Resultado da Consulta: "plantas medicinais" (Página 7 de 11)

Escolas de Verão e Inverno

Desde 2015, a unidade deu início a realização de cursos de atualização sobre assuntos relevantes para os processos da indústria farmacêutica, nas Escolas de verão e inverno. Ao todo, foram cinco edições das escolas, com 10 cursos de 20 horas que versaram sobre os temas de Fármacos Biológicos, Descoberta de fármacos e protótipos para doenças tropicais, AIDS e leucemia, Atualização em CG – CLAE, Cadeia produtiva de plantas medicinais, Gestão de Projetos, Gestão do conhecimento e prospecção em saúde pública: uma abordagem do “Big data”, RMN, Nanotecnologia, dentre outros assuntos. Os cursos são abertos aos alunos de graduação e pós-graduação, bem como para profissionais internos e externos da Fiocruz. Até 2018 as nossas escolas já receberam mais de 200 alunos.

Produtos Naturais

Farmanguinhos conta com uma importante estrutura de laboratórios voltados para atividades de Química de Produtos Naturais. Esses laboratórios têm como objetivos o desenvolvimento de fitoterápicos ou de fármacos a partir da biodiversidade brasileira, validação de espécies de plantas medicinais e validação de produtos de bioconversão.

Como produtos e oportunidades, as equipes apresentam extratos padronizados, ingredientes ativos, marcadores, plantas medicinais e fitoterápicos voltados, sobretudo, para o tratamento de doenças negligenciadas, hipertensão e câncer.

1. Estrutura
A pesquisa em Produtos Naturais estrutura-se em cinco laboratórios distribuídos no campus Manguinhos. Do quadro de colaboradores, 34% são doutores e 10% são mestres.

2. Projetos
Os laboratórios possuem 41 projetos de pesquisas, atuando em diversas linhas de pesquisas.

3. Parcerias
Os laboratórios mantêm 11 parcerias técnico-científicas com universidades, instituto de pesquisas, organizações públicas e privadas, através de convênio e acordos de cooperação.

4. Prêmios
Em 2016, os laboratórios de Produtos Naturais 3, 4 e 5 foram agraciados com quatro premiações, entre elas: honra ao mérito pelos trabalhos Inovação na Fiocruz: projeto Profito, um estudo de caso e Efeito Inibitório da planta Clusia fluminensis Planch & Triana contra algumas atividades tóxicas dos venenos de Bothrops”; menção honrosa por Caracterização química de extratos e substâncias de espécies de Ilex (Aquifoliaceae) como potenciais agentes citotóxicos e antiviraisapresentado na 24ª RAIC/FIOCRUZ e melhores trabalhos por Incentivo Governamental para Arranjos Produtivos Locais de Plantas Medicinais e Fitoterápicos no Âmbito do SUS).

Departamentos da Pesquisa

Em sua trajetória, Farmanguinhos reuniu características e vantagens que tornaram possível investir na área de pesquisa e desenvolvimento de fármacos e medicamentos, tanto de origem sintética quanto de origem vegetal.

Dessa forma, a instituição busca o fortalecimento da pesquisa e do desenvolvimento, através do constante esforço do seu corpo de pesquisadores, tecnologistas e técnicos com foco em soluções para as doenças negligenciadas, as doenças de alto custo e as doenças de alta incidência. Além disso, as análises de dados estatísticos do quadro epidemiológico do país são, igualmente, de suma importância para o direcionamento das ações estratégicas do Instituto.

Como resultado, a Pesquisa de Farmanguinhos estabeleceu parcerias técnicos-científicas, visando fortalecer sua competitividade nesse cenário de P&D dentro da indústria farmacêutica.

Atualmente, a área de P&D é estruturada por 4 departamentos que atuam integrados em atendimento aos objetivos institucional.

 

Departamento de Síntese de Fármacos

O departamento desenvolve atividades de pesquisa e desenvolvimento de fármacos e medicamentos de interesse da instituição e do país, a partir de três estratégias principais: engenharia reversa de medicamentos não protegidos por patentes, ou a expirar, e inovação radical e/ou incremental de novos fármacos e medicamentos a partir da química orgânica e medicinal.

O objetivo principal é a síntese de moléculas bioativas com potencial atividade contra malária, doença de Chagas, leishmaniose, tuberculose, câncer e AIDS.

Saiba mais.

Departamento de Produtos Naturais

Farmanguinhos conta com uma importante estrutura de laboratórios voltados para atividades de Química de Produtos Naturais. Esses laboratórios têm como objetivos o desenvolvimento de fitoterápicos ou de fármacos a partir da biodiversidade brasileira, validação de espécies de plantas medicinais e validação de produtos de bioconversão.

Saiba mais.

Departamento de Farmacologia

A Pesquisa é reforçada com os dois grandes laboratórios de Farmacologia Aplicada e Farmacologia Molecular. O laboratório de Farmacologia Aplicada tem como objetivo pesquisar e avaliar a eficácia de novos fármacos, de origem natural ou sintética, através de testes “in vitro” e “in vivo”, dando suporte ao Desenvolvimento Tecnológico e ao registro de novos medicamentos. Inflamação, alergia, imunorregulação, malária e tuberculose são os principais campos de atuação do laboratório.

Saiba mais.

