de calafrios, dor de cabeça, dor no corpo e artralgia – dor nas articulações. O tratamento é feito com medicamentos antimaláricos que variam conforme a espécie de Plasmodium causadora da infecção.

Maíra Menezes (IOC/Fiocruz)

Modelo de negócio e inovação

Agenda Estratégica do CD traz o ex- presidente da Fiocruz, Carlos Morel, como convidado e discute os desafios e oportunidades para o próximo ano na unidade


Conselheiros e convidados da pesquisa participaram da Agenda Estratégica com Carlos Medici Morel

Conselheiros e convidados da pesquisa participaram da Agenda Estratégica com Carlos Medici Morel

Encerrando a última Agenda Estratégica do ano e visando pensar as ações para 2017, o Conselho Deliberativo convidou o diretor do Centro de Desenvolvimento Tecnológico e Saúde (CDTS) e ex-presidente da Fiocruz, Carlos Medici Morel, para abordar temas sobre Ciência, Tecnologia e inovação. O encontro foi o terceiro bloco de Agendas Estratégicas de 2016 e contou, também, com a participação de convidados da pesquisa. Segundo o diretor Hayne Felipe, foi uma forma de planejar o nosso futuro.

O médico, biofísico e pesquisador da Academia Brasileira de Ciências fez um retrospecto histórico sobre ciência e tecnologia no Brasil, utilizando trechos importantes de autores conhecidos e sugerindo livros e artigos sobre o assunto. O primeiro livro mencionado foi Gênese e evolução da Ciência Brasileira, de Nancy Stepan, de 1976, que caracteriza a Fiocruz como pioneira da C&T no Brasil e o Castelo da Fundação ilustra a capa.

Morel comentou sobre o fato da pesquisa básica ter sido vista muito tempo como a chave para o desenvolvimento, sendo muito estudada nas universidades, e as pesquisas avançadas aprofundadas nas indústrias. Segundo ele, Vannevar Bush foi o grande propulsor desta teoria e do termo pesquisa básica, no livro Ciência, a fronteira sem fim. Além disso, o convidado citou outras referências sobre a crise dos paradigmas do pós-guerra e o dogma da pesquisa básica até a lei da inovação.

O ex-presidente da Fundação lembrou da evolução do modo de fazer ciência, o qual começou sendo individual, com poucos grandes cientistas, depois começaram pequenos grupos e hoje são grandes equipes. Segundo ele, “O pior período da Fiocruz foi quando focou somente em pesquisa básica. É necessária, porém não é suficiente”, afirmou Morel.

Carlos Morel e Hayne Felipe falaram sobre as oportunidades e desafios para 2017

Carlos Morel e Hayne Felipe falaram sobre as oportunidades e desafios para 2017

Ao citar as importantes leis da inovação, do bem e o Marco Legal de C&T, Morel fez uma comparação entre o Brasil e a Suíça. O Brasil apresenta o número de 65.127 documentos publicados e a Suíça somente 42 mil, porém em número de patentes o país europeu leva vantagem com 44.417 e o Brasil com apenas 6.717. Para ele, estes dados são importantes para o entendimento da posição entre os países em termos de inovação, o qual a Suíça está em primeiro lugar e o Brasil ocupa a 69ª posição. Outra comparação ocorreu pelo fato da maioria das patentes brasileiras serem de estrangeiros, enquanto a China e a Coréia do Sul são o contrário e apresentam um número bem maior de participação interna de tecnologia.

Morel comenta, ainda, a importância das redes para os países em desenvolvimento avançarem em saúde e as Parcerias de Desenvolvimento de Produtos Internacionais se tornarem essenciais em produção e desenvolvimento. Para ele, o momento é de arriscar e tentar acertar. “Está na hora de ver um modelo de negócio sólido, buscar dinheiro de fora e pensar em como trabalhar as políticas de Far. É importante que estudem as leis, realizem parcerias sem verticalizar e pensem em como empoderar o Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT).

Após a explicação e apresentação dos slides, os conselheiros tiveram a oportunidade de fazer perguntas, pensando em alternativas e melhorias para a unidade. Hayne Felipe agradeceu a presença de Morel e comentou sobre as dificuldades que aparecerão. “É preciso decisões políticas tanto do ponto de vista da locação de recursos e também de uma regulamentação. A lei de inovação ainda não conseguiu ser regulamentada na possibilidade de cessão de recursos humanos e isso é um grande nó, principalmente dentro das universidades. Teremos que rever conceitos, até para podermos fazer seja sociedade de propósitos específicos, seja união com empresas privadas, mesmo sem fins lucrativos, por conta do nosso caráter autárquico até o momento”, afirmou o diretor.

