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Inscrições encerradas para o Mestrado Profissional

São oferecidas 20 vagas, dez para cada linha de pesquisa: Gestão Tecnológica e Pesquisa e Desenvolvimento. Confira o edital

 

 

As inscrições para o Mestrado Profissional de Farmanguinhos em Gestão, Pesquisa e Desenvolvimento na Indústria Farmacêutica, seleção 2019, foram prorrogadas até 7/8 (terça-feira) e se encerraram. São oferecidas 20 vagas, sendo dez para cada linha de pesquisa: Gestão Tecnológica e Pesquisa e Desenvolvimento. Clique aqui e acesse a errata.

 

Os interessados deverão se inscrever na plataforma Siga-Fiocruz, na qual preencherão um formulário. Serão gerados um boleto e o número de inscrição a serem utilizados na próxima etapa, no site https://ensino.far.fiocruz.br/selecao/login/.

 

A Comissão de Processo Seletivo informa que os problemas de acesso no SIGASS para geração de boleto e inscrição já foram solucionados. Desta forma, a inscrição pode ser efetuada normalmente.

 

O paradoxo do domínio e da libertação da internet também na Saúde Coletiva

Ricardo Medeiros explicou as relações existentes entre pessoas, processos, dados e coisas e o conceito de Internet de Tudo (IoE)/ Foto: Viviane Oliveira

Em um mundo cada vez mais dinâmico e tecnológico, a Saúde Coletiva não poderia ficar de fora do contexto virtual e das discussões acerca da internet das coisas, dos benefícios e dos entraves existentes entre as máquinas e as pessoas. O Abrascão abordou em uma das mesas redondas do dia 28/7, no Anfiteatro do Epidauro, o tema Saúde Coletiva e Informação e Tecnologia de Informação em Saúde (ITIS): o contexto da internet das coisas, com a Coordenação do professor de Gestão Pública da Fundação Getúlio Vargas – SP, Álvaro Escrivão Junior.

Participaram da mesa, os docentes do Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação (PPGCI/IBICT-UFRJ), Marcelo Fornazin, doutor em Administração, e Ricardo Medeiros, doutor em Memória Social.

Medeiros iniciou a mesa com uma contextualização sobre a rede, as conexões e as possibilidades existentes. Ele ainda destacou a relação dos indivíduos com os dispositivos móveis, os quais reduzem a potência daqueles, tornando-se uma extensão das competências e memórias das pessoas.

O convidado explicou as relações existentes entre pessoas, processos, dados e coisas e o conceito de Internet de Tudo (IoE). Ao término da apresentação, Medeiros ressaltou o processo de digitalização da vida, com a transformação digital, o desenvolvimento de formas de ver, ser e saber medidas pelo digital.

Marcelo Fornazin apresentou o conceito de Internet das Coisas (IoT), da Sociedade da Informação e com exemplos práticos do cotidiano de todos, descreveu como ocorrem os descontos oferecidos através dos aplicativos e os acordos de “Ganha-ganha”, para outras instituições terem acesso à base de dados dos clientes. Fornazin citou a Cambridge Analytica, a qual faz raspagem nos dados para analisar e ver o comportamento das pessoas e, ainda, os debates éticos existentes, inclusive com os aplicativos da saúde, que repassam os dados dos usuários.

Para concluir, ele destacou o paradoxo da tecnologia, que em alguns momentos domina e em outros, liberta, sendo responsável pelo poder e transformação. “Construir a tecnologia é construir o nosso mundo, o nosso diálogo”, frisou Fornazin, que ainda comentou sobre a importância do debate público sem hierarquizar, incluindo sujeitos, de forma cooperativa, com efetividade e democratização.

Marcelo Fornazin destacou sobre a importância do debate público sem hierarquizar, incluindo sujeitos, de forma cooperativa, com efetividade e democratização. / Foto: Viviane Oliveira

Comunicações orais da Abrascão abordaram sobre arboviroses, doenças negligenciadas e assistência farmacêutica

Dengue, zika, chikungunya, tracoma, leishmaniose e esquistossomose foram abordados nos variados trabalhos apresentados / Foto: Viviane Oliveira

O sábado ensolarado em Manguinhos, as mesas redondas com importantes profissionais da área e as Comunicações Orais foram alguns dos destaques do penúltimo dia da Abrascão 2018. Foram apresentados 15 trabalhos sobre Arboviroses e outras doenças negligenciadas, no Auditório do INI e na parte da tarde, outra comunicação relevante abordou o tema Financiamento e abastecimento da assistência farmacêutica, com a demonstração de seis trabalhos, na Escola Politécnica.

