Autor: Viviane Oliveira (Página 43 de 83)

Ricardo Santos é Gente de Far

Desde pequeno, ao mesmo tempo que os eletrônicos instigavam a curiosidade, a intenção de atuar a favor da saúde da população já existia. É curioso ouvir falar que um engenheiro trabalhou na área hospitalar, científica e realizou especialização e mestrado voltados para gestão hospitalar e ciências da saúde. O servidor Ricardo Santos, responsável pelo Departamento de Gestão da Infraestrutura, ligado à Vice-diretoria de Gestão Institucional (VDGI), ao longo de 18 anos, uniu o conhecimento adquirido no mergulho na área acadêmica à prática das experiências vivenciadas nas áreas de Gerenciamento de Engenharia Clínica e de Infraestrutura.

Ricardo ingressou na Fiocruz em 2006, após pressão de amigos e familiares para brigar pelas duas vagas que haviam para o cargo de Engenheiro clínico. Na ocasião, foi um misto de emoções. A conquista de ingressar em uma poderosa instituição de pesquisa e tecnologia em saúde, o nascimento do filho Gabriel, no mesmo dia da posse, e um pouco antes, a conclusão do mestrado em Ciências da Saúde e Meio Ambiente, pelo Centro Universitário Plínio Leite.

Com graduações de Tecnologias em Sistemas Biomédicos, pela Faculdade de Tecnologia de Sorocaba, vinculada à Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), e Matemática, pela Universidade Castelo Branco, Especialização em Gestão Hospitalar pelo Hospital Sírio Libanês, Cursos de Extensão na ANVISA, USP e UNICAMP,  Ricardo trabalhou como engenheiro de campo pelas empresas Serv Rio Empreendimentos Médicos e Engeclinic – Saúde com tecnologia. Além disso, quando estagiava na empresa Ermec, prestou serviços em alguns laboratórios de pesquisa, inclusive de Farmanguinhos.

Na Fundação, começou no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI / Fiocruz), administrando a área de manutenção dos equipamentos médico hospitalares e científicos.

“É gratificante poder promover o bem-estar e a saúde com o através de soluções tecnológicas. Essa área é bem complexa. Temos que ter conhecimento diversificado e diferenciado nas áreas biológicas, saúde, administração e engenharias: eletrônica, mecânica e de materiais e civil ”, explicou o servidor.

Ainda no INI, Ricardo agregou a função de chefiar a Infraestrutura, que abrangia os núcleos de: engenharia clínica e hotelaria hospitalar,  obras e transporte. Além do desafio de uma nova área, Ricardo lembra a importância de propiciar um ambiente seguro para os pacientes do INI, que fazem tratamento e estudos para o HIV.

“São pacientes negligenciados, que já encaram uma dura realidade de vida e de um tratamento em um hospital público. Eu tinha que lutar pelo que queria e continuar acreditando na saúde. Mesmo com os gargalos e precariedades, dei o meu máximo para fazer a diferença para os pacientes”, lembrou Ricardo.

Atuação em Farmanguinhos – Inicialmente, a oportunidade de vir para o Instituto agradou pela proximidade à residência, porém, sem imaginar, a missão de focar no bem-estar do grupo continuaria. Devido aosmuitos cursos complementares realizados na área de gestão ao longo da sua careira, biossegurança, fiscalização, licitações e contratos, Ricardo começou na VDGI na área de Contratos, auxiliando nos termos de referência, com um olhar mais técnico.

Após oito meses em Far, assumiu o DGI, que engloba as áreas de segurança patrimonial, transporte e limpeza. Para o chefe da área, foi um grande desafio, por gerenciar uma grande equipe e lidar com empresas quarteirizadas e fornecedores.

“Estava acostumado a me relacionar com um tipo de público. Agora tenho clientes e prestadores de serviço diferentes. O nível de complexidade hoje é bastante desafiador. Antes, uma parte do processo dependia de mim e eu tinha controle sobre as ações. Agora eu não tenho como controlar as variáveis, sobre a Secretaria de Segurança Pública, sobre a Prefeitura do Rio de Janeiro, sobre a violência do entorno. A Política da Segurança Patrimonial de Far visa à prevenção como eixo principal de suas ações, com o intuito de mitigar os problemas, destacou.

