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Fiocruz e MSD firmam acordo para produzir primeiro antiviral oral contra Covid-19 no Brasil

Acordo de transferência tecnológica também engloba pesquisas com o medicamento para outras infecções virais como dengue e Chikungunya

O acordo será regido pela Lei de Inovação Brasileira (Lei 10.973/2004) que incentiva a colaboração entre entidades públicas e privadas para projetos colaborativos voltados ao fomento do desenvolvimento científico e tecnológico nacional, qualificação, pesquisa e inovação (Foto: Rogério Resende)

A Fiocruz, por meio de seu Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz), e a farmacêutica americana MSD (Merck Sharp & Dohme) assinaram na terça-feira (3/5) um acordo de cooperação tecnológica para a produção de molnupiravir, primeiro antiviral oral para o tratamento da Covid-19, no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância em Saúde (Anvisa) concedeu na tarde de quarta-feira (4/5) autorização de uso emergencial do medicamento no país.

Por meio do acordo, a Fiocruz passará a ser responsável pela armazenagem, administração, rotulagem, embalagem, testagem, liberação, importação e fornecimento do medicamento molnupiravir para o Sistema Única de Saúde. O acordo prevê ainda a condução de ensaios clínicos, em parceria com a farmacêutica, para eventual uso em profilaxia de Covid-19, e o início de estudos experimentais de análise da atividade do medicamento em outros vírus também endêmicos no Brasil, como dengue e chikungunya.

“A Fiocruz sempre esteve na vanguarda em tratamentos para diversos tipos de doenças. Além do avanço da vacinação de Covid-19 no país, podermos agora contar adicionalmente com um medicamento que contribui para a redução o número de pacientes com Covid-19 leve a moderado que progridem para doença grave, que certamente terá um forte impacto positivo no SUS e no enfrentamento à pandemia”, comenta a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima.
 

O pedido de uso emergencial do fármaco, protocolado pela MSD em novembro do ano passado, foi deferido Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta quarta (4). Além do Brasil, o medicamento já recebeu aprovação condicional pela MHRA (Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde), no Reino Unido, e pela EMA (Agência Regulatória Europeia),  e aprovação do uso emergencial pelo FDA (EUA) e está em uso em 17 países.

“Estamos felizes de darmos este primeiro passo para garantir o acesso à população brasileira a um medicamento eficiente que reduz significativamente as hospitalizações e 89% de redução da mortalidade”, comenta Hugo Nisenbom, presidente da MSD no Brasil que complementa: Estamos conversando desde o início de 2021 com a Fiocruz sobre esta parceria. Agora, daremos seguimento para que a fundação possa atender à demanda do Ministério da Saúde o mais rápido possível”.

Sobre a transferência da tecnologia para produção 100% nacional do medicamento, as instituições já definiram as premissas para viabilizar este processo  e permanecerão em diálogo, ao longo dos próximos dois anos de parceria, para avaliar as condições técnicas e demanda do próprio Sistema de Saúde frente aos resultados dos estudos experimentais e clínicos a serem realizados. O diretor de Farmanguinhos, Jorge Mendonça, celebrou o resultado do longo processo de elaboração do acordo. Ele destacou que as negociações resultaram num projeto de grande potencial em relação também ao tratamento de outras enfermidades. “Faz mais de um ano que a gente vem conversando com a MSD e acompanhando toda a evolução dos testes e dos resultados, na torcida, porque tínhamos uma pandemia e toda uma população para tratar. Acho que chegamos num documento bastante robusto, não só no sentido de trazer mais uma ferramenta de combate à Covid-19, mas também de internalização do produto e de utilização dele para outras doenças importantes para o SUS”, avaliou.

Caberá à MSD monitorar e acompanhar, em conjunto com Farmanguinhos, o desenvolvimento das atividades para a transferência parcial de tecnologia, prestando assistência em todo o processo. O acordo será regido pela Lei de Inovação Brasileira (Lei 10.973/2004) que incentiva a colaboração entre entidades públicas e privadas para projetos colaborativos voltados ao fomento do desenvolvimento científico e tecnológico nacional, qualificação, pesquisa e inovação. 

Indicação do medicamento – Segundo a autorização de uso emergencial concedida pela Anvisa, o monulpiravir será indicado para o tratamento de pacientes de Covid-19 maiores de 18 anos que não necessitam de oxigênio suplementar e apresentam risco de evolução para a forma grave da doença. O medicamento necessitará de prescrição médica e não deverá ser utilizado por mulheres grávidas. 