Na parte da tarde, os membros do conselho se reuniram para uma rápida avaliação do ano e retirar algumas dúvidas sobre o assunto. Clique aqui e acesse a apresentação.

Chamada Pública

Farmanguinhos abre chamada para seleção de matéria-prima medicamentosa – Insumo Farmacêutico (excipiente) – Álcool etílico. Confira o edital e os anexos


Chamada Pública nº 11/2016

Objeto: seleção de matéria-prima medicamentosa – Insumo Farmacêutico (excipiente) – Álcool etílico 96% GL, para posterior procedimento de padronização

Data de abertura: 16/12/2016
Edital: Clique aqui

Anexo I: Clique aqui

Anexo II: Clique aqui

ERRATA: TABELA DE PRAZOS ESTIMADOS COM DATAS CORRIGIDAS – EDITAL DE CHAMADA PÚBLICA Nº 11/2016

Anexo III: Clique aqui

PEDIDOS DE ESCLARECIMENTOS: ccp@far.fiocruz.br

Retrospectiva Fiocruz

Veja as principais notícias da Fundação publicadas na Agência Fiocruz de Notícias

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A destruição criativa da evolução tecnológica nos demite?

Jorge Magalhães faz uma análise sobre a relação sociedade e tecnologia

Com informações do Observatório C, T & I

Por Jorge Magalhães

– Isso sempre foi feito assim! Não adianta, não vou mudar! Sempre deu certo! Por que, agora, tenho de fazer diferente?

Especialista em gestão tecnológica e inteligência competitiva, o pesquisador Jorge Magalhães é coordenador do Mestrado Profissional em Gestão, Pesquisa e Desenvolvimento na Indústria Farmacêutica de Farmanguinhos

Especialista em gestão tecnológica e inteligência competitiva, o pesquisador Jorge Magalhães é coordenador do Mestrado Profissional em Gestão, Pesquisa e Desenvolvimento na Indústria Farmacêutica de Farmanguinhos

Quantos de nós já não usou uma destas frases ou algo parecido? Usando ou não, a verdade “nua e crua” é que sobrevivemos ou nos demitimos. Adentramos no século 21, com 40% da humanidade conectada à internet (“Big data”, 15:19:59; McKinsey Global Institute, 2011), onde os sistemas tradicionais de gerenciamento de banco de dados relacionais não podem lidar com as grandes massas de dados diárias produzidas no mundo (Magalhães & Quoniam, 2013; Quoniam & Lucien, 2010).

Vivemos o boom da globalização econômica e informacional, ou seja, das tecnologias da informação, da revolução digital… será que uma dessas situações nos parece familiar:

  1. estava longe de casa e retornou para buscar o celular esquecido;
  2. alguém dirigindo ou parado no semáforo lendo ou digitando no celular;
  3. grupo de pessoas em reunião presencial ou num restaurante e, de repente, todos calados de cabeça baixa;
  4. corrigindo teses, relatórios ou tomando decisões fundamentais longe do “trabalho” físico, mas via um aparelho eletrônico e estando dentro de um veículo, bar, praça etc.;
  5. nem lembra que tem telefone fixo;
  6. estava em casa no tablete ou desktop durante a semana e escutou: – não se trabalha mais não? Ou o contrário, a mesma cena num sábado ou domingo: – vai morrer trabalhando!
  7. seu filho não sabe o que é fazer “sinal” para um taxi, o que é datilografia, ir ao banco… e de repente: nos damos conta que fomos demitidos tecnologicamente!

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE), pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2014, o acesso à internet por meio do telefone celular ultrapassou os computadores no Brasil. Entre 2013 e 2014, o percentual dos domicílios que acessaram a internet por computador recuou de 88,4% para 76,6%, enquanto os que acessavam por celular saltou de 53,6% para 80,4%.  Em relação ao acesso por tablete, no mesmo período, o acesso cresceu 50,4%. Acrescenta-se ainda, que o acesso à internet por usuários com idade de dez anos ou mais de idade saltou de 4,2% para 10,5%, em aparelhos diferentes de microcomputadores.

