Ano: 2019 (Página 19 de 26)

O Consórcio Praziquantel Pediátrico dá mais um passo em direção ao apoio contínuo do GHIT Fund

A quarta bolsa de pesquisa consecutiva do Global Health Innovative Technology (GHIT) Fund permite ao Consórcio buscar certificação por parte da Agência Europeia de Medicamentos para a nova fórmula de praziquantel adequada para crianças – um passo fundamental no fornecimento de acesso global ao novo tratamento.

Um investimento adicional de 4,1 milhões de dólares do GHIT Fund reforçou ainda mais os esforços do Consórcio Praziquantel Pediátrico no desenvolvimento, registro e fornecimento do acesso a uma nova formulação de comprimidos de praziquantel dispersível na cavidade bucal. Isto permite uma aproximação ao tratamento de crianças em idade pré-escolar que sofram de esquistossomose.

“Estou grata e empolgada pelo fato de o GHIT Fund ter reafirmado a sua confiança no Consórcio e no seu objetivo de suprimir as lacunas atuais no tratamento de crianças em idade pré-escolar com esquistossomose”, afirmou a Dra. Jutta Reinhard-Rupp, presidente do Conselho Administrativo do Consórcio e diretora do Global Health Institute of Merck KGaA (Darmstadt, Alemanha). “Esta é uma das doenças parasitárias mais prevalentes no mundo, mas não dispomos de uma formulação de praziquantel que seja adequada para as crianças e que seja considerada como o tratamento padrão para a esquistossomose. Isto significa que cerca de 28 milhões de crianças infectadas em idade pré-escolar se encontram atualmente sem tratamento.”

Incluindo esta quarta bolsa, o GHIT Fund investiu agora quase 16 milhões de dólares no programa de desenvolvimento de praziquantel pediátrico. Catherine Ohura, CEOdo GHIT Fund, afirmou: “desde 2013, a formulação pediátrica originalmente desenvolvida pela Astellas Pharma Inc. (Tóquio, Japão) tem progredido a partir da etapa pré-clínica até o corrente estágio de ensaios clínicos de fase III. O apoio financeiro da Merck KGaA (Darmstadt, Alemanha), as contribuições em espécie por parte dos parceiros do Consórcio e as bolsas da Fundação Bill e Melinda Gates, do GHIT Fund e da parceria entre a Europa e os países em desenvolvimento para a realização de ensaios clínicos (EDCTP) destacam o Consórcio Praziquantel Pediátrico como o melhor exemplo de como as parcerias podem abordar as necessidades médicas de populações negligenciadas em países de baixa e média renda no mundo.”

A nova bolsa do GHIT será utilizada para preparar a documentação regulatória principal a ser enviada para a Agência Europeia de Medicamentos. Será utilizada ainda para concluir a validação e industrialização do processo de fabricação de baixo custo do fármaco do Consórcio. Permitirá também ao Consórcio realizar um ensaio clínico adicional de suporte à fase III. Por fim, o Consórcio utilizará a bolsa para continuar as suas pesquisas sobre novos modelos financeiros para uma distribuição e acesso sustentáveis de novos medicamentos para crianças em idade pré-escolar da África subsaariana, com ênfase em garantir a viabilidade, disponibilidade e adoção do novo medicamento no futuro.

Sobre o Consórcio Praziquantel Pediátrico – Trata-se de uma parceria internacional sem fins lucrativos que pretende reduzir o estigma global da esquistossomose ao abordar as necessidades clínicas de crianças infectadas em idade pré-escolar. A sua missão é desenvolver, registrar e fornecer acesso a uma formulação pediátrica de praziquantel para o tratamento da esquistossomose nesta faixa etária. Essa formulação em pesquisa foi concebida para ser menor, apresentar uma melhor palatabilidade e ser dispersível na cavidade bucal em comparação à fórmula comercial atual. Para obter mais informações, visite o site do Consórcio: www.pediatricpraziquantelconsortium.org