Em reunião da Diretoria Colegiada da Anvisa, realizada nesta quarta-feira (4/5), a diretora Meiruze Freitas destacou que a vacinação ainda é a melhor forma de prevenção contra a Covid-19 e ressaltou que o monulpiravir não deve ser entendido como um substituto das vacinas.

Em nota da Anvisa, o diretor-presidente da Agência, Antônio Barra Torres, que o monulpiravir, nesse momento, deve ser encarado como mais uma alternativa no tratamento para reduzir o número de mortes. “Este é um medicamento de aplicação bastante específica, que demandará monitorização constante e que, portanto, não se trata de nenhuma panaceia de uso amplo e irrestrito no caso da pandemia de Covid-19, onde a vacina se impõe como carro-chefe”, afirmou o diretor em nota.

Entenda os resultados de Fase 3 de Molnupiravir – Os resultados do estudo clínico global de fase 3 (multicêntrico, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo) mostraram que o medicamento foi capaz de reduzir em 89% o risco de morte por Covid-19 quando comparado ao placebo, com eficácia consistente contra diferentes variantes virais. Participaram dos testes pacientes sem necessidade de internação, que não tinham recebido nenhuma dose de vacina e apresentavam pelo menos uma comorbidade que aumentasse o risco de evolução do quadro clínico. Uma maior porcentagem de participantes no grupo de Molnupiravir relatou melhora sustentada e/ou resolução para a maioria dos sinais e sintomas da doença, enquanto uma maior porcentagem de participantes no grupo placebo relatou progressão da maioria dos sinais e sintomas. O estudo teve sete centros no Brasil: três em São Paulo (dois na capital e um em São José do Rio Preto), Brasília, Belo Horizonte, Curitiba e Bento Gonçalves (RS).

A fase 3 do estudo MOVe-OUT (MK-4482-002) foi iniciada em abril de 2021 e avaliou o Molnupiravir como tratamento para pacientes ambulatoriais com Covid19 confirmada, com até 5 dias de sintomas (4 comprimidos, duas vezes ao dia, durante cinco dias por pacientes). Um outro estudo de fase 3, o MOVeAHEAD, está em andamento e avalia a eficácia e segurança do medicamento na prevenção da disseminação da Covid-19.

 

Com Agência Fiocruz de Notícias e Ascom MSD

Gestão do conhecimento científico em projetos de inovação: mesa-redonda

LOCAL (HÍBRIDO)

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INSCRIÇÕES

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MESA DE ABERTURA

Cristina Guilam
(VPEIC / Fiocruz)

Artur Silva
(Vice-reitor Investigação, Inovação e Formação / UA)

Jorge Mendonça
(Farmanguinhos / Fiocruz)

Jorge Magalhães
(Farmanguinhos / Fiocruz / GHTM / IHMT – NOVA e PICTIS)

David Resende
(ESTGA/DBIO/UA e PICTIS)

Mediadora
Beatriz Nascimento
(VPEIC/ Fiocruz , CES/UC)

PALESTRANTES

CES/ Universidade de Coimbra, Portugal – Caynnã Santos
“Pandemia e academia em casa: propostas para uma academia mais igualitária no pós- COVID-19”

Farmanguinhos/ Fiocruz, Brasil – Núbia Boechat
“Educação em saúde: academia integrada com sociedade e empresa”

Faculdade de Ciências e Tecnologia/ Universidade de Cabo Verde – Iniza Araújo
“A experiência de Cabo Verde na integração da formação em saúde”

IHMT/ Universidade NOVA de Lisboa, Portugal – Joana Marques
“Do financiamento da ciência à tecnologia industrial”

CICECO/ Universidade de Aveiro – Márcia Neves
“O Empreendedorismo na academia para a saúde”

PNPD/Universidade Federal Fluminense, Brasil – Alcione Carvalho e Farmanguinhos/ Fiocruz, Brasil – Carla Silveira
“Estratégias de PI na saúde para o ecossistema de inovação”

Representantes da Servier visitam a fábrica e homenageiam diretor de Farmanguinhos

O encontro reforçou as relações entre as duas instituições após assinatura de memorando de entendimento para novos desenvolvimentos de tecnologia conjunta

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Farmanguinhos recebe visita de representantes da alemã Merck KGaA

O encontro teve como objetivo acompanhar a fabricação do lote de engenharia do Praziquantel Pediátrico, bem como alinhar assuntos técnicos e analíticos do medicamento

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) recebeu a visita de representantes da parceira alemã Merck KGaA como parte de uma das etapas para a produção do L-Praziquantel 150mg, fruto do Consórcio Internacional Praziquantel Pediátrico. O encontro teve como objetivo acompanhar a fabricação do lote de engenharia do medicamento, indicado para tratar a esquistossomose em crianças, bem como confirmar de todos os parâmetros e a viabilidade do processo de produção e de embalagem na unidade.