Realmente, esse fato no Brasil, reflete a tendência global do terceiro milênio. A expectativa nas gerações anteriores, era de que as evoluções tecnológicas seriam mais nos equipamentos, porém o que se viu é a tecnologia integrada com o ser humano em seu cotidiano; a internet das coisas, Web 2.0 e inteligência artificial.

O dinamismo para a inovação tecnológica perpassa pela interação da Ciência e Tecnologia (C&T). Esta interação é envolvida pela destruição criativa cunhada pelo pai da inovação, Joseph Alois Schumpeter, na década de 50 (Schumpeter, 1942).

Numa rápida digressão, durante a guerra fria, na década de 60, os cartunistas Hanna & Barbera lançaram o desenho animado “Os Jetsons”, exibindo carros voadores, robôs executando afazeres domésticos e cidades flutuantes. As cenas refletiam um horizonte utópico para a maioria da humanidade, à época, hoje, porém, podemos considera-los como visionários da ciência e tecnologia meio século antes. Em setembro de 1956, a IBM lançou o primeiro computador com Hard Disk (HD), o 305 RAMAC e este pesava 1 tonelada com capacidade de 5 MB. Hoje, reclamamos quando ganhamos um pendrive de 4GB pesando 5 gramas.

A Lei de Moore (1965), previa que o número de componentes em um chip para computador dobraria a cada ano e, esta lei se manteve por mais de 40 anos. Os preços caem quase à metade e a capacidade dobrava. Nessa trajetória tecnológica, as formas e modelos de pesquisa mudaram drasticamente. Uma semana de manchetes do “New York Times”, contém mais informações do que um ser humano pudesse adquirir em toda sua vida no século XVII. A capacidade de gerar conhecimento do antigo século para o que vivemos, perpassou iniciativas isoladas as grandes redes, consórcios de C&T. Dos gênios Galileo, Newton, Darwin & Einstein, por exemplo, até o presente século com o grupo de cientistas envolvidos no sequenciamento do genoma humano e do maior acumulador de partículas do mundo, o Large Hadron Collider (LHC) do Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire (CERN) – Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear, onde suas publicações têm mais de mil autores.

O cenário atual nos remete a empregos voltados para tarefas ou projetos de duração definida, envolvendo estudos multicêntricos, com atividades multidisciplinares e profissionais com visão holística e que não se demitam tecnologicamente. Há que se considerar, a famosa frase do Mestre Paulo Freire, “Não há saberes maiores ou menores, o que há são saberes diferentes”. Neste contexto, Chiavenato (2004), nos lembra que estamos vivendo a era da informação, com mudanças rápidas, imprevistas e inesperadas na sociedade. O mundo se tornou uma aldeia global, onde a informação cruza o planeta em milésimos de segundos devido o Big Data gerado nesta era informacional e do desafio do conhecimento. O profissional deste século reflete agenda de atividades/trabalho em qualquer dia e horário, pois o mundo é “plano”, e parece não mais subsistir o “velho” modelo fechado de horas semanais.

As últimas décadas foram marcadas pelo advento da Web 2.0, onde a internet deixou de ser uma plataforma puramente estática e passou a desempenhar um papel dinâmico e interativo (O’REILLY e BATTELLE, 2009), permitindo que os usuários troquem uma grande quantidade de informações instantaneamente. Até o final de 2016, a quantidade de informações criadas e replicadas a partir de sensores de todos os tipos, postagens em redes sociais, upload de fotos e vídeos, registros de transações comerciais, sinais de GPS, rastros de navegação entre outros alcançará a ordem de zettabytes – 1 bilhão de Gigabytes (CISCO SYSTEMS, 2014). O infográfico dinâmico The Internet in Real Time (https://visual.ly/internet-real-time ), mostra que cerca de 1 milhão de Gigabytes de dados são gerados a cada 1 minuto na internet totalizando um lucro de 142 mil dólares por minuto aos gigantes deste meio (Apple, Google, Microsoft, Facebook, Netflix, Pandora, Linkedin, etc.).

Este Big Data refere-se à terceira geração da era da informação (Magalhaes & Quoniam, 2015; Raghupathi & Raghupathi, 2014). Inicialmente, este volume exponencial de dados abordava os critérios dos 3Vs: Volume, Variedade e Velocidade (Laney, 2001), mais adiante, foram acrescidos mais 2 Vs: os atributos de Veracidade e Valor. Alguns autores ainda atribuem os últimos 3 Vs, como Veracidade, Versatilidade e Viabilidade, onde a combinação de todos os “Vs” geram o “V” de Valor (Aleixo & Duarte, 2015).