Sempre em busca de novas experiências e aprendizados, Ricardo ainda foi membro da Comissão Organizadora de concursos da Fiocruz e participou dos processos como membro integrante da banca elaboradora das provas que ocorreram nos anos de 2014 e 2016. Outro projeto, ainda em andamento, é a formação em doutor em Engenharia Biomédica, pela Universidade Brasil. A previsão de conclusão é em junho de 2020, após a publicação do artigo sobre “Análise da eficiência de um sistema de ventilação hospitalar com filtragem Hepa para prevenção da tuberculose”.

Além do trabalho – Além de absorver muito conhecimento, Ricardo tem prazer em transferir estes aprendizados para alunos de graduação dos cursos de Administração e Engenharia, Mecânica, Produção e Civil, na Universidade Brasil, em Campo Grande. Além de professor, ele também é orientador nos Trabalhos de Conclusão de Curso.

Ao falar da família, não tinha como desassociar da Fundação, e o servidor lembrou de acontecimentos marcantes vivenciados com os filhos na Creche Fiocruz e que, mesmo trabalhando, pode participar e acompanhar o crescimento dos pequenos, até os cinco anos do mais velho.

Ricardo prefere os filmes às séries, para conferir início, meio e fim. Com as múltiplas atuações e vivências, profissionais e pessoais, podemos afirmar que uma série sobre o Ricardo Andrade Santos seria composta por diversas temporadas e talvez sem muitos spoilers, pois o jeito preservado e tímido, poderia garantir alguns suspenses sobre os próximos capítulos.

Farmanguinhos reúne empresários e diferentes Secretarias do Rio

Encontro é uma das ações que a instituição já vem articulando há algum tempo junto ao poder público com vistas à implementação de melhorias para o entorno do CTM

Alguns dos representantes de empresas e de órgãos públicos que participaram da reunião no CTM (Foto: Viviane oliveira)

Na manhã desta segunda-feira (26/8), Farmanguinhos promoveu uma reunião com empresários da região de Jacarepaguá, secretários da prefeitura do Rio de Janeiro, representantes de órgãos públicos e associações locais. O encontro, que reuniu aproximadamente 50 pessoas, é uma das ações que a instituição já vem articulando há algum tempo junto ao poder público com vistas à implementação de melhorias para o entorno do CTM. Neste sentido, o objetivo foi debater a situação local e apresentar propostas para a região.

Este fórum de debate foi agendado a partir de um pedido que o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, fez pessoalmente ao diretor Jorge Mendonça, e à chefe de Gabinete, Vânia Dornellas, em recente reunião viabilizada pelo vereador Inaldo da Silva. A proposta foi reunir diferentes secretários municipais a fim de detalhar em uma carta compromisso todas as demandas da localidade. Neste sentido, após as discussões, o documento será elaborado e, em breve, será agendada uma data para que o prefeito venha ao CTM assinar o termo de compromisso.

Jorge Mendonça (dir) e o presidente da Acija, Luís Alexandre Igayara (esq), entregam as propostas de suas respectivos instituições ao secretário municipal de Conservação, Roberto Nascimento (Foto: Viviane Oliveira)

Dentre os participantes, a reunião contou com as presenças dos secretários municipais de Ordem Pública, de Conservação, de Infraestrutura e Habitação, dos presidentes da Comlurb e da Fundação Parques e Jardins, além do vereador Inaldo da Silva e de representantes da Superintendência de Jacarepaguá. Recentemente, a unidade sediou ainda a roda de conversa sobre a Cidade de Deus, que recebeu representantes da comunidade, políticos e profissionais de diversas áreas de atuação.

O diretor Jorge Mendonça entregou o relatório ao superintendente de Jacarepaguá, Leandro Marques (Foto: Viviane Oliveira)

Durante o encontro, Jorge Mendonça fez uma apresentação sobre a situação do entorno e destacou o projeto Se essa rua fosse minha, que tem como principal objetivo a urbanização e ocupação do território por meio de educação, cultura, esporte e lazer. A proposta apresentada por Mendonça inclui a ampliação da mobilidade urbana; a construção de moradias populares, por meio do programa Minha casa minha vida; a construção de uma unidade da clínica da família em frente ao CTM; uma área de tratamento de resíduos (eco-ponto); limpeza periódica; desobstrução do esgoto; revitalização da iluminação e uma praça poliesportiva.