A próxima etapa será a confecção dos lotes de desempenho, que servirão para compor o dossiê de registro do medicamento para submissão à Agência Regulatória Europeia (EMA) e à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), além da pré-qualificação junto à Organização Mundial da Saúde (OMS). A previsão é de que o L-Praziquantel 150mg seja disponibilizado em 2024.

“Além de reuniões com as áreas técnicas para alinhar processos analíticos, os representantes visitaram as instalações fabris e alguns laboratórios. Um dos dias foi reservado para acompanhar algumas etapas de fabricação de um lote de engenharia do L-Praziquantel, que foi produzido neste período”, explica o gerente do projeto na unidade, Daniel Lacerda.

Segundo Lacerda, o próximo passo será a Merck enviar a carta de intenção de submissão de registro à Agência Regulatória Europeia, ainda neste mês.

“A submissão final deste dossiê ocorrerá em novembro deste ano. Para isso, temos que fechar diversas documentações e atividades necessárias, como a produção dos três lotes pilotos para validação do processo de fabricação, previstos para serem realizadas entre julho e outubro. Além de compor a documentação de registro no EMA e, posteriormente, da Anvisa, estes lotes serão distribuídos pelo Consórcio na África para a utilização em um estudo de implementação do medicamento naquele território”, ressalta.

O L-Praziquantel é um comprimido dispersível em água, que facilita a sua administração em crianças menores de seis anos de idade. Até então, o medicamento disponível para essa enfermidade não tinha uma versão adequada para esse público, o que dificulta o tratamento contra a doença, que pode levar à anemia, raquitismo, deficiência na capacidade de aprendizado e inflamação crônica dos órgãos, podendo ser fatal nos casos mais graves.

Ao participar do Consórcio Internacional Praziquantel Pediátrico, Farmanguinhos contribui para erradicação desta doença que acomete milhões de pessoas no mundo. Com isso, atende sua missão institucional, como também uma das expectativas de sua visão, que é ser reconhecida por organismos nacionais e internacionais como centro estratégico de desenvolvimento tecnológico e produção de medicamentos.

Farmanguinhos entrega bombons a crianças da Cidade de Deus

Liderada pela equipe da Assessoria de Gestão Social de Farmanguinhos, a campanha Páscoa Solidária superou a meta inicial de arrecadação (130 caixas) e contemplou 223 crianças da comunidade

Nesta segunda-feira (11/04), a equipe da Assessoria de Gestão Social (ASG) de Farmanguinhos distribuiu as caixas de bombom doadas pela força de trabalho. Graças ao empenho e contribuição dos colaboradores, a campanha deste ano arrecadou 223 caixas, superando a meta de 130. Desta forma, além das 48 crianças do Espaço de Desenvolvimento Infantil Jardim do Amanhã, e das 82 da Escola Municipal Joaquim Fontes, também foram presenteadas as 93 do Espaço de Desenvolvimento Infantil Ana Carolina Pacheco da Silva, com a faixa-etária de 2 a 6 anos.

A colaboradora Fátima Loroza, que atua na Gestão Social da unidade, comemora o sucesso da campanha e explica como foi a reação das crianças ao receberem o chocolate. 

“Foi uma manhã maravilhosa! As crianças amaram o agrado que Farmanguinhos proporcionou. Olhar para o rostinho de cada criança e ver um sorriso estampado significa a certeza de levarmos um pouco de alegria aos pequenos, estendendo também às suas famílias. Esta doce esperança em tempos de pandemia nos revigora para dias melhores. O nosso muito obrigada a todos que se sensibilizaram e colaboraram com a nossa Campanha. Esse sim é o verdadeiro sentido da Páscoa: poder compartilhar e se solidarizar com o próximo, fazendo com que o amor renasça em seus corações. Que possamos ser a diferença na vida das pessoas!”, declara Fátima Loroza.

Mais doce do que um chocolate é um gesto de solidariedade.

Confira as fotos!

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