Parceiros do Consórcio

  • A Merck KgaA, Darmstadt, Alemanha, lidera o programa e fornece especialização e apoio de diferentes áreas: pré-clínica, clínica, desenvolvimento e fabricação de fármacos/medicamentos, regulamentação e acesso. É responsável pelo programa de desenvolvimento clínico e patrocina os ensaios clínicos.
  • A Astellas Pharma Inc. (Tóquio, Japão) desenvolveu as novas fórmulas pediátricas de PZQ, fornece aconselhamento especializado sobre o desenvolvimento clínico em crianças e modelagem farmacocinética.
  • O Swiss Tropical and Public Health Institute (Suíça) é um instituto sem fins lucrativos internacionalmente reconhecido pela sua investigação, pelos seus serviços e pelo ensino e formação em saúde global. Contribui com uma vasta experiência em investigação farmacológica e biológica de helmintos, epidemiologia e investigação clínica em regiões endêmicas.
  • A Lygature (Países Baixos) é uma fundação sem fins lucrativos que atua como coordenador independente do Consórcio, oferecendo gerenciamento em termos de progresso, financeiro e de colaboração. Desde 2006, a Lygature tem apoiado cerca de 100 parcerias público-privadas no campo das ciências da vida e da saúde, incluindo as doenças relacionadas com a pobreza.
  • Farmanguinhos (Brasil), o laboratório farmacêutico do governo federal da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Brasil, proporciona uma especialização única para a produção e distribuição da nova  formulação pediátrica em países endêmicos.
  • A Iniciativa de Controle da Esquistossomose (Reino Unido), no Imperial College London, é uma iniciativa sem fins lucrativos que apoia os governos de países da África subsaariana a desenvolver programas sustentáveis contra infecções parasitárias. Irá facilitar a preparação e implementação do plano de acesso e distribuição.
  • Kenya Medical Research Institute (Quênia) fornece especialização sobre epidemiologia de doenças locais, ensaios clínicos e cuidados clínicos. Será responsável pela realização do ensaio clínico de fase III no Quênia, em conformidade com as boas práticas clínicas e com as normas de ética e regulatórias locais e nacionais.
  • Université Félix Houphouët-Boigny (Costa do Marfim) esteve envolvida no ensaio clínico de fase II da fórmula pediátrica de praziquantel. Fornece especialização sobre epidemiologia de doenças locais, ensaios clínicos e cuidados clínicos. Será responsável pela realização do ensaio clínico de fase III na Costa do Marfim, em conformidade com as boas práticas clínicas e com as normas de ética e regulatórias locais e nacionais.

Reconhecimento pelo apoio prestado

O Consórcio é apoiado financeiramente pela Merck KGaA (Darmstadt, Alemanha), por contribuições em espécie de parceiros do Consórcio e por bolsas disponibilizadas pela Fundação Bill e Melinda Gates (2012), pelo Global Health Innovative Technology Fund (2013, 2014, 2016 e 2019) e pela Parceria entre a Europa e os Países em Desenvolvimento para a Realização de Ensaios Clínicos (2018).

Vanildo Ferreira é Gente de Far

“O que você vai ser quando você crescer?”

Dentre muitas indagações que temos que responder durante a nossa vida consta a questão do nosso futuro profissional, bem retratada na música “Pais e Filhos” de Renato Russo. Mas nem sempre sabemos, de fato, o que dizer. Isso porque escolher uma carreira não é algo tão fácil, já que há tantas possibilidades. Nosso entrevistado também se viu indeciso: pensou em ser engenheiro, militar, jogador de futebol, mas foi na área de logística que ele se encontrou e tem permeado sua trajetória, sendo 35 anos dedicados ao segmento farmacêutico. Conheça Vanildo Ferreira, Supervisor do Serviço de Almoxarifado.

Nascido no Rio de Janeiro, o filho mais velho do Sr. Djalma e da dona Beatriz teve uma infância simples no bairro de Bento Ribeiro. Arteiro, além de soltar pipa e jogar bola na rua, cuidava dos três irmãos e fazia algumas tarefas domésticas para ajudar os pais. Com isso, Nildo, como é conhecido, passou a ter responsabilidade, criou um elo forte com os irmãos e, aos poucos, com as experiências e desafios do dia a dia, foi se tornando o “cabeça” da família e um homem cheio de sonhos.

