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Farmanguinhos divulga Plano de Contingência para o Coronavírus

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) elaborou Plano de Contingência da Unidade, com orientações e medidas adotadas para resguardar a saúde dos profissionais durante a pandemia do Coronavírus, alinhado com o Plano de Contingência da Fiocruz.

Algumas ações já foram executadas, como instalação de novos dispensores de álcool gel, reforço na divulgação e conscientização da higienização das mãos,  limpeza intensificadas nas salas e áreas comuns, utilização de pratos e talheres descartáveis no refeitório do CTM, entre outras.

O documento foi aprovado pelo Conselho Deliberativo e será atualizado conforme mudanças epidemiológicas. Clique aqui e confira o documento.

Espalhe o bem na Cidade de Deus

Você e a sua empresa podem contribuir doando recursos financeiros, que serão revertidos em materiais de higiene e limpeza e alimentos, para ajudar essa população a combater o coronavírus

Existem pessoas, em diversos lugares do país, que gostariam de aderir às medidas básicas de higiene para se prevenir e evitar a disseminação novo coronavírus, mas simplesmente não têm recursos. É o caso dos moradores da Cidade de Deus, comunidade da zona oeste carioca com mais 60 mil habitante, sendo 50% dos quais vivem abaixo da linha de pobreza. Neste cenário desafiador, Farmanguinhos lança a campanha Espalhe o Bem, abrindo um canal para organizações e indivíduos interessados em ajudar essa população diante dessa pandemia.

Como doar?

  • Pessoa Jurídica

A quantia pode depositada na conta do Instituto PHI, uma das entidades parceiras de Farmanguinhos nessa campanha:

Instituto PHI Philantropia Inteligente

Banco Itaú 

Agência 0726

Conta Corrente: 07246-5

CNPJ: 19.570.828/0002-94

O Instituto emitirá um recibo aos doadores e informará a Farmanguinhos sobre os donativos.

  • Pessoa Física

Os interessados devem fazer sua contribuição através do site https://fiocruz.colabore.org/combateacovid19, coordenado pelo setor de captação de recursos da Fiocruz (SPCOC). Valor mínimo de 30 reais.

Dinâmica das doações

O Instituto PHI e a SPCOC repassarão o dinheiro arrecadado ao Banco da Providência, que realizará as compras em mercadinhos da própria comunidade a fim de movimentar a economia local. Em seguida, os donativos serão entregues às Organizações Sociais da Cidade de Deus para a composição das cestas básicas.

A distribuição será realizada pelas Organizações Sociais da Cidade de Deus em conjunto com a Coordenadoria de Assistência Social (CRAS), da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, que já possui os cadastros dos moradores e critérios definidos para esse tipo de ação.

Ao término da campanha, os doadores mobilizados por Farmanguinhos receberão um balaço da iniciativa com o comprovante da entrega dos ítens às famílias.

Informações

Para tirar dúvidas ou obter mais sobre a campanha, entre em contato a Assessoria de Gestão Social de Farmanguinhos:

Magali Portela – magali.portela@far.fiocruz.br

Fátima Loroza –  fatima.loroza@far.fiocruz.br

Sobre os Parceiros

Para realizar uma ação social de forma segura e rápida, contamos com o apoio de instituições tradicionais e com vasta experiência em grandes mobilizações solidárias que envolvem arrecadação e distribuição de itens. São elas:

Instituto Phihttps://institutophi.org.br/

Banco da Providênciahttps://www.bancodaprovidencia.org.br/

Instituto Eklooshttps://www.ekloos.org/

SPCOChttp://www.spcoc.org.br/

Merck – https://www.merckgroup.com/br-pt

CRAS –  https://www.rio.rj.gov.br/web/smasdh

Participe dessa corrente! Faça a sua doação e compartilhe a campanha com sua empresa, familiares, amigos e parceiros de negócios.

A solidariedade tem que ser mais contagiosa que o vírus.

Juntos somos mais fortes!

Farmanguinhos participa de estudos clínicos da Cloroquina

Pesquisadores testam medicamento utilizado para malária em tratamento para o Coronavírus

Em mais um momento desafiador para a saúde pública brasileira, o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) reafirma seu caráter estratégico para o Brasil. Diante da pandemia do novo coronavírus, que tem afetado milhões de pessoas em todo mundo, a cloroquina, medicamento produzido pela Unidade, surge como possibilidade para tratamento da Covid-19, em pacientes que estejam hospitalizados e em casos graves.

Farmanguinhos é produtor público da Cloroquina na concentração 150 mg, cuja distribuição no Sistema Único de Saúde (SUS) atende ao Programa Nacional de Prevenção e Controle da Malária, do próprio Ministério. O medicamento é usado desde 1930, inclusive para mulheres grávidas, bem como para o tratamento de doenças autoimunes, como lúpus e artrite reumatoide.

