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Programa de Pós-graduação Acadêmico em Pesquisa Translacional em Fármacos e Medicamentos

No Brasil, a interação entre pesquisa básica e a produção decorrente desta invenção é deficiente, e existem lacunas a serem preenchidas através da identificação das falhas durante os processos que envolvem as pesquisas básica e aplicada, o desenvolvimento tecnológico e a produção de insumos, especialmente para a saúde. Cabe ressaltar que a inexistência de uma cadeia produtiva de fármacos e medicamentos consolidada no país causa um grande impacto no Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS), contribuindo para um déficit de mais de US$10 bilhões por ano. Neste contexto, a estruturação do Programa Acadêmico de Pós-Graduação em Pesquisa Translacional em Fármacos e Medicamentos (Programa Acadêmico – PGPTFM) de Farmanguinhos / Fiocruz vem preencher uma lacuna no sistema nacional de inovação em saúde, contribuindo para a superação de hiatos no desenvolvimento de fármacos e medicamentos.

De acordo com a Portaria 486 de 14/05/2020, o cursos de mestrado e doutorado oferecidos foram reconhecidos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e recebeu Nota 4. Confira a portaria de recomendação da CAPES.

Objetivo do Programa:

O Programa Acadêmico – PGPTFM tem como objetivo a formação multidisciplinar de mestres e doutores capazes de atuar na translação do conhecimento básico ao produto final (pesquisa translacional), qual seja, o desenvolvimento de fármacos e medicamentos de importância na saúde pública. Serão abordados temas integrados à cadeia de desenvolvimento de fármacos e medicamentos, como as áreas de Química Medicinal, Farmacologia e Tecnologia Farmacêutica.

O propósito é que os profissionais formados sejam capazes de reconhecer e dialogar com as diferentes áreas de atuação na cadeia de desenvolvimento de fármacos. Serão abordados temas como: mercados farmacêuticos (público e privado); propriedade intelectual e industrial; transferência tecnológica, inovação radical e incremental de fármacos; química medicinal; desenvolvimento de formas farmacêuticas; estudos não clínicos e clínicos.

Mestrado

O Mestrado Acadêmico tem por objetivo o aprofundamento do conhecimento técnico-científico, o desenvolvimento de habilidades para executar pesquisas operacionais, desenvolver processos, produtos e metodologias, e formar docentes para o ensino superior com uma visão multidisciplinar.

Doutorado

O Doutorado Acadêmico tem por objetivo a formação de competências para conduzir pesquisas inovadoras tanto em instituições de pesquisa e ensino quanto na indústria farmacêutica.

Perfil do egresso:

O aluno egresso terá o conhecimento geral de toda a cadeia de desenvolvimento de fármacos e medicamentos, podendo analisar, identificar, caracterizar e definir cada uma das etapas.

Por ser um programa integrado dentro de uma unidade de produção pública de medicamentos, o aluno terá conhecimentos sólidos nas áreas de interface do projeto a que estará vinculado. Este certamente será o maior diferencial do PPGPTFM, aqui proposto, para os demais contemplados na área de farmácia.

 

   
         
   
         
   
         
       
         

 

Coordenação

  Alessandra Lifsitch Viçosa 
Doutorado em Ciência e Tecnologia de Polímeros – UFRJ
Mestrado em Ciências Farmacêuticas – UFRJ
Graduação em Farmácia Industrial – UFF
 

Secretaria Acadêmica

Campus Manguinhos
Telefone: (21) 3977-2471
E-mail: ptfm.far@fiocruz.br

Contatos úteis

           
                 

Representantes do direito, da saúde coletiva e da Anvisa debatem sobre a relação com os poderes da República

Representante da Anvisa, da saúde coletiva e do direito debateram sobre as relações entre os poderes e alguns casos de medicamentos / Foto: Viviane Oliveira

O último dia do Abrascão 2018 recebeu três convidados da área do direito, de saúde coletiva e de agência reguladora para debater o tema Disputas e conflitos entre poderes da República: o caso do medicamento, na Sala de Leitura, da Biblioteca do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (ICICT/ Fiocruz). Com o intermédio da coordenadora Vera Lucia Edais Pepe (ENSP/ Fiocruz), os palestrantes, através de pontos de vistas diferentes, abordaram as relações entre o judiciário, legislativo e o executivo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a sociedade e algumas situações polêmicas sobre medicamentos.