“Quando mais novo, eu pensava em ser engenheiro, pois eu gostava de construir coisas, mas eu não tinha condições de pagar a faculdade. Eu também queria ser atleta. Cheguei a jogar futebol de salão e a ser campeão carioca pelo Grajaú (1977), além de jogar futebol de campo, como juvenil, no Fluminense e no Madureira, mas não me profissionalizei. Com as intempéries da vida, precisei trabalhar para ajudar a minha família e foi aí que comecei a trabalhar na área de logística e não parei mais”, conta.

Vanildo em um dos corredores do Almoxarifado de Farmanguinhos

Em 1981, Vanildo obteve sua primeira oportunidade profissional como auxiliar de Almoxarifado na indústria farmacêutica Moura Brasil (fabricante de colírios), onde trabalhou por 12 anos. Em seguida, trabalhou no Laboratório Veterinário Bravet, depois na Companhia Brasileira de Antibióticos –CIBRAN até, em 2005, chegar em Farmanguinhos. 

“Eu não esperava atuar em Logística, aconteceu. Eu precisava trabalhar e meu tio arrumou um emprego para mim na Moura Brasil. Mas eu me identifiquei muito com a área e decidi me especializar. Fiz Gestão em Logística, na Universidade Castelo Branco, e pós-graduação em Logística, na Veiga de Almeida, além de diversos cursos de capacitação na área. Cada empresa em que eu trabalhei, eu pude aprender, me desenvolver e crescer. Eu gosto muito do que eu faço”, revela.

Quando questionado sobre Farmanguinhos, ele não poupa elogios: “Entrei em Farmanguinhos como auxiliar de Almoxarifado. Embora, pela minha experiência, eu não fosse mais auxiliar, optei por encarar esse desafio porque vi na instituição uma oportunidade de crescer, de encarar novos desafios, de ter autonomia e de me desenvolver. Além disso, é uma instituição diferente das outras. Tenho muito prazer e orgulho em trabalhar aqui”.

Sobre seus momentos mais marcantes na carreira, ele destaca duas situações em Far: a auditoria da OMS e a sua promoção como supervisor do Serviço de Almoxarifado. “O fato de não ter passado na primeira auditoria mexeu muito comigo, pois havíamos nos empenhado bastante e tínhamos uma perspectiva muito boa do resultado. Mas não aconteceu e muitos culpavam o Almoxarifado. Isso me abalou muito, mas foi um aprendizado. A equipe se reuniu, fez levantamento de tudo, realizou as alterações necessárias e, na segunda inspeção, passamos e fomos muito elogiados. Outra ocasião memorável foi quando o Denílson Bastos me convidou para ser o responsável pelo Almoxarifado. Isso demonstrou confiança no meu trabalho e também reconhecimento”. 

Nas horas livres, Nildo gosta de assistir televisão, mais precisamente jogos de futebol. Mas engana-se que ele só vê os do Mengão, seu time de coração: “Amo futebol, principalmente os esquemas táticos. Por isso, gosto de acompanhar os jogos dos outros times e avaliar como os técnicos organizam suas equipes, o desempenho dos jogadores… e trago isso para o meu dia a dia, inclusive para o trabalho, buscando sempre a melhor estratégia para obter os resultados desejados”, evidencia.

A respeito do futuro, ele pensa em realizar o Mestrado para poder transferir todo o conhecimento e experiência obtidos ao longo desses anos para o público jovem:

“Quero mostrar para eles que a logística é uma área boa, com muitas perspectivas, e passar tudo aquilo que sei. Além disso, agora com as minhas filhas já formadas, quero comprar um carro, viajar com a esposa e curtir a vida”, expressa.

Farmanguinhos celebra o Dia Mundial da Propriedade Intelectual

Para marcar a data (26/4), o Instituto promoveu palestras em comemoração ao Dia Mundial da PI e ao seu 43º aniversário


Neste ano, a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) estabeleceu como tema “PI e esporte”. Assim como Farmanguinhos, inúmeras instituições de todo o mundo promoveram atividades a fim de marcar a data (Arte: site do INPI)

Na último 26 de abril foi celebrado o Dia Mundial da Propriedade Intelectual. Neste ano, o Instituto de Tecnologia em fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) incluiu a data como parte das comemorações de aniversário (23/4). Desta forma, o Instituto, por meio do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT-Far), promoveu duas palestras referentes à produção do conhecimento a partir do Mestrado Profissional da unidade.