Após as grandes epidemias, de Dengue, Zika, Chikungunya, e em seguida, de Febre amarela, instauradas em diversos estados brasileiros, a maioria dos trabalhos sobre Arboviroses teve o foco nos estudos de casos notificados, em estados como Espírito Santo, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Bahia, Pará, e até na República Dominicana. As preocupações mais destacadas foram com a dificuldade de diagnóstico, o negligenciamento da vacinação, atuação de vigilâncias epidemiológica e ambiental e a disseminação das informações para a população.

Algumas doenças negligenciadas foram temas dos trabalhos, como o tracoma, com alta incidência no Recife, os casos de leishmaniose na Amazônia, a leishmaniose visceral e a correlação com cães e gatos, e a esquistossomose. A falta de recursos para os diagnósticos, o gargalo existente entre academia, pesquisa, gestão e o setor de assistência, ações educativas, saneamento básico e projetos junto às Secretarias de Educação, Turismo e Saúde foram alguns desdobramentos dos trabalhos apresentados.

Financiamento e abastecimento da assistência farmacêutica foi o tema principal dos trabalhos, que abordaram pontos de vista, objetivos e metodologias diferentes / Foto: Viviane Oliveira

Financiamento e abastecimento da assistência farmacêutica – Os trabalhos relacionados ao tema exploraram variados assuntos relevantes, de classes terapêuticas, público-alvo e regiões diferentes. Destacaram-se algumas preocupações sobre a polifarmácia (uso de cinco medicamentos ou mais), quantidade de medicamentos usados de forma contínua, controvérsias nas indicações, o uso inapropriado de medicamentos e as formas de monitorar este uso e a não adesão ao tratamento.

Alguns trabalhos ainda observaram a importância e a qualidade do que é veiculado na internet, fazendo analogia com a lei que regulamenta a propaganda dos medicamentos, o uso de psicofármacos versus a medicalização social e ainda, a relação existente entre os contraceptivos e a adiposidade nas mulheres.

Profilaxia Pré e Pós-Exposição foram assuntos abordados em Comunicação Oral da Abrascão

Além da apresentação dos trabalhos, a plateia pode interagir e levantar pontos para debate / Foto: Viviane Oliveira

O primeiro dia do 12º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva (Abrascão 2018) ratificou a diversidade de atividades, como mesas redondas, palestras, cursos, oficinas, reuniões e comunicações orais; de temas e de congressistas presentes. Uma Comunicação Oral de destaque do primeiro dia abordou o tema Diagnóstico e Prevenção do HIV: conhecimentos e práticas, e contou com a apresentação de seis trabalhos, realizados em diferentes estados brasileiros, como Porto Alegre, Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro, os quais instigaram um grande debate com a plateia.

Os trabalhos abordaram pontos de vista variados, de profissionais que atuam na ponta, e pesquisadores, porém com assuntos bem próximos, abordando os testes rápidos para HIV/ Aids, a Profilaxia Pós-Exposição (PEP) e Profilaxia Pré-Exposição (PrEP). Através dos trabalhos apresentados, podem-se conhecer comportamentos, necessidades, pontos em comum, problemáticas e conclusões, principalmente do público alvo principal envolvido, como homens que fazem sexo com homens, travestis e mulheres trans.

O enfermeiro e mestrando, Mateus Oliveira acompanhou os trabalhos e questionou alguns desdobramentos / Foto: Viviane Oliveira

Foram destacados como conclusões, pontos importantes como retenção e persistência ao PrEP, pouco conhecimento da PEP, mesmo já disponível desde 2010 no Sistema Único de Saúde (SUS), e, não menos importante, a importância da prevenção combinada.

Mateus Oliveira, Enfermeiro Obstétrico da Maternidade Odete Valadares, em Belo Horizonte (MG) e mestrando na Universidade Federal de São João del-Rei, participou pela primeira vez do Congresso e comentou sobre o assunto. “Por ser homossexual e ter amigos com HIV me interesso pelo tema. Antigamente, olhava ao redor e se visse dois amigos infectados era muito. Agora são uns dez. A comunicação tem que transcender do âmbito da pesquisa, da universidade e do serviço de saúde. Não basta saber o que é a PEP, mas saber onde tem um serviço de referência e se vai me acolher. Temos que rever estratégias e metodologias”, destacou o congressista.

Farmanguinhos fabricará medicamento para a PrEP – É importante lembrar que em março de 2018, Farmanguinhos formalizou cinco novas Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDP), para fabricação de medicamentos para o SUS. Um destes medicamentos é o antirretroviral composto Emtricitabina+Tenofovir, mais conhecido como Truvada. Esta formulação é usada na PrEP como uma prevenção, que funciona como uma “barreira química”, contra o vírus HIV. Nestas novas parcerias estão incluídos produtos contra HIV/Aids, hepatite C e para evitar rejeição de órgãos transplantados.

Nas Comunicações Orais, a Tuberculose, a Comunicação e o SUS foram temas de trabalhos apresentados na Abrascão 2018

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