O Instituto conta com o Complexo Tecnológico de Medicamentos altamente qualificado com capacidade para produzir até 7 milhões de comprimidos deste medicamento por mês. Atualmente, a instituição possui em estoque 3 milhões de unidades farmacêuticas para o tratamento de malária, os quais já foram entregues de forma antecipada ao Ministério da Saúde com o propósito de serem utilizadas da maneira mais eficiente possível.

Farmanguinhos na Parceria estratégica para testar eficácia da cloroquina – Para atestar a efetividade dessa substância no combate ao novo coronavírus e reiterar a capacidade técnica de Farmanguinhos em atender a essa demanda emergencial, a Fiocruz e parceiros realizam estudo clínico em indivíduos de ambos os sexos, com idade entre 18 e 80 anos, que não apresentem contraindicações a esse medicamento.

O estudo clínico (CloroCOVID-19) foi aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) no dia 23 de março. A previsão é de que as análises preliminares sejam divulgadas na segunda semana de abril.

A investigação é liderada pelo Dr Marcus Vinícius Guimarães de Lacerda, pesquisador do Instituto Leônidas e Maria Deane (Fiocruz Amazônia) e médico infectologista da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD). “Os estudos realizados em outros países ainda são iniciais, não são robustos o suficiente para realizar recomendações. O CloroCOVID-19 é um protocolo clínico extenso, que irá nos ajudar a entender se há eficácia no uso da Cloroquina para o tratamento de COVID-19”, explica Lacerda. Antes do CloroCOVID-19, foram realizados estudos na França, China e Estados Unidos.

Lacerda explica ainda que o estudo será realizado em pacientes internados em estado grave.

“Sem dúvida, esse protocolo dará muitas respostas importantes para o Sistema de Saúde e para a população. Esperamos que em breve tenhamos bons resultados para compartilhar com a comunidade científica”, frisa o pesquisador.

O diretor da unidade, Jorge Mendonça, reafirma o papel estratégico do Instituto para o Ministério da Saúde e o compromisso institucional com a sociedade.

“Caso fique comprovada a eficácia da Cloroquina contra o COVID-19, Farmanguinhos trabalhará ininterruptamente para produzir o medicamento a fim de atender a necessidade da população brasileira”, ressalta. “Neste momento, os Laboratórios Oficiais prestarão todo seu apoio e competência para atender as necessidades dos cidadãos brasileiros, mantendo e apoiando o SUS em seu imenso atendimento em todo o território nacional”, frisa o diretor.

O CloroCOVID-19 é viabilizado por uma parceria entre a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam); o Hospital Pronto Socorro Delphina Rinaldi Abdel Aziz; a Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD); o Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen/AM); a Universidade do Estado do Amazonas (UEA); e a Fundação Oswaldo Cruz, por meio do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz).

A todo vapor – Mesmo com a pandemia, o Instituto mantém sua rotina produtiva, atendendo as demandas previstas para este ano e concluindo as Parcerias de Desenvolvimento Produtivo. Para se ter uma ideia dessa polivalência e do atual volume de produção, a unidade está com mais de 8 itens em linha, todos voltados para distribuição no SUS. Dentre eles estão os antirretrovirais Lamivudina+Zidovudina, Nevirapina, Atazanavir e Lamivudina+Tenofovir, o antiparkinsoniano Pramipexol, o antiviral Oseltamivir, o imunossupressor Tacrolimo, dentre outros.

“Mesmo com esse momento tão difícil e crítico que estamos vivendo, muitos de nossos profissionais continuam trabalhando presencialmente nas instalações, superando as dificuldades e se empenhando ao máximo, demonstrando um enorme espírito humanitário e pensamento em prol da coletividade. Meus sinceros agradecimentos aos colaboradores de Farmanguinhos. O trabalho e a dedicação de cada um nesse momento crítico salvarão diversas vidas no Brasil. Além disso, quero reforçar nosso pedido à população: Estamos aqui trabalhando por vocês. Fiquem em casa por nós!”, declara Jorge Mendonça.

Com isso, Farmanguinhos vem superando todos os desafios a fim de ratificar mais uma vez sua função primordial para o país, mostrando o seu comprometimento com a população, sua capacidade técnica e a sua atuação sempre em defesa da vida.

Tecnologia 3D ao alcance das mãos

Farmanguinhos debate os desafios e as perspectivas desse novo segmento tecnológico na área de fármacos

O público pôde conferir os comprimidos de plástico fabricados pela impressora 3D de Farmanguinhos, usada pela equipe do Laboratório de Farmacotécnica Experimental, liderada pela servidora Alessandra Viçosa (Foto: Alexandre Matos)

Na manhã desta terça-feira (10/3), O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) promoveu a palestra Impressão 3D de medicamentos: desafios e perspectivas, proferida por Caio Paranhos, professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). A atividade abre oficialmente o ciclo 2020 dos Seminários do Programa de Pós-graduação Translacional em Fármacos e Medicamentos da unidade.