A colaboradora Monique Silva dos Santos recebeu do diretor Jorge Mendonça o livro
“Conhecimento Popular de Plantas Medicinais do Extremo Sul da Bahia
” (Foto: Alexandre Matos)

O diretor Jorge Mendonça acompanhou as palestras e destacou a importância do evento para a unidade. Após as apresentações, Mendonça sorteou o livro Conhecimento Popular de Plantas Medicinais do Extremo Sul da Bahia, publicação coordenada pelo pesquisador Glauco Villas Bôas, cujo lançamento ocorreu na manhã desta sexta-feira (26/4), no salão Internacional da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp/Fiocruz).

Durante o encontro, a coordenadora do NIT-Far, Carla Silveira, apresentou as atividades do setor. Ela explicou os serviços prestados pela área não somente em Far, como em todo o sistema Fiocruz. Carla destacou ainda os pedidos de patentes depositados pela unidade nos últimos cinco anos.

O público lotou o auditório do campus em Manguinhos para prestigiar o evento que celebrou o aniversário da unidade e o Dia Mundial da Propriedade Intelectual (Foto: Alexandre Matos)

Frutos do Mestrado – Para marcar a data, foram apresentados os resultados de dois estudos concebidos durante o Mestrado Profissional de Farmanguinhos. O público lotou o auditório do contêiner novo para acompanhar as palestras.

Soraya Mileti apresentou os resultados obtidos a partir da dissertação que ela defendeu no Mestrado Profissional de Farmanguinhos (Foto: Alexandre Matos)

Chefe de Assuntos Regulatórios do Instituto, Soraya Mileti ministrou a palestra Regulamentação da Anvisa para registro de medicamentos: uma análise da evolução regulatória e seu impacto para Farmanguinhos. A servidora apresentou os resultados alcançados a partir do estudo que ela desenvolveu durante o Mestrado.

Um importante desdobramento é a intenção da Anvisa em incluir medicamentos registrados por Farmanguinhos como referência no país, dentre os quais, os antirretrovirais Efavirenz e Zidovudina, além do Artesunato+Mefloquina, Etionamida e da Nevirapina.

A partir do estudo desenvolvido no Mestrado Profissional de Farmanguinhos, Heros Rabelo contribuiu para o lançamento de novos produtos no mercado farmacêutico (Foto: Alexandre Matos)

Outro ex-aluno do Mestrado Profissional da unidade, Heros Rabelo, apresentou a palestra Micronutrientes: uma oportunidade de inovação para a Indústria Farmacêutica. A partir desse estudo, ele identificou uma carência no país para determinadas vitaminas. Com isso, Rabelo contribuiu para que o laboratório onde ele trabalha lançasse novos produtos no mercado farmacêutico para atender essa demanda.

Jorge Magalhães, Wanise Barroso, Tatiana Aragão, Munik Ambrosino e Elaine Dias também marcaram presença no evento que comemorou o aniversário da unidade e o Dia Mundial da PI (Foto: Alexandre Matos)

É permitida a reprodução do texto desde que citada a fonte – Centro de Comunicação (Cecom) Farmanguinhos/Fiocruz.

Farmanguinhos participa de livro sobre plantas medicinais

Lançado na última sexta (26/4), publicação resulta do projeto que a unidade apoia: Saúde e Plantas Medicinais em Sistemas Produtivos Agroecológicos no Extremo Sul da Bahia

Jorge Mendonça destacou o esforço conjunto para alcançar o resultado (Foto: Virgínia Damas – Ascom/Ensp)

Na última sexta-feira (26/4), Farmanguinhos participou do lançamento do livro Conhecimento Popular de Plantas Medicinais do Extremo Sul da Bahia. A obra é um dos produtos do projeto realizado em assentamentos agroecológicos naquele recorte do estado baiano. Denominado Saúde e Plantas Medicinais em Sistemas Produtivos Agroecológicos no Extremo Sul da Bahia, o programa tem como objetivo a inserção de espécies medicinais em sistemas produtivos de assentamentos agroecológicos do Movimento de Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em três municípios.