O volume é uma referência à quantidade de informações que são disponibilizadas diariamente na Web, enquanto as diferentes fontes caracterizam o termo variedade. Já a veracidade e a velocidade estão relacionadas ao tratamento desses dados para que sejam proveitosos e ao processamento em tempo real e fidedignos, respectivamente (Breternitiz & Silva, 2013). O valor é o atributo em que o bom tratamento de Big Data poderá gerar acesso à informação essencial e economia aos cofres da organização em questão.

Segundo Minelli et al (2013), o Big Data se divide em tempestade perfeita de dados, tempestade perfeita de convergência e tempestade perfeita de computação, e esta última é resultante de 4 fenômenos: lei de Moore, computação móvel, redes sociais e computação em nuvem (cloud computing). Este acervo de dados deve ser tratado para apresentar informação pesquisada de forma seletiva e objetiva para aumentar a inteligência dos negócios, além de permitir uma melhoria no processo de tomada de decisão (Minelli, Chambers, & Dhiraj, 2013).

A velocidade e o volume de disposição de dados no mundo virtual têm mostrado a grandiosidade do Big Data, bem como a capacidade de utilizar os resultados dessas informações para a área da inteligência competitiva. Ou seja, produzir mais em menos tempo, superar o concorrente e economizar tempo. O resultado dos tratamentos de dados tem se mostrado um diferencial para as tomadas de decisões.

Nesta avalanche informacional que dá sinais também de uma era do conhecimento, vivemos um momento de transição da Era Industrial para a Era do Conhecimento (Duarte, 2009). O grande problema é que não percebemos as mudanças ou aceitamos as mudanças que ocorrem em nossa trajetória pessoal aliada à trajetória tecnológica que estamos inseridos neste mundo, quer seja no ambiente social ou profissional; daí quando nos damos conta, dependendo do prisma que olhamos: fomos demitidos tecnologicamente!

Segundo um estudo The Network Skills in Latin America da IDC, encomendado pela Cisco, faltarão 449 mil profissionais em Tecnologia da Informação na América Latina até o fim da década. Somente em 2015, o Brasil teve um déficit de 195 mil profissionais capacitados e empregados. A CISCO declara que este profissional de tecnologia de rede emergente, precisa ser qualificado em vídeo, nuvem, mobilidade, datacenter & virtualização, Big Data, segurança cibernética, Internet das coisas (IoT) e desenvolvimento de software, além das habilidades básicas. Isso nos remete a um tempo em que saber falar “inglês” era um diferencial no currículo, hoje, é condição sine qua non; assim, quando nos perguntam se sabemos outro idioma, está intrínseco que você já fala o português e o inglês. O mesmo se aplica às profissões do século 21, onde requer uma visão holística das outras áreas, porque senão: seremos demitidos tecnologicamente!

Embora tenhamos de ter habilidades multidisciplinares neste século, é bem verdade que é fundamental o papel do especialista em questões específicas de cada área, por isso a complementariedade dos trabalhos em rede para o compartilhamento do conhecimento (open science) a bem da evolução tecnológica através da destruição criativa de Shumpeter. Merton (1961), já dizia:

 “discoveries and inventions become virtually inevitable (1) as prerequisite kinds of knowledge accumulate in mans’s cultural store; (2) as the attention of a suficiente number of investigators is focused on a problem – by emerging social needs, or by developments internal to the particular Science, or by both.” Robert K. merton (1961)

Nesta altura, podemos cunhar a frase de nosso líder, também futurista, Peter Drucker: “Não haverá países pobres – só países ignorantes. E o mesmo será verdade para os indivíduos, as empresas, as indústrias e todos os tipos de organizações.”

Neste século, o maior desafio a ser vencido, parece ser aliar a gestão de pessoas à gestão do conhecimento gerado nesta era informacional, onde cargos e funções neste ambiente, são redefinidos constantemente numa destruição criativa em equipes multifuncionais nas atividades do cotidiano; sejam provisórias ou específicas. Essa integração e interligação já são realidades em ambientes virtuais e sem fronteiras, existindo um mundo plano de trabalho. Este modelo altera nossa forma tradicional de pensar, forçando-nos a nos reinventar diariamente na destruição criativa de nossas habilidades, atitudes, aspirações e percepções, a fim de não sermos demitidos tecnologicamente e podermos auxiliar na trajetória de inovação para a evolução tecnológica.