Neste sentido, alunos, pesquisadores (de Far e de outras unidades da Fiocruz) e colaboradores de outras instituições públicas e empresas farmacêuticas privadas lotaram o auditório da Vice-diretoria de Educação, Pesquisa e Inovação (VDEPI), a fim de se aprofundar mais neste novo segmento tecnológico na área de fármacos e medicamentos. Durante o encontro, o público presente pôde conferir alguns produtos fabricados pela impressora 3D e esclarecer dúvidas sobre essa tecnologia.

Caio Paranhos abriu o ciclo 2020 dos dos Seminários do Programa de Pós-graduação Translacional em Fármacos e Medicamentos de Farmanguinhos (Foto: Alexandre Matos)

De acordo com o professor, um dos benefícios dessa nova tecnologia é a liberação diferenciada dos fármacos no organismo do paciente. “Pode-se abrir um campo de liberação controlada de diferentes fármacos, ou formas farmacêuticas únicas, por exemplo”, ressalta. Ainda segundo Paranhos, dentre as propostas está a democratização dos tratamentos com foco na medicina personalizada. Em outras palavras, devido a suas características, a impressão 3D pode ser voltada para atender as necessidades de grupos especiais de pacientes, não somente para fabricação em escala industrial.

Para o palestrante, dentre os desafios, o principal é a falta de regulamentação, o que se tornou um entrave para avançar nos estudos. “Ainda estamos longe da escala industrial, porque, primeiramente, deve-se atender a regulamentação. Mas as agências reguladoras ainda não dispõem de protocolos para esse tipo de equipamento. Por esta razão, só podemos trabalhar com protótipos”, observa o professor.

O público lotou o auditório, localizado no campus Manguinhos (Foto: Alexandre Matos)

Trabalhamos com o conceito de medicina personalizada, portanto, a ideia é disponibilizar medicamentos de acordo com o perfil de cada grupo de pacientes – argumenta Caio Paranhos.

Enquanto as leis não caminham no mesmo ritmo da tecnologia, que avança vertiginosamente, um grupo de pessoas aguarda os frutos da impressora 3D de medicamentos. Este público-alvo é composto por pacientes pediátricos e geriátricos assistidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mais especificamente indivíduos afetados por doenças negligenciadas. Esse tipo de tecnologia pode ser bastante útil para produzir medicamentos com mais de um fármaco. Um exemplo é o tuberculostático 4 x 1 de Farmanguinhos, que reúne quatro princípios ativos em um único comprimido.

Durante o encontro, o palestrante apresentou alguns exemplos de aplicação da tecnologia 3D no segmento farmacêutico (Foto: Alexandre Matos)

Atuação da Fiocruz – A falta de uma regulamentação retrata um pouco o cenário: a tecnologia 3D para impressão de medicamentos ainda é uma área incipiente em todo o mundo, mas vem avançando significativamente.  A Fiocruz, por exemplo, conta com uma plataforma exclusivamente para estudos com essa tecnologia. Trata-se da Plataforma de Impressão 3D, cujo objetivo é servir à comunidade científica da Fundação em suas necessidades de prototipagem, provas de conceito, componentes sob medida e modelos anatômicos que possam utilizar esse tipo de tecnologia.

Caio Paranhos é professor associado do Departamento de Química da UFSCar e também pesquisador visitante do Laboratório de Farmacotécnica Experimental de Farmanguinhos (Foto: Alexandre Matos)

Farmanguinhos possui um grupo de pesquisa que desenvolve estudos exclusivamente com impressão 3D de medicamentos. Trata-se do Laboratório de Farmacotécnica Experimental, que vem recebendo reconhecimento junto à comunidade científica, inclusive sendo um dos vencedores do Programa Inova Labs da Fiocruz.  

Sobre o palestrante – Caio Paranhos é Engenheiro de Materiais pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), com ênfase em Polímeros. É Doutor em Ciência e Tecnologia de Polímeros pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com pós-doutorado pela UFSCar. É Professor Associado do Departamento de Química da UFSCar e também é pesquisador visitante do Laboratório de Farmacotécnica Experimental de Farmanguinhos.

Caio Paranhos com a equipe do Laboratório de Farmacotécnica Experimental de Farmanguinhos (Foto: Alexandre Matos)
Funcionários e pesquisadores de Farmanguinhos e outras unidades da Fiocruz (Foto: Alexandre Matos)
Durante o encontro, Alessandra Viçosa entregou um kit institucional ao pesquisador Caio Paranhos (Foto: Alexandre Matos)

Mestrandos da ENSP fazem visita técnica a Farmanguinhos

Profissionais de 11 unidades conhecem área fabril do CTM para a disciplina Complexo Econômico Industrial da Saúde

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