Geraldo Lucchese, doutor em Saúde Pública, iniciou a mesa redonda citando alguns casos polêmicos, como o do Canabidiol, que a partir de 2015, a Anvisa retirou da lista de substância proibida e remanejou-o para a lista de Controle Especial, e o da Fosfoetanolamina, que foi proibida, após os testes comprovarem não ter efeito qualquer contra o Câncer. Para Lucchese, é um desrespeito à autonomia e à luta pela vida dos pacientes. “O marco regulatório de medicamentos se apoia em determinada visão, das revistas científicas, e acredito que ele seja o grande determinante da situação atual dos medicamentos no mundo. É um sistema imponente de medicamentos, que precisa de reformas radicais. Nos Estados Unidos, existe a lei Right to try (direito de tentar), que aceita que os medicamentos possam ser utilizados, após a fase um (de toxicidade), desde que o indivíduo tenha consciência do que está fazendo. A vida precisa de exceções”, ressaltou.

O Vice-coordenador Científico do Núcleo de Pesquisa em Direito Sanitário da USP e Pós-Doutor em Direito Público, Fernando Aith, alertou sobre as decisões tomadas pelos poderes em relação à saúde pública. “Quando se vê forças políticas derrubando boas decisões de saúde pública, por questões não técnicas, mas simplesmente políticas, temos que ficar atentos. E, de outro lado, temos que resgatar as decisões técnicas, democraticamente, para que elas sejam legitimadas pela sociedade”, frisou Aith. Ele ainda refletiu sobre as sociedades mais avançadas, as quais, raramente, o judiciário invade a esfera de competência do executivo e que no Brasil, isso se perdeu, principalmente, nos últimos dez anos.

Aith lembrou ainda a relevância da universalidade. “O Superior Tribunal de Justiça (STJ) resolveu que o SUS só precisa disponibilizar medicamento de alto custo para pessoas que provem a incapacidade financeira. Esta decisão vai de encontro a própria lógica de universalidade da saúde. Um juiz decide o que quer e cria regras paralelas, ignorando a própria lei”, relatou.

Pedro Ivo Ramalho, Adjunto do Diretor-Presidente da Anvisa e doutor em Ciências Sociais, apresentou o olhar da agência reguladora, explicando a relação entre a Anvisa e os poderes legislativo e judiciário. Ramalho lembrou de alguns decretos legislativos, que sustaram as determinações da Anvisa, e estudos de casos, como o da sibutramina e da fosfoetanolamina, apresentando as linhas do tempo de todo o processo.

Ramalho salientou o conflito entre o trabalho de regulamentação técnica da Anvisa e o processo legislativo do Congresso Nacional. “Quando se perde a discussão na Anvisa, as forças vão para o Congresso para organizar algum capital político e reverter determinadas decisões. Os temas são polarizados e polêmicos, com conflitos de interesses e capital, que vão chegar ao legislativo e judiciário”, evidenciou.

Além disso, Ramalho refletiu sobre o Ambiente institucional para a regulamentação sanitária no Brasil, envolvendo a Anvisa, o mercado e a sociedade civil. “A Agência regulamentadora interage com os atores no cotidiano (empresas, consumidores, grupos de interesse) e atualmente, existem outros atores, como o Congresso, legislativo, Ministério Público, Judiciário, Tribunal de Contas da União e Suprema Corte. A realidade se tornou mais complexa e imprevisível”, concluiu.