Presente à mesa de abertura, o diretor de Farmanguinhos, Jorge Souza Mendonça, destacou o esforço conjunto para alcançar esse resultado. “Parabenizo todos os autores que somaram e que, conhecendo um pouco o Glauco, tenho certeza de que foram absolutamente respeitados para que pudessem estar contribuindo com seus conhecimentos para a conclusão do livro. Que seja uma fonte de inspiração, não somente para a rede, mas para todos que trabalham com plantas medicinais”, ressalta.

Coordenador do livro, Glauco Villas Bôas disse que a verdadeira autoria é dos sábios guardiões do conhecimento (Foto: Virgínia Damas – Ascom/Ensp)

De fato, essa importante fonte de informação resulta do esforço coletivo que envolveu a Fiocruz, por meio de Farmanguinhos e da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp/Fiocruz), além da Universidade de São Paulo (USP), das RedesFitos, da Escola Popular de Agroecologia e Agrofloresta Egídio Brunetto e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Valorização do conhecimento popular – Um dos autores da obra, Glauco de Kruise Villas Bôas explica que a publicação é fruto de uma ação convergente envolvendo pesquisadores e agricultores do projeto em assentamentos agroecológicos que, por sua vez, avançou para o projeto de saúde popular. “É um registro de entrevistas realizadas com 180 pessoas de três municípios do extremo sul da Bahia, nove comunidades no total. Portanto, uma amostra significativa do que representa o conhecimento popular. A verdadeira autoria é dos sábios guardiões do conhecimento”, destaca Villas Bôas.

Sábios guardiões do conhecimento foi a denominação atribuída aos moradores dessas comunidades tradicionais, eleitos pelos demais residentes como as pessoas que detêm elevado saber sobre plantas medicinais. Ao longo do projeto, eles partilharam com os pesquisadores o conhecimento sobre plantas utilizadas na prevenção e tratamento de doenças, técnica essa repassada entre as gerações. Alguns deles partilharam um pouco de suas histórias e experiências com o público, que lotou o Salão Internacional da Ensp/Fiocruz.

Diretor da Ensp/Fiocruz, Hermano Castro (esq), e o vice-presidente de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz, Marco Antônio Menezes (Foto: Virgínia Damas – Ascom/Ensp)

Segundo o vice-presidente de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz, Marco Antônio Menezes, o projeto reforça uma agenda estrutural da Fundação, voltada para a agroecologia. Ainda segundo Menezes, a valorização desse saber popular é uma das propostas da instituição.

“Esse trabalho demonstra o que a gente pensa sobre a construção coletiva do conhecimento, de modo que esse livro representa muito essa proposta de respeito às comunidades tradicionais. A construção do conhecimento, que tem sido muito questionada, está sendo feita a partir da discussão com as comunidades tradicionais, valorizando o território e os espaços de produção desse conhecimento. Então, estamos cumprindo mais uma etapa da missão da Fiocruz”, observa o vice-presidente.

Quem desejar adquirir um exemplar deve acessar o site da editora Editora Expressão Popular. Os interessados em saber mais sobre o projeto, basta clicar aqui e assistir ao minidocumentário Saúde e Agroecologia.

Guardiã do conhecimento, Vanuza dos Santos de Souza também contribuiu para o livro (Foto: Virgínia Damas – Ascom/Ensp)

É permitida a reprodução do texto desde que citada a fonte – Centro de Comunicação (Cecom) Farmanguinhos/Fiocruz.

Confira os editais do Mestrado e Doutorado Acadêmicos

Inscrições abertas até o dia 10/05 para o Doutorado Acadêmico. Para o Mestrado, a partir do dia 13/5

Clique aqui e conheça o Programa de Pós-Graduação Acadêmico em Pesquisa Translacional em Fármacos e Medicamentos.

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