O periódico científico editado pelo CIBS lança um número temático sobre os assuntos debatidos no 1º Congresso Internacional online de Fitoterapia (INTERPHYTO)
A Revista Fitos acaba de lançar um novo número temático. Editado pelo Centro de Inovação em Biodiversidade e Saúde (CIBS) de Farmanguinhos, o número contempla artigos originários do 1º Congresso Internacional online de Fitoterapia (INTERPHYTO), organizado pelo Instituto do Saber Ativo (ISA) em março de 2021.
Com o tema “Inovação, Sustentabilidade e Difusão do conhecimento tradicional e científico”, o evento teve duração de 60 horas e reuniu 1000 participantes e 45 palestrantes de 10 países, possibilitando agregar as riquezas nutricionais, medicinais e cosméticas das plantas medicinais, como principal fonte da biodiversidade para o fomento da bioeconomia no planeta.
Conheça, por meio dos artigos que compõem esta publicação, as temáticas apresentadas e discutidas no congresso.
Pesquisador de Farmanguinhos passa a ocupar lugar definitivo na história da Fundação pelas contribuições à ciência
O químico Benjamin Gilbert atua na Instituição desde 1986. Tornou uma das principais referências do país na área de Química de Produtos Naturais, com mais de 120 publicações científicas e importantes estudos sobre fitoterapia (Arquivo)
O pesquisador Benjamin Gilbert, que atua no Centro de Inovação em Biodiversidade em Saúde de Farmanguinhos (CIBS), passa a ocupar a Galeria de Honra da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O inglês, que completa 92 anos nesta segunda-feira (27/9), recebeu o título de Pesquisador Emérito da Instituição em fevereiro deste ano em reconhecimento às contribuições dele para a ciência, em especial no campo das plantas medicinais.
A Galeria de Honra é reservada a personalidades nacionais e estrangeiras que tenham contribuído de modo notável para o progresso da humanidade e do país ou que tenham prestado relevantes serviços à Instituição. Tratam-se de pesquisadores e professores de mérito excepcional, de dentro e de fora dos quadros da Fiocruz, já agraciados com honrarias pelo Conselho Deliberativo da Fundação.
Neste caso, em reconhecimento por todas as contribuições de Benjamin Gilbert à pesquisa nacional, o diretor Jorge Mendonça encaminhou a proposta para apreciação do CD-Fiocruz, que avalia, dentre outros critérios, qualidade da obra, da referência e continuidade do trabalho. A relatoria ficou a cargo da diretora da Fiocruz Pantanal, Jislaine Guilhermino, ex-funcionária de Farmanguinhos, que conviveu com Benjamin Gilbert em boa parte de sua vida profissional.
Durante a cerimônia, o diretor Jorge Mendonça apresentou a trajetória do pesquisador desde a chegada ao Brasil, em 1958, e as contribuições dele na área de biodiversidade.
Aos 92 anos, Dr Gilbert ainda trabalha conosco em Farmanguinhos. Com uma bela trajetória e vasta produção acadêmica, o professor é referência no Brasil e no exterior por uma vida dedicada ao avanço da química, da fitoquímica e da ciência, pela defesa da produção pública de medicamentos, por uma luta incansável pela fitoterapia desenvolvida com todo rigor e também pela valorização do conhecimento tradicional, destacou Mendonça.
A cooperação técnico-científica pretende unir o conhecimento tradicional e o científico com o objetivo de desenvolver a fitoterapia com espécies do maior bioma do país
Em entrevista à TV Globo, Jefferson Caldas explica mais detalhes sobre a cooperação para criação do Jardim Terapêutico
O Centro de Inovação em Biodiversidade e Saúde (CIBS) de Farmanguinhos/Fiocruz assinou, na última terça (21/9), acordo de cooperação técnico-científica com a prefeitura de Macapá, capital do Amapá, para instalação do Jardim Terapêutico do Bioparque Tucuju. O projeto tem como objetivo realizar pesquisas com plantas medicinais da Amazônia.