Inovação em Medicamentos da Biodiversidade

O Curso de Especialização Inovação em Medicamentos da Biodiversidade é uma iniciativa do Centro de Inovação em Biodiversidade e Saúde de Farmanguinhos e da Vice-Diretoria de Ensino Pesquisa e Inovação (VDEPI), de Farmanguinhos/Fiocruz.

 

O curso visa qualificar profissionais de nível superior interessados em atuar em projetos, programas e políticas relacionados à inovação em medicamentos da biodiversidade, especialmente aqueles de origem vegetal, em consonância com o Sistema Único de Saúde (SUS).

 

O Curso de Especialização Inovação em Medicamentos da Biodiversidade desenvolve-se em nove unidades programáticas que perfazem um total de 360 horas (trezentas e sessenta horas), sendo necessário que o aluno tenha computador e internet banda larga para acompanhar as aulas. O curso conta com suporte da Comunidade Virtual de Aprendizagem, e com o apoio do Campus Virtual Fiocruz. Este espaço é utilizado para o desenvolvimento de atividades com vistas à ampliação do conteúdo das atividades presenciais.

 

As unidades programáticas que compõem o curso são: Inovação em Medicamentos da Biodiversidade (45h); Biodiversidade (60h); Políticas Públicas (45h); Desenvolvimento de Medicamentos da Biodiversidade (45h); Planejamento e Gestão (30h); Geração do Conhecimento em Rede (30h); Metodologia Científica (30h); Seminários Avançados (15 h) e Módulo de Harmonização de Conceitos (60h), disponibilizado no Campus Virtual Fiocruz.

 

A metodologia de ensino do curso inclui: aulas expositivas, debates, consultas bibliográficas, estudos orientados e leituras, estudos de casos, relatos de experiências, elaboração e apresentação de atividades diversas (de forma presencial ou remota), utilização da Comunidade Virtual de Aprendizagem e orientação de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) o qual o aluno deverá apresentar ao final do curso.

 

O corpo docente é composto, em sua maioria, por doutores, mestres e especialistas, pertencentes ao quadro de Farmanguinhos, e Fiocruz e instituições convidadas.


Objetivo do curso

O curso visa qualificar profissionais de nível superior interessados em atuar em projetos, programas e políticas relacionados à inovação em medicamentos da biodiversidade, especialmente aqueles de origem vegetal, em consonância com o Sistema Único de Saúde (SUS).


Público-alvo

Profissionais de nível superior interessados em atuar em projetos, programas, políticas e gestão relacionados à inovação em medicamentos da biodiversidade.

 

Modalidade

Especialização presencial/remota

 

Titulação

Especialista em Inovação em Medicamentos da Biodiversidade.

 

   

Secretaria Acadêmica
Campus Manguinhos
Telefone: (21) 3977–2471
E-mail: educacao.far@fiocruz.br

Coordenadores


Coordenação Científica
Dr. Glauco de Kruse Villas-Bôas 

Coordenação Pedagógica
Msc. Denise Monteiro da Silva

Links úteis

             
                   

Tecnologias Industriais Farmacêuticas

O desenvolvimento de medicamentos é um processo complexo, longo, de alto risco e que exige a interação de inúmeras atividades. As decisões tomadas ao longo da cadeia de desenvolvimento determinam o sucesso de cada produto introduzido no mercado. No entanto, diversos desafios são enfrentados que podem resultar em atrasos, custos desnecessários e baixa qualidade dos produtos. Além disso, em consonância com o cenário mundial, torna-se importante para o cenário nacional, o incentivo em desenvolvimento de inovação industrial que se apoia muitas vezes na compreensão de princípios científicos fundamentais. Assim, há uma constante necessidade de aperfeiçoamento e renovação no desenvolvimento tecnológico farmacêutico.