Departamento de Métodos Analíticos e Tecnológicos

O Departamento é constituído pelo Serviço de Métodos Analíticos (SMA), Laboratório de sistemas Farmacêuticos Avançados (LASIFA) e Laboratório de Farmacotécnica experimental. Este departamento tem por finalidade prestar suporte analítico para desenvolvimento e caracterização de insumos e formulações farmacêuticas com base em novas abordagens analíticas e de processamento.

Saiba mais.

Farmanguinhos apoia inclusão de fitoterápicos no SUS

Projetos visam à implantação de Farmácias Vivas em dois municípios brasileiros

(mais…)

Prospecção de novas parcerias

Em visita ao Peru, diretor Jorge Mendonça participa de reuniões com autoridades do país andino a fim de formalizar novas cooperações

 

Jorge Mendonça e Tereza Santos em reunião com autoridades peruanas no Instituto Nacional de Saúde do país andino. A visita teve como objetivo prospectar oportunidades de negócios para distribuição de medicamentos e formalizar parcerias em pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação (Divulgação INS)

O diretor de Farmanguinhos, Jorge Mendonça, e a coordenadora do Centro de Empreendedorismo e Assistência Farmacêutica, Tereza Santos, fizeram uma visita a Lima, capital peruana, onde participaram de reuniões no Ministério da Saúde e órgãos de saúde pública do país andino. O objetivo foi prospectar oportunidades de negócios para distribuição de medicamentos para o Peru, bem como formalizar parcerias para troca de experiências em pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação.

Foi realizada ainda visita às instalações dos laboratórios e áreas administrativas do Centro Nacional de Controle de Qualidade do INS – CNCC, na sigla em espanhol (Arquivo)

Jorge Mendonça e Tereza Santos foram recepcionados na Embaixada do Brasil no Peru, pelo embaixador brasileiro, Rodrigo Baena Soares, e pelo diplomata Leonardo Loureiro Araújo. Eles participaram também de uma reunião com a ministra da Saúde, Silvia Ester Pessah Eljay, e outras autoridades peruanas. Durante o período (4 a 8/12), visitaram ainda o Instituto Nacional de Salud (INS), o Centro Nacional de Abastecimiento de Recursos Estratégicos en Salud (Cenares), e reuniram-se ainda com representantes do Seguro Social de Salud (Essalud).

 

Tal cooperação insere e projeta Farmanguinhos no cenário internacional, sobretudo latinoamericano, como um hub ou player na produção de medicamentos para doenças negligenciadas – Tereza Santos

Segundo Tereza Santos, houve muito interesse da ministra em adquirir alguns medicamentos produzidos por Farmanguinhos. “Foi também discutida a cooperação para transferência de tecnologia para o INS. Tal cooperação insere e projeta Farmanguinhos no cenário internacional, sobretudo latinoamericano, como um hub ou player na produção de medicamentos para doenças negligenciadas”, observa.

O encontro abordou temas como bioequivalência e biodisponibilidade de medicamentos sólidos para HIV, tuberculose e malária; controles físicos químicos e microbiológicos de medicamentos sólidos para hepatites virais e HIV; além de desenvolvimento de métodos próprios ou alternativos para a análise do controle de qualidade. Foi também abordada a experiência do Brasil na fabricação pública de medicamentos sólidos orais.

Jorge Souza Mendonça recebeu de Hanz Vasques um presente com as principais atividades do INS (Arquivo)

De acordo com Tereza Santos, o diretor do INS, Hanz Vasques, ressaltou o compromisso de fortalecer a cooperação institucional com ênfase nas áreas de competência Farmanguinhos e da Fiocruz como um todo. Foi realizada uma visita às instalações do órgão peruano, apresentadas as áreas de atuação para possíveis cooperações técnico-científicas.

Ficou decidido que Farmanguinhos poderá trabalhar de forma colaborativa em diferentes frentes, tais como fornecimento de medicamentos para o Peru, transferência de tecnologia de alguns produtos, atualização das equipes técnicas do Peru em Controle de Qualidade e aspectos regulatórios, interlocução junto a Fiocruz para o desenvolvimento de parceria no fornecimento de padrões químicos, capacitação na área de plantas medicinais e fitomedicamentos, dentre outras áreas de atuação.

“Um dos principais entraves do INS, por exemplo, é a ausência de capacitação para execução dos estudos de Bioequivalência e Biodisponibilidade de medicamentos sólidos. Neste caso, a Fiocruz desenvolve estudos de bioequivalência, biodisponibilidade e farmacocinética no Setor de Equivalência Farmacêutica da Fundação, o SEFAR”, destaca Tereza Santos.

Jorge Mendonça explicou que a unidade pode desenvolver atividades colaborativas com outro órgão do INS, o Centro Nacional de Salud Intercultural (CENSI), que já possui iniciativas de trabalho conjunto para a investigação, coleta, manutenção e implantação de plantas medicinais conforme o ecossistema de cada espécie. Há, inclusive, um projeto iniciado pelo Núcleo de Gestão em Biodiversidade e Saúde da unidade (NGBS), coordenado pelo pesquisador Glauco de Kruse Villas Bôas.

Para o enfrentamento da crise de dengue e Chikungunya que afeta o país, Jorge Mendonça e Tereza Santos explicaram que a unidade desenvolveu o biolarvicida DengueTech, cuja patente gerou um produto licenciado. O inseticida biológico foi registrado recentemente no Peru.

 

Construído artesanalmente, o objeto apresenta as atividades do Instituto Nacional de Saúdo do Peru – INS (Foto: André Nogueira)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Página 7 de 11