Já o presidente da Acija, Luís Alexandre Igayara, apresentou dados sobre os impactos sociais e econômicos a partir da ocupação irregular dos logradouros públicos. Ele ressaltou que a invasão, que resultou na comunidade Guaranys, inviabilizou a construção da Via 8, o que seria uma importante ligação entre a Avenida Ayrton Senna e a Estrada dos Bandeirantes, bem como a ligação entre a Avenida Abelardo Bueno e a Estrada dos Bandeirantes, através da continuidade do eixo norte/sul do Centro Metropolitano e a Avenida Comandante Guaranys.

O encontro desta segunda-feira foi articulado pelo diretor Jorge Mendonça e pela chefe de Gabinete, Vânia Dornellas, junto ao prefeito Marcelo Crivella, em reunião realizada no mês passado na Prefeitura (Foto: Viviane Oliveira)

Além da mobilidade urbana, houve um aumento substancial da violência, o que impacta diretamente os empreendimentos comerciais e residenciais no entorno. Igayara frisou que tal situação obrigou a evasão das principais empresas existentes no entorno, deixando de gerar empregos e renda para a localidade. Diante disso, o presidente da Acija apontou algumas sugestões para mitigação do problema. A curto prazo, espera-se uma ação para reduzir o número de invasões paralelamente à realização de cadastramento das famílias a serem reassentadas. Dentre as ações a médio e longo prazos, foi sugerida a implantação do programa Minha casa minha vida, e abertura das vias públicas projetadas para a região, de forma a garantir a mobilidade urbana e impedir que a área seja invadida novamente.

Estiveram presentes à reunião, o vice-diretor de Gestão da Qualidade, Rodrigo Fonseca, chefe de Gabinete da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Habitação, Cristina Cardoso, o vice-diretor de Gestão do Trabalho, André Cordeiro, a vice-diretora de Educação, Pesquisa e Inovação, Núbia Boechat, e a coordenadora de Desenvolvimento Tecnológico, Alessandra Esteves (Foto: Viviane Oliveira)

Inscrições abertas

Processo seletivo 2020 conta com 20 vagas para o Mestrado Profissional e 4 vagas para o Doutorado Profissional

Chamada Pública nº 06/2019

 

  • Convocação

 

A Comissão de Padronização do Instituto de Tecnologia em Fármacos – Farmanguinhos/FIOCRUZ, no uso de suas atribuições, faz saber que, está realizando CHAMAMENTO PÚBLICO PARA SELEÇÃO DE DETERGENTE, PARA POSTERIOR PROCEDIMENTO DE PADRONIZAÇÃO. Período de retirada dos editais e apresentação de documentos: 16/08/2019 a 16/09/2019, no site www.far.fiocruz.br, ou no endereço: Av. Comandante Guaranys, 447 – Curicica – Jacarepaguá – Rio de Janeiro – RJ – CEP 22775-903.  Neste mesmo período e endereço, estará recebendo documentação dos interessados, descrita nos editais.

Edital

 

Rio de Janeiro, 16 de Agosto de 2019.
RODRIGO FONSECA
COMISSÃO DE PADRONIZAÇÃO

Assessoria Técnica de Gestão de Projetos

Farmanguinhos é mais do que uma fábrica de medicamentos, é um verdadeiro Instituto de Ciência e Tecnologia em Saúde. Diariamente, os pesquisadores dos laboratórios trabalham em novas descobertas e no desenvolvimento de novas formulações. Atualmente, existem cerca de 50 projetos de pesquisa dentro da Vice-diretoria de Educação, Pesquisa e Inovação (VDEPI). A Assessoria Técnica de Gestão de Projetos tem o intuito de gerenciar e auxiliar no desenvolvimento tecnológico dos principais projetos institucionais da pesquisa. Conheça um pouco sobre a importância do trabalho desenvolvido por essa equipe multidisciplinar.

