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Dia Mundial das Doenças Raras

Comemorado anualmente no último dia do mês de fevereiro, a data busca sensibilizar a população, os órgãos de saúde e especialistas para os tipos existentes e todas as dificuldades enfrentadas para conseguir tratamento ou cura
 
Considera-se doença rara aquela que afeta até 65 pessoas em cada grupo de 100.000 indivíduos, ou seja, 1,3 pessoas para cada 2.000 indivíduos. O número exato não é conhecido, mas estima-se que existam entre 6.000 a 8.000 tipos diferentes em todo o mundo.
 
As patologias são caracterizadas por uma ampla diversidade de sinais e sintomas, que variam de enfermidade para enfermidade, assim como de pessoa para pessoa afetada pela mesma condição. Geralmente são doenças crônicas, progressivas e degenerativas. Manifestações relativamente frequentes podem parecer com os sintomas de doenças comuns, dificultando seu diagnóstico, ocasionando elevado sofrimento clínico e psicossocial aos afetados, bem como para suas famílias.
 
Dentre elas, encontram-se: acromegalia, angioedema, artrite reativa, biotinidase, deficiência de hormônio do crescimento – hipopituitarismo, diabetes insípido, doença de Crohn, doença falciforme, epidermólise bolhosa, esclerose múltipla, fibrose cística; hepatite autoimune, hipertensão arterial pulmonar, hipotireoidismo congênito, lúpus eritematoso sistêmico, púrpura trombocitopênica idiopática, síndrome de Guillain-Barré, síndrome de Turner e tumores neuroendócrinos (TNEs).
 
Identificar precocemente uma doença rara pode fazer diferença na qualidade e no tempo de vida de muitos pacientes. Por isso, é importante ir regularmente ao médico para realizar exames de rotina e, caso seja diagnosticada alguma dessas patologias, receber tratamento adequado.

Fevereiro Roxo

A Campanha busca conscientizar a população sobre Alzheimer, Fibromialgia e Lúpus, condições envolve patologias graves, que podem ser tratadas mais facilmente quando identificadas em um estágio inicial

Nos últimos anos, alguns meses vem sendo associados a cores. Começou com o Outubro Rosa, seguido pelo Novembro Azul e, depois, vários outros surgiram. As cores são símbolos de campanhas de conscientização sobre doenças.
 
Isso porque a maioria dessas condições envolve patologias graves, que podem ser tratadas mais facilmente quando identificadas em um estágio inicial.
 
Fevereiro, por exemplo, é mês de ampliar o alerta sobre Alzheimer, Fibromialgia e Lúpus. Essas três doenças são de difícil controle e afetam em muito o bem-estar das pessoas. Por isso, o Fevereiro Roxo reforça a importância do diagnóstico precoce para se conseguir oferecer melhor qualidade de vida aos pacientes, controlando ou retardando os seus sintomas.
 
Conheça algumas características dessas doenças:
 
Alzheimer: provoca restrições cognitivas, perda de memória e até demência, em alguns casos. A doença possui as fases leve, moderada e grave. O comprometimento funcional é o que determina em qual delas o paciente está inserido. Na fase leve, geralmente quando a medicação é adotada, ele leva uma vida praticamente normal e o esquecimento não chega a ser empecilho para as atividades corriqueiras. É mais frequente em idosos e evolui gradativamente, causando prejuízos ao cérebro.
 
Fibromialgia: é uma doença reumatológica que atinge cerca de 3% da população brasileira, especialmente as mulheres, conforme dados da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR). A principal característica é o aparecimento de uma dor muscular crônica e generalizada, acompanhada de sintomas como fadiga, alterações de sono, memória e humor.
 
Lúpus: doença inflamatória autoimune que afeta a pele, as articulações, os rins e o cérebro. Ela ocorre quando o próprio sistema imunológico ataca tecidos saudáveis do corpo por engano. Pode levar à morte, se não for tratada adequadamente.
 