Pesquisador do CIBS/Farmanguinhos e coordenador do Sistema Nacional da Redesfito, Jefferson Caldas explica que as equipes da Fiocruz e da Redesfito ficarão responsáveis pelas ações de implantação do projeto e outras decorrentes da parceria, tais como identificação de espécies medicinais arbóreas para revitalização da fitoterapia amazônica e resgate do conhecimento tradicional das ervas medicinais nativas do maior bioma do país.
“A Fiocruz entrará com aporte técnico científico para construção do Jardim Terapêutico, que busca o resgate do uso tradicional das plantas medicinais. Iremos juntar os dois diferentes saberes: das populações amazônicas e o acadêmico. No início, será agregado à literatura já existente do bioma amazônico, que é riquíssimo. Depois seguiremos para o estudo da bioprospecção, com o levantamento étnico botânico”, ressalta Jefferson Caldas.
Neste sentido, o projeto contempla identificação do perfil químico das espécies selecionadas e, dentre outras, a realização de oficinas voltadas para cultivo e manejo de plantas medicinais e produção de fitoterápicos. Além disso, capacitará agentes de saúde para inclusão da fitoterapia na rede de saúde pública local.
Além de Jefferson Caldas, representando Farmanguinhos/Fiocruz, a cerimônia de assinatura do termo de cooperação contou também com a participação do prefeito de Macapá, Antônio Paulo de Oliveira Furlan, e do diretor-presidente do Bioparque, Marcelo Oliveira.
Além de Jefferson Caldas, a cerimônia contou com a presença do prefeito Antônio Furlan (segurando o documento), diretor-presidente do Bioparque, Marcelo Oliveira (o segundo a partir da direita) Foto: Adevaldo Cunha
Em seu perfil nas redes sociais, o prefeito Antônio Furlan destacou a troca de conhecimentos e valorização da sociobiodiversidade. “Pretendemos com esse projeto estimular a fitoterapia complementar através da criação de canteiros de espécies medicinais e aromáticas da nossa região. Buscaremos identificar espécies medicinais arbóreas para servirem de instrumento didático para revitalização da fitoterapia amazônica, muito conhecida pelo uso de cascas, folhas e raízes das nossas árvores e plantas locais”, afirmou.
Clique aqui e confira a reportagem veiculada no Jornal do Amapá, da Rede Globo local.
O trabalho de articulação e organização do Sistema Nacional das Redes de Inovação em Medicamentos da Biodiversidade (SNRF-RedesFito), idealizado pelo Centro de Inovação em Biodiversidade e Saúde (CIBS) de Farmanguinhos (NGBS)/Fiocruz, teve início a partir do decreto 5.813, que em 2006 estabeleceu a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos.
A criação das RedesFito representa não apenas a organização de uma forma concreta de promover a inovação em medicamentos a partir da biodiversidade brasileira, mas a construção de um modelo de gestão bottom-up, capaz de apoiar a vertente do programa, alinhada com o Complexo Econômico Industrial da Saúde. A atuação das RedesFito é realizada em todo território nacional a partir dos principais biomas brasileiros, apoiada em projetos construídos a partir de diversos Arranjos Eco-Produtivos Locais (AEPLs).
O Sistema foi idealizado para contribuir com a implantação das políticas de Ciência Tecnologia e Inovação que se relacionam com inovação de fitomedicamentos a partir da biodiversidade brasileira. A organização deste sistema representa uma forma pioneira e adequada para a realização da gestão do conhecimento apoiada nos conceitos teóricos que definem a inovação como um sistema social e dinâmico.
É importante destacar que o núcleo fez parte do Grupo Executivo do Ministério da Saúde, criado através da Portaria MS 1.274 de 25/06/2008, para instituir e dar suporte à implantação do Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, a partir dos biomas brasileiros. O SNRF-RedesFito foi criado em 2009, durante o 4º Seminário da área, e ratificado por meio da portaria nº 021, de 30/08/2010 de Farmanguinhos/Fiocruz, como projeto do Núcleo.