A unidade ratifica a excelência de seu Sistema de Gestão Ambiental (SGA) e reafirma seu compromisso com ações de sustentabilidade
Farmanguinhos é aprovado pelos auditores da British Standards Institution (BSI) e mantém a certificação ambiental internacional ISO 14001/2015. O anúncio foi feito após inspeção realizada no fim do ano passado com vistas à validação do certificado obtido em 2018. Desta forma, a unidade ratifica a excelência de seu Sistema de Gestão Ambiental (SGA) e reafirma seu compromisso com ações de sustentabilidade.
A auditoria foi realizada em novembro do ano passado. Durante os cinco dias de inspeção, foram avaliados processos, áreas e requisitos. Dentre os setores, foram auditados Produção, Almoxarifado, Flexografia, Laboratórios, Manutenção Predial, Utilidades, Estação de Tratamento de Efluentes, Central de Resíduos, Tecnologia da Informação, áreas administrativas e restaurante.
Responsável pelo Centro de Segurança do Trabalho e Gestão Ambiental (CSTGA), Denise Barone explica que a auditoria teve como objetivo avaliar, de forma global, a contínua adequação e eficácia do Sistema de Gestão Ambiental da unidade, de modo a atender todos os requisitos aplicáveis. Neste sentido, Farmanguinhos foi recomendado para a recertificação na ISO 14001/2015 sem apontamento de não-conformidades.
O diretor Jorge Mendonça participou da reunião de encerramento da auditoria, juntamente com a equipe do CSTGA e a chefe de Gabinete, Vânia Buchmuller. O encontro foi realizado no Prédio 20, mas de forma híbrida (Foto: Viviane Oliveira)
“É uma satisfação poder contar com uma equipe tão focada e comprometida como a nossa. Atuamos de forma constante durante todo o ano para que cheguemos a essa conquista. Uma vitória que nos revigora e nos dá forças para continuar, apesar de todos os desafios enfrentados”, frisa Denise Barone. A servidora explica ainda que o novo certificado tem validade até 04/12/2024, sendo que duas auditorias de manutenção ocorrerão nesse período: uma em 2022 e outra em 2023.
“A certificação é uma conquista de todos de Farmanguinhos e fortalece nossa missão de sermos uma unidade fabril com responsabilidade ambiental em sua rotina. Precisamos atuar sempre buscando e implementando soluções que preservem o meio ambiente, com foco na prevenção de poluição e a preservação do meio ambiente saudável. Essa missão depende de cada um de nós. Agradecemos o apoio da Direção, de nossa equipe e de todos os colaboradores da unidade. Juntos somos muito melhores!” enfatiza Denise Barone.
Fruto de convênio com a Finep, o equipamento poderá ser usado para desenvolvimento de novos medicamentos para o SUS a partir do método por fusão a quente
Lucyenne Barbosa acompanhou todo o processo de instalação do equipamento na sala cedida pela Produção (Alexandre Matos)
O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) instalou uma extrusora para desenvolver melhorias na biodisponibilidade de medicamentos a partir da extrusão por fusão a quente, técnica conhecida como Hot Melt Extrusion (HME). Fruto de uma parceria com o Instituto Nacional de Tecnologia (INT) e o Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco (LAFEPE), o equipamento é oriundo de um convênio com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), intitulado “Desenvolvimento de método tecnológico para solubilização de drogas pouco solúveis de interesse do SUS”, assinado em novembro de 2021.
A extrusora será utilizada no projeto de desenvolvimento do Ritonavir 100 mg comprimidos revestidos, medicamento genérico que está sendo elaborado em parceria com os laboratórios de Tecnologia Farmacêutica e de Farmacotécnica Experimental, ambos de Farmanguinhos, que objetiva reformular esse importante antirretroviral. Para tal, a equipe almeja otimizar a forma farmacêutica e o seu Insumo Farmacêutico Ativo (IFA).
Uma das responsáveis pelo projeto, Lucyenne Barbosa, da Divisão de Gestão de Desenvolvimento Tecnológico, explica que a extrusora é onde ocorre a mistura por meio da fusão do fármaco com um agente polimérico e excipientes, a fim de melhorar as propriedades, tanto de biodisponibilidade quanto outras propriedades físicas do IFA.