Cuide-se! Mantenha hábitos de vida saudáveis e vá regularmente ao médico para realizar exames de rotina.
 

Abertura do ano letivo em Farmanguinhos

A aula inaugural foi transmitida pelo canal de Far no Youtube e deu um panorama dos cursos de pós-graduação da área de Farmácia, mostrando sua evolução, impactos sociais e desafios

Na última quinta-feira (18/02), Farmanguinhos promoveu a aula inaugural online para dar início ao seu ano letivo. Ministrada pela coordenadora da área de Farmácia da CAPES, Silvia Guterres, a apresentação teve como tema o impacto social dos cursos de Pós-graduação da área da Farmácia, expondo um retrospecto da cadeira no âmbito da educação e apontando os seus avanços e desafios em benefício da ciência, da saúde e da sociedade. O evento foi transmitido pelo canal de Farmanguinhos no YouTube e contou com mais de 170 participantes.

A mesa de abertura foi composta pela coordenadora da área de Educação de Farmanguinhos, Mariana Souza, pela vice-diretora de Educação, Pesquisa e Inovação (VDEPI) da unidade, Núbia Boechat, pela vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Machado, e pelas coordenadoras adjuntas dos cursos de pós-graduação da Fundação, Eduarda Cesse e Cristina Guilam.

Mariana Souza abriu o evento salientando a potencialidade dos cursos oferecidos por Farmanguinhos.

Temos uma variedade e características muito fortes quando se trata do desenvolvimento da indústria voltada para a saúde. Oferecemos cinco cursos que mais nos representam: Residência Multiprofissional em Tecnologia aplicada em Indústria Farmacêutica, que é o primeiro curso de Residência em Farmácia industrial e é totalmente executado dentro de uma indústria pública, as especializações em Tecnologias Industriais Farmacêuticas e Inovação em medicamentos da Biodiversidade, que recentemente passaram por reestruturação e modernização e hoje trabalham com um currículo integrado, uma avaliação global baseada em portfólio, modelo híbrido e o TCC é todo voltado para solução de problemas ou criação de produtos. Oferecemos ainda os cursos stricto sensu, que são os Programas de Pós-graduação Acadêmico em Pesquisa Translacional em Fármacos e Medicamentos e o Programa Profissional em Gestão P&D na Indústria Farmacêutica, que foi o primeiro programa profissional na área de farmácia”, salientou.

Núbia Boechat relembrou o progresso do setor de Educação no Instituto. “Farmanguinhos evoluiu muito rapidamente. Até 2018 nós tínhamos dois cursos, um lato sensu e um mestrado, ambos soltos dentro da instituição e não faziam parte da VDEPI. No final deste mesmo ano, nós criamos o Departamento de Educação, que a Mariana então assumiu de forma competente, fez com que todas essas mudanças acontecessem e a área avançasse substancialmente em dois anos praticamente. E isto é um desafio muito grande, já que o foco principal da instituição é produção de medicamentos. Atualmente, temos as áreas de Pesquisa e Educação muito fortes dentro da unidade e que estão conquistando a cada dia mais esse espaço”, evidenciou.

Investimento em Educação  – Durante sua explanação, Silvia Guterres abordou a evolução dos programas de pós-graduação em Farmácia, apontando o seu desenvolvimento, suas limitações e desafios. Segundo a palestrante, o momento presente é de estagnação devido à crise financeira e à falta de investimentos na Ciência. “Até o ano 2000, nós tínhamos um crescimento tímido. A partir desse período, a área experimentou um crescimento expressivo, saindo de quatro programas, em 1975, para chegar a 70 em 2019. Atualmente, devido à crise em termos financeiros na ciência, há um efeito platô e não tem havido propostas de novos cursos na área. O desafio agora é qualificar esses programas para que tenham mais robustez e que melhorem em qualidade”, avaliou.