Diante desse cenário, o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), que atua como unidade produtiva, de pesquisa e de geração e difusão do conhecimento científico e tecnológico, oferta o curso de pós-graduação Lato sensu em tecnologias industriais farmacêuticas.

O curso oferece aulas e atividades síncronas e assíncronas, desenvolvidas em 2 períodos letivos, que perfazem um total de 390 horas, distribuídas em 8 unidades temáticas relacionadas às várias etapas da cadeia do desenvolvimento farmacêutico.

A metodologia de ensino inclui aulas expositivas e dialógicas, problematização, aprendizagem baseada em problemas, fóruns, discussão de artigos, elaboração de mapas conceituais, seminários, debates, estudos orientados, estudos de casos e construção e reflexão de portfólio digital.

O curso utiliza a Comunidade Virtual de Aprendizagem como ferramenta tecnológica para ampliação da interatividade entre docentes, discentes, secretaria e coordenação.

Para conclusão do curso, o aluno deve completar a carga horária das unidades de aprendizagem e ser aprovado nestas, além de desenvolver um trabalho de conclusão de curso (TCC). São aceitas diferentes modalidades de TCC: monografia, artigo científico, relatório técnico-científico, projeto de intervenção, portfólio digital, capítulo de livro e material didático.

Objetivo

O curso tem como objetivo qualificar profissionais de nível superior com visão de inovação, que possam atender aos desafios do desenvolvimento de medicamentos, identificar novas soluções, estratégias e melhores práticas para aumentar a eficiência e o sucesso dos programas de desenvolvimento de produtos, tornando-os agentes de promoção da saúde e do avanço tecnológico nacional. O curso objetiva formar alunos para dar suporte à pesquisa e desenvolvimento de medicamentos e apoiar o SUS, garantindo a qualidade de medicamentos disponibilizados para a população.

Público-alvo

Profissionais com graduação nas áreas de Farmácia, Química, Engenharia Química, Engenharia de Alimentos, Engenharia de Materiais, Biologia, Biomedicina, Medicina Veterinária, Biotecnologia, Tecnologia em Produção de Fármacos e Tecnologia em Processos Químicos, que atuem ou têm interesse em atuar em áreas relacionadas ao desenvolvimento tecnológico farmacêutico.

Perfil do egresso

O curso de pós-graduação Lato sensu em Tecnologias Industriais Farmacêuticas tem como compromisso a formação de um profissional especialista capacitado ao exercício de atividades referentes à cadeia do desenvolvimento de produtos farmacêuticos, com perfil crítico em suas atribuições e que reflita sobre sua atuação diante da realidade brasileira, trabalhando com rigor científico, ético e intelectual. Espera-se formar profissionais com capacidade de:

atuar no desenvolvimento de produtos farmacêuticos;

avaliar e incorporar novas tecnologias no desenvolvimento de produtos farmacêuticos;

identificar e categorizar problemas da realidade para propor mudanças e indicar soluções e melhorias para garantir a qualidade de medicamentos;

ter capacidade de articular parcerias, com vistas à formação e ao fortalecimento de redes, considerando a complexidade que envolve a inovação em produtos farmacêuticos;

ter compromisso de aprendizagem ao longo da vida;

utilizar informações em saúde para tomada de decisão.

atuar de forma ética e engajada para transformação da sociedade.

Titulação
Especialista em Tecnologias Industriais Farmacêuticas.

Modalidade
Especialização presencial.

Secretaria Acadêmica
Campus Manguinhos
Telefone: (21) 3977-2468
E-mail: educacao.far@fiocruz.br

Coordenadoras


Coordenadora do Curso
Dra. Camila Areias de Oliveira

Vice-Coordenadora do Curso
Dra. Livia Deris Prado

Links úteis

           

Requerimentos e Formulários

Agendamento de apresentação

Formulário para Dissertações Sigilosas

Formulário para Orientações

Matrícula no curso

Formulário para Requerimentos

Solicitação do diploma

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