Ao sair da extrusora, o material fundido e totalmente misturado sofre um resfriamento na esteira fria, o que possibilita manter a forma mais estável (Alexandre Matos)
“A tecnologia utilizada para alcançar este objetivo é conhecida por HME ou extrusão à quente de medicamentos, que é inovadora e está cada vez mais sendo incorporada na indústria farmacêutica nacional. Neste caso, os IFAs que apresentam baixa solubilidade, sensibilidade à umidade, ou pobre escoamento, também podem ser formulados através dessa técnica, obtendo-se produtos de melhor desempenho em relação àqueles provenientes de métodos convencionais de produção. Devido ao curto tempo de residência na extrusora, substâncias ativas sensíveis ao calor também podem ser processadas sem ser degradadas. O material fundido e totalmente misturado, ao sair da extrusora, sofre um resfriamento, o que possibilita manter a forma amorfa do IFA, esta mais estável”.
De acordo com Lucyenne, a instalação do equipamento na planta fabril de Farmanguinhos trará muitos benefícios à unidade. “A extrusora é fundamental para a efetivação da tecnologia de HME e acaba se fundindo com a técnica. Apesar de o projeto ainda não ter sido concluído, o convênio em si e a aquisição do equipamento (por meio da cooperação) foram muito importantes para o desenvolvimento de competências na produção de medicamentos através dessa metodologia. Ao longo dos anos do projeto, algumas pesquisas de Farmanguinhos foram desenvolvidas enquanto o equipamento ainda estava no INT, sob a orientação do Dr Fabio Dantas, coordenador do projeto no INT. A disponibilidade da extrusora em nossas instalações possibilitará o desenvolvimento de outros produtos e otimizar etapas do processo produtivo, como mistura e granulação. Atualmente, o Laboratório de Farmacotécnica Experimental, liderado pela pesquisadora Alessandra Viçosa, consultora no projeto, também desenvolve medicamentos utilizando esta tecnologia, como a produção do praziquantel pediátrico a partir da impressão 3D”, enfatiza.
Ao incluir a tecnologia no portfólio, Farmanguinhos corrobora com o principal objetivo do projeto inicial, que é a internalização de uma tecnologia avançada e de aplicação direta na indústria, levando a melhorias de processamento e desempenho de medicamentos, além de fortalecer o laboratório público nacional, abrindo a possibilidade de novos desenvolvimentos de medicamentos através da nova tecnologia de produção implementada. “Além disso, o Instituto poderá oferecer uma plataforma para desenvolvimento de medicamentos para outras instituições a partir dessa técnica’, assinala Lucyenne Barbosa.
Breve apresentação do processo e edital de Chamada Pública para seleção de cartuchos, cartelas impressas e caixas impressas, para posterior procedimento de Padronização e esclarecimento de dúvidas
Pesquisador de Farmanguinhos passa a ocupar lugar definitivo na história da Fundação pelas contribuições à ciência
O químico Benjamin Gilbert atua na Instituição desde 1986. Tornou uma das principais referências do país na área de Química de Produtos Naturais, com mais de 120 publicações científicas e importantes estudos sobre fitoterapia (Arquivo)
O pesquisador Benjamin Gilbert, que atua no Centro de Inovação em Biodiversidade em Saúde de Farmanguinhos (CIBS), passa a ocupar a Galeria de Honra da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O inglês, que completa 92 anos nesta segunda-feira (27/9), recebeu o título de Pesquisador Emérito da Instituição em fevereiro deste ano em reconhecimento às contribuições dele para a ciência, em especial no campo das plantas medicinais.
A Galeria de Honra é reservada a personalidades nacionais e estrangeiras que tenham contribuído de modo notável para o progresso da humanidade e do país ou que tenham prestado relevantes serviços à Instituição. Tratam-se de pesquisadores e professores de mérito excepcional, de dentro e de fora dos quadros da Fiocruz, já agraciados com honrarias pelo Conselho Deliberativo da Fundação.
Neste caso, em reconhecimento por todas as contribuições de Benjamin Gilbert à pesquisa nacional, o diretor Jorge Mendonça encaminhou a proposta para apreciação do CD-Fiocruz, que avalia, dentre outros critérios, qualidade da obra, da referência e continuidade do trabalho. A relatoria ficou a cargo da diretora da Fiocruz Pantanal, Jislaine Guilhermino, ex-funcionária de Farmanguinhos, que conviveu com Benjamin Gilbert em boa parte de sua vida profissional.
Durante a cerimônia, o diretor Jorge Mendonça apresentou a trajetória do pesquisador desde a chegada ao Brasil, em 1958, e as contribuições dele na área de biodiversidade.
Aos 92 anos, Dr Gilbert ainda trabalha conosco em Farmanguinhos. Com uma bela trajetória e vasta produção acadêmica, o professor é referência no Brasil e no exterior por uma vida dedicada ao avanço da química, da fitoquímica e da ciência, pela defesa da produção pública de medicamentos, por uma luta incansável pela fitoterapia desenvolvida com todo rigor e também pela valorização do conhecimento tradicional, destacou Mendonça.