Com relação aos impactos sociais, a especialista destacou que a disponibilização de profissionais qualificados para atuar nas diversas áreas da ciência farmacêutica resulta em uma série de ações, tais como a transferência de tecnologia entre organizações (públicas e privadas), a criação de novos produtos e processos, elaboração e gestão de políticas públicas, dentre outras, que propiciam pesquisas na fronteira do conhecimento e contribuições para o avanço da saúde pública no Brasil.

Já sobre o futuro da área, a coordenadora afirmou que é fundamental que os Programas se mantenham atualizados à fronteira do conhecimento para a geração científica relevante e de impacto.

“É importante que as atividades do programa contribuam para a formulação de políticas públicas de saúde eficientes, favorecendo a solução de problemas brasileiros na área farmacêutica. Além disso, é desejável que os programas determinem em conjunto com os Núcleos de Inovação Tecnológica mecanismos institucionais para proteção da propriedade intelectual e formalização de parcerias com vistas ao estabelecimento de transferência de tecnologia”, enfatizou.

Após a apresentação, Silvia interagiu com o público e respondeu as perguntas encaminhadas pelos participantes no chat.

A aula pode ser conferida na íntegra no canal de Farmanguinhos no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=MKQ_ogrLA-4&t=1142s Aproveite para se inscrever e ativar o sininho para receber as notificações de novos vídeos e atualizações dos conteúdos.

Fiocruz esclarece sobre produção de cloroquina

A Fiocruz afirma que não houve produção de cloroquina pela Fundação para pacientes com Covid-19, com uso de recursos da MP 940/2020, voltados a ações contra a Covid-19. O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) produz o medicamento cloroquina 150mg apenas para atendimento ao Programa Nacional de Prevenção e Controle da Malária, a partir de solicitações do Ministério da Saúde (MS) há quase 20 anos. 

Os recursos da MP 940/2020 recebidos pela Fiocruz, no valor de R$ 457,4 milhões, foram destinados para ampliação da capacidade de produção e fornecimento de testes para diagnóstico molecular e rápido; reforço da capacidade nacional de realização de testes em apoio à rede nacional de laboratórios públicos; realização de estudo clínico de novas drogas; construção e operação do Centro Hospitalar para a Pandemia de Covid-19 – Instituto Nacional de Infectologia; e produção do medicamento fosfato de Oseltamivir para tratamento de influenza.

A Fiocruz afirma que também não houve aquisição do insumo farmacêutico ativo (IFA) difosfato de cloroquina, em 2020 ou 2021, para produção de cloroquina.

As últimas entregas de cloroquina feita pela Fiocruz ao MS ocorreram no âmbito do Termo de Execução Descentralizada (TED 10/2020) para atendimento ao Programa Nacional de Prevenção e Controle da Malária. Foram entregues três milhões de comprimidos em março de 2020. Em dezembro do mesmo ano, foi solicitado pelo programa de malária um aditivo de 25%, correspondente ao fornecimento de 750 mil comprimidos, que foram entregues em janeiro de 2021. O TED, bem como seu aditivo, não tem qualquer relação com a MP 940/2020 ou com o tratamento de pacientes de Covid-19.

Em relação ao medicamento fosfato de Oseltamivir, a Fiocruz esclarece que foram repassados à Farmanguinhos cerca de R$ 70 milhões da MP 940/2020 para a produção de um total de 16.822.500 de unidades farmacêuticas deste produto em diferentes concentrações, que vem sendo entregue conforme estabelecido por cronograma pactuado com Ministério da Saúde. A produção ocorre desde 2009 e visa apoiar a estratégia de enfrentamento à influenza e não tem relação com o tratamento da Covid-19, sendo sua indicação para tratamento e profilaxia de gripe em adultos e crianças com idade superior a um ano.

Aula inaugural dos programas de pós-graduação

O tema deste ano será o Impacto social dos cursos de Pós-graduação da área da Farmácia e será transmitido pelo YouTube da Unidade

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