Diante deste cenário, pensando na área da Saúde, o relatório “The real-world use of big data”, realizado pela IBM, da Universidade de Oxford, diz que a análise de Big Data permite que as organizações sejam até 23 vezes mais propensas a superarem seus concorrentes de mercado do que aquelas que não analisam. No entanto, alguns setores produtivos são mais adaptáveis às estratégias de Big Data do que outros, como os setores de saúde, financeiro, de telecomunicações, governamental e o energético.

Considerando que a Saúde é um bem público global (Buse & Waxman, 2001; Haines et al., 2009; Hartz, 2012; Vance, Howe, & Dellavalle, 2009) e que o processo da globalização da evolução tecnológica é o motor da evolução do termo Saúde Global, é mister pensar novas dimensões espaciais, temporais e cognitivas, para modificar nossa percepção das distâncias e barreiras das fronteiras do conhecimento e dos contatos globais e, assim, permitir um melhor engajamento com o “outro” no mundo (Bozorgmehr, 2010).

Considerando, ainda, no afã de não sermos demitidos tecnologicamente e na busca da destruição criativa de Schumpeter, para contribuição da evolução tecnológica, pode-se encontrar vários grupos que tentam avançar na busca de modelos não triviais para tratar o Big Data em Saúde do presente século.

Sem presunção de esgotar o assunto, mas no único sentido de exemplificar uma das ações de lidar com a avalanche de dados num mundo feroz tecnologicamente, de forma multidisciplinar e em tempos de luta pelo “open Science”, o projeto de software livre de fonte aberta, “crawler” Patent2Net (https://patent2netv2.vlab4u.info/ ), fornece serviços online e gratuitos para tratar mais de 90 milhões de documentos de patentes, cujo conteúdo de conhecimento tecnológico representa cerca de 90 países. Esse “rastreador” de patentes, permite identificar, extrair e tratar as informações tecnológicas do Big Data em Saúde. Portanto, usando o descritor “dengue”, obteve-se vários resultados, nos quais, alguns estão sintetizados no infográfico abaixo. Nele, foram recuperados 1427 documentos de patentes, através dos quais, com o cruzamento dos dados, foram possíveis extrair informações essenciais para os tomadores de decisão, tais como países depositantes, tecnologias existentes e suas respectivas interações, redes estabelecidas, tendências tecnológicas, inventores e suas localizações-redes etc. Da mesma forma, porém no sentido de exemplificar tratamentos de grandes dados na saúde, porém, com bases privadas, no mesmo infográfico, visualiza-se a evolução tecnológica para o descritor “chikungunya”.

infografico-analise-bigdata-em-patentes-dengue-e-chiku2

No exemplo acima, cabe destacar, que as informações contidas dentro de um documento de patente, configura-se como um dos, senão a mais importante fonte de informação para o desenvolvimento tecnológico, como demonstrado na extração de dados para dengue e chikungunya.
Diante do exposto, considerando a era informacional do século 21, a evolução tecnológica e o desafio de tratar Big Data, pode-se dizer que estamos numa era sem volta de destruição criativa. Portanto cabe a cada indivíduo decidir se ele demite-se ou não!

Referências:
AGHAEI, Sareh; NEMATBAKHSH, Mohammad Ali; FARSANI, Hadi Khosravi. Evolution of the worls wide web: from web 1.0 to web 4.0. International Journal of Web & Semantic Technology.

ALEIXO, J. A., & DUARTE, P. (2015). BIG DATA OPPORTUNITIES IN HEALTHCARE. HOW CAN MEDICAL AFFAIRS CONTRIBUTE? Revista Portuguesa de Farmacoterapia, 7, 230–236.

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BEMBEM, A. H. C., & Santos, P. L. V. A. da C. (2013). Inteligência coletiva: um olhar sobre a produção de Pierre Lévy. Perspectivas Em Ciência Da Informação, 18(4), 139–151. https://doi.org/10.1590/S1413-99362013000400010

BERLINGUER, G. (1999). Globalização e saúde global. Estudos Avançados, 13(35), 21–38. https://doi.org/10.1590/S0103-40141999000100003

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