Criada em 2009, a área passou por algumas modificações e acompanhava os projetos, dependendo da demanda dos próprios pesquisadores ou em situações em que existiam patente ou recurso financeiro alto ou, ainda, em situações específicas relacionadas a questões jurídicas ou estruturais. Sandra Aurora, chefe da assessoria, explica o novo foco do setor com um olhar mais estratégico.

“Vamos trabalhar com o que é prioritário, com um grau de maturidade de desenvolvimento tecnológico que vale a pena continuar o investimento e com um olhar institucional, tanto de Farmanguinhos quanto da Presidência. Daremos um olhar diferenciado para os projetos que entraram no Programa Inova Fiocruz”, explicou.

No edital de 2018 do programa, oito projetos de Farmanguinhos foram aprovados dentro de três principais eixos: ideias inovadoras, geração de conhecimento e produtos inovadores. Segundo Sandra, dez projetos já estavam sendo gerenciados e o momento atual é de conclusão de alguns desses projetos. Recentemente, um foi finalizado e outros três estão na etapa final.

Os profissionais da área atuam como facilitadores para a execução do projeto em consonância com os coordenadores, verificando cronograma, pontos mais críticos, e auxiliando na formação de redes. Para mapear as atividades do gerenciamento foi elaborada a modelagem de processos, a fim de detalhar o ciclo de vida do projeto, que passa pela iniciação, planejamento, execução, monitoramento e pelo encerramento.

Processos de Gestão – Um dos recursos utilizados pela área como ferramenta de gestão é o Formulário de Caracterização dos Projetos, produzido em conjunto com os pesquisadores da VDEPI. Nele, o pesquisador consegue apresentar o status de cada etapa, respondendo a perguntas relevantes dentro das fases de pesquisa exploratória, tecnologia em prospecção, prova de conceito laboratorial e, na última fase, de desenvolvimento tecnológico.

Sandra destaca a importância desse gerenciamento para os trabalhos que estão sendo acompanhados. “Fizemos uma comparação de como era o projeto antes e depois da intervenção do gerenciamento e é nítida a melhoria, tanto do ponto de vista da organização documental, quanto dos pontos a serem melhorados que, em algum momento, estavam sendo um impeditivo para o coordenador. O profissional da área faz as conexões para que as redes possam funcionar, registrando todo o processo para que tudo fique organizado, documentado e rastreado”, destacou. Ela ainda explica que trabalham de acordo com o perfil e o ritmo do coordenador do projeto, para verificar a necessidade de uma assistência mais próxima e rigorosa.

Para solicitação do gerenciamento, os coordenadores do projeto precisam encaminhar diversos documentos, como carta de intenção do projeto, formulários de análises críticas, de caracterização, plano de trabalho, cronograma, atas, relatório de análise crítica, entre outros. Cabe ao Comitê Gestor, formado pelos Chefes de Departamentos da VDEPI, e a Câmara Técnica de Pesquisa, com representantes das áreas, validarem os projetos que serão gerenciados.

Atualmente, a equipe da Assessoria Técnica é multidisciplinar e formada por cinco profissionais, com áreas de estudo diferentes, dentre eles, farmacêuticos e um engenheiro de produção, que auxilia nos processos. O grupo realiza uma reunião semanal e, quando necessário, com os coordenadores de cada projeto e a equipe.

Equipe da Assessoria Técnica é multidisciplinar e acompanha todas as etapas do gerenciamento diretamente com os coordenadores dos projetos

Além disso, a participação nos fóruns da Gestec e as visitas externas agregam mais experiências e estreitam as parcerias com institutos de pesquisa para prestação de serviços. Por exemplo, para os projetos de leishmaniose, Farmanguinhos conta com a colaboração do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) e do Instituto Gonçalo Muniz (Fiocruz Bahia). Há também a colaboração de outros departamentos que se envolvem em determinadas etapas, como o setor financeiro da VDEPI, que faz a administração dos projetos que contam com verbas externas de editais.

A atuação da gestão de projetos está cada vez mais estratégica para a contribuição do desenvolvimento tecnológico da pesquisa da Unidade. A junção do olhar inovador dos pesquisadores com a expertise e o direcionamento da gestão dos projetos é fundamental para o futuro de Farmanguinhos e da saúde da população brasileira.

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